Sunday, November 30, 2008

Pain Inc. II


Pain Inc.



Something...





Saturday, November 29, 2008

Café...

Só porque vai bem com o "fundo". E porque já me está a apetecer.





Alma Negra.




Shell House...

A minha próxima barraca vai ser assim deste género, mas muito mais sofisticada...







Untitled





Noire II

Untitled

Entre a Terra e o Mar

...

Alma Negra.


Header.

62

Dois dias e meio, dias de vinte e quatro horas bem contadas. Foi o numero de horas necessário para voltar à normalidade. Foi o tempo necessário para dominar um ataque terrorista. Foi o tempo necessário para trazer de novo alguma tranquilidade a (...) de pessoas.
Mais uma vez matou-se e morreu-se por uma razão que aparentemente não justifica nem o derramamento de sangue nem a perda de vidas. O ser humano por vezes atinge o expoente máximo da imbecilidade - o que é assustador é a facilidade e a frequência com que o tem feito ao longo da História.

Noire

Em amarelo e negro. É uma proa sim, ou melhor, há-de ser quando lhe puser a vela e lhe der banho de novo.
Até agora, cinco estrelas. Mas a verdade é que não foi concebida para ser empurrada à pagaia, pede vento e velocidade. Vai meter medo... Com vento, seguramente.
Ah... e tem nome no feminino.



Friday, November 28, 2008

L'Argent


O dinheiro pode comprar uma casa, mas não um lar;
O dinheiro pode comprar um relógio, mas não o tempo;
O dinheiro pode comprar uma cama, mas não o sono;
O dinheiro pode comprar um livro mas não o conhecimento;
O dinheiro pode pagar um médico, mas não a saúde;
O dinheiro pode comprar um posto, mas não o respeito;
O dinheiro pode comprar o sangue, mas não a vida;
O dinheiro pode comprar o sexo, mas não o amor.

Thursday, November 27, 2008

A Fada do Lar



Ora, eu felizmente conheço umas quantas fadas do lar. O espectro varia entre a mais profunda igenuidade plena de boas intenções (as convictas de que o mundo existe para lhes lixar qualquer iniciativa doméstica) até às que apregoam o mais puro e doloroso realismo militante cujo lema é "sei ferver água mais ou menos", e ponto final parágrafo. Têm em comum a mais profunda inépcia - herdada ou adquirida à posteriori - em executar com uma destreza aceitável uma parte significativa dos temas constantes da lista-das-coisas-que-uma-mulher-deve-saber-fazer (lista esta normalmente da autoria da sogra, da ex-sogra ou, mais raramente, de uma mãe dedicada, crente e extremosa).
O convívio esporádico (não contínuo) com uma fada do lar é absolutamente hilariante. A casa de cada um é, como sempre, um mundo. Para uma fada do lar é um universo cheio de buracos negros, zonas nebulosas e absolutamente desconhecidas. Mundo mundo é a cozinha. Um mundo... Onde aparecem coisas que nem se sabia que existiam e nem sequer se sabe muito bem o que são. Coisas que aparecem por aqui e por ali nem se sabe muito bem porquê, muitas das vezes caras mas absolutamente inúteis. Tachos caros , uma espécie de frigideira revestida de teflon com a bolinha vermelha no meio (tão gira! - e serve para quê? - não sei, mas é tão gira!) e com um manual de instrucções bilingue em duzentas páginas, umas quantas moulinexes quase novas e todas de formas diferentes que não terão sido utilizadas com sucesso um par de vezes, uma varinha mágica ainda no plástico e um fogão ainda por estrear... Tal como dizia, uma cozinha, um mundo. O reverso é que é um mundo onde nunca há o que devia haver. Encontrar um saleiro, um galheteiro, um qualquer tempero ou mesmo um determinado talher pode ser uma autêntica descida aos quintos dos infernos.
Uma refeição boa, mas mesmo boa, daquelas mesmo boas que as fadas do lar sabem fazer, começa invariavelmente com um telefonema para a telepizza - o que costuma acontecer no fim da refeição que ia sendo. As outras (refeições) são no mínimo de ir às lágrimas. Da ementa constam items variadíssimos - na maioria dos casos de todo impossíveis de identificar (mesmo recorrendo à análise do ADN), pese embora a simplicidade estética da composição e o vastíssimo espaço disponível no prato para efectuar a necessária autópsia. Uma sugestão de atum será na maioria das vezes a coisa mais próxima da carne e mais distante de algo que tenha tido raízes em vida que se poderá encontrar no prato. O facto de vir numa latinha ajuda, claro. As porções de comida costumam ser estonteantes, meia dose de fome para toda a gente e um "faço sempre tanta comida..." acabam com qualquer ilusão óptica do calibre de que aquele-prato-não-pode-estar-cheio. A sopa vem seguramente com aquele travo a naftalina frita em manteiga, quando há sopa, o que felizmente quase nunca acontece. Abençoado seja o Senhor e a sua Obra, pois ela é divina, bem assim como os gelados vendidos em caixas no supermercado que por norma salvam a honra ao nome da sobremesa.
Nas domus das fadas do lar o espaço de armazenagem de víveres tende mais para o frigorífico do que para a despensa, quer por causa dos congelados (sempre saudáveis), quer de todos os iogurtes com bífidos activos e mais qualquer coisa que faça seguramente muito mal mas que venha embrulhada em cartão reciclado; também se encontram todas as espécies de compensações calóricas (low fat, mas carregadinhas de hidratos de carbono) às bolachinhas e outras coisinhas dietéticas, pãozinho integral e tostinhas integrais que acompanham com tudo o que seja derivado da soja e outras coisas que fazem muito bem. A fada do lar compensa consigo o que descompensa com o resto. E a grande maioria até tem uns fascículos da tele culinária ou um exemplar do Mestre Cozinheiro de proporções Bíblicas herdado de uma avó que tinha um dedo (gene) para a cozinha que lamentavelmente saltou umas quantas gerações até voltar a dar sinais de vida.
Os electrodomésticos são mais um daqueles mistérios insolúveis no vastíssimo universo desta espécie, sendo o aspirador o mais insondável de todos. Para onde terá ido todo aquele lixo, perguntam-se a si próprias, já naquela fase em que o animal faz um barulho ensurdecedor de porco a ginchar e já pouco ou nada "chupa", de tão entupido que está. O resultado não poderia ser senão uma enorme epifânia condensada num profundo, completo e aterrador apagão. Mais um problema para solucionar às custas de um vizinho mais ou menos prestável, regra geral vencido pelo consaço e por uma biografia versada na falta de jeito.
Para estas mulheres todas as tarefas domésticas se revelam verdadeiros autos-de-fé, uma expiação contínua de falhas de aprendizagem e uma vivência num mundo que não foi feito para elas, não as compreende e com o qual não conseguem interagir.
Dizia eu que felizmente conheço umas quantas destas mulheres. E mantenho o "felizmente" por razões muito minhas.

Wednesday, November 26, 2008

Fuji-San II




Muhammad

富士山