Tuesday, June 30, 2009

Untitled.

Chegou de mansinho como a brisa da manhã, quase sem se fazer notar, quase com medo de ali estar, e foi assim que foi ficando - devagar, em silêncio e só, muito com os seus gestos, muito com o seu pequeno mundo. Para quem veio depois era como se sempre ali tivesse estado, para quem já lá estava a memória morria quando ia lá para trás, para os tempos antes de ter chegado, porque chegou (dizem) num dia fora do tempo. Ninguém lhe conhece a partida, apenas o destino - ou a paragem, conforme as conversas, as opiniões, os dias ou as estações do ano. O nome é o que lhe dão no instante, volátil como o tempo. Sabe-se apenas que está por ali. Não tem dono nem telhado fixo, vai vagueando um pouco por todo o lado ao sabor da caridade de quem lhe agrada dar-lhe um mimo. É livre como só pode ser livre quem não tem a quem ter que responder - só a quem agradecer e retribuir. E isso vê-se-lhe no olhar.

-/-

Entrou em casa na madrugada de Sábado, dia de feira, vindo direitinho da taberna da rua de baixo. Andava com ela fisgada há muito, não ia passar da manhã, vinham-lhe as ganas com a coragem acabadinha de destilar na aguardente que ainda lhe ardia no hálito. Arrancou a caçadeira do armário, ainda estava ali afinal de contas. Estava a precisar de limpeza, alguém que tratasse disso mais tarde se quisesse ficar com ela que isso daí a pouco ia deixar de ser preocupação dele. Dois cartuchos... Se corresse bem só ia precisar de um, se corresse mal não ia conseguir dar o segundo tiro, mas era o hábito, sempre tinha feito assim, dois cartuchos, e não ia mudar isso agora - não agora. Ainda pensou em deixar uma nota, um rabisco num papel, mas para quem? Não queria mudar nada, não queria deixar lágrimas, só queria ir embora. Assim como assim não tinha quem a lesse. Talvez a guarda, talvez o prior no funeral, se não se negasse ao dever - com o Guido tinha sido uma rebaldaria, tiveram que o arrastar para o cemitério à força e nem parecia padre nem figura de gente, sem batina, desgrenhado e desvairado. À ameaça de mais porrada resolveu-se-lhe a teima e lá fez o funeral - com uma estaca cravada na alma e sem se esquecer de rogar as devidas pragas ao defunto.
Saiu pela porta de trás que trancou como se ainda fosse voltar. Deixou a chave debaixo da telha do costume, se não a descobrissem alguém ia ter que arrombar a porta e aquilo ainda era capaz de dar um bocado de trabalho. Era tosca, feita para durar. Boa porta. Seguiu sem olhar para trás pelo carreiro que ia dar à estrada. Uma boa centena de metros à frente apoiou a coronha da arma no cepo de um pinheiro que tinha cortado ia pra mais de dois anos. Reparou - nunca tinha dado por isso - que dali se via a torre da Igreja. E o sino novo que ele ajudara a subir para lá há... Quantos anos? Não se lembrava. Não era altura para pensar, antes que a coragem se fosse enfiou os canos da arma na boca e já não ouviu nem o tiro nem a passarada assustada que abriu alas em direcção ao dia.

-/-

Mais uma carraspana que lhe ia estalar a caveira por todas as juntas. Não agora, seguramente lá mais para meio da manhã. Não se lembrava se tinha aspirinas em casa. Merda, era sempre a mesma coisa. Desceu a rua devagarinho e a cambalear, afinal de contas um gajo ou se enfrasca a sério ou a coisa não vale a pena. Às vezes dá para o torto, mas sempre se safam as histórias da treta para as noites no café. Por falar em café, levantou os olhos para o fundo da rua, sim, já estava aberto, o néon vermelho a contornar os detalhes da fachada não engana. "Parece uma casa de putas", pensou. O Bogas decidiu-se àquele horror a conselho de um primo qualquer que tinha um negócio da noite (claro está) e depois de o filho do Artur da padaria lhe ter "varrido" o mobiliário todo para o fundo do establecimento com a ajuda do carro do pai e de uma bebedeira descomunal. Quando assentou a poeira a arca dos gelados estava estacionada em cima da máquina do do tabaco lá mesmo no fundo, em frente à porta da casa-de-banho. Só se salvaram os barris da cerveja, abençoada pontaria. Nem se ouviu travar, diz quem viu, o gajo não viu a curva - desfocado como já ia - e entrou pelo vidro dentro ao engano das luzes - que ainda não eram estas, colocadas estratégicamente à laia de sinalização. Vai de sorte que era meio do mês e a casa estava vazia porque a malta começava a ficar curta de "guito". Não ia valendo de nada, o Bogas sai de lá aos berros a jurar pela alma do paizinho defunto que o carro vertia gasolina "por todos os poros" e que ia abrir uma cratera no quarteirão... Acabou por se evacuar o prédio todo não fosse o tipo ter razão. Pantomina montada e à conta daquilo os bombeiros encheram-lhe o café de espuma "à cautela, o diabo dorme com um olho aberto". O único gajo lá dentro para além do Bogas era o panasca do Reco, o cromo do cunhado dele que andava sempre com um cabelo à foda-se e que parecia lambido por uma vaca. Estava sentado ao balcão, ao que se diz a cravar uma "ajudinha" ao Bogas, daquelas a fundo perdido para um negócio qualquer do tipo "desta vez é que é, vais ver pá" e ia-se finando logo ali com o susto. Caiu de costas e deixou de respirar. Fizeram-se-lhe uns ares tais que parecia de gesso e ficou como se estivesse sentado - nem largou o copo do J&B, parecia que estava com rigor mortis, o cabrão. Ainda esteve internado umas duas semanas, sempre a protestar que lhe fizessem exames a tudo o que lhe começou a doer de repente - que no caso dele era tudo mesmo, até as unhas dos pés lhe doíam se fosse preciso - e quando teve alta ainda foi comprar umas canadianas em segunda mão e engessou um pé a fazer o piso à "indenização" que havia de o salvar das dívidas do jogo ilegal. Desgraçadamente só tinha partido a cabeça, mas com a paramenta nova sempre mudava o figurino e a pose. A estúpidez é que era crónica.
O Artur enxertou uma carga de porrada no filho três dias depois, quando lhe deram alta do hospital. Foi de tal maneira que o Ginjas nem passou do átrio, tiveram que o levar de novo para dentro para voltar a ser cosido. Depois da cena o Artur foi engaiolado e a padaria esteve fechada uma boa semana.

...

Pensamento do dia:

Em conversa...
-"Para bater palmas são precisas duas mãos"...
-"E quantas é que tu tens?"
...
...
(Foda-se).
Queda na realidade: Viver é ter vontade de acordar todos os dias e...
Ponto.

Monday, June 29, 2009

Business as usual.

"Ò" não.



>>Options:
[Mark as read]
[Comment]
[Delete]
[Set Importance]
[Set as default Template]
>>"HELP" for help.
>>1 - Using Syntax diagrams;
>>2 - Commands requiring System Privilege;
(...)
>>10 - Shut down All the Electronic systems.


...................................TEN.

Hoje.

Já está a ser "aquele" dia... Segunda-feira, dia de chuva, manhã de azia generalizada, não olhem para mim com cara de asno que eu não sou um fardo de palha.

Eu juro que não acabo o dia sem apertar o papo a algém.

Pensamentos.


O tempo é contado, é finito, tem memória, vive da memória e com a memória. Vem contado e vive sempre contado, e um dia apresenta-nos a factura. Por vezes demasiado cedo, por vezes demasiado pesada.
A qualidade dos homens livres é... Serem donos do seu próprio tempo. Por finito que seja, podem escolher como o viver. E o tempo só vale a pena ser vivido enquanto formos livres de decidir como o queremos viver.

Again,



Twelve plates spinning on the air
And a dead man burning in the electric chair


48 Horas


...Em que fez sol, choveu, trovejou e em que o vento rugiu forte. Um tempo em que o tempo passou como passava "antigamente". Muito depressa, demasiado depressa porque foi muito bom, e devagar o suficiente para apreciar, para poder um dia relembrar. Bocadinhos do tempo que hão-de seguramente ficar, porque o tempo não os desfaz nem os apaga. Com pessoas que valem mesmo muito a pena e que hão-de sempre ficar.



Sunday, June 28, 2009

Ekranoplane



Uma demonstração fantástica de tecnologia demasiado avançada para a época.

Mais uma voltinha...

Pelos blogs aqui do lado, e descobri isto no "Bomba Inteligente".
Nunca me passaria que tal fosse possível. A Natureza, sempre surpreendente.

A Idade dos porquês

No Psicolaranja. Não o teria dito melhor, fica aqui o link.
Vale a pena ir lá espreitar.

Saturday, June 27, 2009

Nem a Mãe os distingue...

... Ouvi isto aqui, já conhecia o outro a seguir de há uns largos anos... Nem quero saber quem copiou quem, mas que a coisa é mesmo muuuuuito parecida...
Michael Jackson Vs. Suicidal Tendencies.




Karma Police



Karma police, arrest this man
He talks in maths
He buzzes like a fridge
He's like a detuned radio

Karma police, arrest this girl
Her Hitler hairdo is
Making me feel ill
And we have crashed her party

This is what you'll get
This is what you'll get
This is what you'll get when you mess with us

Karma Police
I've given all I can
It's not enough
I've given all I can
But we're still on the payroll

This is what you'll get
This is what you'll get
This is what you'll get when you mess with us

And for a minute there, I lost myself, I lost myself
And for a minute there, I lost myself, I lost myself

For for a minute there, I lost myself, I lost myself
For for a minute there, I lost myself, I lost myself
Phew, for a minute there, I lost myself, I lost myself

Heart of Glass




Once I had a love and it was a gas
Soon turned out had a heart of glass
Seemed like the real thing, only to find
Mucho mistrust, love's gone behind
Once I had a love and it was divine
Soon found out I was losing my mind
It seemed like the real thing but I was so blind
Mucho mistrust, love's gone behind

In between
What I find is pleasing and I'm feeling fine
Love is so confusing there's no peace of mind
If I fear I'm losing you it's just no good
You teasing like you do

Once I had a love and it was a gas
Soon turned out had a heart of glass
Seemed like the real thing, only to find
Mucho mistrust, love's gone behind

Once I had a love and it was divine
Soon found out I was losing my mind
It seemed like the real thing but I was so blind
Mucho mistrust, love's gone behind

Lost inside
Adorable illusion and I cannot hide
I'm the one you're using, please don't push me aside
We could've made it cruising, yeah

Yeah, riding high on love's true bluish light

Once I had a love and it was a gas
Soon turned out I had a heart of glass [radio version]
Soon turned out to be a pain in the ass [album version]
Seemed like the real thing only to find
Mucho mistrust, love's gone behind

Friday, June 26, 2009

...Mas falem de mim.



Uma voltinha rápida pelo burgo, e a constatação do óbvio: aí uma metade da blogosfera detesta o Michael Jackson, uma parte significativa dos restantes mais-ou-menos cinquenta por cento nutre por ele uma profunda admiração, e diria que os remanescentes (como eu) valorizam apenas o que há a valorizar e ponto.
A Farrah Fawcett também nos deixou ontem... (Para quem não se lembra, segue a foto. Charlie's Angels?). Mas "passou ao lado". Das duas uma, ou gostamos de uma boa coscuvilhice e de criticar, ou apenas não conseguimos ficar indiferentes a determinadas personagens.

Mais um bocadinho lá de trás que vai ficar como memória.
Isto começa a fazer-me sentir que... a vida não pára nunca. Lapidar e inexoravelmente. Dois dias curtíssimos e um já passou.
Há mesmo um mundo lá fora à minha espera...

Thursday, June 25, 2009

Untitled.

