Friday, December 31, 2010

New Years Day


All is quiet on New Year's Day.
A world in white gets underway.
I want to be with you, be with you night and day.
Nothing changes on New Year's Day.
On New Year's Day.

I... will be with you again.
I... will be with you again.

Under a blood-red sky
A crowd has gathered in black and white
Arms entwined, the chosen few
The newspaper says, says
Say it's true, it's true...
And we can break through
Though torn in two
We can be one.

I... I will begin again
I... I will begin again.

Oh, oh. Oh, oh. Oh, oh.
Oh, maybe the time is right.
Oh, maybe tonight.
I will be with you again.
I will be with you again.

And so we are told this is the golden age
And gold is the reason for the wars we wage
Though I want to be with you
Be with you night and day
Nothing changes
On New Year's Day
On New Year's Day
On New Year's Day

Thursday, December 30, 2010

Geriatric Tour

Ontem tive o desprazer de assistir ao debate (?) entre o candidato Silva e o candidato Alegre. Dei o meu tempo por perdido. Duas lesmas pasmacentas a passearem as respectivas vaidades numa folha de alface. Dois bróculos a trocarem entre si argumentos idiotas. Duas avantesmas a quem a prudência (e os passados) recomendariam algum recato.
Sinceramente. Não se arranjava ninguem melhor para o cargo? É que pela amostra de ontem... Se estes são os "melhores" candidatos, fico em crer que vivemos tempos demasiado permissivos. Oh se vivemos.

...

Depois de amanhã o Estado passa a cobrar-me mais 2% em qualquer merda que compre - bem ou serviço, seja o que for. E a troco de quê? De nada.
Depois de amanhã o Portugal vai continuar a ser (ainda mais) o País em que o preço dos combustíveis (depois de impostos) é o mais elevado de toda a UE.
Depois de amanhã Portugal vai continuar a ter a pior política de mobilidade e infraestruturas de toda a UE.
Depois de amanhã Portugal vai cortar em média 10% nos rendimentos (de alguns) dos Funcionários Públicos, indiscriminadamente e independentemente de qualquer critério de meritocracia.
Depois de amanhã Portugal vai ser o País de toda a UE em que (em média) os apoios sociais sofreram cortes mais radicais face às reais necessidades da população.
Depois de amanhã Portugal vai continuar a ter o Estado mais autofágico de toda a UE.
Depois de amanhã Portugal vai continuar a ter a classe política mais intragável, imbecil e incompetente de toda a UE.
Depois de amanhã Portugal continuaremos a ter como (principais) candidatos à Presidência da República dois antepassados da actual crise, um por acção e outro por omissão. Antepassados pertencem ao passado, e é la que deveriam estar.
Depois de amanhã vamos continuar por cá, a pagar mais IVA, a pagar mais IRS, a pagar mais taxas moderadoras, mais taxas de serviços incompreensíveis, mais taxa de uso e porte de pintelho e taxas depilatórias.  E vamos continuar por cá porque, apesar de tudo isto, continua a valer a pena ficar cá e lutar pelas pessoas boas que nasceram e escolheram viver neste chão. E só por isso valerá a pena desejar um bom ano de 2011 a todos.


Portugal, roteiro sexual:

Já somos dez milhões e meio a ser fodidos pelo Estado e quejandos.







Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve
Você pode e você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu
Num quer dizer que você tenha que sofrer
Até quando você vai ficar usando rédea
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea
Pobre, rico ou classe média?
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
Seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Você tenta ser contente, não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante
É tudo flagrante
É tudo flagrante

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

A polícia matou o estudante
Falou que era bandido, chamou de traficante
A justiça prendeu o pé-rapado
Soltou o deputado e absolveu os PM's de Vigário

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio, lei do mais fraco:
Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco
A programação existe pra manter você na frente
Na frente da TV, que é pra te entreter
Que pra você não ver que programado é você
Acordo num tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar
O cara me pede diploma, num tenho diploma, num pude estudar
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado que eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá
Consigo emprego, começo o emprego, me mato de tanto ralar
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar
Não peço arrego mas na hora que chego só fico no mesmo lugar
Brinquedo que o filho me pede num tenho dinheiro pra dar
Escola, esmola
Favela, cadeia
Sem terra, enterra
Sem renda, se renda. Não, não

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro

Thursday, December 23, 2010

Natal?

