Saturday, February 28, 2009

Eugenia "verde":

Quando vejo alguém... Quando um palhacinho com os seus trinta e poucos anitos (ou menos), sem doenças graves conhecidas e sem ter uma condenação a pena capital... sendo que a única coisa que fez na vida foi meia-dúzia de filmes ou de álbuns ou uns chutos numa bola em campo relvado... quando uma alminha com um historial desse calibre decide publicar ou mandar publicar uma biografia (ou uma auto biografia), eu tenho a certeza de que a esperança de vida da raça do indigiente mental (à nascença) deveria resumida por lei a uns vinte e poucos anitos. E alguém deveria tomar providências para que a dita biografia fosse publicada já a título póstumo. Para fazer deste planeta um mundo melhor.

A 30.000 pés...

E depois perguntam-se por que raio os homens parecem tão indecisos...



Pensamento da tarde:


Tá de chuva. E no entanto... Devem haver umas quinhentas mil razões para nos sentirmos felizes. Eu tenho umas quantas. Uma delas é ter encontrado esta foto absolutamente fantástica, que me relembra momentos simples e inesquecíveis partilhados com pessoas fora de série. Outra é saber que há pessoas a quem quero ver e dar um abraço grande do tamanho do mundo e não deixar ir embora, independentemente da distância a que estão. Outra é poder abrir este blog e ouvir Hothouse Flowers, ou seja o que fôr que aí venha mais tarde, porque alguém que apareceu quase de lado nenhum teve a muita paciência e a atenção de me explicar como se fazia.
E se calhar muito para além dessas quinhentas mil razões, a quinhentas mil e um será seguramente a mais importante, que é ter vontade efectiva de querer que as outras façam parte destes instantes da minha vida...

Pensamento do dia:

"O dever de um soldado não é dar a vida pela Pátria, é fazer com que o inimigo dê a vida pela dele."



Friday, February 27, 2009

Keep The Faith







O bacano dos "óclinhos" - o Rafeiro Perfumado - está em missão secreta em parte incerta a averbar mais um estupendo, magnífico e inigualável conjunto unitário de trezentos e sessenta e cinco dias (vulgo "ano") à caderneta do registo de vacinação anti-rábica (de raiva, e não de rabo, cambada de prevertidos). Há que festejar, portanto. Rafeiro, estamos contigo. Parabéns, que contes muitos que que nós "estejêmos" cá para ver.

Um grandessíssimo abraço, e se não comeres a sopa toda não ferras o dente na sobremesa... :)


Thursday, February 26, 2009

Sin City


Numa manhã de 2003, Mickey Rourke acordou dentro do guarda-roupa do seu quarto, na sua pequena casa de Los Angeles. Mal se conseguia mexer, e custava-lhe pensar. Tinha tido uma overdose. Já não tinha o seu Rolls-Royce nem a sua colecção de motos nem a sua mansão em Benedict Canyon. Já não tinha amigos, dinheiro ou agente. Já nem tinha mobília, roubada pelos gangsters e yes-men que formavam o seu circulo íntimo. Entre os papéis que havia recusado nos anos anteriores contava-se o de Bruce Willis em Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, e o de Tom Cruise em Encontro de Irmãos, de Barry Levinson.

Mickey Rourke estava sozinho e sem esperança. Pensou em suicidar-se, mas não o fez por causa do olhar carinhoso que lhe lançou o seu fiel cão Beau Jack, que dormira a seu lado. Vinte anos antes, Mickey Rourke havia sido a grande esperança do cinema americano, comparado a James Dean e a Marlon Brando, a nova jovem estrela "rebelde" de Hollywood, revelado em 1981 com um papel secundário em Noites Escaldantes, de Lawrence Kasdan, que quase "roubou" a William Hurt e Kathleen Turner.

Entre o início dos anos 80 e o começo da década de 90, Rourke havia rodado filmes como Diner, de Barry Levinson, Juventude Inquieta, de Francis Ford Coppola, O Papa de Greenwich Village, de Stuart Rosenberg (ainda o seu favorito), O Ano do Dragão, de Michael Cimino, ou Barfly, de Barbet Schroeder.

Mas depois de uma rajada de fracassos de bilheteira, como Orquídea Selvagem, ou Harley Davidson e o Marlboro Man; da decisão de deixar de ser actor e voltar ao pugilismo, a sua primeira paixão; e da combinação de um estilo de vida anárquico, péssimas companhias, escolhas de papéis catastróficas e uma atitude agressiva e arrogante para com a indústria cinematográfica que lhe dava dinheiro a ganhar, Mickey Rourke passou de celebridade lisonjeada a pária incontratável.

Quase desapareceu do radar, protagonizando filmes menores ou feitos directamente para vídeo e DVD, sendo notícia apenas quando apareceu no julgamento do mafioso John Gotti, em Nova Iorque, ou espancou dois traficantes de droga em Miami. Uma operação plástica falhada à cara obrigou-o a uma penosa reconstrução cirúrgica. A mansão foi penhorada, teve de vender os carros e as motos, a mulher, a actriz Carré Otis, divorciou-se dele, os parceiros foram-no abandonando, mudou-se para uma casa modesta com os cães, "os meus únicos amigos".

Por isso, Mickey Rourke acordou um dia a dormir no guarda-roupa, com uma overdose, e a pensar em dar um tiro na cabeça. Mas tivesse sido pela forma como o cão Beau Jack olhou para ele, ou porque achou que a morte não era solução, Rourke decidiu mudar de vida. Arranjou um agente novo, voltou ao catolicismo graças a um sacerdote amigo, o padre Steve, começou a fazer psicanálise e ginástica, e foi conseguindo pequenos mas vistosos papéis em filmes de amigos como Vincent Gallo, Steve Buscemi, Tony Scott, Sylvester Stallone ou Robert Rodriguez.

Já não está "zangado com ninguém". E regressa agora pela porta grande em O Wrestler, de Darren Aronofsky, cuja personagem principal, o lutador de wrestling Randy "The Ram" Robinson, caído nas ruas da amargura, tem algo do próprio Rourke, e da sua história de ascensão, queda e ressurreição.

Mickey Rourke ganhou todos os prémios que podia ganhar com O Wrestler, mas a Academia negou-lhe o Óscar de Melhor Actor. Como o próprio Rourke disse: "Já incomodei tanta gente em Hollywood, porque diabo é que eles haviam de me dar um Óscar?" Acertou em cheio.


Transcrição directa do DN Online.

Coisas que escapam à mediocridade dos dias:

Hoje, Álvaro Siza Vieira vai receber em Londres a medalha de ouro do Real Instituto dos Arquitectos Britânicos, juntando-se a Niemeyer, Le Corbusier, Gehry ou Lloyd-Wright.

AQUI.

Porque está quase...

Wednesday, February 25, 2009

Mas que nada...




Mas que nada
Sai da minha frente
Eu quero passar
Pois o samba esta animado
O que eu quero é sambar
Este samba
Que é misto de maracatu
É samba de preto velho
Samba de preto tu
Mas que nada
Um samba como esse tão legal
Voce não vai querer
Que eu chegue no final

Consciência Cívica:



Roubado aqui.

Mas que nada...




mas que nada
black eyed peas came to make it hotter
we beat the party starters
bubblin up just like lava
like lava HEATED like a sauna
penetrating THROUGH your body armor
rhythmically we MASSAGE ya
with hip hop mixed up with samba
with samba so yes yes y`all
you know we never stop
we never rest y`all
the black eyed peas are keeping it funky fresh y`all
and we wont stop until we get Y'ALL, til we get Y'ALL sayin'

peter piper picked peppers but Tab rocked ryhmes
1,2,3, FOUR, several times
heavy rotation PLAYED by every kind
radio stations BLASTING EVERY mind
we crossing boundaries like everyday
TO ROCK YOUR ROBBIE BOBBIE BEAMER ON THE BAY
we got we got tab magnification tab magnified
like every day
so yes yes yall
you know we never stop we never rest y`all y`all
the black eyed peas are keeping it funky fressh y`all
and we wont stop until we get Y'ALL, til we get Y'ALL sayin

drop hot hot be my daily operation
got to put it work in this crazy occupation
gotta keep it movin' that's the motivation
gotta ride the waves and keep a tight relation
with my team keeping moving and doing it right
i've been in a lab every day til daylight
that's the way things move in this FUNKY business
we took a old samba song and remixed it

Mas que nada
Sai da minha frente
Eu quero passar
Pois o samba esta animado
O que eu quero e sambar
Este samba
Que e misto de maracatu
E samba de preto velho
Samba de preto tu

mas que nada, we gonna make you feel lil hotter
the peas and Sergio Mendes heating up sambaaaa
bada, bada, bada, baaaaaa
sergio play your piano sergio play your yo yo yo yo piano (echoing)

check it out

Este samba
Que e misto de maracatu
E samba de preto velho
Samba de preto tu (lá, lá, lá, lá, lá)

Tuesday, February 24, 2009

Pensar "diferente"

Outra vez.
Para o que é, nunca é demais. Agora que o Verão está quase aí...










