Tuesday, March 30, 2010

Em banho-maria.



É mais ou menos assim que este espaço anda. Nem a banhos nem no lume, nem bem na frigideira nem bem no fogo. Mas é capaz de voltar ao activo ainda um destes dias. A ver.



Monday, March 22, 2010

Pensamento da tarde:



Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.

Tuesday, March 16, 2010

Todas as moedas têm duas faces.

No Cinco Dias, um post acerca do "homicidio" de um indivíduo vítima do "tiro fácil das brigadas de intervenção da PSP". Tinha que transcrever o texto, apenas porque discordo frontalmente com o mesmo. Não consegui confirmar em lado nenhum (até agora) que tivesse sido um "tiro fácil". Aparentemente o carro (um Y10 "velhote") teria problemas mecânicos - se calhar uma excelente razão para não circular na via pública, mas isto ninguém diz. A razão para o condutor não ter parado numa operação stop, só ele a saberia... Mas as operações stop existem para isso mesmo, a malta é obrigada a parar, ponto. Àparte estes pequeninos detalhes, e sem apontar as razões válidas que fundamentam a dúvida razoável (será que um Y10 alegadamente com problemas mecânicos se conseguiria aguentar numa perseguição policial ao ponto de justificar a utilização de armas de fogo para o deter? Ou, mesmo com os ditos problemas mecânicos, ter-se-ia posto em fuga e eventualmente teria constituido risco para outras viaturas e/ou peões que circulavam na via pública, justificando assim a utilização da força?), todo o conteúdo do post me parece grosseiramente mal amanhado. Mas o que me leva a escrever este post é uma afirmação reveladora que o Renato Teixeira faz em resposta a um comentário ao post: "Se o carro da polícia se despistar numa perseguição é falta de competência." Eu creio que depois disto pouco haverá a acrescentar. Eu não consegui encontrar dados suficientes para acusar (ou ilibar) o agente que disparou; também não tenho dados que me permitam culpabilizar ou inocentar o condutor da viatura. Como tal, apenas posso lamentar uma morte. Daí até tomar partido e acusar o agente que disparou a arma e a totalidade das brigadas de intervenção da PSP vai uma distância muito grande, que deveria sempre ser percorrida com muito cuidado.

Monday, March 15, 2010

PEC

Contra o aperto do cinto
Use suspensórios.


Tuesday, March 9, 2010

Sempre em cima do acontecimento:



Ontem comprei um chapéu de chuva.

Paulinhaaaa!!!!





Foi naquele encontro de Verão
Que eu conheci a Paulinha
Naquele baile de São João
A ouvir discos do Vitor Espadinha

Paulinha
...

Quanto tempo vou eu chorar
Este amor que aconteceu
Quanto tempo vou eu lembrar
Este amor que se perdeu

És uma miuda muito interessante
Toda gira mas muito importante
Não me ligaste nenhum
Eu para ti era só mais um

(...)

Paulinha, não sejas assim
Paulinha, não fujas de mim
Paulinha, eu amo só a ti

Eu amo só a ti
...

Vou continuar a recordar-te
Nunca mais te vou esquecer
Tu fugiste de mim
Quando eu não te podia perder

(...)

Paulinha
...

Paulinha, não sejas assim
Paulinha, não fujas de mim
Paulinha, eu amo só a ti

Eu amo só a ti
...

Paulinha
...

As saudades que eu já tinha
Da minha Paulinha

Monday, March 8, 2010

Pensamento da tarde:



Government's view of the economy could be summed up in a few short phrases: If it moves, tax it. If it keeps moving, regulate it. And if it stops moving, subsidize it. 


Ronald Reagan

Saturday, March 6, 2010

Untitled.


Friday, March 5, 2010

Última hora:


Este ano a Primavera começa a 21 de Novembro.
(Fuck).


E, mais uma vez...

Uma excelente análise do hoje aqui.

"This is legalized theft".





Do Especulador Prudente.

Bom dia...


Thursday, March 4, 2010

Quem são?