Reza a lenda que Jesus Cristo seria um Homem Bom, Santificado à nascença, gerado sem pecado, predestinado à Salvação do Homem e à expiação das culpas alheias. Tenho para mim que ele era na realidade um incendiário, mas essa é apenas a minha opinião. Mas gostaria de fazer aqui um pequeno exercício de realismo: tentemos separar o homem do Deus, reduzindo-o ao seu expoente máximo enquanto Ser Humano. E enquadrá-lo na época em que viveu. Parece-me uma análise fascinante, e vou partilhar apenas algumas (poucas) coisas que sei, embrulhadas em extrapolações e opiniões. Nada de científico, portanto. Nada "estático". Nada definitivo.
Crê-se que nasceu "em trânsito" - o equivalente de hoje seria nascer na área de serviço de Pombal a caminho da Alfredo da Costa porque o gajo da ambulância teve que parar para fazer um xixi. Crê-se que nasceu num palheiro "misto" - havia lá um burro, uma vaca e um número indeterminado de ovelhas e outra bixeza quadrúpede. Estranheza completa foi a visita dos três Reis, mais carregadas do simbolismo das oferendas e da veneração profética do que de veracidade. Mas já antes do nascimento a coisa tinha ares de não ser de todo normal. O Pai, José, subiu ao panteão como São José, descrito na cartilha como Pai exemplar, parece que não era assim tão Pai quanto isso. Não se trata da história da Virgem e da Pomba - o que em si nos remeteria para práticas pouco recomendáveis; é que o homem seu Pai, José, era já bastante velho quando Jesus nasceu, bastante mais velho do que a Mãe, Maria; e a dúvida da sua capacidade reprodutiva era tal (o Espírito Santo incarnado em Pomba foi uma figura bíblica feliz) que o latim Eucarístico medieval se lhe referia como "Pater Putativo" - logo abreviado para "Pepe" nas catolicíssimas províncias de Leão e Castela. Passada nos dias de hoje toda esta história nos remeteria para (no mínimo) muita estranheza. Mas os tempos eram outros, e a História se encarregou de vestir a história com as alvas vestes da pureza e da castidade de uma pomba. E siga. Porque o rapaz (ainda infante e de seu nome só Jesus - o "Cristo" veio mais tarde na cruz) se encarregou de ser "apanhado" no meio dos "doutores" - a discutir a doutrina do que hoje chamaríamos de Teologia. Com que bases? Não sebemos. E pouco se sabe do que fez até chegar aos trinta anos de idade. Teria irmãos e irmãs? Seguramente, a economia familiar assim o obrigava naqueles dias. Casou? Tinha filhos? Quase de certeza que sim. Só um homem "completo", com provas dadas na vida familiar poderia fazer o que fez nos últimos três anos de vida. E do que se tratou, afinal? Ser ouvido, ser escutado, ser seguido.
"Só" conseguiu moldar o pensamento da Europa nos dois mil anos seguintes. Foi um revolucionário, foi um incendiário, foi políticamente incorrecto em toda a extensão do termo. Fez uma revolução de mentalidades quando se esperava que fizesse uma revolução política. Não expulsou Roma da Judeia; conquistou todo o Império Romano com as idéias que pregou. Provou à exaustão que a palavra é a arma mais eficaz em tempo de guerra. Foi convincente ao ponto de muitos dos seus seguidores terem dado a vida a mortes atrozes por essas mesmas idéias. Não terá sido a primeira vez na História, mas à escala que foi, foi a mais significativa - ainda hoje o é. O que defendeu foi a mais elaborada doutrina de engenharia social, de longe muito mais elaborada do que o comunismo, o fascismo o capitalismo ou qualquer outro "ismo" aplicável. Provou ter um conhecimento profundo da psicologia humana, individual ou colectivamente. Não forçava - convencia. Tinha a noção exacta da proporcionalidade do certo e do errado. E o episódio em que se fez mártir pelas suas crenças fez dele um homem acima dos outros homens para os homens do seu tempo. Fez dele um líder e um exemplo - daqueles exemplos a seguir.
A lenda e a conveniência de cada momento deturparam em quase tudo a essência da mensagem que quis deixar, mas deram-lhe uma dimensão que provavelmente nunca quis ter. E deixaram aos seus seguidores um império na terra que nunca reclamou como seu. Em seu nome (e nunca em nome do que defendia) praticaram-se algumas das piores barbáries que a humanidade já concebeu. Contudo, o legado que deixou foi tão forte que quem veio a seguir fez do símbolo de uma das mortes mais atrozes - a que lhe destinaram - o seu próprio símbolo de esperança e de salvação, retorcendo ao limite do improvável a imagem da repressão e da imposição da lei romana que a cruz tinha em todo o império.
E se tivesse aparecido na Terra na época actual?
Fazendo uma leitura transversal dos actos que praticou transpostos para a actualidade, eis algumas das coisas de que poderia ser acusado à luz da nossa lei:
Incentivo à desordem pública e organização ilegal de manifestações, participação em actividades subversivas, distribuição de bens alimentares não certificados e pão com teor de sal não controlado (no milagre da multiplicação dos pães e nas bodas de canaã), circulação na via pública em animal quadrúpede sem a devida autorização (quando entrou em Jerusalém montado num burro), incentivo ao vandalismo e à destruição do bem público (quando a população lhe fez a recepção em Jerusalém com folhas de palmeira), consumo e incentivo ao consumo ilegal de substâncias psicotrópicas (claro, claro, andou sobre as águas... sim sim) e prática ilegal de medicina (nos diversos milagres que praticou, incluindo a ressurreição de Lázaro).
Ou seja, na melhor das hipóteses estaria preso ou internado num hospício.


