Saturday, January 31, 2009

Lana Caprina

Porra. Até a presunção da inocência tem limites.

Ass: Moi même.

A navalha de Occam

..."entia non sunt multiplicanda praeter necessitatem..."

Thursday, January 29, 2009

.l.a n..ra


So cold runs time living far beyond the Sun
So cold the ways moon shines on us
So cold the trees, light frightning shadows
So cold the wind that runs from your soul
So cold that gun, faithless face of death
So freezing bullit, crazy flying bird
So warm the end
When light sleep on us

Wednesday, January 28, 2009

Freeport

Não percebo como é que as mesmas pessoas que dizem (e bem) que não se pode condenar alguém antes de julgamento logo a seguir venham declarar uma fé inabalavel de que o Primeiro Ministro não está nem nunca poderia estar envolvido no caso. Mau.
Eu assumo que não gosto, não confio e não acredito na personagem. Mas até que a coisa se deslinde, acalmem-se os cavalos que a carroça já vai desgovernada.
Esta malta não tem mesmo é nada para fazer - e ainda falam dos professores.

OCDE

Nova designação para o departamento de Marketing do Ministério da Educação, entretanto alterada porque se descobriu que, por lapso, já existia um organismo internacional com o mesmo nome.

O País é de todos;

Destrói a tua parte.



(antes que alguém o faça por ti e ainda te cobre dinheiro por isso)

Question:

Será que estou todo frito? A alucinar, e tal?
Será da falta dos comprimidos que o médico receitou?
...

Finalmente!!

E já que toda a gente o fez, vou entrar na onda e dizer uma ou duas coisas acerca do Freeport de Alcochete:
Não é feio de todo, é arejado e visto de fora tem pinta de ter muitas luzes lá dentro. No Inverno é um pouco húmido e com muita nebelina, principalmente à noite, mas é aprazível porque se ouve a Natureza ali bem perto. A envolvente é muito bonita e privilegiada, e temos que convir, quem escolheu a localização devia levar um prémio, está muito bem ali.
Nem sei porque raio se fala tanto do assunto...

Manual de boa convivência I

Para remissão do pecado da depressão que inflingi a meio mundo ontem ao fim do dia, vou começar a publicar algumas das trapaças que fui fazendo ao longo da vida a pessoal amigo e conhecido.
Nota do trapaceiro: o essencial para que qualquer partida corra bem, seja divertida e tenha o efeito pretendido é conhecer a vítima e conseguir prever com um grau razoável de aproximação as reacções que irá ter no meio envolvente. Melhor ainda é conseguir fasear a(s) partida(s) no tempo, mantendo sempre o controlo das reacções da(s) vítima(s). Pode parecer cruel - e é-o efectivamente, em abstracto, mas é aqui que entra o factor personalidade... e claro, a relação que mantemos com o mundo e as pessoas à nossa volta.
Uma das personagens que mais "sofreu" às minhas custas foi uma alma que referirei por AC. Era um jovem dos seus quase cinquenta anos, sempre bem disposto e a reclamar de tudo e de nada, já reformado e a trabalhar (a recibos verdes) como administrador de sistema (um mainframe, por sinal) numa instituição respeitável da qual também fui empregado. Em cada três palavras, cinco eram jargão, e o fadinho da praxe começava com a frase "cona da mãe tem asas, tem asas mas não voa"...
Estava-se mesmo a ver.
Na dita empresa ainda se usavam aqueles telefones antigos, de discar, pretos... um mimo. Ora o AC tinha um em cima da secretária, lindo e sempre a pedir trapaça. Levou com três quase de rajada.
1) Carnaval (já não me lembro do ano). O AC era a única personagem que ainda mantinha íntegras a meio da manhã a compostura e a limpeza. Todos os outros lá na paróquia (incluindo o cretino do chefe de secção) já tinham feito diversas peregrinações aos lavabos para limpeza das mãos e unhas. Andava o AC aos pulinhos e a dizer "este ano ele não me apanha!! este ano ele não me apanha!!" quando toca o telefone, que ele prontamente atendeu. Um pormenor de qualidade que ainda não referi: o orelhal estava atestado de graxa preta, daquela de facílima remoção. Diz quem viu que foram para cima de vinte minutos em profunda prostração nos lavabos até a orelha ficar apresentável, durante os quais me mimoseou com todas as palavras feias de que se lembrou - e não eram poucas;
2) Um dia qualquer I, ou A técnica do telefone fantasma I: Afortunadamente encontrei um telefone "morto" perdido algures lá pela paróquia que era igualzinho ao do AC. Deu-me logo umas quantas idéias, e nada como começar pela menos elaborada: Ambos os telefones lado a lado com fita-cola transparente nos "ganchos" e com os orelhais devidamente trocados. Estava o AC sentado, distraidíssimo e embebido no trabalho quando toca o (um dos) telefone(s). Ouviu-se logo um "foda-se, aquele cabrão de *#$%"... e imagine-se o resto da cena: orelhal a), telefone b) "estou?" - e o cagaçal da campaínha não parava; orelhal b), telefone a) "estou sim?" e o mesmo resultado, e o AC sempre com aquele olhar esgazeado de profunda desconfiança com o meio envolvente; por fim, orelhais a) e b) em simultâneo, "está lá" e a puta da campaínha não parava de fazer barulho. A festa repetiu-se umas hilariantes duas ou três vezes antes de o jovem ter percebido a farsa... Voltei a ser apelidado de tudo e mais um par de botas abaixo de cagalhoto e passei à lista negra de meio mundo lá na casa;
3) Um dia qualquer II, ou A técnica do telefone fantasma II: Ainda utilizando o mesmo telefone "auxiliar", mas com a seguinte variante: colocar o telefone "fantasma" em cima da secretária, atar o telefone verdadeiro a uma das patas da mesma - utilizando para tal o fio que vai à tomada da parede (é favor deixar o telefone ligado senão não faz efeito, sim?)... No fio encaracolado dá-se um nó que não permite que o orelhal se afaste mais do que um generoso palmo do telefone, que por sua vez está atado à pata da mesa... E está montado o cenário.
Bem, esta foi de ir ao chão. Toca o telefone, o AC atende (o telefone falso) "estou?" e nada, o telefone verdadeiro continava a tocar atado à pata da secretária, lá embaixo no chão. Lá vai o jovem dar a volta a perceber de onde vinha o escarcéu, e lá teve que acabar por se pôr de gatas para atender o telefone verdadeiro. Só me lembro de estar a ouvir "eh pá, desculpa lá, foi aquele cabrão daquele $%&^ que me fodeu o telefone outra vez" - e claro, eu a rir a bandeiras despregadas - quando o chefe de divisão, uma personagem bastante pacata, calma e selecta entra na sala e vê aqueles preparos. Um maduro de cú para o ar a atender o telefone agarrado à perna da mesa... O resto deixo à imaginação de cada um...

Para atingirem o grau de piada que a coisa teve, experimentem fazer isto no local de trabalho. Garantidamente que vale a pena.

Nota de rodapé: Isto é apenas uma das muitas razões pelas quais me meteram uma caixa da telepizza na mota. As outras vou contando com tempo...

Tuesday, January 27, 2009

Per Omnia Seculae Seculorum

Quem dizia que tinha soluções milagrosas está a perceber muito rapidamente que a vida não é jogada a feijões. E isso nunca pode ser bom, porque a bem ou a mal, e se calhar até contrariados, deixámos uma parte dos nossos destinos nas mãos de pessoas que - pensávamos nós - eram íntegras e competentes o suficiente para não desmerecerem essa confiança. E essas mesmas pessoas responderam a uma só voz. Mascararam competência com discurso fácil, conhecimento com manipulação e credibilidade com aparência. E seguiram em fila pela lei do menor esforço: acreditaram no "sistema" que paulatinamente tinham montado ao longo de décadas. Mas o sistema não passa de um conjunto de leis aplicados sistematicamente, com regularidade, em ciclos, que se espera tenham sempre uma resposta previsível a um determinado contexto de partida. Leis económicas que tomámos por Ciência exacta, leis da Física que pensámos ter compreendido e leis da Natureza que pensávamos ter dominado, postulados acerca de tudo e de nada e regra geral acerca de coisas sem importância, princípios morais, sistemas monetários e financeiros e a previsão do tempo a mais de vinte e quatro horas. Pensávamos que tínhamos o domínio da vontade alheia pela indução de necessidades cada vez mais supérfluas através de uma publicidade cada vez mais sofisticada e insidiosa e pela promoção da ganância a valor máximo da lei do sucesso; mas havia uma espada de Dâmocles materializada numa imensa, obtusa e suicida confiança nesse mesmo sistema. Nada podia falhar, nada iria falhar. Nunca nada falharia porque nada podia escapar ao controlo do sistema. Tal como se dizia no "Vagabundo dos Limbos": O que não está previsto não existe.
A realidade é um bocadinho mais dura.
Foi só escamar ao de leve a tinta que cobria a parede velha. Veio a chuva e a parede começa a ruir, mas tal como no caso do Titanic, aquela parede nunca iria tombar, porque era indestrutível.
E agora?
Agora fazemos aquilo para que fomos treinados ao longo de gerações de cuidadosa selecção genética: sobrevivemos a esta para podermos viver pelo menos até à próxima. A boa vida acabou. E acreditem, sobrevivemos à peste Negra e a duas grandes guerras. Conseguiremos sobreviver a estas gentes a quem agora confiámos os nossos destinos.

Silêncio, está-se a cantar o Fado.

Aqui. O nosso fado enquanto povo, magistralmente descrito no Portugal Contemporâneo.

Sunday, January 25, 2009

Quem quer que sejas, onde quer que estejas...



...I will be with you again.




Vale a pena ver...

No "Geração Rasca", um magnífico apontamento cultural: Hotel Saraiva de Carvalho.

Saturday, January 24, 2009

Chapitô

A sério que me escavaquei a rir... Tenho que sublinhar a pérola no meio da ostra:

"Durante a lição que Teixeira dos Santos proferiu, intitulada "Portugal - desafios no novo contexto mundial", onde explicou a crise desde a fase embrionária - Primavera de 2007 - até ao culminar da crise mundial que teve o auge no Outono de 2008 com a subida dos preço do petróleo e a subida das taxas de juro"... blá blá blá.

Eu não percebo nada de economia, mas sei que em 2007 já a crise não estava em fase embrionária há pelo menos quatro anos. Com prognósticos destes a alcunha do paciente é sempre a mesma - lixado, com "F" maiúsculo.

One percent




all the people i know wanna be left alone
some people!
i don't know?
they wanna leave you alone
you gotta be just - be just like them
biggest gang i know they call the government
gang is a weapon
that you trade your mind in for
you gotta be just - be just like them
the gang
and the government
no different
the gang
and the government
no different
the gang
and the government
no different
that makes me
1%
that makes me
1%
trouble comes down
like a foot steppin heavy
shake your fist
at the bitch
or wave your money
you gotta be right
you gotta be right
don't be no
supper for a big fish
with the big lip
and the over -
bite - bite
you gotta bite
bite - bite - bite - da bita
bite - bite - ba da da bita
bite - bite - bite - bite
bite - bite - bite - bite
all the people i know wanna be left alone
some people!
i don't know?
they wanna leave you alone!
you gotta be just - be just like them
the gang
and the government
no different
the gang
and the government
no different
the gang
and the government
no different
that makes me
1%
that makes me
1%
that makes me
1%
that makes me
1%

Du Hast







Du
Du hast
Du hast mich

Du
Du hast
Du hast mich

Du hast mich
Du hast mich gefragt
Du hast mich gefragt
Du hast mich gefragt und ich hab nichts gesagt

Willst du bis der tod euch scheidet
Treu ihr sein fr alle tage...

Nein

Willst du bis zum tod der scheide
Sie lieben auch in schlechten tagen....

Nein

Um magnífico epitáfio...





Lets dance in style, lets dance for a while
Heaven can wait were only watching the skies
Hoping for the best but expecting the worst
Are you going to drop the bomb or not?

Let us die young or let us live forever
We dont have the power but we never say never
Sitting in a sandpit, life is a short trip
The musics for the sad men

Can you imagine when this race is won
Turn our golden faces into the sun
Praising our leaders were getting in tune
The musics played by the madmen

Forever young, I want to be forever young
Do you really want to live forever, forever and ever

Some are like water, some are like the heat
Some are a melody and some are the beat
Sooner or later they all will be gone
Why dont they stay young

Its so hard to get old without a cause
I dont want to perish like a fading horse
Youth is like diamonds in the sun
And dimonds are forever

So many adventures couldnt happen today
So many songs we forgot to play
So many dreams are swinging out of the blue
We let them come true

Friday, January 23, 2009

Parabéns

Gertrudes!!!!

Desta vez são... pá, bintoito aninhos, berdad?

AUTO DA LUSITÂNIA

Excerto, autoria de Gil Vicente.
Personagens: Ninguém, Todo-o-mundo, Berzebu e Dinato.
[Estão em cena dois diabos, Berzebu e Dinato, este preparado para escrever]

Entra Todo-o-mundo, homem como rico mercador, e faz que anda buscando algua cousa que se lhe perdeu. E logo após ele um homem vestido como pobre. Este se chama Ninguém, e diz:

Ninguém
Que andas tu i buscando?

Todo-o-mundo
Mil cousas ando a buscar:
delas não posso achar,
porém ando porfiando,
por quão bom é perfiar.

Ninguém
Como hás nome, cavaleiro?

Todo-o-mundo
Eu hei nome Todo-o-mundo,
e meu tempo todo inteiro
sempre é buscar dinheiro
e sempre nisto me fundo.

Ninguém
Eu hei nome Ninguém,
e busco a consciência.

[Berzebu para Dinato]
Berzebu
Esta é boa experiência!
Dinato, escreve isto bem.

Dinato
Que escreverei, companheiro?

Berzebu
Que ninguém busca consciência
e Todo-o-mundo dinheiro.

[Ninguém para Todo-o-mundo]
Ninguém
E agora, que buscas lá?

Todo-o-mundo
Busco honra muito grande.

Ninguém
E eu virtude, que Deos mande
que tope co'ela já.

[Berzebu para Dinato]
Berzebu
Outra adição nos acude:
escreve logo i a fundo,
que busca honra Todo-o-mundo,
e Ninguém busca virtude.

Ninguém
Buscas outro mor bem qu´esse?


Todo-o-mundo
Busco mais quem me louvasse
tudo quanto eu fezesse.

Ninguém
E eu quem me reprendesse
em cada cousa que errasse.

[Berzebu para Dinato]
Berzebu
Escreve mais.

Dinato
Que tens sabido?

Berzebu
Que quer em extremo grado
Todo-o-mundo ser louvado,
e Ninguém ser reprendido.

[Ninguém para Todo-o-mundo]
Ninguém
Buscas mais, amigo meu?

Todo-o-mundo
Busco a vida e quem ma dê.

Ninguém
A vida não sei que é,
a morte conheço eu.

[Berzebu para Dinato]
Berzebu
Escreve lá outra sorte.

Dinato
Que sorte?

Berzebu
Muito garrida:
Todo-o-mundo busca a vida,
e Ninguém conhece a morte.

[Todo-o-mundo para Ninguém]
Todo-o-mundo
E mais queria o Paraíso,
sem mo ninguém estrovar.

Ninguém
E eu ponho-me a pagar
quanto devo pera isso.

[Berzebu para Dinato]
Berzebu
Escreve com muito aviso.

Dinato
Que escreverei?

Berzebu
Escreve que Todo-o-mundo quer Paraíso,
e Ninguém paga o que deve.

[Todo-o-mundo para Ninguém]
Todo-o-mundo
Folgo muito d´enganar,
e mentir naceo comigo.

Ninguém
Eu sempre verdade digo,
sem nunca me desviar.

[Berzebu para Dinato]
Berzebu
Ora escreve lá, compadre,
não sejas tu preguiçoso!

Dinato
Quê?

Berzebu
Que Todo-o-mundo é mentiroso,
e Ninguém diz a verdade.

[Ninguém para Todo-o-mundo]
Ninguém
Que mais buscas?

Todo-o-mundo
Lisonjar.

Ninguém
Eu som todo desengano.

[Berzebu para Dinato]
Berzebu
Escreve, ande lá mano!

Dinato
Que me mandas assentar?

Berzebu
Põe aí mui declarado,
não te fique no tinteiro:
Todo-o-mundo é lisonjeiro,
e Ninguém desenganado.

Piada da Semana

"Vai aumentar o rendimento disponível para as famílias".

A sério, eu não tenho comentários. É que... conheço casos de famílias que estão a passar por dificuldades reais, e não é por terem andado a gastar à tripa-forra, é mesmo poque o desemprego... Quando se atinge um grau destes de autismo, a mim só me resta oferecer os ramos mais robustos de um pinheiro que aqui tenho perto e mais dois metros (ou mesmo três) de corda. E a minha melhor boa-vontade: ofereço-me como voluntário para ajudar a acabar com tamanho sofrimento - sim, porque quem diz tamanha barbárie só pode estar em sofrimento...

Thursday, January 22, 2009

Ponto de situação:

A "blógósfera" vai bem e recomenda-se. Ainda consegue ser o contraponto, a contra-corrente e a opinião do contra ao status-quo instituído e bovinamente seguido pela comunicação social em geral. E sim, são opiniões a mais e factos a menos, mas não é disso mesmo que se trata no geral?...
A crise soma, segue e desmascara. Soma desgraças, segue em direcção à próxima e desmascara incompetências e más-práticas. E por um lado não é verdade que seja a pior de todas (ainda), mas será uma questão de tempo e duas ou três infelizes coincidências: em 1929 foram duas ou três infelizes coincidências mais um bocadinho de tempo e o mesmo rol de más práticas para abalar nas raízes a confiança no sistema financeiro E MONETÁRIO, não nos esqueçâmos...
Discursos muito bons, os do Obama, a lembrarem-me de que não me recordo de uma oratória daquele nível por cá. Deve ser qualquer coisa na água... a diferença é entre 300 milhões de Americanos com esperança no futuro, e dez milhões de Portugueses mais ou menos nas tintas para o que se vai passar amanhã.
Economia no geral: continuamos a brincar à Alice no país das maravilhas.
Governo no geral: estamos em ano de eleições, por isso tudo o que se disser sobre a real situação do País será mentira.

Arrepiante.

Descobri aqui que existia e fui à procura... E aqui está, "a capela". E é mesmo para ficar em pele de galinha. Vale mesmo a pena ouvir, nem que seja uma vez na vida.


Tinha-me passado este post...

Mas ainda bem que o descobri. Parece-me que o caminho terá que ser algo por aqui...

San Francisco

Esta ainda vem de uma época em que as músicas eram lindas do primeiro ao último acorde.





If you're going to San Francisco
Be sure to wear some flowers in your hair
If you're going to San Francisco
You're gonna meet some gentle people there

For those who come to San Francisco
Summertime will be a love-in there
In the streets of San Francisco
Gentle people with flowers in their hair

All across the nation such a strange vibration
People in motion
There's a whole generation with a new explanation
People in motion people in motion

For those who come to San Francisco
Be sure to wear some flowers in your hair
If you come to San Francisco
Summertime will be a love-in there

If you come to San Francisco
Summertime will be a love-in there

A Flash in the Night

Há coisas que não têm que ser justificadas, porque não têm justificação, a não ser numa parte obscura e recôndita dum bocadinho de cada um de nós. Isto é a prova viva disso mesmo. É brega que se farta, mas atingiu-me em cheio numa altura em que... ponto. E cá está, porque sim.



As a break of dawn came closer
AII my hopes seemed so forlorn.
The misty signs of laughter
And the light eluded all.
My despair was caught in motion

A face just barely true -
Shadows in blue.

A flash in the night . . .
In the changing of the season
Releasing one lost name.
The scar once healed forever
Dissolving in the rain.
A twig snapped in the clearing

A glimpse of golden skin

My face within

My despair was caught in motion.
A face just barely true -
Shadows in blue.

A flash in the night . . .

California Dreaming


all the leaves are brown
and the sky is grey
I've been for a walk
on a winter's day

I'd be safe and warm
if I was in L.A
California Dreamin'
on such a winter's day

stopped into a church
I passed along the way
well, I got down on my knees
and I pretend to pray

you know the preacher likes the cold
he knows I'm gonna stay
California Dreamin'
on such a winter's day

all the leaves are brown
and the sky is grey
I've been for a walk
on a winter's day

if I didn't tell her
I could leave today
California Dreamin'
on such a winter's day

Sigam

Me.

Tuesday, January 20, 2009

Coisas...



...Estranhos...


...São apenas amigos que ainda não conhecemos.

Fio da navalha

Entre aquilo que queremos e sabemos que temos que dizer e fazer, e aqueles que não nos podemos dar ao luxo de decepcionar.
Lá está aquela enorme mancha cinzenta de novo, entre o preto e o branco.

Pensamento do Dia:

Matter is a question of mind; If You don't mind, it doesn't matter.

Creio que já é repetido, mas hoje soa-me bastante bem. Até porque tenciono passar o dia em estado de semi-inconsciência.

Monday, January 19, 2009

Jerry Lewis

"-E a explosão deu-se quando o professor testava?"
"-Um novo aditivo para a gasolina!"
"-E trata-se de...?"
"-Nitroglicerina."


C3H5(NO3)3

O Senhor dos Anéis:


Aqui... e aqui.

Top Gun

Ontem vi o Magalhães ao vivo e a cores numa loja. Ora por onde é que vou começar... o conceito está interessante e num tamanho catita. Escusavam de ter apresentado a coisa como se fosse a melhor invenção de Deus a seguir ao sexo... Mas o que me deixou mesmo preocupado foi saber que os membros do executivo de JS andam todos com aquilo "porque não precisam de mais". Fiquei mesmo bastante preocupado por uma série de razões que são muito minhas.

À procura de sarna

Acabei por fechar todas as janelas do browser com excepção desta, e ainda não estou muito seguro do que irá sair daqui. Mas para já é só um bocadinho de revolta, porque há coisas que não me deixam a bem comigo próprio.
Parasitismo. Uma das formas de relacionamento dentro de um ecossistema, que ocorre quando uma espécie sobrevive às custas de outra espécie sem que daí advenha qualquer vantagem para a segunda (senão seria uma simbiose...). Esta do parasitismo ocorreu-me assim num relâmpago estava eu a ler umas quantas alarvidades a respeito do que se passa (e deixa de se passar) na faixa de Gaza, escritas por pessoas que estiveram lá tantas vezes quanto eu - aliás, fomos juntos no mesmo avião umas quantas vezes - e que portanto estão abalizadíssimas para falar sobre o assunto, até porque conhecem o caso em primeira mão. Nada como estar esclarecido antes de botar faladura.
Voltando à vaca fria, é muito fácil esquecer o essencial: há gente a morrer ali. Pessoas, crianças, é o que estiver no caminho das balas e dos rockets, porque as armas são cegas. E cegas como são, estão-se nas tintas se quem está à frente é Israelita ou Palestiniano, a carne é toda igual e o sangue é todo da mesma cor. Longe dos escombros e da miséria há um conjunto de escroques a ganhar com o conflito - em poder, em influência e em apoios da opinião pública (mundial)... Seguramente não são os que estão a morrer, nem sequer as suas famílias. É triste.
Depois... há toda uma panóplia de cretinos, com variadíssimas tonalidades e gradações de imbecilidade que, a não serem financiados para fazerem publicidade à causa ainda se revelam mais acéfalos do que parecem, que vêm para a praça pública apregoar a virtude e vitimização de um dos lados (e a demonizar de passagem o oposto e todos os que questionam as suas opiniões) e isto a saberem tanto quanto eu sei (quase nada), porque vamos beber às mesmas fontes. Com a diferença de que eu não rejeito uma opinião à partida por vir com uma etiqueta que não me convém. A este modo de vida costuma dar-se o nome de parasitismo, porque estas alminhas ganham a vida a comentar (não a relatar, mas a opinar e a comentar) a vida alheia, que neste caso calha a ser de miséria, morte e desgraça. Ainda por cima têm o desplante de o fazer pela lupa da cegueira selectiva. Não beneficiam quem sofre, apenas fazem parte da engrenagem montada para favorecer os outros (igualmente parasitas e oportunistas) que têm o couro a salvo.
Por razões diferentes e num contexto diferente, há umas décadas atrás houve uma personagem que fez algo parecido. Chamava-se Neville Chamberlain. Mas esse tinha visto os horrores da Grande Guerra. Coitado, acabou por pagar uma pior sem sequer a ter comprado. E com gente bem pior. Bem, não é o caso, porque quase apostava a unha do pé de que a maioria destes comentadores "profissionais" de pacotilha não fazem puto de idéia do que é uma guerra porque foram "objectores de consciência" - não porque tivessem consciência de sobra para objectarem acerca fosse do que fosse, mas pela mais absoluta falta de tomates para... whatever.

Faxavor de dar uma vista de olhos...

Porque eu fiquei um nadinha roído pela inveja. Porque estas fotos estão mesmo muito boas, e quando digo muito boas digo todas juntinhas onde estão. E vale a pena dar uma vista de olhos ao resto do blog. Com tempo.

Pseudo qualquer coisa:

Agora vou dar uma de gajo sensível, preocupado e sempre dentro do acontecimento: hoje, 19 de Janeiro do ano da Graça de 2009, passam 17 anos do falecimento da Elis Regina (17 de Março de 1945 a 19 de Janeiro de 1982), oitenta e seis anos do nascimento de José fontinhas Rato (mais conhecido como Eugénio de Andrade - 19 de Janeiro de 1923 a 13 de Junho de 2005) e duzentos anos do nascimento de Edgar Allan Poe (19 de Janeiro de 1809 a 7 de Outubro de 1849).
Agora vou ser honesto: descobri isso aqui e na Wikipedia. Sim, às vezes cultivo-me, pode ser?
E é sempre bom ir lendo coisas escritas por pessoas muito mais organizadas e metódicas do que eu. Assim posso dar ares de gajo sensível, preocupado e sempre dentro do acontecimento, que não sou. Mas tenho a vantagem de a vida ser uma surpresa após a outra, no que concerne a datas festivas e aniversários, para os(as) quais invariavelmente nunca estou preparado.

:)

Sometimes

Isto de lidar com pessoas tem o seu quê de interessante. Muda-se o "canal" e uma série de gente pensa logo que está perante outra pessoa... Outros comportamentos, outras conversas, outro tom de voz, outros assuntos... Fantástica conclusão, quer pela originalidade quer pelo magnífico raciocínio (típicamente suicida) que a origina. Os putos (crianças) também são assim, têm dessas coisas, mas por razões compreensíveis e desculpáveis - uma questão eventualmente corrigida ao longo do processo de crescimento/evolução. O mais intrigante é que esta falha funcional ocorre maioritáriamente em pessoas que querem à força passar uma idéia de quase infalibilidade, num estilo forte que transmite (pretensamente) confiança e credibilidade aos demais.
Não faço idéia do nome que se dará a isso, mas deve ter nome.

Pensamento do dia:

(Esta veio direitinha de Curral de Moinas):
"Ora eu bebi dois litros de vinho por uma palhinha, pelo que é considerado refrigirante..."

Querido Líder

O nosso querido, amado, amável e inefável primeiro, decidiu ontém dar mais uma na ferradura e armou em humorista. Eu ouvi um bocadinho e só não considerei aquilo como stand-up porque ele se escondeu atrás do púlpito, mas àparte isso, a diferença foi nenhuma. E eu pensava comigo “José, se não fosses tão mentiroso até era capaz de votar em ti”, porque algo ali... enfim, o algodão não engana. Mas há que dar o mérito ao rapaz, ele mente com tanta convicção que é o primeiro a ser enganado pelas próprias palavras, na realidade não há maldade naquela alma, ele próprio vive embevecido com o pequeno mundo que criou e onde vive... sózinho.
Digo estas coisas porque ao tempo que o estava a ouvir calhou sem querer passar os olhos por aqui, e dado que sou uma personagem razoavelmente preguiçosa, acredito sem confirmação no que está escrito. Seja como for, percebe-se que algo está mal, ago está para correr muito mal, e não vai ser seguramente para nos facilitar a vida...

Breve resumo da História de Portugal I

(Recebido - como de costume - por correio electrónico):
Tudo começou com um tal de Henriques que não se dava bem com a mãe (deu-lhe um estalo e acabou por se vingar na pandilha de mauritanos que vivia do outro lado do Tejo). Para piorar ainda mais as coisas, decidiu casar com uma espanhola qualquer e não teve muito tempo para lhe apreciar o salero porque a tipa apanhou uma camada de peste e morreu. Pouco tempo depois, o fulano, que por acaso era rei, bateu também as botas e foi desta para melhor. Para a coisa não ficar completamente entregue à bicharada, apareceu um tal de João que, ajudado por um amigo de longa data que era afoito para a porrada, conseguiu pôr os espanhóis a enformar pão e ainda arrajou uns trocos para comprar uns barcos ao filho que era dado aos desportos náuticos. De tal maneira que este decidiu pôr os barcos a render e inaugurou o primeiro cruzeiro marítimo entre Lisboa e o Japão, com escalas no Funchal, Salvador, Luanda, Maputo, Ormuz, Calecute, Malaca, Timor e Macau.
Quando a coisa deu para o torto, ficou nas lonas só com um pacote de pimenta para recordação e resolveu ir afogar as magoas, provocando a malta de Alcácer-Quibir para uma cena de estalo. Felizmente tinha um primo, um tal de Filipe que não se importou de tomar conta do estaminé até chegar outro João que enriqueceu com o pilim que uma tia lhe mandava do Brasil, mas acabou por gastar tudo em conventos e aquedutos.
Com conventos a mais e dinheiro a menos, as coisas lá se iam aguentando até começar tudo a abanar numa manhã de Novembro. Muita coisa se partiu mas sem gravidade porque passado pouco tempo já estava tudo arranjado outra vez, graças a um mânfio chamado Sebastião que tinha jeito para a bricolage e não era mau tipo de todo, apesar das perucas um pouco amaricadas que faziam moda na época.
Foi por esses dias que um tal de Napoleão bateu à porta a perguntar se Pedro podia vir brincar e o irmão mais novo, o Miguel, teve uma crise de ciúmes e tratou de armar confusão que só acabou quando levou um valente puxão de orelhas do mano que já ia a caminho do Brasil para tratar de uns negócios.
Passados uns tempos a malta começou a votar mas as coisas não melhoraram grande coisa e foi por isso que o Carlos anafado levou um tiro nos coiratos quando passeava de carroça pelo Terreiro do Paço. O pessoal assustou-se com o barulho e escondeu-se num buraco na Flandres, onde continuaram a ouvir tiros mas desta vez apontados a eles e disparados por Alemães. Ao intervalo, já perdiam por muitos mas o desafio não chegou ao fim porque uma senhora... (vestida de branco) apareceu a flutuar por cima de uma azinheira e três pastores ficaram primeiro atónitos, depois morreram e uns tempos mais tarde acabaram por serem beatificados. Não fosse um velhote de botas, lá das beiras, a confusão tinha continuado muito mais tempo; não só não continuou como Angola continuava a ser nossa mesmo que andassem por ai a espalhar boatos de que era ao contrário... Comunistas dum camandro! Tanto insistiram que o velhote se amandou do cadeirão abaixo e houve rebaldaria tamanha que foi preciso pôr um chaimite e um molho de cravos em cima do assunto. Depois parece que houve um Mário qualquer que assinou um papel que nos pôs na Europa...



Continua brevemente (ou nem por isso)

Friday, January 16, 2009

Dedicado a todos os adultos contemporâneos pseudo-intelectuais e neuro-hipocondríacos *

Dizem que todos os dias devemos comer uma maçã por causa do ferro e uma banana por causa do potássio.
Também devemos comer uma laranja por causa da vitamina C e uma chávena de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias devemos beber dois litros de água (sim, e depois uriná-los, o que requer o dobro do tempo que perdemos para os beber).
Todos os dias devemos comer um Actimel ou um iogurte por causa dos "L. Casei Immunitas", que ninguém sabe muito bem o que raio é, porém parece que se não engoles pelo menos um milhão e meio destas bactérias todos os dias, começas a ver desfocado.
Todos os dias devemos tomar uma aspirina para prevenir os enfartes e um copo de vinho tinto, também para prevenir os enfartes. E um outro copo de vinho branco porque faz bem ao sistema nervoso. E um de cerveja que já não me recordo para que é. Se os bebes todos juntos podes ter uma hemorragia cerebral mas não te preocupes porque nem te vais dar conta.
Todos os dias devemos comer alimentos ricos em fibras. Muitas, muitas fibras... até que consigas defecar um camisolão de lã.
Devemos fazer entre 4 a 6 refeições por dia, ligeiras, sem esquecer de mastigar 100 vezes cada bocadinho de comida. Fazendo as contas, só no comer lá se vão 5 horas. Ah!, e depois de cada refeição é preciso lavar os dentes, ou seja: depois do Actimel e das fibras lava os dentes, depois da maçã lava os dentes, depois da banana lava os dentes... e por aí afora se ainda te sobrarem dentes na boca, sem esquecer de usar o fio dental, massajar as gengivas e bochechar com um elixir oral.
É melhor fazer obras, ampliar a casa de banho e meter um leitor de CD's, porque vais passar muitas horas lá dentro.

É necessário dormir 8 horas e trabalhar outras 8, mais as 5 necessárias para comer, tudo isto dá 21 horas. Sobram-te 3 e reza para que não haja trânsito. De acordo com as estatísticas, vemos televisão 3 horas por dia... Pois é, mas não se pode, porque todos os dias devemos fazer uma caminhada de pelo menos meia hora (por experiência própria: depois de 15 minutos volta para trás, senão a meia hora torna-se uma).
É preciso saber conservar as amizades porque estas são como as plantas, devemos regá-las todos os dias. E até quando vais de férias, suponho. Além disso, temos de nos manter informados e ler pelo menos 2 jornais e um par de artigos de revistas, para desenvolver uma consciência crítica.
Ah!, devemos ter relações sexuais todos os dias, mas sem cair na rotina: é preciso ser inovador, criativo e renovar a sedução. Para tudo isto é preciso tempo. E sem falar do sexo tântrico (a propósito, relembro que é preciso lavar os dentes depois de se comer qualquer coisa). Devemos também arranjar tempo para limpar a casa, lavar a louça, a roupa e já nem digo nada se tivermos animais de estimação ou... FILHOS!!
Em suma, para abreviar, as contas dão 29 horas por dia. A única hipótese que me ocorre é fazer várias coisas ao mesmo tempo. Por exemplo: tomas banho com água fria e com a boca aberta, assim bebes os 2 litros de água. Enquanto sais do banho com a escova de dentes na boca, fazes amor (tântrico) com o teu/tua companheiro(a), que no entretanto vê televisão e te conta as notícias, enquanto aproveitas para limpar a casa.
Ainda te sobra uma mão livre? Telefona aos teus amigos! E aos teus pais! Bebe o vinho (depois de telefonar aos teus pais, vais precisar). O Actimel com a maçã é o teu/tua companheiro(a) que to pode meter na boca, enquanto ele(a) come a banana com as fibras e amanhã trocam. E ainda bem que já somos crescidos, senão ainda deveríamos tomar um suplemento extra de cálcio todos os dias.
Uuuuf!
Se ainda te sobrarem 2 minutos, envia esta mensagem aos teus amigos (que devemos regar como as plantas) e fá-lo enquanto comes uma colherada de um qualquer suplemento de Magnésio, que faz mesmo muito bem.
Agora deixo-te, porque entre o iogurte, a maçã, a cerveja, o primeiro litro de água e a terceira refeição do dia com a dose diária de fibras, já não sei que raio estou a fazer neste momento, mas sinto que tenho de ir urgentemente sentar-me na sanita. Assim até aproveito para lavar os dentes!
Uma saudação especial para os homens e mulheres modernos!