ADN



A preservação da espécie.


I want to fly away...

Determinismos.


Não há nada que mude aquilo que uma pessoa é, nada muda aquilo que somos enquanto Seres Humanos. Podemos alterar a nossa perspectiva relativamente a algo ou a alguém; por alguma razão podemos alargar o grau de tolerância aos dislates ou à presença de, e ponto final porque acaba aí, porque nós NÃO mudamos. E a prova é que, na hora "H", o resultado é sempre o mesmo. Se somos o carrasco, fazemos rolar cabeças. Como sempre fizemos.
Nós na realidade somos aquilo que revelamos depois de ultrapassados todos os limites do aceitável - seja contra nós, seja a nosso favor. E NADA muda isso.

Carnaval...


Há por aí umas quantas alminhas com o síndroma de Mourinho: têm a mania que são "the special one".
Com uma diferença: não são.
Temos pena.
Aliás, lamentamos profunda e sentidamente que assim seja.
Voltêmos silenciosamente às velhas técnicas de comprovada eficácia: a arcabuzada entre os esfenóides... Ou se preferirem, um tiro nos cornos.

Nota mental: há coisas que se devem levar até ao fim logo à primeira. Poupa-nos um grandessíssimo desperdício de tempo.

Monday, February 23, 2009

Hurt.




I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything

What have I become
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt

I wear this crown of thorns
Upon my liar's chair
Full of broken thoughts
I cannot repair
Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here

What have I become
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt

If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way

Pensamento da Noite:

Há dias em que tudo acontece no lado errado da vida.






Pensamento positivo:

Há dias em que me apetece mesmo mesmo mesmo rebentar com alguém. Mas de corpo e alma. Com o corpo e com a alma. De maneira a nem sequer restar ADN para identificação. Qualquer coisa entre um lança-chamas e uma rebentação nuclear, mais a puxar ao lado do nuclear, claro...

Três coisas que são verdade:

Isto é verdade:

1-Nasci numa sexta-feira Santa;
5-Uso aparelho nos dentes;
9-Já comi arroz chau-chau de bacalhau.

Tudo o mais é tanga. :)

Agora... aposto que ninguém acreditou no arroz chau-chau de bacalhau...

Adenda: a ferragem na cremalheira não é porque é moda, é para despistar. De outro modo o meu vastíssimo fã-clube não me dava descanso, graças a esta magnífica fronha com que a genética me brindou. Sééééééérioooo!!!!

Sunday, February 22, 2009

Porque nem tudo é mau

Somos a anunciar com orgulho e peito feito que não descemos no ranking. De acordo com um estudo aprofundado feito aqui no tasco, Portugal continua a ser o País mais desenvolvido do Norte de África.

Notícia de Penúltima Hora:



Acabou a palhaçada.

O Freeport prescreveu.




P.S: Agora sem complots, cabalas, urdiduras e sabe-se mais que tramas maléficas a impedi-lo é que ides ver o que é governar, pá.
Ide mas é trabalhar, malandros.
Ide mas é trabalhar, aves de mau agouro.
Ide mas é trabalhar, profetas da desgraça.

P.S II: Parece que no Reino Unido estas coisas não prescrevem com tanta facilidade.

Proas again.





Eu continuo a ter um fascínio inexplicável por estas coisas. São... qualquer coisa de absolutamente fenomenal.

Alma Negra

"Pérolas"

Comentários (na SIC) à matrecada de ontém, a opinião daquele rapaz de óculos, cabelo esquisito e casaco sempre muito grande para ele. Passaram-me dois de raspão pelas orelhas e já não consegui ouvir mais nada, fez-se me uma branca no neocórtex.

Pérola numero 1:
"O Sporting era a única equipa que queria realmente ganhar o jogo."
Nunca me ri tanto com o Seinfeld como me ri com isto.
A frase está...
ERRAAAAADA!!!!
Deveria ter dito:
"O Sporting foi a única equipa que realmente fez alguma coisa para ganhar o jogo."
(E mesmo assim não sei, já vi o Benfica jogar pior e ganhar)...

Pérola numero 2:
"Está desfeito o mito da estatura" (estatura refere-se a compleição física).
Esta não vou comentar, porque a tendência tem sido sempre no sentido de a altura dos jogadores ser inferior à altura média da população, como toda a gente sabe.

Seja como for, na sexta-feira teremos uma certeza: este rapaz já terá seguramente gasto mais de noventa minutos do seu tempo a comentar este jogo. E nem é o que fala pior.

Prémio brainless reportagem do ano:

Silly Season...

-Gosta do Carnaval?

-Deeetesto o Carnaval.

A parte da reportagem que falta:

-Porquê?

Porque óbviamente eras o trolaró que estava sempre a levar nos cornos pá! É por isso! É por isso que és anti-social, mas fazes "ponte" na segunda-feira, grandessíssimo anormal! E por causa de otários como tu é que EU tenho que trabalhar na segunda e na terça!

-E no Carnaval o que é que faz?
-Venho aqui para a praia, e tal. já vim o ano passado, venho passear...

Porra pá. Eu estive na praia hoje e não te vi. Para que praia é que vais? Se não tiveres muito que fazer amanhã e depois, eu voluntario-me para ir em teu lugar...
...
...
Esta veio de uma "meçoila" com bom aspecto:

-Aquela máxima "é carnaval ninguém leva a mal... não gosto das brincadeiras"...

Tadinha. Também tenho uns colegas assim. Detestam quando são eles as vítimas, mas quando toca aos outros... Também há lá um deficiente crónico que detesta efectivamente qualquer coisa menos séria do que um olhar glacial. Mas também detesta o pai, detesta a mãe, a família em geral, o trabalho em particular e toda a sua vida. Andamos a fazer uma vaquinha para lhe dar um garrafão de 605 Forte na Páscoa (assim ainda tem que gramar com este carnaval).

Blood Fire Death

Mais uma na senda da linha editorial com que este espaço eclético brinda os seus leitores.... é notório o fino bom-gosto, o profundo recorte do sentimento, a métrica perfeita, a musicalidade intocável do conjunto soberbamente encimada por uma voz cristalina de castratti...

A verdade é que de vez em quando ainda me pergunto como é que não saí da adolescência feito um serial killer ou uma qualquer personagem "orgulho dos seus papás". Bem, nunca se sabe... Nem me atrevo a deixar a letra ;)

Blondie


Ah pois é. Ares da mãe.

Pequeno patife finório


Aqui está mais um apontamento saudoso do tempo em que este $%&#" ainda não era redondo. Agora come em três sítios diferentes: na casa do vizinho do lado, na "sopa dos pobres" (que alguém se encarrega de deixar algures na rua para os gatos vadios, e de vez em quando (leia-se "todos os dias") vem petiscar qualquer coisa cá a casa. Mas faz barulho como se não comesse desde que lhe nasceram as unhas.

Às vezes




Às vezes pensamos que as coisas passam.
Há dias em que acordamos e pensamos que já está tudo bem.
E depois continuamos só à espera que o telefone toque.
Sons que queríamos ouvir no nosso silêncio. Sons que queríamos na solidão.
E voltamos de novo a olhar para a nossa lista telefónica e...


Epitáfio de um massacre:

Isto é francamente impressionante. Não é admissível, é intolerável e ninguém faz nada quando mais uma vez volta a acontecer. Não bastava já a demonstração de arrogância às portas do Alvaláxia, com uma brutal carga policial sobre os ordeiros adeptos do SLB (e há-que notar que os rapazes estavam cansados, depois de fazerem três quilómetros a pé), depois já em campo e durante o jogo, tal como qualquer honesto e imparcial lampi... adepto do Spór Lisboa e Benfica poderá confirmar,

O BENFICA FOI ROUBADO OUTRA VEZ!!!!!




P.S:
Parece que o jogo valeu a pena, e segundo percebi, o resultado foi justo... Parece é que a arbitragem continua a ter falhas inadmissíveis em jogos desta dimensão. "Ó" não.

Ainda a respeito de Darwin:

Em "De Rerum Natura", a transcrição de um texto de António Bracinha Vieira.
Vale a pena espreitar... e ler, claro :)

Falando em dignidade:

Eu não quero - nem gosto - de acusações infundadas. Não gosto de autos-de-fé em que se queima o bom-nome e o carácter de uma pessoa na praça pública. Não gosto de "casos" Casa Pia, não gosto de "casos"FP-25, não gosto de "casos"Portucale, não gosto de "casos" Entre-os-Rios, não gosto de "casos"do Hospital de Évora, não gosto de "casos" Freeport, não gosto de "casos" Universidade Independente, não gosto de "casos" Camarate, não gosto ponto. Fazem-me lembrar a porra do futebol. Nunca nada se decide, nunca nada se apura, a verdade teima em nunca vir ao de cima.
Actualmente estamos com dois destes "casos" na praça pública, um deles envolvendo o Primeiro-Ministro e o outro envolvendo um conselheiro de Estado. Nada de mais. Apure-se apenas a verdade. Maaaaaaassss... Mas mais uma vez, tudo cheira um bocado a esturro. Para além de tudo o mais, mesmo esquecendo tudo o resto, o rol de amigos, conhecidos e pessoas com quem estas duas personagens terão feito negócios desvela uma lista de gente um bocadinho menos do que recomendável. Muitos deles já a braços com a Justiça. E tal como diria a minha Mãezinha, "diz-me com quem andas"...