É o nascimento deste homem que vamos celebrar amanhã à noite.

Pensamento do dia:

"Chuva em Novembro, Natal em Dezembro", já diziam os antigos.

E em Novembro choveu que se fartou.
Feliz Natal!

Monday, December 20, 2010

"Récórde":

Apesar do zapping furioso e completamente aleatório, ainda não apanhei nenhum dos seguintes:
a) debates entre putativos candidatos à presidência da República;
b) comentários aos ditos debates;
c) debates acerca dos comentários dos debates;
d) comentários aos debates acerca do modo como se comentaram os debates.


Sei apenas que o Benfica do meu coração demitiu o palhaço do Espanhol dono da águia Vitória (belo animal) e está já em conversações com a empresa que representa o perú Osvaldo. Um Benfica à Benfica, portanto.

Wednesday, December 15, 2010

Tempo de Antena

Contra a crise
Contra o despesismo
Contra a descaracterização da época Natalina
Contra as grandes superfícies comerciais e contra os grandes grupos económicos que exploram os trabalhadores e o proletariado
Todos à rua no 24 de Dezembro com a ANPCDN,
Associação Nacional Contra as Prendas de Natal

Monday, December 13, 2010

"Suas atitudes falam tão alto que eu não consigo ouvir o que você diz".

Basta trocar "Brasil" por "Portugal", e ouvir com muita atenção.
Necessitamos de gente assim em Portugal - muitas pessoas mesmo.


Thursday, December 9, 2010

Eu não vou falar da Wikileaks

Mas falo de liberdade de expressão. Nunca como hoje o conceito foi tão elástico, mais em função de interesses pessoais ou corporativos do que da intenção de balizar até onde é aceitável e a partir de onde se torna inaceitável. Moralmente falando, claro.

Wednesday, December 8, 2010

Let's look at the trailer

...

Friday, November 26, 2010

Bruxelas explica por que razão Portugal ainda cresce: empregados estão a trabalhar mais para compensar subida do desemprego.


