Wednesday, June 30, 2010

Eheheheheh!!!!

Esta merda só me dá vontade de rir. Então a Golden Share do Estado na PT já é má? eu pensava que era boa... Afinal de contas a malta metia lá dinheirinho, ou não? Compravam acções, certo? E na altura que as compraram o Estado não tinha já a dita-puta Golden Share? Mas alguém foi ao engano, não sabiam já com o que contavam?
A sério. Isto não pode ser de gente séria. Eu sou contra as Golden-Shares por princípio. É uma preversão brutal das regras. Mas se calhar a dispersão em bolsa de uma rede de infraestruturas de comunicações entregue de mão beijada e a custo zero à PT também o é. E além disso, a Golden Share do Estado é tão velha como a própria PT. Por isso, não me forniquem o juízo. Há coisas mais importantes do que realizar mais-valias no presente.
Se o negócio foi bom para os accionistas? 
É CLARO QUE NÃO!!!!!
Vendam, pá! O mercado é livre, foda-se!

Da luz.













Tuesday, June 29, 2010

Mais uma dúvida cruel:

Agora que o "nosso" mundial acabou, podemos assistir calmamente à versão PS do buzinão dos irmãos Pintos (ou lá como se chamavam) que atirou o ex-Primeiro Silva da cadeira abaixo, cadeira ora ocupada pelo futuro ex-Primeiro Pinto de Sousa que quer cair à força e não tem quem o empurre. Bem, diz o doutor Jorge Lacão (e bem, é um tipo com pinta) que em Lisboa se pagam mais portagens do que no Porto. Lá está mais uma daquelas verdades chocantes que até ontem só ele conhecia. Quem vê a barbaridade que se cobra só nas travessias do Tejo nem precisa de mais análise para entender o que se passa neste País. 
Bem, na Alemanha também se ganha muito mais do que em Portugal e não é por isso que o doutor vem mostrar gráficos comparativos...

Navegar, navegar...

O jogo foi um bocado béra ou é só impressão minha?

11 mil milionários,2 milhões de pobres, 600 mil desempregados


"Segundo um estudo realizado por sociólogos do ISCTE, vinte por cento dos portugueses estão abaixo do limiar de pobreza. Ou seja, não conseguem garantir o mínimo das necessidades familiares. Se não fossem as ajudas do Estado este número passaria para os 40%.
31% das famílias estão no escalão imediatamente acima do limiar de pobreza - ganham entre 379 e 799 euros. 21% não têm qualquer margem para qualquer despesa inesperada. 12% não conseguem comprar os medicamentos que precisam. Muitos deles, apesar de terem mais qualificações do que os seus pais, vivem pior do que eles. 35% vivem confrontadas com situações frequentes de escassez, o que inclui a impossibilidade de aquecer a casa ou de usufruir de baixas médicas para não perder rendimentos. 57% vivem com um orçamento familiar abaixo dos 900 euros.
Este povo pobre desconfia dos outros, desconfia do poder (70%), não está satisfeito com as suas condições de vida mas, extraordinariamente, considera-se feliz. Mais de um terço dos insatisfeitos diz que nada faz para mudar de emprego, 63% recusa a possibilidade de emigrar e apenas uma minoria diz que deseja voltar a estudar.
Este estudo diz-nos duas coisas.
A primeira é evidente para quem conheça o País: os portugueses não vivem acima das suas possibilidades. Vivem abaixo delas. Há uma minoria, isso sim, que garante para si a quase totalidade dos recursos públicos e privados.Somos, como se sabe, o País mais desigual da Europa. Temos dos gestores mais bem pagos e os trabalhadores que menos recebem. Somos desiguais na distribuição do salário, do conhecimento, da saúde, da justiça. E essa desigualdade é o nosso problema estrutural. É esse o nosso défice. Ele cria problemas económicos - deixando de fora do mercado interno uma imensa massa de pessoas -, orçamentais - deixando muitos excluídos dependentes do apoio do Estado -, sociais, culturais e políticos.
A segunda tem a ver com isto mesmo: a pobreza estrutural não leva à revolta. Dela não resulta exigência. Provoca desespero e resignação. Resignação com a sua própria vida, resignação com a desigualdade e resignação com a incompetência dos poderes públicos. A pobreza não apela ao risco. Não ajuda à acção. O atraso apenas promove o atraso.
Nos últimos 25 anos entraram em Portugal rios de fundos europeus. Aconteceu com eles o que aconteceu com todas as oportunidades que Portugal teve nos últimos séculos. Desde o ouro do Brasil, passando pelo condicionalismo industrial do Estado Novo e acabando nos fundos europeus, nos processos de privatização para amigos e no desperdício em obras públicas entregues a quem tem boas agendas de contactos, que temos uma elite económica que vive do dinheiro fácil, do orçamento público e da desigualdade na distribuição de recursos. Essa mesma que, em tempo de crise, o que pede é redução do salário e despedimento fácil.
Repito: os portugueses não vivem acima das suas possibilidades. Apenas vivem num País onde as possibilidades nunca lhes tocam à porta. O nosso problema é político. É o de uma economia parasitária de um Estado sequestrado por uma minoria que não inova, não produz e não distribui. De um Estado e de um tecido empresarial onde os actores se confundem. De um regime pouco democrático e nada igualitário. E de um povo que se habituou a viver assim. De tal forma resignado que aceita sem revolta que essa mesma elite lhe diga que ele, mesmo sendo pobre, tem mais do que devia."

E nem sequer era por causa do conde.