Michael Jackson faleceu hoje de paragem cardíaca. Nunca comprei um álbum dele, nunca fiz o download de uma única música da net. Nunca fui apreciador do estilo "pé-de-gêsso" com a peúga branca e o sapatinho esquisito. Apenas deixei aqui num outro post esta música há uns tempos atrás, porque sim, porque gosto, porque me recordo de a ouvir "noutros tempos".
Apesar dos apesares, das falhas, dos erros e da óbvia fragilidade do homem e da personagem que criou e na qual se refugiou, não me parece de todo justo recordá-lo apenas por isso. A realidade é que deixou uma marca indelével a um nível que muito poucos ousarão sequer tentar. O tempo se encarregará de o julgar na devida medida e de lhe reconhecer o mérito que teve.
Fica aqui na repetição a singela homenagem ao que de melhor fez e nos deixou.






They told him don't you ever come around here
Don't wanna see your face, you better disappear
The fire's in their eyes and their words are really clear
So beat it, just beat it

You better run, you better do what you can
Don't wanna see no blood, don't be a macho man
You wanna be tough, better do what you can
So beat it, but you wanna be bad

Just beat it, beat it, beat it, beat it
No one wants to be defeated
Showin' how funky and strong is your fight
It doesn't matter who's wrong or right
Just beat it, beat it
Just beat it, beat it
Just beat it, beat it
Just beat it, beat it

They're out to get you, better leave while you can
Don't wanna be a boy, you wanna be a man
You wanna stay alive, better do what you can
So beat it, just beat it

You have to show them that you're really not scared
You're playin' with your life, this ain't no truth or dare
They'll kick you, then they beat you,
Then they'll tell you it's fair
So beat it, but you wanna be bad

Just beat it, beat it, beat it, beat it
No one wants to be defeated
Showin' how funky and strong is your fight
It doesn't matter who's wrong or right

Just beat it, beat it, beat it, beat it
No one wants to be defeated
Showin' how funky and strong is your fight
It doesn't matter who's wrong or right

Just beat it, beat it, beat it, beat it
No one wants to be defeated
Showin' how funky and strong is your fight
It doesn't matter who's wrong or right
Just beat it, beat it
Beat it, beat it, beat it

Beat it, beat it, beat it, beat it
No one wants to be defeated
Showin' how funky and strong is your fight
It doesn't matter who's wrong or who's right

Just beat it, beat it, beat it, beat it
No one wants to be defeated
Showin' how funky and strong is your fight
It doesn't matter who's wrong or right

Just beat it, beat it, beat it, beat it
No one wants to be defeated
Showin' how funky and strong is your fight
It doesn't matter who's wrong or right
Just beat it, beat it
Beat it, beat it, beat it

Beat it, beat it, beat it, beat it
No one wants to be defeated
Showin' how funky and strong is your fight
It doesn't matter who's wrong or who's right

Just beat it, beat it, beat it, beat it
No one wants to be defeated
Showin' how funky and strong is your fight
It doesn't matter who's wrong or right

Just beat it, beat it, beat it, beat it
No one wants to be defeated
Showin' how funky and strong is your fight
It doesn't matter who's wrong or right

Just beat it, beat it, beat it, beat it
No one wants to be defeated
Just beat it, beat it
Beat it, beat it, beat it

Your latest trick




All the late night bargains have been struck
Between the satin beaus and their belles
And prehistoric garbage trucks
Have the city to themselves
Echoes roars dinosaurs
They're all doing the monster mash
And most of the taxis and the whores
Are only taking calls for cash
I don't know how it happened
It all took place so quick
But all I can do is hand it to you
And your latest trick

My door was standing open
Security was laid back and lax
But it was only my heart got broken
You must have had a pass key made out of wax
You played robbery with insolence
And I played the blues in twelve bars down Lover's Lane
And you never did have the inteligence to use
The twelve keys hanging off my chain
I don't know how it happened
It all took place so quick
But all I can do is hand it to you
And your latest trick

Now it's past last call for alcohol
Past recall has been here and gone
The landlord finally paid us all
The satin jazzmen have put away their horns
And we're standing outside of this wonderland
Looking so bereaved and so bereft
Like a Bowery bum when he finally understands
The bottle's empty and there's nothing left
I don't know how it happened
It was faster than the eye could flick
But not all I can do is hand it to you
And your latest trick

Alma Negra


Dying words taken by the rising wind
Painful words spoken by dying men
Silent words killing again
Cold words hurting. Until when?