Um apontamento de paródia: o filho do tio de José Sócrates (logo primo direito deste, ao que percebo destas coisas) "alegadamente" utilizou um endereço de correio electrónico para não sei o quê, mas cujo prefixo (a parte que está antes da @) era "jsocrates"... para parecer importante?
Para o quê? Para parecer o quê?
Coitadinho.
E quem é que papa isto?
Porque das duas uma: ou houve aqui alguém com o nome "Sócrates" e mais um começado pela letra "J", seja lá quem fôr, a utilizar-se desta conta de correio electrónico, ou o que o primo do primeiro ministro fez foi no mínimo abusivo na utilização do nome de uma figura pública e à data dos acontecimentos com responsabilidades governativas. Por isso, das duas uma. E nenhuma das duas dá direito a sair com o nome limpo. Por aqui se vê a dimensão da salganhada.

33%

Já o tinha ouvido nas notícias, mas confirmei no Palavrossaurus Rex: No distrito de Aveiro, 33% da população activa estará desempregada ou com emprego precário.
Não há que ter ilusões: 33% é um eufemismo para dizer "um terço". Uma em cada três pessoas não tem emprego, ou estará em situação precária. Situação precária significa ficar no desemprego longos meses caso perca o que tem actualmente. No melhor dos casos significa que uma em cada três famílias terão dificuldades de subsistência, mas na realidade é bem pior, porque o numero subirá seguramente acima disto. Quem conhece a zona perceberá seguramente melhor do que que eu consigo explicar.

Para os políticos de pacotilha cá do burgo, segue um conselho: esqueçam a treta dos empréstimos. Esqueçam os avales. Esqueçam essa merda toda. A economia, nenhuma economia, nunca em nenhum sítio do mundo nenhuma economia SUSTENTÁVEL (parece que se têm esquecido deste palavrão ultimamente) sobrevive protelando no tempo o custo total das necessidades presentes. Está na altura de começar a aforrar, de fazer um pé-de-meia. Não venham com tretas. NÃO VENHAM COM TRETAS SE FAZ FAVOR PORRA.
É o futuro de inúmeras famílias que está em causa. É a vida de pessoas que ainda mal sabem escrever o nome. É a capacidade de decisão deles que estamos a empenhar. É a dignidade das gerações que nos hão-de julgar.
Por isso mesmo continuo a dizer: eu dou a corda. Alguém que dê a árvore e alguém que me traga os patifes, que eu mesmo me encarrego de acabar com o sofrimento desta gente...

Saturday, February 21, 2009

Massacre.

Olá olá olá!
Aparentemente joga-se em Alvalade mais uma partida de matrecos!
Eu escrevo aqui do areal onde estou, recostado na toalha a apanhar banhos de sol. E estou tão bronzeado e "carregado" de caipirinhas, imperiais e rum-com-tudo que nem vejo as unhas dos pés.
A sério, depois contem-me como foi... :)

Eu estou preocupadíssimo porque aparentemente é a final do título que está em discussão... Não se fala noutra coisa.
Alguém sabe como ficou o Sporting de Braga vs. Standard Liège? É que andei à procura nos jornais de referência e não vi nada...

Friday, February 20, 2009

Alguém...




Quer ir amanhã a Alvalade... ao Alvaláxia XXI (com um nome daqueles não sei como é que ainda não descolou e não voou para longe) ver o massacre?
Faça o favor de contar como foi. Eu vou para a praia.
Nota mental: preparar para, seja qual for o resultado do jogo, levar um jerrican de gasosa e uma caixinha de fósforos para o trabalho. Para inflamar os ânimos...

Blind in Texas

An El Paso hellhole, I couldn't get much higher
White lightning moonshine, tastes like fire
I drank for free till I couldn't see
I fell on the floor, what I said is

I'm blind in Texas, the lone star is hot tonight
I'm blind in Texas, the cowboys have taken my eyes

I drank Dallas whiskey and lost my mind
Had high-balls in Houston, three for a dime
Everything starts to spin, loaded on gin
I fell out the door, what I said is

I'm blind in Texas, the lone star is hot tonight
I'm blind in Texas, the cowboys have taken my eyes

San Antonio and the West Texas town El Paso
Corpus Christi and Waco, the Yellow Rose is wild

Hey dude, let's party

Raisin hell in Austin just after sundown
When the hoosegow police decided to come round- they said
"Boy what's the matter with you, what you trying to do?"
I looked at the man and I said

'I think I'll have another one'
-We aint got no more-
'What do ya mean you ain't got no more liqour'
-We aint got no more, go home-
'What do ya mean go home, what am I supposed todo... get on a horse and ride back to LA?'
They've got no horse
What do you mean-they got no horse?

there's no HORSE--'the hell you say... suffer!"

I'm blind in Texas, the lone star is hot tonight
I'm blind in Texas, I'm blind




Esta é mesmo má. Tudo aqui é mau. Mas com aquelas idades...
Pronto, não há desculpa.

Fade To Black

Life it seems, will fade away
Drifting further every day
Getting lost within myself
Nothing matters no one else
I have lost the will to live
Simply nothing more to give
There is nothing more for me
Need the end to set me free

Things are not what they used to be
Missing one inside of me
Deathly lost, this cant be real
Cannot stand this hell I feel
Emptiness is filling me
To the point of agony
Growing darkness taking dawn
I was me, but now hes gone

No one but me can save myself, but its too late
Now I cant think, think why I should even try

Yesterday seems as though it never existed
Death greets me warm, now I will just say good-bye








Porque há dias em que apetecia ter menos uns anos em cada "pata".

... No Comments.

Há um ano atrás... a Gertrudes escreveu algo assim. Exactamente como está. Hoje reencontrei-o aqui. Com outras palavras, num outro cenário. Mas lindo na mesma. Vale a pena ler os dois. Não, não me atrevo a transcrever. Há palavras que não podem ser retiradas da pedra onde foram gravadas.

Um homem sério.

Almeida Santos diz que considera Dias Loureiro um homem sério. Sério sou eu quando não me rio.
Almeida Santos diz que Dias Loureiro tem direito à presunção da inocência. Até ser condenado por um tribunal, ninguém tem o direito de o acusar de nada. Almeida Santos deveria ter dito alguma coisa similar pelos concidadãos contribuintes, que primeiro pagam e depois arrotam.
Almeida Santos diz que Dias Loureiro não se deveria demitir do cargo de Conselheiro de Estado. Ora, eu continuo a acreditar numa máxima com dois mil anos: "à mulher de César não basta ser séria, tem que parecê-lo".

Seja como for, quem sustenta esta gente, que desperdiça o nosso tempo com estas coisas, somos nós. Contrariados ou não, somos nós. Eu acredito que um único ramo (robusto) e uns quatro metros de corda podem ser muito pedagógicos. Mas só como exemplo.

Nine.

Pediram-me (fui desafiado pela Malinha Viajante) para deixar aqui nove frases acerca de mim, das quais três fossem mentira (tretas, tangas). Ora posto que sou uma fraude e um perfeito impostor, seria complicadíssimo dizer seis coisas verdadeiras acerca de mim que não me deixassem profundamente envergonhado. Por isso opto por dizer apenas três verdades e seis grandessíssimas tretas, que é mais fácil para toda a gente e eu não passo vergonhas.
Estão todos (e todas) convidados(as) para seguirem o exemplo. Mintam com fartura!!!!


1-Nasci numa sexta-feira Santa;
2-Tenho um piercing na língua e um anjo tatuado nas costas;
3-Sou familiar próximo de um conhecido dirigente político a braços com a justiça;
4-Passei dez meses num seminário em 1992;
5-Uso aparelho nos dentes;
6-Durmo sempre mais de 10 horas por dia;
7-Já pertenci aos alcoólicos anónimos;
8-Sou construtor civil e tenho três relacionamentos extraconjugais, um dos quais "homo";
9-Já comi arroz chau-chau de bacalhau.

Na realidade,


Gastamos o que não temos
Para impressionar pessoas que não conhecemos
Ou de quem não gostamos.





Acabadinha de ouvir no meio de um zapping onde passei pela SIC Mulher... Oprah. Falava-se de famílias à beira da falência.

Thursday, February 19, 2009

Aquilo que está além do Tejo:

Com os cumprimentos da Porto Editora:

Coisas simples que nós complicamos para sermos "diferentes". Expressões em Português real (não o da Tia Edite, mas o que se usa no dia-a-dia do mundo real e que torna o Português numa língua tão rica e difícil de entender):

Coisas do género "cair": Dar um espalho; dar um tralho; ir ao tapete.

Coisas do género confiança a mais: mandar-se para fora de pé; esticar-se.

Coisas do género "beleza": nascida em noite de trovoada;
Exemplo prático: -Era linda de morrer, com um cordelinho na testa parecia mesmo uma bota da tropa.

Coisas do género "dentes": cremalheira; corta-palhas.
Exemplo prático: A gaja tem uns dentes daqueles, tás a ver, usa o atacador do sapato como fio dental...


Quando me lembrar de mais...

Alma Negra


Again...

...Every morning a step down to Death
Every night poisoned my life...

Wednesday, February 18, 2009

La "Diosa Rubia"


Ó Mãeeeee!!!!!!

"Vieram uns meninos feios ao meu belógue e não deixaram nenhuns comentários!!!!!"

Pá.
Se eu quisesse um escrever um blog em que cada post tivesse no mínimo uma vintena de comentários... Dizia que era uma gaja boa, metia uma foto de gaja boa, uns comentários "à la gaja boa" e umas quantas cenas copiadas de quinhentos mil blogs de gajas-tão-boas-quanto-eu-seria. Eu sei que há quem necessite disso, há quem passe horas a mandar beijinhos e beijocas para centenas de amigos(as) no hi5 que nunca conhecerá em carne e osso e que até podiam morrer amanhã que eram apenas UM COMENTÁRIO A MENOS na vida de quem fica do lado de cá. Só para ter "fives" e comentários bajuladores a relembrar o quão espectaculares todos são. Porque é esse o verdadeiro valor de muito (quase tudo, mas não tudo) do que se passa nesta Web 2.0 (interactiva, portanto, diz quem inventou o nome). Resumir tudo de um modo ordeiro ao expoente mínimo da insignificância e da banalidade.
Para ir buscar uma idéia antiga e perfeitamente exequível... todos dentro de um contentor no meio do Atlântico e um torpedo(zinho).

Bem, seguramente esse cenário absurdo (eu disfarçado de gaja boa) seria uma via bastante mais fácil se eu tivesse problemas com o ego. Mas como não tenho, prefiro escrever sobre o que me apetece. E aproveitar para ler quem estou a seguir. Nem sempre consigo, nem todos os dias, mas gosto sempre de voltar, e voltar a tentar. E sim, claro que sigo uma lista interminável de blogs. Claro que já li posts em TODOS. Claro que não todos os posts... E claro que há alguns de que gosto mais do que outros. E vou continuar a seguir uma lista interminável de blogs, porque na realidade não estou aqui para ensinar nada a ninguém, estou aqui para aprender e para me surpreender mais um bocadinho em cada dia com aquilo com que me identifico e que encontro em lugares insuspeitos - e ainda há pouco tempo desconhecidos.

"Von dem Papsttum zu Rom"

A dezoito de Fevereiro de 1546 falecia Martin Luder (?). Dizer dele que foi o "pai" do protestantismo é absolutamente redutor; na realidade foi "O" dissidente, revolucionário e contestatário. Afrontou a autoridade Papal e definiu os princípios basilares de um novo modelo civilizacional.
E muito mais do que isto, claro.


Tuesday, February 17, 2009

COMISSÃO ORGANIZADORA

Caríssimos:

Vimos pelo presente celebrar o nascimento da COMISSÃO ORGANIZADORA DOS NOSSOS ALMOÇOS (de ora avante abreviada neste e noutros textos por CONA).

A CONA assume-se como uma organização sem quaisquer outros fins a não ser a organização conjunta de um almoço semanal a incluir o maior numero possível de participantes em data, hora e local a combinar préviamente, substituindo-se ao papel que pontualmente tenho vindo a desempenhar numa ou noutra circunstância. E apesar de nesse papel poder ser considerado uma espécie de proto-CONA (razão pela qual de vez em quando sinto que me querem foder, diria eu), não pretendo desempenhar na CONA qualquer outra função para além de participante activo em todos os eventos em que a CONA esteja envolvida, mormente enquanto entidade organizadora.

Para não me alongar termino apenas com o sincero desejo de que a CONA consiga corresponder aos anseios da maioria; para tal será necessário que todos participem activamente, e avanço desde já com a sugestão originalíssima de um encontro na "blábláblábláblábláblábláblá" – com o patrocínio da CONA.

Obrigado pela vossa atenção


(Assinatura ilegível)

P.S: viva a CONA.



NOTA: Esta é mais uma das razões pelas quais nunca serei considerado um bom exemplo pela entidade patronal. Lamentamos profundamente...

Sunday, February 15, 2009

A importância de Darwin


Bem espremido, o que Darwin fez foi dizer que quem tem unhas toca viola. E cento e cinquenta anos depois ainda há alminhas que não conseguem entender a simplicidade do conceito.

Alma Negra


E ali estávamos os três como poderíamos ter estado em qualquer outra ocasião. Tu ao lado da porta, eu algures ali e ele do outro lado do quarto. Não me lembro de tudo, estavas com uma camisola verde e sentada em cima de algo que não me recordo o que era. E estavas a falar comigo, apesar de não me lembrar do que estavas a falar. E sei que te respondi, e por mais do que uma vez te perguntei algo. E estivémos assim durante muito tempo a falar, naturalmente, como se nada se tivesse passado, como se nada de mais se tivesse passado. O dia estava fantástico lá fora, e entrava por ali dentro com uma luz linda. Era esta luz sim, mas não no mesmo lugar. E foi na última dessas perguntas que te fiz que reparei que ele olhava para mim com uma tristeza profunda. Não consegui interiorizar imediatamente que era porque não te conseguia ver nem ouvir. Mas era isso mesmo, era porque não te via nem te ouvia. Só eu ali te conseguia ver e ouvir. E ele pensava seguramente e com tristeza que eu não podia estar bem, para além de todas as memórias que isso lhe trazia. Só então percebi que algo estava profundamente errado, que não devias estar ali, não podias estar ali e nunca deverias ter estado ali, e pedi-te para voltares para onde tinhas vindo. Para ser exacto, pedi-te para voltares para o mundo de onde tinhas vindo.
Acordei. E passei o dia com essa tristeza colada à alma.

Pensamento do dia:

Friday, February 13, 2009

Alma Negra

Crystal Clear.

Trogloditas.

A confirmar-se o que aqui vem referido... à minha conta o ACP vai deixar de ter dois sócios. Não que lhes faça falta, mas venham mais a pensar assim.


NOTA:
A bem da reposição da verdade e essas coisas que não só ficam bem como são essenciais, aqui lamento desde já a figura de falta de estilo (a descontextualização factual) a que a autora do texto recorreu para conseguir que o que escreveu ficasse bem com o título que já tinha escolhido. A partir de hoje terei seguramente dois trabalhos ao ler textos da Senhora: o de apreciar a escrita e eventualmente concordar com a idéia, e o de confirmar na fonte se o que ela escreveu foi exactamente o que se disse ou se passou...
O troglodita fui eu.
:)

Wednesday, February 11, 2009

A quem perceba de leis:

Será que andar com os tomates à vista neste País de invertebrados é ou pode vir a ser considerado sinal exterior de riqueza?

Yes Man


Yes, à farta...

Et Al.

Há pessoas que se julgam acima de qualquer escrutínio. Há pessoas que se imaginam acima de qualquer crítica. Há pessoas que se queriam a si próprias num qualquer píncaro de intocabilidade. E quando as oiço falar lembro-me sempre daquela sábia frase:


"Quanto maior a altura, maior a queda."

E o original....




Half past twelve
And I'm watching the late show in my flat all alone
How I hate to spend the evening on my own
Autumn winds
Blowing outside my window as I look around the room
And it makes me so depressed to see the gloom
There's not a soul out there
No one to hear my prayer

Gimme gimme gimme a man after midnight
Won't somebody help me chase the shadows away
Gimme gimme gimme a man after midnight
Take me through the darkness to the break of the day

Movie stars
Find the end of the rainbow, with a fortune to win
It's so different from the world I'm living in
Tired of T.V.
I open the window and I gaze into the night
But there's nothing there to see, no one in sight
There's not a soul out there
No one to hear my prayer

Gimme gimme gimme a man after midnight
Won't somebody help me chase the shadows away
Gimme gimme gimme a man after midnight
Take me through the darkness to the break of the day

Gimme gimme gimme a man after midnight...
Gimme gimme gimme a man after midnight...

There's not a soul out there
No one to hear my prayer

Gimme gimme gimme a man after midnight
Won't somebody help me chase the shadows away
Gimme gimme gimme a man after midnight
Take me through the darkness to the break of the day
Gimme gimme gimme a man after midnight
Won't somebody help me chase the shadows away
Gimme gimme gimme a man after midnight
Take me through the darkness to the break of the day

Goste-se ou não...