É por causa da Monarquia. É um regime antigo e que não "utilizamos" desde 1910 - há 100 anos, portanto. Mesmo hoje consideramos o Conde traidor. O conceito não depende nem varia com regimes políticos nem com modas. É razoávelmente estanque.

Afinal pode mesmo ser uma profissão de risco.

Fui pesquisar, e encontrei umas quantas coisas interessantes:


Traição. (do lat. traditione,entrega)1.Ato ou efeito de trair (se). 2. Crime de quem, perfidamente, entrega, denuncia ou vende alguém ou alguma coisa ao inimigo.


"Na lei, traição é o crime de deslealdade de um cidadão à sua pátria. Em tempo de guerra, uma pessoa que coopera activamente com o inimigo é considerado um traidor."


Eu diria que conseguimos facilmente enquadrar o Conde João Fernandes Andeiro dentro destes parâmetros. Era um traidor, do nosso (Português) ponto de vista. E a sua morte às mãos do Mestre de Aviz entrou para as posições cimeiras do lendário da nossa História. Mestre esse que veio a ser depois Rei de Portugal (D. João I).

Não é por nada. Veio-me a respeito de umas coisas que se dizem por aí a respeito de um candidato à presidência da república. E não tendo como confirmar a veracidade de coisa nenhuma, eu diria que é do maior interesse do dito candidato o esclarecimento cabal do tema. Porque é muito diferente ser o presidente de todos os Portugueses (mesmo dos que não votaram em nós) e (tentar) ser o presidente de todos os Portugueses, mesmo daqueles que (fundamentadamente?) nos querem enfiar um balázio nos cornos. 

Sem medos.

Primeiro acto:
Um amigo de há uns anos atrás levou-me numa saída de "compras" para arranjar cavalo (heroína) para a dose da noite. Não a tendo conseguido arranjar no fornecedor do costume, arrastou-me para uma zona hard-core da paróquia - direitinho para o covil do lobo. Nem mais nem menos do que uma barraca de ciganos - por fora um casebre miserável, mais parecia uma tenda de sultão vista de dentro, tapetes (aparentemente) riquíssimos nas paredes, uma black trinitron (à época era topo-de-gama), sofás em pele, tudo o que estava à vista era do bom e do melhor. Impressionante, no mínimo. 
No sofá grande (mas era grande mesmo) os maninhos todos por ordem alfabética, do mais velho (mais perto da tv) para o mais novo, sentado no outro braço do sofá, eram uns seis ou sete. Uns quatro deles já maiores de idade, e eu perguntava-me qual deles tinha o "material" (curiosidade de leigo)... Nisto oiço a cigana velha (a matriarca) perguntar "quantas queres" e a meter a mão no bolso grande do avental, de onde retirou uma mão cheia. Eu lembrei-me que no sábado seguinte seria daquele mesmo bolso que tiraria as notas de cinco e de dez para fazer o troco de alguma merda que a madrecita lhe fosse comprar. Fiquei estarrecido. Não eram os gajos que controlavam o negócio - era a mãe. Foda-se.


Segundo acto:
Morei até há umas semanas atrás numa zona de Lisboa que se pretende "in". Tem o azar de estar rodeada de "sociais" por todo o lado. Metade deles ciganos. E acreditem, depois de ouvir aquela malta berrar a noite toda no meio da rua (e às vezes aos tiros), depois de ver o estrago que fazem em tudo o que não é deles, depois de ver a maneira como se apropriam do espaço público - e como o destroem, depois de ver as casas que lhes foram dadas (dadas sim, porque duvido que as paguem), mas sem vergonha da ostentação dos Mercedes e BMW's à porta, depois de ver tudo isso (faltou-me ver os recibos dos rendimentos mínimos, mas havia-os por ali seguramente), fiquei com a certeza de que há coisas que não se toleram. Não se tolera um empregado de balcão de um café completamente borrado de medo de um pirralho de uns cinco anos que o gozava descaradamente sob o olhar complacente do gineceu lá de casa. Não se tolera gente que passa à frente dos comuns mortais civilizados nas urgências dos hospitais. 


Tenho que o dizer com toda a frontalidade: não posso com ciganos. Isso faz de mim um xenófobo ou um racista? Vivo bem com isso. Não vivo bem é com esta permissividade invertebrada. Foda-se outra vez, eu pago impostos, vou pagar mais 1% no IVA e vão-me roubar outro tanto no ordenado e estes gajos contribuem com o quê? Preenchem a rúbrica "dependentes" no IRS do País? PQP!!!! 


E se por acaso estiverem com vontade de me chamar nomes, só tolero críticas de quem conseguir provar que tem um cigano lá em casa a viver com a família e que conseguiu fazer dele uma alminha civilizada. Eu sei que há gente boa e gente má em todo o lado, mas devo mesmo ter azar com os ciganos: é que até hoje não conheci um que prestasse. 

Monday, June 28, 2010

Assim não vais lá.

Parece que o proto-candidato presidencial (mais uma tentativa e passa a crónico) Manuel "eu-processo-quem-disser-mal-de-mim" Alegre perguntou ao seu improvavel antecessor o que é que o Presidente da República (o tal improvavel antecessor, portanto) fez para evitar o estado insustentável do País. Ora... a não ser que esteja decidido a fazer mais do que o Próf (nomeadamente DEMITIR o governo) e a ASSUMI-LO públicamente, devia evitar perguntas complicadas - até porque esse tal governo o apoia... Vida dura, vida dura. Mas partir do princípio de que a pergunta deveria ser feita a quem detem o poder executivo (o governo, na pessoa do Primeiro-Ministro) era capaz de ser mais correcto.
Mais uma cruz na caderneta. