Tuesday, June 29, 2010

Sem medos.

Primeiro acto:
Um amigo de há uns anos atrás levou-me numa saída de "compras" para arranjar cavalo (heroína) para a dose da noite. Não a tendo conseguido arranjar no fornecedor do costume, arrastou-me para uma zona hard-core da paróquia - direitinho para o covil do lobo. Nem mais nem menos do que uma barraca de ciganos - por fora um casebre miserável, mais parecia uma tenda de sultão vista de dentro, tapetes (aparentemente) riquíssimos nas paredes, uma black trinitron (à época era topo-de-gama), sofás em pele, tudo o que estava à vista era do bom e do melhor. Impressionante, no mínimo. 
No sofá grande (mas era grande mesmo) os maninhos todos por ordem alfabética, do mais velho (mais perto da tv) para o mais novo, sentado no outro braço do sofá, eram uns seis ou sete. Uns quatro deles já maiores de idade, e eu perguntava-me qual deles tinha o "material" (curiosidade de leigo)... Nisto oiço a cigana velha (a matriarca) perguntar "quantas queres" e a meter a mão no bolso grande do avental, de onde retirou uma mão cheia. Eu lembrei-me que no sábado seguinte seria daquele mesmo bolso que tiraria as notas de cinco e de dez para fazer o troco de alguma merda que a madrecita lhe fosse comprar. Fiquei estarrecido. Não eram os gajos que controlavam o negócio - era a mãe. Foda-se.


Segundo acto:
Morei até há umas semanas atrás numa zona de Lisboa que se pretende "in". Tem o azar de estar rodeada de "sociais" por todo o lado. Metade deles ciganos. E acreditem, depois de ouvir aquela malta berrar a noite toda no meio da rua (e às vezes aos tiros), depois de ver o estrago que fazem em tudo o que não é deles, depois de ver a maneira como se apropriam do espaço público - e como o destroem, depois de ver as casas que lhes foram dadas (dadas sim, porque duvido que as paguem), mas sem vergonha da ostentação dos Mercedes e BMW's à porta, depois de ver tudo isso (faltou-me ver os recibos dos rendimentos mínimos, mas havia-os por ali seguramente), fiquei com a certeza de que há coisas que não se toleram. Não se tolera um empregado de balcão de um café completamente borrado de medo de um pirralho de uns cinco anos que o gozava descaradamente sob o olhar complacente do gineceu lá de casa. Não se tolera gente que passa à frente dos comuns mortais civilizados nas urgências dos hospitais. 


Tenho que o dizer com toda a frontalidade: não posso com ciganos. Isso faz de mim um xenófobo ou um racista? Vivo bem com isso. Não vivo bem é com esta permissividade invertebrada. Foda-se outra vez, eu pago impostos, vou pagar mais 1% no IVA e vão-me roubar outro tanto no ordenado e estes gajos contribuem com o quê? Preenchem a rúbrica "dependentes" no IRS do País? PQP!!!! 


E se por acaso estiverem com vontade de me chamar nomes, só tolero críticas de quem conseguir provar que tem um cigano lá em casa a viver com a família e que conseguiu fazer dele uma alminha civilizada. Eu sei que há gente boa e gente má em todo o lado, mas devo mesmo ter azar com os ciganos: é que até hoje não conheci um que prestasse. 

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