Wednesday, June 24, 2009

Alma Negra


This very bullet was calling my name
...It's what must be called fame

Pensamento da tarde

Eu um dia disse que este País era um lugar muito mal frequentado. Ok, há que admiti-lo, talvez esteja mais tolerante, talvez tenha os standards na lama... mas quando oiço algumas alminhas com... cargos (?) de relevo político... responsabilidade (?) política... ou seja o que fôr no género, apetece-me dizer...


Vamos fazer amigos entre os animais.


Para não esquecer.


Porque não podemos esquecer.


Por ter estado no meio de uma multidão que teve a coragem de dar a cara.

Porque há pessoas para quem a imortalidade chega da antes do tempo e da forma errada.

Untitled.

Nuke.






Tuesday, June 23, 2009

Pensamento do Dia


Não
Me
Apetece
Fazer
A
Ponta
De
Um
Corno.

E por falar em estrelas...

Crux Australis, o Cruzeiro do Sul.


Monday, June 22, 2009

Estrelas.



Orion, "o Caçador"




Na cintura as "Três Marias": Alnitak (Zeta Orionis), Alnilam (Epsilon Orionis) e Mintaka (Delta Orionis); Rigel (Beta Orionis) no pé esquerdo, Betlegeuse (Alpha Orionis) no ombro direito, Bellatrix (Gamma Orionis) no ombro esquerdo, Saiph (Kappa Orionis) no pé direito, Hatsya (Iota Orionis) na ponta da espada e Meissa (Lambda Orionis) na cabeça.


Só para referir as principais. Porque há mais. É claro que nem sempre visíveis, não facilmente visíveis. Inclui ainda um sistema estrelar quádruplo (Sigma Orionis) e um sistema estrelar duplo (HD38529 - também identificado como HR1988). Para quem gosta...

Já ando para o dizer há algum tempo...



Tenho visto coisas incríveis nos últimos dias. Jogadores de futebol de um País governado por um regime fundamentalista a manifestarem-se em campo. Mulheres - ainda que de cara tapada - na linha da frente das manifestações de rua, lado a lado com os homens, nesse mesmo País governado por um regime que tendencialmente as exclui do que consideramos ser um exercício pleno dos direitos de Cidadania; uma sociedade que, apesar da censura, consegue "furar o bloqueio" e mostrar ao mundo o que na realidade se passa dentro das fronteiras, seguramente a arriscar muito mais do que aquilo que podemos humildemente imaginar. Porque nem sequer é a nossa realidade.
O Irão não é um País de mentecaptos sentados em cima de um barril de petróleo. Esse tem sido o nosso (Ocidente) erro, assumir como realidade apenas o que é o resultado redutor de uma conveniência económica absurdamente efémera. O Irão não é um País de fundamentalistas. Também os tem, mas a realidade é estes movimentos aparecem um pouco por todo o mundo. Talvez o Ocidente tenha cometido um erro de cálculo grosseiro ao acreditar que seria o Iraque o ponto de partida para um Médio-Oriente pacificado. Nem sequer me parece que esse papel venha a caber à Arábia Saudita. Muito menos a Israel e à Palestina. Acredito que possa neste momento caber ao Irão, independentemente de o regime Iraniano não ser Democrático na "nossa" acepção do termo, o papel de líder nesta mudança. Basta que não deixemos que aconteça por lá aquilo que calámos nestes últimos vinte anos com Tiananmen. Por razões económicas absurdamente efémeras. E acredito que se voltarmos a repetir o erro, teremos uma factura muito pesada para pagar num futuro próximo.

Solstício


Sunday, June 21, 2009

Chão

Sítio bom para dormir quando até a cama estorva. Se continua assim, esta noite vai ser lá fora mesmo, ao relento no hotel estrelinha.

Meanwhile...


Enquanto o CR vai às compras de Ferrari na RTP (que eu pago mesmo que não queira), ali ao lado, na concorrência (que eu pago se quiser ver, ponto), falava-se disto. Repetido, é certo, mas como não tive a possibilidade de ouvir na íntegra na primeira vez, agradeço. Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique.

(SIC Notícias, Sessenta Minutos.)








Associação dos amigos da Sesta

Em Aviz, hoje, mais um directo da RTP(N), o encontro anual dos amigos da sesta.
Este ano não pude comparecer por razões profissionais, mas fiz-me representar pelo meu vice.
Aqui ficam algumas "pérolas" a reter de tamanho evento:
"Para quem tem doenças psicátricas"... Autoria de uma Senhora com todo o aspecto de ser Médica Psicátrica... provavelmente em plena sesta.
"vinte minutos de sesta remunerada", a respeito de uma alteração qualquer à legislação laboral... (eh pá, nem comento, num país que funciona a recibos verdes isto iria ser lindo).
E não digo mais porque vou descansar o esqueleto uma meia-horita.

Laura



Laura, can't you give
me some time,
I got to give myself
one more chance
To be the man that I know I am.
To be the man that I know I am.
Won't you just tell Cin-cin-nati,
I'm Gonna need your love.
Don't you give me your love?

Don't you give me your
Ch'mon,
Ch'mon.
Where is your love?
Don't you give me your love,
Don't you give me your
Ch'mon,
Ch'mon.
Where is your love?
Don't you give me your love,
Don't you give me your.

Freeda, can't you spare me a dime?
I got to give myself
one more chance.
To ring the band that
I know I'm in.
To ring the band that
I know I'm in.
Won't you just tell Baby Daddy,
I'm gonna need his love.
Why don't he give me he love?
Why don't he give me he,
Ch'mon,
Ch'mon,
Where is your love?
Don't you give me your love,
Don't you give me your
Ch'mon,
Ch'mon,
Where is your love?
Don't you give me your love.
Don't you give me your.

This'll be the last time,
I ever do your hair.
One face among the many,
I never thought you cared.
This'll be the last time,
I ever do your hair.
One face among the many,
I never thought you cared


Saturday, June 20, 2009

RTP... de novo

Agora foi uma ida às compras do Cristiano Ronaldo.
Eu vou pedir o reembolso da taxa.

Oh My Dog...

Por acaso ou azar, tive a idéia peregrina de ligar a TV há bocado. Na RTP1 passava um directo
- D I R E C T O -
sobre um pic-nic do Modelo e de um concerto do Tony Carrera, parece-me que um dois-em-um. Interesse nacional pago com uma puta de uma taxa que...
Vou só ali cagar uma lombriga e volto já.

Untitled.



Aprendi que apesar do que quer que aconteça, e do quanto pareça mau, a vida continua e será melhor amanhã.
Aprendi que se pode conhecer bastante bem uma pessoa a partir da forma como ele ou ela reage em três situações: num dia de chuva, com bagagem perdida e na forma como desembaraça as luzes de Natal.
Aprendi que independentemente da forma como te relacionas com os teus parentes, vais sentir a falta deles quando sairem da tua vida.
Aprendi que 'fazer pela vida' não é o mesmo que 'fazer uma vida.
Aprendi que a vida às vezes dá-te uma segunda oportunidade.
Aprendi que não deves viver a vida com uma luva de 'apanhador' em cada mão, deves ter a possibilidade de poder atirar (devolver) alguma coisa.
Aprendi que sempre que decido alguma coisa de coração aberto, normalmente tomo a decisão acertada.
Aprendi que, mesmo quando tenho dores, não tenho que ser uma dor.
Aprendi que todos os dias devemos tentar tocar alguém, as pessoas adoram um abraço quente ou uma simples pancadinha nas costas.
Aprendi que ainda tenho muito para aprender.
Aprendi que as pessoas esquecerão o que disseste, esquecerão o que fizeste, mas nunca esquecerão o que lhes fizeste sentir."