A melhor homenagem que se pode fazer a uma criação artística (de si muito boa, mas isto é a minha opinião) não é copiá-la: é mostrar que tem uma vida própria e um significado para além do original. E é difícil fazê-lo com uma melodia que se cola à memória como esta. Mas esta mulher fê-lo. Não sou "fã", mas reconheço-lhe uma traça de genialidade difícil de igualar.








Time goes by... so slowly
Time goes by... so slowly
Time goes by... so slowly
Time goes by... so slowly
Time goes by... so slowly
Time goes by... so slowly

Every little thing that you say or do
I'm hung up
I'm hung up on you
Waiting for your call
baby night and day
I'm fed up
I'm tired of waiting on you

Time goes by so slowly for those who wait
No time to hesitate
Those who run seem to have all the fun
I'm caught up
I don't know what to do

Time goes by so slowly
Time goes by so slowly
Time goes by so slowly
I don't know what to do

Every little thing that you say or do
I'm hung up
I'm hung up on you
Waiting for your call
baby night and day
I'm fed up
I'm tired of waiting on you

Every little thing that you say or do
I'm hung up
I'm hung up on you
Waiting for your call
baby night and day
I'm fed up
I'm tired of waiting on you

Ring, ring, ring goes the telephone
The lights are on but there's no-one home
Tick tick tock it's a quarter to two
And I'm done
I'm hangin' up on you

I can't keep on waiting for you
I know that you're still hesitating
Don't cry for me
'cause I'll find my way
You'll wake up one day
But it'll be too late

Every little thing that you say or do
I'm hung up
I'm hung up on you
Waiting for your call
baby night and day
I'm fed up
I'm tired of waiting on you

Every little thing that you say or do
I'm hung up
I'm hung up on you
Waiting for your call
baby night and day
I'm fed up
I'm tired of waiting on you

Every little thing (Every little thing)
I'm hung up
I'm hung up on you

Waiting for your call (Waiting for your call)
I'm fed up
I'm tired of waiting on you

(instrumental)

Time goes by... so slowly
Time goes by... so slowly
Time goes by... so slowly
Time goes by-

So slowly, so slowly, so slowly,
So slowly, so slowly, so slowly,
So slowly, so slowly, so slowly,
So slowly, so slowly, so slowly,
So slowly, so slowly, so-

I don't know what to do

Every little thing that you say or do
I'm hung up
I'm hung up on you
Waiting for your call
baby night and day
I'm fed up
I'm tired of waiting on you

Every little thing that you say or do
I'm hung up
I'm hung up on you
Waiting for your call
baby night and day
I'm fed up
I'm tired of waiting on you

Every little thing (Every little thing)
I'm hung up
I'm hung up on you

Waiting for your call (Waiting for your call)
I'm fed up
I'm tired of waiting on you

Happy Together



Imagine me and you, I do
I think about you day and night, it's only right
To think about the girl you love and hold her tight
So happy together

If I should call you up, invest a dime
And you say you belong to me and ease my mind
Imagine how the world could be, so very fine
So happy together

I can't see me lovin' nobody but you
For all my life
When you're with me, baby the skies'll be blue
For all my life

Me and you and you and me
No matter how they toss the dice, it has to be
The only one for me is you, and you for me
So happy together

I can't see me lovin' nobody but you
For all my life
When you're with me, baby the skies'll be blue
For all my life

Me and you and you and me
No matter how they toss the dice, it has to be
The only one for me is you, and you for me
So happy together

Ba-ba-ba-ba ba-ba-ba-ba ba-ba-ba ba-ba-ba-ba
Ba-ba-ba-ba ba-ba-ba-ba ba-ba-ba ba-ba-ba-ba

Me and you and you and me
No matter how they toss the dice, it has to be
The only one for me is you, and you for me
So happy together

So happy together
How is the weather
So happy together
We're happy together
So happy together
Happy together
So happy together
So happy together (ba-ba-ba-ba ba-ba-ba-ba)

Monday, February 9, 2009

Ésse-Éle-Bêêêêê!!!!

Para variar um bocadinho à rígida inha editorial do blog, vamos falar de matraquilhos. Matrecos. "Aquele" desporto maravilha dos tascos, tabernas e antros de maus nomes e piores companhias por esse País fora, e agora também à venda numa conhecidíssima superfície comercial que já fez mais pelo aspecto desportista da Pátria do que pela vontade de queimar calorias.
Decorreu uma matraquilhada este fim de semana entre um clube Mouro (o SLB) e um clube da Naçõue do Nuorte Carago (NNC), o FCP. Ao contrário do que é normal nos jogos de matraquinlhos, neste o árbitro passarinhava-se pelo campo, ligeiro como um colibri e cego como uma toupeira. E digo que estava que nem toupeira porque até eu que não percebo e não quero perceber pevide de futebol vi (na TV) que só o árbitro é que, num momento de enorme clarividência pressentiu uma, (a) grande penalidade.
Bem. Já toda a gente sabe que foi mas não foi, que afinal não devia ter sido mas como já foi não se pode fazer nada e tal. Chamêmos-lhe singelamente "verdade desportiva". Digamos que acontece (muitas vezes, mas é apenas fruto do acaso). E digamos que o que interessa não é ganhar nem perder, mas sim competir. E vamos assumir que no fim saímos todos vencedores.

É por causa disto que malta com um QI aceitável não liga pevide ao futebol.

Idéias a reter deste fim-de-semana:

Sunday, February 8, 2009

Volta Joana, estás perdoada!!!

"Camarada" Francisco... O que é que se passa nessa cabecinha? Correste com a miúda, pá?!?!?!?
Quero ver como é que vais resolver o problema das quotas na AR... Vais arrancar o pirilau a metade do bando para encheres a Assembléia? E aos quais? Aos do Bloco ou aos de Esquerda, pá??? Tás a anhar ou quê? Deves ter muitos amigos assim...
Tá bem que a rapariga há uns tempos teve um ataque de caspa e foi brincar às mandatárias para a campanha do bochechas, mas com aquela carinha larocas o que é que querias? Não devemos estar com ciúmes, camarada Francisco... estamos? Se for por aí tás feito, nem com um transplante de corpo e alma lá chegavas. Eu também pensava que a malta do Bloco tinha umas idéias arejadas e tal, pá, afinal para ir fumar ganzas para uma tenda no centro de Lisboa, é preciso ser muito à frente, não percebo, até parece que ficaste ressabiado com a miúda... Não faz mesmo nada o teu estilo, pá.

Seja como fôr, eu que não percebo nada de política, vou-te contar uma coisa:
1 - Nunca se hostiliza uma Mulher. Fica-se sempre mal visto;
2 - Nunca se hostiliza uma Mulher em Público. Fica-se mal visto e dá ares de arrogância;
3 - NUNCA se troca a Joana Amaral Dias pelo Manuel Alegre. Dá ares de que há um problema mais grave que... (se for tratado a tempo é capaz de ter cura);
4 - NUNCA se troca a Joana Amaral Dias pelo Manuel Alegre EM PÚBLICO. É que ele tem idade para ser Avô de 25% do Bloco (e Bisavô dos restantes 75%) - Extrapolando, nunca se troca uma miuda gira por um gajo que já larga perdigotos, ainda não percebeu que se fosse a votos hoje o milhão dele já era, e que ainda não percebeu que não é porra de referência nenhuma para a esquerda, não passa de um contrapeso do PS;
5 - Para terminar, o Bloco era o único partido que tinha miúdas giras na AR. É difícil, mas em 230 alminhas que por lá andam, ou são gajos mais feios do que eu ou gajas que com um cordelinho na testa não fariam má figura ao lado de um par de botas da tropa que tenho guardadas algures. O Bloco ainda ia sendo diferente... Calma, calma, não te excites, maus programas todos têm, idéias de merda também, vocês pelo menos faziam um casting em condições... Agora nem isso.
Eu estou com a Joana. Aliás, se ela me pedisse com jeitinho até votava no Bloco. Tu, nem que te matasses a falar. Tás a ver? Já perdeste um voto. Está a descambar, isto está a atingir proporções inimagináveis há um par de dias. Não sei até onde estás disposto a ir para tomares medidas, mas se continua neste ritmo o Bloco não chega ao Verão...







Nota: A indignação já circula pela Blogosfera. E com razão, claro. Vae Victis.
Aguenta, Joana. O Louçã é feio e usa óculos.
Nota II: Foto "roubada" em (ver Link).

O Papá do "Xô Inginhêro":

Elementos "progressistas":

O Preeeezidente da Xunta.

Ministro dos Assuntos Parlamentars

Correcção:

Não há vitórias da engenharia sobre a Natureza. Há sim concessões da Natureza à engenharia, e sempre a prazo.

Saturday, February 7, 2009

Grandes progressos!!

Na senda da linha editorial (não fazemos puto de idéia do que seja, mas "soa" tão bem que não podíamos deixar de incluir esta frase aqui) mais coerente de toda a Blogosfera, o "Alma Negra" dá um grandessíssimo salto em frente (não, não é em direcção ao abismo, para os humoristas do costume) e começa a publicar conteúdo multimédia de nível II.
É verdade, decidi-me finalmente a ler o "help" para descobrir como é que linkava os vídeos do Youtube aqui. São tantos que até chateia!!!!