Não sei de todo. Não sei se os militares ou os juízes se enquadram no que comummente designamos por funcionários públicos. Mas creio que nem o próprio Estado sabe quantas pessoas tem a trabalhar para si. Seja como fôr, não é por aí. São pessoas que cumprem os seus deveres - nem todos, é certo, mas acredito que a esmagadora maioria o faça com brio e profissionalismo. Muitos deles trabalham seguramente em condições que não lembram ao diabo. Têm um emprego "para a vida"... Culpa de quem? Do Estado, que assim definiu as leis. 


A função pública enferma de umas quantas preversões. Um funcionário público não pode ser despedido. Não pode? Pode pode. Claro que sim. E os incompetentes não são despedidos porque? Porque não. Porque o poder das chefias, que mais não são do que caseiros de "quintinhas" se afere pela quantidade de gente em quem mandam. E como justificar que fulano - que trabalha ali desde que nasceu - afinal é incompetente e tem que ser substituído? Não tem nada. Se não estava a fazer nada, é despedido e pronto, não se substitui. Então é melhor não mexer. Esta é a mentalidade. Esta é a realidade. 
E depois podemos falar dos "direitos adquiridos". O que é que são efectivamente esses tais de "direitos adquiridos"? São o conjunto dos direitos inalienáveis. O direito a não sofrer reduções de ordenados e/ou regalias. O direito de um funcionário não sofrer uma redução de ordenado se mudar de funções. O direito que um director xpto (??? - whatever) tem a manter o pópó mailo respectivo motorista mesmo que esteja a uma secretária sem fazer nada por extinção de funções. E qual dos dois ganha mais com isto? Não é difícil fazer as contas. And so on, and so on.


Vamos à realidade, ao dia de hoje. O poder político, que devia servir o País, tem-se servido do País. As consequências estão à vista. Mas o poder político tem sabido segurar os "seus". Tem sabido (maioritariamente à custa do contribuinte) manter a falácia do sucesso com retornos escandalosos para os seus. Independentemente da côr do cartão, têm-se revezado nisto com sucesso. Agora é altura de pagar a factura. E eu pergunto-me uma coisa simples: o Estado (controlado pelo tal poder político) controlou já os desperdícios? Não. Cortou nas despesas supérfluas? Não. Deu o exemplo? Não. Então porque raio de carga de água vem pedir sacrifícios a quem já os está a fazer? Não estou a defender os funcionários públicos,  mas não me parece honesto afirmar - como se tem feito por aí - que subsistem às custas dos 11% de desempregados (e dos 89% de empregados ) do País. Porque na realidade, se fosse possível despedir um funcionário público com a mesma facilidade com que se despede no sector privado, a taxa de desemprego na função pública seria de 100%, com todos os serviços do Estado entregues a privados, com os ganhos para o Estado (leia-se "contribuinte pagador") que já pudemos constatar.


Vamos falar de função pública com exemplos práticos. Basta subir ao sexto piso do IPO (aparentemente uma unidade de referência em todo o mundo) para percebermos o que está em causa. Falta de manutenção, falta de higiene, falta de tudo um pouco. Muito improviso. Muita boa vontade de quem lá está, muita simpatia. E de certeza que não são nem a boa vontade nem a simpatia que matam com septicémias. Não. Porque há um anos que estou para perceber como é que uma pessoa que é operada a um pulmão não morre do cancro, mas morre de uma infecção hospitalar. Isto tem custos reais e palpáveis na vida - e na qualidade de vida - das pessoas.


Meus amigos, eu pago impostos. Eu pago MUITOS impostos, e não sei para onde vai o dinheiro que me sai do bolso. E sei que a seguir aos funcionários públicos, o pescoço que se vai fazer à corda não é o "deles": é o dos outros.







A Alemanha quer acabar com a Europa.

Só pode.

Tuesday, March 2, 2010

1501.


E eu continuo com a tendência de me esquecer no post certo para depois ir à procura de números complicados. É o caminho das pedras. Mas são mil quinhentos e um posts.