*Recebida por correio electrónico.

Untitled


Feelings

Há aqueles momentos especiais na vida, quando saboreamos uma chávena de café quente num dia gelado, quando sentimos uma brisa fresca num princípio de tarde de estio, ou quando sentimos que acabamos de nos tornar um mau exemplo. Estou mais ou menos assim, e não é nem do café nem da brisa.

Políticamente incorrecto.

Acerca do que disse recentemente D. José Policarpo, comentado aqui por quem aparentemente se deu ao trabalho de ir além das letras gordas antes de botar faladura. Muito bom.

Wednesday, January 14, 2009

E...

Com uma grandessíssima falta de humildade vou ter que deixar aqui um aviso prévio à navegação: Não gosto do Hamas nem do Hezbolah nem da Fatah, não gosto de pessoas nem de organizações que se apropriam de causas alheias em prol e benefício das suas próprias, não gosto de oportunistas nem de filhos-da-puta que mandam inocentes para uma morte e para um martírio para o qual eles próprios se recusam a voluntariar o cabedal. Não congo deixar de lamentar a má-sorte de todos os civis Palestinianos e Israelitas mortos num conflito que se fundamenta em preconceitos, diferendos religiosos e xenofobia. Mas... não gosto de histórias mal contadas, nem que me apresentem como "bonzinhos da fita" gajos que tratariam de puta para baixo qualquer mulher que ousasse estender-lhes a mão e cumprimentá-los como iguais. Cheira-me demasiado a esturro para aceitar o preto-no-branco que por aí se conta.

E é oficial:


Estou de volta. A tentar organizar algumas coisas devagarinho, ao sabor do vento (sorry, Rafeiro), entre as quais ler o (muito) que se tem escrito nestes cantinhos do mundo...

Até jázinho...

E mais coisas simples:

"Agora é preciso coragem".
Vindo de bocas que têm que acordar a dizer a palavra porque tudo naquelas vidas foi conquistado, não dado, e à custa de (muita) dor e sofrimento. E partilham o que têm, muito ou pouco, feio ou bonito, não interessa.
Quando penso que até sou uma pessoa razoavelmente humilde, levo um banho destes e resumo a minha visibilidade ao mínimo indispensável (a tentar passar despercebido). E não é difícil chegar à conclusão de que não sei nada de nada do que é importante na vida.



Coisas simples

Nesses dias...
Naquele tempo...

A quantidade de vezes que tenho ouvido estas frases nas últimas semanas... lembrei-me de um facto curioso: uma das maiores dificuldades na correcta localização cronológica da existência de Jesus deve-se (paradoxalmente) ao facto de, "naqueles tempos", os factos serem referenciados cronológicamente em função de outros eventos. Ou seja, um determinado historiador relata o nascimento de Jesus ao ano X do rei Herodes, que por sua vez é referenciado face a... o ano zero da nossa era apareceu depois.

Mas isto é a espuma. A onda vem já a seguir:
Nestes dias tenho-me deparado com pessoas incríveis e absolutamente fantásticas. Pessoas simples, não boçais, pessoas com um entendimento dos ciclos da vida e uma relação com a terra (Terra) muito para além daquilo que imaginava. Porque nunca me tinha dado ao trabalho de querer perceber, e porque nunca tinha surgido uma ocasião para isso. Foi agora. E ouvi palavras surpreendentes da boca das pessoas mais improváveis. Estamos a falar da "Santa Terrinha", perdida no interior (quase) obscuro do centro do País, um pedacinho do Portugal profundo a uma vintena de quilómetros da Sertã. E de pessoas que nem todas sabem ler, e das que o sabem nem todas se recordam do que é escrever. Pessoas que passaram quarenta, cinquenta, sessenta anos sem o conforto da electricidade ou de um duche quente no Inverno, que aprenderam a cear à luz de candeeiros de petróleo e a desbravar a noite escura atrás de lamparinas de azeite. Pessoas que morrem aos noventa e cem anos sem se afastarem mais do que trinta ou quarenta quilómetros da casa que os viu nascer - e apenas por um punhado de horas - e pessoas que nunca viram o mar. Ainda existem sítios assim, com (algumas) pessoas assim. E uma dessas pessoas assim calha a ser coveiro para lá de trinta anos, já enterrou Pai, Mãe, amigos e inimigos. E confidenciou-me que depois deste tempo todo lhe custava mais ter que enterrar um animal do que uma pessoa. "Porque os animais são o nossos sustento, nós só somos o sustento da terra".
Sábias palavras num mundo que começa a acreditar que a carne vem do supermercado e nunca conheceu "a" fome - aquela que mata mesmo.




Pensamento da Noite:

Andamos a olhar demasiado para a floresta e não reparamos na árvore. E um dia destes cai-nos uma em cima.

Tuesday, January 13, 2009

One million Dollar Question:

Deus tem falhado um bocado ultimamente. Ou... se calhar as minhas expectativas é que andavam demasiado elevadas...

Friday, January 9, 2009

Pensamento da Noite:

A vida não é a preto-e-branco.
A vida nunca é a preto-e-branco. E quem disser o contrário mente.