Nota I: fiquei com a sensação de que deixar apenas os links não era um método suficientemente explícito para a maioria das pessoas, o que é pena porque alguns dos clips são mesmo muito bons;

Nota II: foi a primeira vez que utilizei, li ou seja o que for a expressão "conteúdos multimédia de nível II". Nem deve existir tamanha definição... Quem não estranhou nem se questionou... Até que ponto somos manipuláveis? sim, porque isto é manipulação...

De novo, porque sou um chato...

Aranjuez.

Não costumo fazer isto mas...

Vale mesmo a pena ir dar uma espreitada para ouvir...

Thursday, February 5, 2009

Avacalhar o Sistema

Um pedido de socorro aqui...
Parece que a blógósfera anda muito certinha. Eu sugiro desde já a organização de um grandessíssimo farróbadó. Com insultos, acusações infundadas, boateira, subornos e perjúrio.

Medos no PS

Segundo o que percebi, a serem verdadeiros os "medos" que o Manuel Alegre disse existirem dentro do PS têm tradução simples em poucas palavras de Português claro, correcto e conciso:

-Favoritismo
-Clientelismo
-Corrupção

Aquilo dever ser como o Cats - non stop na Broadway, mas com o elenco da noite das facas longas.
E fala-se na avaliação de... por meritocracia, certo?
Ó meus amigos, palhaços é no circo se faz favor.

Fora a palhaçada, não há Democracia que sobreviva a isto.

Prémio Salazar "Democrata do Ano"



«Eu cá gosto é de malhar na direita e gosto de malhar com especial prazer nesses sujeitos e sujeitas que se situam de facto à direita do PS são das forças mais conservadoras e reaccionárias que eu conheço e que gostam de se dizer de esquerda plebeia ou chic»

Augusto Santos Silva, Ministro dos Assuntos Parlamentares

Este homem é um portento. Está seguramente muito à frente. Revela-se igualitário na distribuição da lenha. Vertical. Sem medos, na linha do Major, mas ponderado. Frontal, mas delicado. Com perfil de liderança. Seguramente a escolha certa para o lugar que desempenha. Amigo do seu amigo. Vai deixar saudades. Esperamos que a breve trecho...

Nota I: O Jorge Coelho devia processá-lo por apropriação indevida de propriedade intelectual (o conceito é o mesmo, embora vestido com outra paramenta)... Bem, a palavra "intelectual" é capaz de ser um bocadinho exagerada...

Nota II: Este babuíno sustenta-se com os nossos impostos.

Pá... O Nuno Rogeiro na SIC

...Acabadinho de vir de uma peça de teatro em que fazia de pagem do Rei Luís XIV, a avaliar pela touca que se esqueceu de tirar...

Copinhos de leite...

Não se pode comparar o PM José Sócrates ao Pinóquio, porque é ofensivo para o PM e para umas dezenas de mentecaptos no Governo.
Mas o PM José Sócrates pode mentir, isso já não é naaada ofensivo porque só ofende dez milhões de Portugueses sebosos, gordurentos, cheios de ranho e rodeados pela filharada que não acaba (malditos proletários).
Porra. Independentemente de ser ou não um bom Primeiro Ministro, NÃO é isso que está em causa; o que está em causa é UM comportamento do PM José Sócrates enquanto candidato a e enquanto Primeiro Ministro.
O pinóquio não é conhecido por ter um grande par de mamas, é conhecido por ser um grandessíssimo mentiroso. Senão José Sócrates estaria a ser comparado à Dolly Parton - o que seria ofensivo para a Dolly Parton, claro...

Nota: No meio deste caso gravíssimo para o regular funcionamento das noblérrimas instituições cá do burgo, ainda ninguém perguntou ao Pinóquio se ele se sentia ou não lesado e/ou diminuido pela comparação.

Só damos o valor ao Silêncio quando não o temos.

"Há alguns anos que os nossos problemas de fundo se arrastam sem resolução... e sem alternativa"...

Autor da frase: Jorge Sampaio, antigo Presidente da República do Nepal, País distante e que nada tem a ver com Portugal.

Como dizia a minha Avó: Cada um se deita na cama que faz. Este jovem imberbe devia manter-se silencioso, porque o que me chateia é que ele fez a cama dele e ajudou a fazer minha também.
Desculpem, mas tenho que o dizer: fodasse.

Procura-se



O clitóris da economia. Para a estimular, claro está...

Onde é que estiveram

Os experts que agora vêm dizer "Como é que temos que fazer para sair da crise" quando era necessário que dissessem "o que temos que fazer para não entrarmos em crise"?
Dasss.
Já alguém terá percebido que nenhum governo, nenhum banco central sabe ao certo a quantidade de dinheiro que circula no mundo? Entre o dinheiro vivo e o que circula em transacções electrónicas...??? Ah pois. É que a quantidade de dinheiro tem a ver com... coisas simples, como confiança, quando a quantidade de dinheiro (muita) começa a não quadrar com a riqueza real (pouca, muito baseada no imobiliário que está em crise profunda - leia-se queda livre - em todo o mundo)... e quando a forçosa baixa de impostos desvalorizar brutalmente o mercado derivado (2ª mão) automóvel e outros... e... e... e....
Confiança.
O factor determinante para não se estar em crise, o valor imperativo da crise.
Fala-se agora de consciência social. É capaz de ser tarde.

E na actualidade

Os actores do Verão Azul.



Quando passar o porquera do mau tempo



Vamos ter isto.

É pois...


I, Nostradamus.

Para quem duvida, para quem ainda não percebeu a amplitude, o alcance e a real gravidade da crise que vivemos, passo a esclarecer: vai acabar num conflito armado à escala global. Vai ter as razões que tiver consoante o mundo em que vivermos. Vai-se justificar na falta de água e de comida, de petróleo e de gás. Vai-se fundamentar em todas as teorias bárbaras em que se fundamentaram as anteriores. E vai ter os mesmos resultados. Se sobrevivermos...

A Humanidade ultrapassou já o limiar em que o número de pessoas multiplicado pelo índice de desenvolvimento tecnológico e pela esperança média de vida ultrapassam a capacidade de sustentabilidade do ecossistema envolvente (a Terra). E isto afecta-nos sim. Ao ponto de, enquanto espécie, podermos vir a entrar numa deriva suicida.

Felizmente há coisas que não mudam:

Estava a ver na televisão o nosso querido ex-presidente da República, o Dr. Jorge Sampaio. Está na mesma. Estava a discursar no CCB, longa, lânguida, monótona e soporíferamente. Não me lembro de nada do que disse. Creio que acordei quando o repórter o interrompeu...

Portugal, 5 de Fevereiro de 2009

PIB de Portugal em 2007: 232 biliões de Euros;
Imparidades do BPN até 2008: 1.800 milhões de Euros (valor acumulado e ainda a crescer);
Percentagem: ora... é fazer a conta... É pedagógico, acreditem.
Realidade: quem vai pagar isto somos nós, contribuintes. É mais de um por cento do PIB. Só o BPN vai-nos custar mais de 1% do PIB.

Se isto é o "pelotão da frente" da UE, eu quero ser o carro vassoura...

Chega de boas-maneiras:

Esta merda só vai ao sítio quando lá estiver quem não tenha nada a perder por nunca ter ganho nada com a política, e não pretenda mudar de idéias em relação a isso.
O resto é competência.

Esta é mesmo seca:

Dois amigos, a meio da noite e já um bocado toldados pelo álcool, saem do bar onde estavam para seguir a procissão até nova capelinha. Ficam um bocado de tempo parados à porta a pensarem qual seria o novo destino, até que um deles pergunta -"Vamos ao Quo Vadis?"
E a resposta, após um instante de silêncio comprometedor:
-"Quem é o Vadis?"

Wednesday, February 4, 2009

KXN

Há uns anitos, andava eu com o baixo às costas e a música na cabeça, e tive uma magnífica idéia para o nome de uma banda: KXN, uma abreviatura da mistura do nome de um resistente Polaco à ocupação Nazi da Segunda Guerra e da Deusa Grega da retribuição... Lindo, ficava lindo. Hoje por acaso decidi fazer o que os putos fazem, ou seja, ser curioso e investigar se isto por acaso não quereria dizer uma outra coisa qualquer... E quer sim, apenas uma, ao que pude apurar: King Takes Knight. Xadrez. What a f...


Six hundred and...

E para quem não conhece, fica aqui um tributo ao original... Sem links, sem nada, só mesmo para quem conhece. :)

Afinal havia outro... DCXVI.

Para quem não conhece, o verdadeiro, o original seria o 616, nas versões iniciais do Livro das Revelações e de um tal de Papiro 115. Contudo hoje ainda se aceita o de cima por tradição... Lá vai o povo das sombras ter que reescrever os "textículos", rezas e ladaínhas mais uma vez...

