Thursday, June 24, 2010

Da banhoca.


Há quem goste do banho, há quem deteste o banho, há o banho banho e há o banho "à gato", há o bom do duche matinal e a banhoca de imersão, há quem prefira no mar e há quem não passe sem a banhoca diária. Há quem tome mais do que um banho por dia. E há quem não passe água pela pele desde as invasões Napoleónicas. Mas seguramente já terá surgido uma dúvida a todos os que tomam banho numa base regular: porque raio é que os frascos de champô, gel de banho e afins têm um palavreado incompreensível? Quero dizer, seguramente há um mundo que me escapa ao ler a "bula" dos ingredientes e ao tentar perceber os gráficos ranhosos. Começando pelos ingredientes, eu diria que não tenho que aprender "estrangeiro" para saber que raio de merdas aquela malta deita dentro dos frascos. Lendo com atenção fica-se com a idéia de que no mínimo quinze daquelas substâncias anónimas poderão fazer potencialmente muito mal à saúde, sendo que seguramente uma delas será portadora de uma doença má. Os gráficos então, senhores... A publicidade enganosa comparativa com o indefinido... "30% menos caspa", "a pele 10% mais suave"... Pela santa... em comparação com? E a expressão "aprovado dermatológicamente" quer dizer exactamente o quê? 
Fuck. Tanta regulamentação para o tamanho da maçã, da abóbora e do tomate, para o cabo da faca do talho, para o desentupidor de retretes e para o teor de açúcar do mel, e para o champô, nada?

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