Maya Angelou

Pensamentos.



O que é óbvio é sempre o que é mais difícil de entender. É no óbvio que encalhamos. O óbvio é o candidato óbvio a dogma de fé. Exactamente por ser óbvio, passamos por ele sem perguntar "porquê" e assumimos que estará certo e que é assim mesmo.
O diabo mora (mesmo) nos detalhes.

Há dias que nascem assim...





De caras.


Há dias em que a vida tem que ser agarrada de frente, mesmo que meta medo.



Thursday, June 18, 2009

Sunshine

By Night...








Bom Dia!!!

A verdadeira história das três fadas:

Era uma vez uma prinsusa, que vivia suzinha na turre do seu castalho e
estava traste, muito traste por estar suzinha. Resolve então enviar um
bilhuto a um prinsusu que também vivia suzinho na turre do seu
castalho. Escreveu muitos bilhutos até que um dia o prinsusu agarrou
no seu cavalo e cavinhou, cavinhou, cavinhou pela florista até chegar
ao castalho da prinsusa. Quando chegou à purta do castalho da prinsusa
dá-lhe um pintapu e a purta cai. Sobe a correr até à turre da
prinsusa, arrebenta com a purta do quarto da prinsusa, ele olha para
ela, ela olha para ele, ele olha para ela...
... e dá-lhe três fadas...

Wednesday, June 17, 2009

Pensamentos.



É preciso entender que às vezes somos o pombo, outras vezes somos a estátua.

Alma Negra



Vinha um velho com ela que me olhou e disse
"por onde andares, aqui, serás perseguido pelas tuas sombras"
Persegui sombras antigas de velhos a quem chamamos mortos para que não saiam do passado, e só encontrei a Morte
Que me arrastou num suspiro de dor por entre os cadáveres macabros
-"Vê ali" -
e eu vi, aquele era eu
E ela beijou o cadáver e ali ficou a chorar
E no negro olhar, eu vi o meu fim.

Nota: "Velhos a quem chamamos mortos para que não saiam do passado", original de José Saramago in "Jangada de Pedra".

Scarred.



"I've been looking for truth
At the cost of living
I've been afraid
Of what's before mine eyes
Every answer found
Begs another question
The further you go, the less you know
The less I know"

Viva la vida



I used to rule the world
Seas would rise when I gave the word
Now in the morning I sleep alone
Sweep the streets I used to own

I used to roll the dice
Feel the fear in my enemy's eyes
Listen as the crowd would sing:
"Now the old king is dead! Long live the king!"
One minute I held the key
Next the walls were closed on me
And I discovered that my castles stand
Upon pillars of salt, and pillars of sand

I hear Jerusalem bells are ringing
Roman cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
Once you know there was never, never an honest word
That was when I ruled the world

It was the wicked and wild wind
Blew down the doors to let me in
Shattered windows and the sound of drums
People couldn't believe what I'd become
Revolutionaries wait
For my head on a silver plate
Just a puppet on a lonely string
Oh who would ever want to be king?

I hear Jerusalem bells are ringing
Roman cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
I know Saint Peter won't call my name
Never an honest work
But that was when I ruled the world

Hear Jerusalem bells are ringing
Roman cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
I know Saint Peter will call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world

Scarred.


Sons
Sítios
Palavras
Olhares
Gestos
Cores
Cheiros
Pessoas
Sabores
Sentimentos
Memórias


...que deixam uma marca indelével.

Who is the enemy?

...............................

Monday, June 15, 2009

Fotoblog Amsterdam V


A verdadeira faca na liga. Ou coisa parecida, pronto.

Fotoblog Amsterdam IV

Isto... lá acontece cerca das 23:00 por estes dias do ano. E antes das 4 da manhã já se começa a ver luz. Sem filtros, sem tratamento de imagem, sem nada de especial - nem sequer a câmara. Só a sorte estar ali, de ver e de poder captar o momento para a eternidade.