Mais uma na linha do Stand up

"Bad Banks", aparentemente o palavrão que designa a panaceia para os problemas da actual crise. Longe de mim querer entrar a explicar o que é, fico-me pelo trocadilho... A minha dúvida cruel que não me vai deixar dormir esta noite é... Bad Banks? Quer dizer piores do que os que...? Mesmo maus maus maus?

"Quando parecia que já estávamos nas últimas, mais embaixo era impossível, reinventámos o conceito de fundo e continuámos a descida."

Seja lá o que fôr



A
Côr Do Ortográfico.



Tuesday, February 3, 2009

Hades Nebula?

Hádes hádes.

É impressionante como o Português continua a ser bárbaramente assassinado a sange frio e ninguém ainda foi preso por causa disso...


Obrigado, obrigado...

A todos (e todas) que mandaram aquela "boquinha" de vez em quando, ou que deixaram uma piadinha brejeira, ou que iam escrevendo qualquer coisa mas acabaram por ter medo, ou que apenas partiram o caco a rir de qualquer coisa que tenha escrito aqui, ou seja lá o que fôr. O facto de terem passado os olhos por aqui apenas significa aquilo que cada um de nós quer que signifique. Para mim é importante, e é o que me basta. Este é (aparentemente) o post seiscentos e sessenta e um... Nem quero saber o que significa o boneco.

E para aqueles que já estão a esfregar as mãos de contentamento, bem que podem aproveitar a estamina para irem lavar a loiça porque o blog NÃO acaba aqui.

Persona non grata...?

Pensava eu que ia ser avaliado pelo que fiz e pelo que não fiz no ano transacto. Ooooora... Uns pontinhos aqui pela competência, uns pózinhos ali pela mais-valia evidente na moral do bando (perdão, equipa), um cheirinho de qualquer coisa pela assiduidade e pontualidade, blá blá blá. Deu direito a reunião e tudo, mas isso já é o normal. E, tal como de costume, nada de novo. E para não variar, não fui eu que fui avaliado, o que foi avaliado - e o resultado é disso prova - foi a capacidade de quem está acima de mim conseguir perceber exactamente o que é que há-de fazer comigo. O que ainda torna as coisas piores é que, até certo ponto, não deixo de fazer falta. "Ganda merda, pá". É o que dá ter um QI acima de 100 (cem vírgula zero zero três), criam-se logo anticorpos destes.
O resultado? Bom, francamente bom, segundo me foi asseverado. Pena é que eu não tenha gostado. Mas não me vou chatear. Primeiro porque não vale a pena, segundo porque há um mundo cá fora à minha espera.

Linha Dura

A realidade encarrega-se de nos cilindrar de vez em quando. Nas nossas convicções, nos nossos sentimentos ou na nossa perspectiva de encarar a vida. Podemos aceitar com humildade, ou pretender que não temos nada a ver com o assunto.
De qualquer modo seguimos em frente. Durante quanto tempo? Depende da escolha anterior.

Esclarecimento...

Tardio, porque tive uma razão impeditiva de o fazer atempadamente. Não como justificação, mas como elemento de contextualização.
A historinha da "Anita e o gato Pitó" surgiu há uns bons oito anos dentro de um grupo que fazia uns concursos e divulgação de piadas numa mailing list oficiosa, a celebérrima e invejada "mailing list da barbatana", clube restrito e mui selectivo... Bem, em determinada altura fui desafiado para denegrir a imagem dos ícones da infância, e numa tarde de boa-disposição etílica deu-me para isto. Há-que assumir a paternidade da coisa, mesmo não estando tão bom como eu me lembrava... fantástico, a memória é mesmo selectiva.
Bem, faltam os outros todos e mais alguns. Um dia...

Anita - a história verdadeira

Venho, com esta epístola, esclarecer um assunto que tem dado muito que falar. Trata-se de repôr a verdade numa história que tem sido muito mal contada. A "Anita e o gato Pitó" NÃO é um livro infantil, é um filme do mesmo género do "Música no Coração", repleto de cenas platónicas, passado num Hipermercado nos arrabaldes de Lisboa uns anos depois do 25 de Abril... no fim de contas, imagens da vida real, pois foram filmadas por várias câmaras de segurança. A partir do mesmo foi escrito o livro homónimo, do qual publico aqui um excerto com a devida permissão do autor.


Anita e o gato Pitó

I – O coiso.
O gato Pitó... o gato Pitó era um gato quase normal, como todos os gatos. Quem tem um gato sabe como eles são, quase normais porque cada gato tem uma panca diferente. Mas o gato Pitó, para além da pancada do costume, tinha ainda um outro problema... O gato Pitó era estrábico, daí o nome “Pitó”. Todos os outros gatos lhe chamavam pitosga, mas pitó era muito mais fácil de dizer do que pitosga, e colou. E não era um estrábico qualquer... é que em casos como o do Pitó, normalmente há um olho “bom”, no caso do Pitó eram os dois maus, o que ainda era mais desesperante. E claro, o fracasso com o sexo oposto era garantido, não há gata que tolere um bronco que anda à cabeçada às paredes o dia todo e que aparenta estar a olhar em simultâneo para o pandeiro da gata à esquerda e para a prateleira da da direita. E tudo agravado pelo problema da mobilidade, claro. Estava foríssima de questão ter algo vagamente semelhante a uma vida de gato “normal”... correr pela casa, andar empoleirado na varanda ou no peitoril da janela eram actividades de que o Pitó já abdicara há muito tempo.
Qualquer tentativa de convívio acabava invariavelmente em humilhação. Chegou a sair à noite umas quantas vezes, mas era doloroso porque tinha que ir de óculos escuros para disfarçar o problema nos olhos o que lhe complicava ainda mais o sentido de orientação. Foi desse período que lhe veio a segunda alcunha (Ali-bá-bá), devido às muitas ligaduras que lhe cobriam a cabeça e que ele oportunamente se lembrou de disfarçar sob um sumptuoso turbante. Era a única coisa que atraía as gatas, fraca consolação que apenas adiava a agonia final – que essa sim, era infalível.
Como não tinha sorte nenhuma com as gatas e como as hormonas não perdoam, o gato Pitó era um praticante entusiasta do sexo por auto-estimulação manual. Porque o Pitó (ainda não foi dito) também era um teso e como tal não tinha como pagar os serviços profissionais. Num breve resumo, no dia 24 de Abril de 1974 o gato Pitó era uma fraude amargurada. Quase a resvalar para os quarentas, virgem e estrábico, renegado pelo pai, abandonado pela mãe e completamente sem amigos.

II – O outro coiso
Como acontece com todas as desgraças, depois da tempestade vem o bom tempo. Houve um ponto de viragem na vida do gato Pitó, que foi o 25 de Abril. Não foi por razões políticas, foi por acaso.
Andava o Pitó aos caídos ali para os lados de Cacilhas quando se dá a revolução. Foram dias indescritíveis, de memória toldada pelos vapores etílicos. Toda a gente festejava, toda a gente bebia, toda a gente dançava ao som dos amanhãs que cantam. E tudo teria corrido pelo melhor não fosse um dos foliões ter confundido o Pitó com a rameira da esquina. Como quem tem cú, tem medo, o Pitó correu como se não houvesse amanhã. E chegou ao portão da Lisnave já sem fôlego e meio morto de cansaço. Transtornado, foi aí que iniciou a descida. Roubou a famel a um operário (mais o capacete esquecido em cima do selim) e raspou-se dali para longe. Iniciou uma longa carreira na senda do crime: roubos por esticão, furtos de supermercado, assalto à mão armada, enfim, o que desse dinheiro porque a droguinha pedia sempre mais. E mudou o visual: capacete, tatuagens, blusão de cabedal e óculos escuros. Para além disso deixou de tomar banho. Foi-se tornando num indivíduo reles, de maus modos e linguagem de carroceiro. Libertou-se.