A crise foi mais branda em Portugal comparativamente a muitos outros países europeus porque o esforço dos trabalhadores foi maior, permitindo às empresas aumentar a facturação e, assim, contribuir mais para o crescimento da economia, conclui um estudo da Comissão Europeia. Nos próximos anos, este fenómeno de aumento da produtividade sem criação de emprego deverá intensificar-se.
O documento, que faz uma análise profunda ao mercado laboral europeu em 2010, ontem divulgado em Bruxelas, prova que a crise - período compreendido entre o primeiro trimestre de 2008 e igual período deste ano - foi muito mais suave para a facturação das empresas do que para a situação dos empregados.
Os economistas da Comissão mostram que Portugal foi dos poucos países que se ajustaram e pagaram a crise através de uma destruição de emprego em larga escala. Pior do que Portugal, só Espanha. O primeiro-ministro José Sócrates tem defendido que "a economia portuguesa foi a que melhor resistiu à crise, basta olhar para os números".
Do ponto de vista do emprego, não. Mas é evidente que quem manteve o emprego passou a trabalhar mais - o número médio de horas de trabalho por pessoa aumentou - e isso salvou a economia. A produtividade acompanhou, pois menos pessoas conseguiram criar mais riqueza; e de tal maneira que este ano o PIB até vai crescer cerca de 1,3% (previsão do Governo), apesar do desemprego estar perto dos 11%. A subida da produtividade foi especialmente marcada entre o segundo trimestre de 2009 e igual período de 2010.
Dados recentes do INE mostram que aquele aumento da produção não está a ser acompanhado a nível salarial. Os ordenados estão a caminho de uma estagnação, havendo profissões (as mais qualificadas, por exemplo), onde os cortes do salário líquido mensal nominal são já uma realidade.
A Comissão diz que "a resposta negativa do emprego ao declínio da actividade económica foi mais pronunciada" em Espanha, Portugal, Irlanda e Dinamarca. Por esta ordem. "Na Bulgária, Portugal e Espanha todo o ajustamento [à crise] foi via emprego, ao passo que o número médio de horas trabalhadas aumentou ligeiramente", explica o estudo.
Os peritos da Direcção-Geral do Emprego explicam ainda que países como Portugal e Espanha pagaram a crise com tanto desemprego devido à natureza pouco sofisticada das suas economias e dos seus negócios, que não se conseguiram adaptar (internamente) a esquemas com menos horas de trabalho. No entender destes especialistas, a flexibilidade permitiria salvar postos de trabalho, mas isso estará mais relacionado com o perfil das indústrias dominantes. Alemanha, Áustria e Bélgica conseguiram evitar o desemprego galopante pois têm tecidos empresariais e mais avançados.
Na semana passada, a OCDE projectou um prolongamento deste modelo de compressão sobre os trabalhadores por mais cinco anos, pelo menos. Segundo a instituição, o emprego tenderá a diminuir, mas quem se mantiver empregado deverá produzir sempre mais, ano após ano.






Copiado na íntegra daqui.

Eu também quero!!!


A ver se entendo... Tempo parcial a 0% com efeitos a partir de 1 de Setembro de 2008 e não carece de fiscalização prévia do T.C....?
A minha questão é, mas que merda é esta? Num País onde se fala à boca cheia da flexibilização do mercado de trabalho, que merda vem a ser esta?????
Isto já só vai lá a tiro.

Thursday, November 25, 2010

Será que isto se aplica?


Estive a passar os olhos pela lei eleitoral (aqui, no site do parlamento)... Beeeem. A minha dúvida é... como é que ainda não os prenderam a todos???

Monday, November 22, 2010

Portugal, Séc XXI:

Diminui-se o emprego cá, vai-se à procura de novas oportunidades de investimento lá fora.
Aqui e Aqui.


E, pergunto eu, estas empresas são centros de solidariedade social? Claro que não. Mas quando se entrega a concessão de um bem público à exploração de uma empresa privada, não se deveriam acautelar contratualmente certas responsabilidades sociais? é só uma pergunta...

Tuesday, November 16, 2010

Tecnologia e estupidez natural


Nas deambulações que faço pela net em busca de idéias, tenho a sorte de, de tempos a tempos, encontrar fontes de informação absolutamente fantásticas. E foi exactamente o que me aconteceu há uns dias: procurava informação sobre velomobiles (creio que nem existirá tradução para Português, mas é uma coisa mais ou menos assim, uma espécie de bicicleta ou triciclo coberta com um revestimento simultaneamente aerodinâmico e que proporcione alguma protecção à inclemencia da natureza). A tendência é mais para os triciclos do que para as bicicletas por razões diversas, e quase nunca para as bicicletas "tradicionais", dada a óbvia sensibilidade aos ventos laterais aliada a um centro de gravidade perigosamente elevado...  Bem, não lateralizando o assunto, uma das desvantagens de um velomobile face a qualquer bicicleta, triciclo ou quad é o peso. Não são "sensívelmente" mais pesados, são bastante mais pesados, são comparativamente pesados, ponto. Na ordem dos 20Kg para cima - mais para cima do que para os vinte. A foto que segue é de um velomobile home made com uma fuselagem integral em contraplacado e fibra de vidro resinada - e quanto a mim, um design e um efeito final absolutamente fantásticos.