Beggin'





[Tshawe Baqwa:]
Oooooh-
Put your loving hand out, baby
I'm beggin


Beggin, beggin you
Put your loving hand out baby
Beggin, beggin you
Put your loving hand out darlin


Ridin high, when I was king
Played it hard and fast, cause I had everything
Walked away, won me then
But easy come and easy go
And it would end


[Yosef Wolde-Mariam]

[Tshawe Baqwa:]
Beggin, beggin you
Put your loving hand out, baby
Beggin, beggin you
Put your loving hand out darlin


[Yosef Wolde-Mariam:]
I need you, (yeeah) to understand
Tried so hard
To be your man
The kind of man you want in the end
Only then can I begin to live again

[Tshawe Baqwa:]
An empty shell
I used to be
Shadow of my life
Was hangin over me
A broken man
Without a throne
Won't even stand the devils dance
To win my soul

[Yosef Wolde-Mariam]

[Tshawe Baqwa:]
Beggin, beggin you
Put your loving hand out, baby
Beggin, beggin you
Put your loving hand out darlin

[Yosef Wolde-Mariam:]
I'm fighting hard
To hold my own
No, I just can't make it
All alone
I'm holdin on
I can't fall back
Now that big brass ring
Is a shade of black

[Tshawe Baqwa:]
Beggin, beggin you
Put your loving hand out, baby
Beggin, beggin you
Put your loving hand out darlin
Beggin, beggin you
Put your loving hand out, baby
Beggin, beggin you
Put your loving hand out darlin
Beggin, beggin you
Put your loving hand out, baby
Beggin, beggin you
Put your loving hand out darlin

Monday, January 5, 2009

Idalina



09/07/1941 - 04/01/2009


Quando eu era puto pequeno, tirava-me do banho embrulhado num roupão azul (decorado com bonequinhos brancos) para não apanhar frio, e deixava-me o nariz em brasa de cada vez que me assoava. Tinha uma jeiteira estranha para cuidar de plantas, falava com elas e elas gostavam. Acreditava em Deus e dizia que quem gosta de animais não podia ser má pessoa. Fazia umas empadas da cornualha fantásticas e umas sopas fenomenais, apesar de estar sempre a dizer que não tinha jeito nenhum para a coisa. Quando se ria, ria-se mesmo, e às vezes custava a parar. Adorava falar, pelava-se por uma boa conversa e detestava quando não a ouviam. Era do Sporting, ferrenha, sofrida e fidelíssima, como qualquer lagartão de primeira água. Tinha firmes convicções políticas e manifestava-as, porque não tinha papas na língua (palavras dela). Era inconveniente quando achava que tinha que ser, e na prática o conceito de "hierarquia" era-lhe razoavelmente vago e de difícil aplicação. Era (muito) bonita e tinha classe, e tinha também aquela auto-confiança de quem não tem nada a provar porque foi professora e porque já ensinou muito a muita gente, a começar no tempo em que para além de se ensinar a quem queria aprender tinha que se ensinar mesmo aqueles que não o queriam. Tinha o verbo fácil e o "guardanapo de cinco pontas" ainda mais fácil sempre que necessário. Era generosa, irascível e impulsiva, começava a tratar das prendas de Natal em Janeiro e nunca lhe passava um aniversário (principalmente se fosse o dela). Era susceptível e gostava do convívio com outras pessoas, e quando gostava de alguém era porque sim, quando não gostava era porque não. Detestava que fumassem perto dela e passava-se da marmita com o "mau Português", falado e escrito.
Foi-se embora ontem, inesperada, injusta e precocemente. Deixou marcas, muitas mais do que alguma vez imaginou, e muitas memórias de que já nem me lembrava. Esta luz vai ficar agora um pouco mais triste...




Friday, January 2, 2009

A árvore dos patafúrdios

Por incrível que pareça
Por incrível que pareça
Não há nada, não há nada
Que não nos aconteça
Ò sorte malvada
Que vida desgraçada...


Etc, etc, etc.

Com um brilhozinho nos olhos :)




Com um brilhozinho nos olhos
e a saia rodada
escancaraste a porta do bar
trazias o cabelo aos ombros
passeando de cá para lá
como as ondas do mar.
Conheço tão bem esses olhos
e nunca me enganam,
o que é que aconteceu, diz lá
é que hoje fiz um amigo
e coisa mais preciosa
no mundo não há.

Com um brilhozinho nos olhos
metemos o carro
muito à frente, muito à frente dos bois
ou seja, fizemos promessas
trocamos retratos
trocamos projectos os dois
trocamos de roupa, trocamos de corpo,
trocamos de beijos, tão bom, é tão bom
e com um brilhozinho nos olhos
tocamos guitarra
p´lo menos a julgar pelo som

E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
portanto,
Hoje soube-me a pouco

Com um brilhozinho nos olhos
corremos os estores
pusemos a rádio no "on"
acendemos a já costumeira
velinha de igreja
pusemos no "off" o telefone
e olha, não dá p´ra contar
mas sei que tu sabes
daquilo que sabes que eu sei
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos parados
depois do que não te contei

Com um brilhozinho nos olhos
dissemos, sei lá
o que nos passou pela tola [o que nos caiu no goto]
do estilo és o "number one"
dou-te vinte valores
és um treze no totobola [és o seis do meu totoloto]
e às duas por três
bebemos um copo
fizemos o quatro e pintámos o sete
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos imóveis
a dar uma de "tête a tête"

E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
portanto,
Hoje soube-me a pouco

E com um brilhozinho nos olhos
tentamos saber
para lá do que muito se amou
quem éramos nós
quem queríamos ser
e quais as esperanças
que a vida roubou
e olhei-o de longe
e mirei-o de perto
que quem não vê caras
não vê corações
com um brilhozinho nos olhos
guardei um amigo
que é coisa que vale milhões.

E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
portanto,
Hoje soube-me a pouco

E ainda... Para 2009:



Porque o novo ano começa sempre assim:

All is quiet on new years day,
A world in white gets underway,
And I want to be with you,
Be with you night and day.
Nothing changes on new years day.
I will be with you again.
I will be with you again.

Under a blood-red sky
A crowd has gathered in black and white.
Arms entwined, the chosen few,
Newspapers say, it says its true.
And we can break through,
Though torn in two we can be one.
I will begin again, I will begin again.
Oh and maybe the time is right,
Oh maybe tonight.
I will be with you again.
I will be with you again.

And so we are told this is the golden age
And gold is the reason for the wars we wage.
Though I want to be with you,
To be with you night and day.
Nothing changes on new years day.

D-lysergic acid diethylamide

Hoje... sinto que não tomei os comprimidos...




Pensamento para 2009:

Mais um como o outro e eu fecho a loja. E escusais de bater à porta, vou-me daqui para cascos-de-rolha só com bilhete de ida.

Pensamento da Noite:

Quem não quiser ser lobo não lhe vista a pele.

Feliz 2009 para todos

Já em countdown para 2010... já só faltam 363 dias.
O tempo é lixado, não pára.