III – Os três
Muitos anos depois, andava o Pitó a banhar garrafas de Whiskey numa grande superfície comercial em Alfragide quando se deu o clique. Ao passar na secção das porcarias para comer ao pequeno-almoço, emoldurada por uma prateleira de cerelac, lá estava ela. A Anita. Sim, essa mesmo, a dos livros infantis... a Anita era agora uma mulher, e que pedaço de mulher... O 25 de Abril também tinha dado cabo dela. A revolução obrigou-a a sair do seu mundo de histórias líricas e a cair (literalmente) de quatro no mundo real. Andava na vida, a pressão tinha sido demasiada e puf!, fritou e meteu-se nas drogas com as más companhias. Não tinha um único parafuso atarrachado no sótão. Vinha de um mundo demasiado perfeito e saltou para uma realidade demasiado dura. Como consequência, uma personalidade até aí reprimida e espartilhada dentro de um corpo de menina superstar de histórias infantis emergiu na juventude sob a forma de uma mulher sensual, preversa e depravada, devidamente presa ao chão por quatro quilos de silicone mamário e uma camada de maquilhagem de meter inveja ao reboco de muito boa casa por esse mundo fora.
Para o gato Pitó, o que se passou a seguir foi magia; para a Anita foi mais um “pro bono”. Comeram-se ali mesmo, violentamente sobre as caixas do cerelac agora espalhadas pelo chão... Para o gato Pitó foi uma experiência inolvidável, ele ali com a Anita, numa cena de sexo violento em público. E como ele andava a economizar há alguns anos, aquilo durou que se fartou, foi até o hipermercado fechar. A Anita estava entusiasmadíssima, nunca tinha visto nada assim, o gato Pitó estava a tirar a desforra da maior travessia do deserto que um gato alguma vez fizera no que concerne a sexo. Nunca tinha visto tantas mamas na vida, era uma loucura. A meio da tarde fartaram-se do cerelac e mudaram-se para o corredor dos higiénicos, o gel de banho tinha a vantagem de não fazer tanta poeirada e misturado com água do Luso parecia mesmo a festa da espuma... o gato Pitó estava todo aceso, sentia-se o maior, aquilo era a melhor coisa que já lhe tinha acontecido. A depravação aumentou de tom em direcção à secção dos enchidos, mas não os fatiados, porque a Anita não estava para aí virada. Era Sodoma e Gomorra nas prateleiras do Hipermercado,era o prejuízo materializado naquelas duas almas depravadas e imparáveis, era mesmo o fim do mundo em cuecas, e só parou quando o gato Pitó desmaiou, muito tempo depois. Era demais para um gato – tinha entrado no supermercado virgem da silva e fora papado desde o cerelac até à saída. Inacreditável. Um sonho.

N. do A.: Nesta parte do filme, vê-se o gato Pitó a andar vagarosamente em direcção ao por-do-sol, em estilo final-de-filme-incompreensível-dos-anos-60 "I am a poor lonesome Cowboy", e a Anita a entrar no carro de um cliente já de cuequinha na mão. O tempo não perdoa, claro, e os actores deste filme envelheceram e nunca mais foram vistos juntos. Sabe-se contudo que o gato Pitó se tornou um radical fora-da-lei e bombista suicida (fracassado). Promíscuo e tarado sexual, acabou por morrer com doenças venéreas. A Anita continuou na vida e na década de 90 mudou-se para Bruxelas com um filho (que teve entretanto, filho de pai incógnito) que arranjou por lá um bom emprego.



FIM



Ainda na Colecção "A verdade vem sempre ao de cima"

Volumes Publicados:
"Anita e o gato Pitó";

A Publicar (por ordem cronológica):
"Heidi, “sete anos no red light";
"O Marco e o seu macaquinho mais os marinheiros do barquinho";
"Maia, a rameira das flores";
"Jackie e Nuka, os filhos da p***";


Colecção "Hobbies & Lazer"
"Chupamospistões - o manual definitivo para limpeza de órgãos mecânicos", pelo Engº Mecânico N. B.;
"O Órgão Virtual", pelo Engº Informático T. L.;
"O Batimento do Couro – A arte de amaciar as peles", "Quando a porca torce o rabo – o que sempre quis saber e tinha medo de perguntar" e "Pronta para a Matança - O manual da engorda", pelo Engº Agrónomo B. Júnior;
"Consolidação de estruturas verticais - mitos e realidades", pelo Engº Civil C. D;

Para continuar a desmoer

Um Serra de Estrela, um Pastor Alemão e um Golden Retriver estão com os donos na sala de espera do veterinário.
Como estava a demorar, começaram a conversar. Pergunta o Pastor Alemão ao Estrela:
- "Então, porque é que estás aqui?"
- "Stress! Ando cheio de stress. Arranho tudo pelo caminho. Tapetes, armários, sofás, roupa, sapatos, tudo... Ontem foram os cortinados da dona. Ficaram em pedaços."
- "Isso está mau. O que é que te vão fazer?", pergunta o Retriever.
- "Prozac, quase de certeza", responde o Estrela.
- "E tu, o que tens?", pergunta ao Pastor.
- "Incontinência! Urino por tudo quanto é sítio. Hidrantes, postes, paredes, plantas, pessoas, tudo... O pior foi esta noite. Mijei na cama dos donos."
- "Bonito... E agora o que é que te vão fazer?"
- "Prozac, provavelmente", responde o Pastor
- "E tu, porque é que vieste?", pergunta ao Retriever.
- "Cópula indiscriminada! Monto tudo o que vejo. Cadelas, gatas, galinhas, qualquer coisa que mexa... Até que ontem fui encontrar a dona no quarto, agachada, a apanhar a toalha de banho do chão, e..."
- "Eh pá, e agora? Prozac para ti também?"
- "Não pá. Eu vim só cortar as unhas".

Nota: recebida... o costume.

Para "desmoer" de um duro início de semana...

E, naquele dia ensolarado, ia ser realizado o teste definitivo para dizer qual seria a melhor policia do planeta.
Os finalistas eram o FBI, a Scotland Yard e a GNR Lusitana.
O teste consistia no seguinte: Um coelho seria solto na floresta. Cada policia, usando os seus melhores metodos e pessoal, teria que ó encontrar e trazer de volta. Quem fizesse isso no menor espaco de tempo seria o vencedor.
Soltaram o coelho. Por sorteio, o FBI foi designado para o tentar apanhar primeiro. Usando fotos de satelite, analise de DNA dos pêlos encontrados, um cerco gigantesco à floresta com dez helicopteros e um milhar de agentes, o coelho foi capturado em 16 horas e 14 minutos.
Soltaram o coelho novamente e lá foi a Scotland Yard na sua vez. Usando analistas de comportamento, estudiosos da psique coelhistica e mais um batalhão anti-terrorista com óculos de visão nocturna, armaram uma cilada com uma coelha usando um passaporte irlandês falso e uma cenoura com sonifero. Capturaram o coelho em apenas 12 horas, o que arrancou reacções de espanto do júri.
Mais uma vez soltaram o coelho e a nossa valorosa GNR foi mostrar serviço.
Sairam num belo UMM, modelo 1974, com os guarda-lamas cheios de barro, 4 pneus carecas, um pedaco de fio a amarrar a tampa traseira (o fecho da tampa caiu em 1982) e 3 agentes com mais de meio corpo para fora das janelas do jipe. Batendo nas portas, com revólveres 38 numa mão e garrafas de Sagres na outra, entraram em alta velocidade pela floresta adentro. Voltaram em 20 minutos, deixando atónitos os juízes, o FBI e a Scotland Yard.

Abriram a porta da lata velha (pomposamente chamada de jipe) e de dentro caiu um porco-espinho completamente coberto de hematomas, encolhido, que gritava: - " EU SOU UM COELHO!!! EU SOU UM COELHO!!! EU SOU UM COELHO!!! "

Nota: recebida (como de costume) por e-mail, há buéééééés de tempo....

Monday, February 2, 2009

It's a living.

Num dia negro e sem explicações, fui arrancado do meu mundo. Fui separado do meu ser, despojado do meu eu e renegado pela criação. Fui simplesmente abandonado, proscrito, interdito na minha própria essência. Comecei uma existência errante, há muitas eras. Muitos sóis atrás, quando o mundo ainda não era mundo, quando não existia a palavra nem a idéia que a sustenta e o Homem não tinha inventado Deus, porque Deus não tinha ainda concebido o Homem, iniciei a minha deambulação. De algum modo, foi como se tivesse nascido de novo, como se fosse um bebé, indefeso, sem conhecer nada da vida, da minha nova vida... E descobri, num sentimento novo que se foi entranhando, que me faltava algo de muito importante, mas não sabia o quê. E fui vivendo sempre com essa sensação de perda, com essa sensação da ausência de algo... Vivi mil vidas sucessivas, até me relembrar de ti, até recuperar a capacidade de relembrar, até recuperar a capacidade de sentir o passado... e nesse instante, nessa sucessão de vários instantes, iniciei o meu caminho, comecei a minha procura. Vivi outras mil vidas em mil outros mundos diferentes, conheci cidades que que já eram ruínas antes de falarem de outras cidades que também já são ruínas há muitas eras... Conheci tempos de que ninguém se lembra e que o tempo se encarregou de apagar, vivi guerras de que o mundo não guarda memória, vi a história escrever-se em cadáveres de reis e de homens anónimos que dela não constam... Procurei a tua alma no fundo de mil almas, julguei reconhecer-te nas mil vezes em que me cruzei com olhares que pensei reconhecer, enganei-me mil outras vezes e mais mil além dessas, mas algures no meio dessas mil vidas, tive instantes fugazes em que te reconheci, em que a minha existência se cruzou com a tua, mas tu não me reconheceste... E senti, ao longo dessas mil vidas, olhares penetrantes que eu não reconheci, de uma alma que conseguiu reconhecer-me no fundo da minha alma...
E hoje estou aqui para te dizer que te fui reconhecendo naquilo que foste relembrando em mim.