Este pequeno detalhe adicional (o peso) leva-nos directamente à hipótese da utilização de um motor auxiliar, hipótese essa que se poderá materializar num de dois tipos: um motor de combustão de dois ou quatro tempos e trinta e muitos a cinquenta ou mesmo oitenta cc ou a utilização de um motor eléctrico. A curiosidade encaminhou-me directamente à boca do lobo, e a segunda hipótese pareceu-me de longe a melhor. Ou seja, acaba por ser a mais complexa, a mais pesada e a  mais cara, mas sem dúvida que é a mais eficaz para a utilização com este tipo de maquinetas. Passo a explicar: a 30 kmts/hora, a resistência aerodinâmica é responsável por cerca de 80% do esforço para mover uma bicicleta tradicional em terreno plano; contas feitas por baixo, com um sistema idêntico ao da foto, para o mesmo esforço a velocidade final seria significativamente superior. Uma tabela comparativa dá (cerca de) 271W contra 115W para manter no primeiro caso uma bicicleta "normal" (good, regular bike), no segundo um velomobile "regular" - nada de muito xpto nem particularmente aerodinâmico - à velocidade mencionada: 30 Kmts/h. Se passarmos para uma bicicleta do tour vs. um velomobile "top gun", os valores passam a 137W e 79W respectivamente (dados daqui ) . Isto significa  apenas que é mais fácil (em terreno plano e em descida) atingir e manter velocidades mais elevadas com um bichinho destes do que com qualquer bicicleta, nada mais do que isso. Em subidas é que a porca torce o rabo: o acréscimo de peso anula na totalidade qualquer ganho aerodinâmico. Logo é aqui que se justifica a utilização de um motor, e só aqui, dado que em terreno plano não é necessário. Quanto às descidas justifica-se a utilização do motor como "travão", principalmente se tiver um sistema regenerador, que utilize essa energia para carregar a bateria aumentando assim a autonomia. Neste cenário e para este tipo de utilização parece-me que um sistema eléctrico se torna bastante melhor do que o tradicional motor de combustão. 
Procura leva a procura e eis que encontro no mesmo site este artigo sobre veículos eléctricos e autonomia e um paradoxo que... O artigo é muito bom e muito focado no essencial. Não fazia a mínima idéia de que os carros eléctricos tinham uma cota de mercado tão grande há cem anos atrás (é verdade, cem anos)... e nem sequer fazia idéia de que tinham uma autonomia idêntica à dos actuais; é que, apesar de a tecnologia ter progredido muito neste último século e se terem desenvolvido baterias, motores e controladores com que nem se sonhava há cem anos, os mesmos gajos (nós, humanos) que conseguem conceber um veículo eléctrico absolutamente fabuloso, tecnológicamente evoluído e potencialmente capaz de... seja o que for, decidem meter o Rossio na Betesga e carregam em tudo o que podem: vidros eléctricos, sensores de controlo de tudo o que mexe (incluindo a estrada), ar-condicionado... uma aceleração fabulosa, uma velocidade de ponta fantástica, o cliente pede, o cliente leva. E o cliente acaba por levar uma lata cara, pesada, ineficiente e despesista que não era nada daquilo que deveria ser em primeira mão. Já Henry Ford alertava para o contra-senso que era utilizar um veículo que pesa duas toneladas para carregar uma única pessoa que pesa setenta quilos, fosse qual fosse a sua fonte de energia. Há quanto tempo? Cerca de cem anos atrás.
Se calhar regredimos um bocado no séc. XX em algumas coisas elementares...



A lição da Montanha:


“Passeavam na montanha, um velho monge tibetano e seu discípulo quando avistaram em meio a neve um filhote de passarinho. O monge apanhou em suas mãos o filhote paralisado de frio, entre a vida e a morte e o acalentou junto ao peito. O jovem discípulo sentiu em seu coração o calor do amor do velho monge, como se, fosse ele próprio o filhote. O velho então avistou próximo ao caminho, um monte de estrume, recém defecado por um boi que pastava naquela áreas. A fim de que prosseguissem sua jornada, ele aninhou o passarinho no estrume, que sentindo o calor a sua volta, passou a piar com efusiva alegria. Mais alegre ficou ainda o discípulo, vendo que o venerável mestre havia salvado a vida do filhote, respeitando mesmo as menores criaturas, como mandam os ensinos orientais. Eis que então surge do alto, alertado pelo feliz piado do filhote, um veloz gavião. O gavião mergulha por sobre o esterco e em um só golpe leva o passarinho em suas garras.
- Oh!Mestre, quanta injustiça ! Disse o discípulo em meio às lágrimas.
O Monge então falou, do alto de sua bem-humorada sabedoria, como competem aos mestres do oriente:
- Devemos tirar do episódio não uma, mas três importantes lições!
- E qual seriam, venerável mestre?Disse o discípulo, enquanto enxugava as lágrimas nas mangas de seu hábito.
- Primeiro: - Nem sempre quem te põe na merda, é seu inimigo!
-Segundo: - Nem sempre quem te tira da merda, é seu amigo!
- E, terceiro: - Se estiver na merda, não pie!"


E é porque estamos na merda que quem nos representa devia estar caladinho, para não se lerem depois coisas deste calibre.

É uma indirecta para os gajos a quem ando a pedir tachos para o natal.


O wolverine vai à manicure... era só uma sugestão de rosa nas unhas por favor...

Fluctuat nec mergitur


Vinte dias...

Meu Deus...


Li isto e lembrei-me disto:

Uma opinião assim daquelas que ninguém pediu:

Depois de ter lido aqui as linhas amargas da revolta e da incompreensão face a uma situação por demais injusta e diferenciadora, dediquei-me à pergunta sacramental: "Porquê?". O Daniel Oliveira é uma personagem inteligente. Nem sempre concordo com o que diz, mas isso não lhe muda a essência, como é óbvio. E tenho para mim que as respostas mais simples são também as mais correctas na maioria dos casos, e neste caso parece-me fácil: é que nenhum dos adversários de Cavaco Silva está no mesmo patamar. E nenhum dos outros está à altura por culpa própria, não porque o Presidente-candidato seja nenhuma espécie de estrela de belém; é porque os outros são mesmo muito mauzinhos. Aparentemente é o que se consegue arranjar por cá, isto está mesmo muito mau...

Monday, November 15, 2010

A todos os meus amigos do PS, PSD, PP, PCP, BE ou outro qualquer, este Natal quero um destes, mas dos bons faxavor.

Ass: um gajo farto de pagar impostos.

Sapo.

"Não gosto de colegas de escritório que não aumentam a velocidade e sensibilidade do ponteiro do rato. Depois, para irem com o ponteiro de um lado ao outro do ecrã, andam com o rato aos saltos na mesa com um ruído irritante. É um rato. Se fosse para ser usado assim chamava-se sapo. "




Roubado aqui.

E isto é???


Não sei. A imagem veio daqui, e uma outra referência aqui.


INPI

Já sou seguidor. Aqui, no twitter. Quero perceber exactamente em que medida é que esta coisada pode valer um contrato de 20.400€. Até ver... 
Este post começou de uma outra forma, mas estava a ficar demasiado extenso e pouco claro. Pareceu-me melhor resumir a coisa ao essencial: a confiança. É um valor que parece ir desaparecendo lentamente do "cabaz" de valores essenciais na cabecinha de muita gente. A confiança já moveu montanhas, pelas piores e pelas melhores razões. A confiança foi o ânimo que levou os primeiros Cristãos a não capitularem perante as atrocidades mais abjectas a que um ser humano pode ser sujeito; a confiança também levou toda uma nação de pessoas cultas e civilizadas a seguirem uma personagem do calibre do Adolfo.E a confiança fez com que muitos outros, mesmo levados ao limite da condição humana pelos seus carrascos nunca capitulassem dessa mesma condição. Por isso esta opinião aqui expressa dá ares de ser demasiado redutora à luz da história recente do País. Às vezes temos mesmo que mudar algumas das pessoas para que todas as outras sintam que faz sentido fazer alguma coisa. Às vezes temos que mudar mesmo TODAS as pessoas para que o esforço comece efectivamente a fazer sentido - porque se se é parte do problema, difícilmente se conseguirá ser parte da solução. E ou se faz isso a bem enquanto é tempo ou se é obrigado a fazer isso "com os pés p'rá frente".

Pensamentos:


•Não tenhas certeza absoluta de nada.
•Não consideres que valha a pena proceder escondendo evidências, pois as evidências inevitavelmente virão à luz.
•Nunca tentes desencorajar o pensamento, pois com certeza tu terás sucesso.
•Quando encontrares oposição, mesmo que seja de teu cônjuge ou de tuas crianças, esforça-te para superá-la pelo argumento, e não pela autoridade, pois uma vitória dependente da autoridade é irreal e ilusória.
•Não tenhas respeito pela autoridade dos outros, pois há sempre autoridades contrárias a serem achadas.
•Não uses o poder para suprimir opiniões que consideres perniciosas, pois as opiniões irão suprimir-te.
•Não tenhas medo de possuir opiniões excêntricas, pois todas as opiniões hoje aceitas foram um dia consideradas excêntricas.
•Encontres mais prazer em desacordo inteligente do que em concordância passiva, pois, se valorizas a inteligência como deverias, o primeiro será um acordo mais profundo que a segunda.
•Sê escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois será mais inconveniente se tentares escondê-la.
•Não tenhas inveja daqueles que vivem num paraíso dos tolos, pois apenas um tolo o consideraria um paraíso.




Original aqui. De onde foi vergonhosa e descaradamente "roubado", mas apenas porque vale mesmo a pena.

SER PORTUGUÊS É:


Levar arroz de frango e vinho tinto para a praia.
Guardar as cuecas velhas para polir o carro.
Lavar o carro na rua, ao domingo de manhã.
Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-canário e azul-cueca).
Passar a tarde de domingo no shopping.
Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.
Viajar pró cu de Judas e encontrar outro Tuga no restaurante.
Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
Enfeitar as estantes da sala com os presentes do casamento.
Exigir ser tratado por 'Doutor' ou por 'Sr. Engenheiro'.
"Axaxinar o Portuguex ao eskrever".
Gastar 50 mil euros no Mercedes C220 cdi, mas não comprar o kit mãos-livres, porque 'é caro'.
Já ter 'ido à bruxa'.
Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.
Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.
Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, sempre a menos de 500 metros de casa.
Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).
Cometer 3 infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido.
Ter três telemóveis; gastar rios de dinheiro em chamadas mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
Ir à bola, comprar o bilhete 'prá-geral' e saltar 'prá-central'.
Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.
Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito 'porque não se quer aborrecer'.
Falar mal do Governo eleito e esquecer-se que votou nele.

ERRATA

A este post. Aparentemente (e na sequência do que vai sendo cada vez mais a norma e não a excepção), terá sido alguém com formação académica na área de Jornalismo (que deveria ser razão necessária e suficiente para NÃO dar erros do tamanho de um combóio) e funcionário(a) do Diário Económico que criou a tal "tempestade cardeal" e coisa. O original do texto (que poderão confirmar aqui, na "Aba da Causa" com data de 13 de Novembro) está escrito em Português claro, correcto e conciso.


Aqui fica a correcção.

Thursday, November 11, 2010

Uma coisa verdadeiramente interessante:

O relógio da dívida pública.


Tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac

Roubada ao Corta-fitas:

No Alentejo, um autocarro que transportava os membros do governo chocou com uma árvore.
Pouco depois, um jornalista perguntou a um alentejano que estava no local com uma pá na mão:
- O Senhor viu o que se passou?
- Vi, si senhôri. O autocarro co' governo espetou-se contra o chaparro.
- E onde estão os senhores do governo?
- Enterrê-os todos!
- Mas... não estava nenhum vivo?
- O 1.º ministro dizia que sim, mas vossemecê sabe como ele é mentiroso...

Iogurtes contra a malária...

Idéias portuguesas contra a malária. Vale a pena ler o artigo todo.
E não vale a pena dizer que "nem tudo é mau em Portugal", nada disso: a Malária mata mais em todo o mundo do que o HIV, mata é muito naquela parte do mundo que não é rica. o "cérebro" é "nosso", mas o dinheiro não.


Aqui.

Wednesday, November 10, 2010

A tempestade-cardeal

Segundo Vital Moreira estamos na "eminência de uma tempestade anunciada".
Vale a pena corrigir o erro.


Nota: ainda bem que há pouca gente a ler o que escrevo...

Monday, November 8, 2010

Sunday, November 7, 2010

Jamming


Ooh, yeah! All right! 
We're jammin': 
I wanna jam it wid you. 
We're jammin', jammin', 
And I hope you like jammin', too. 

Ain't no rules, ain't no vow, we can do it anyhow: 
I'n'I will see you through, 
'Cos everyday we pay the price with a little sacrifice, 
Jammin' till the jam is through. 

We're jammin' - 
To think that jammin' was a thing of the past; 
We're jammin', 
And I hope this jam is gonna last. 

No bullet can stop us now, we neither beg nor we won't bow; 
Neither can be bought nor sold. 
We all defend the right; Jah - Jah children must unite: 
Your life is worth much more than gold. 

We're jammin' (jammin', jammin', jammin') 
And we're jammin' in the name of the Lord; 
We're jammin' (jammin', jammin', jammin'), 
We're jammin' right straight from Yah. 

Yeh! Holy Mount Zion; 
Holy Mount Zion: 
Jah sitteth in Mount Zion 
And rules all creation. 

Yeah, we're - we're jammin' (wotcha-wa), 
Wotcha-wa-wa-wa, we're jammin' (wotcha-wa), 
See, I wanna jam it wid you 
We're jammin' (jammin', jammin', jammin') 
I'm jammed: I hope you're jammin', too. 

Jam's about my pride and truth I cannot hide 
To keep you satisfied. 
True love that now exist is the love I can't resist, 
So jam by my side. 

We're Jammin' (jammin', jammin', jammin'), yeah-eah-eah! 
I wanna jam it wid you. 
We're jammin', we're jammin', we're jammin', we're jammin', 
We're jammin', we're jammin', we're jammin', we're jammin'; 
Hope you like jammin', too. 
We're jammin', we're jammin' (jammin'), 
We're jammin', we're jammin' (jammin'). 
I wanna (I wanna jam it wid you) - I wanna - 
I wanna jam wid you now. 
Jammin', jammin' (hope you like jammin' too). 
Eh-eh! I hope you like jammin', I hope you like jammin', 
'Cause (I wanna jam it wid you). I wanna ... wid you. 
I like - I hope you - I hope you like jammin', too. 
I wanna jam it; 
I wanna jam it.


Jammin'


Everyone's feeling pretty
It's hotter than July
Though the world's full of problems
They couldn't touch us even if they tried
From the park I hear rhythms
Marley's hot on the box
Tonight there will be a party
On the corner at the end of the block

Didn't know you would be jammin'
Until the break of dawn
I bet you nobody ever told you
That you would be jammin' until the break of dawn
You would be jammin' and jammin' and jammin' jam oh

They want us to join their fighting
But our answer today
Is to let all our worries
Like the breeze through our fingers slip away
Peace has come to Zimbabwe
Third World's right on the one
Now's the time for celebration
Cause we've only just begun

Didn't know you would be jammin'
Until the break of dawn
Bet you nobody ever told you
That you would be jammin' until the break of dawn
Bet you nobody ever told you that you
(We're in the middle of the makin's
Of the master blaster jammin')
Would be jammin' until the break of dawn
I know nobody told you that you
You would be jammin' and jammin' and jammin' jam oh
(We're in the middle of the makin's
Of the master blaster jammin')
Would be jammin' until the break of dawn
We're jammin, jammin, jammin' jam oh

You ask me am I happy
Well as matter of fact
I can say that I'm ecstatic
Cause we all just made a pact
We';ve agreed to get together
Joined as children in Jah
When you're moving in the positive
Your destination is the brightest star

You didn't know you
(We're in the middle of the makin's
Of the master blaster jammin')
Would be jammin' until the break of dawn
Oh, oh, oh, oh, oh, oh
(We're in the middle of the makin's
Of the master blaster jammin')
Would be jammin' until the break of dawn
Don't you stop the music oh no
(We're in the middle of the makin's
Of the master blaster jammin')
(We're in the middle of the makin's
Of the master blaster jammin')
Oh, oh , oh you
(We're in the middle of the makin's
Of the master blaster jammin')
Would be jammin' until the break of dawn

I bet if someone approached you yesterday
To tell you that you would be jammin'
You would not believe it because
You never thought that you would be jammin'
Oh, oh, oh, oh
(We're in the middle of the makin's
Of the master blaster jammin')
Jammin 'til the break of dawn
OH, oh, oh you may as well believe what you are feeling
Because you feel your body jammin'
Oh oh you would be jammin' until the break of dawn
(We're in the middle of the makin's
Of the master blaster jammin')
(We're in the middle of the makin's
Of the master blaster jammin')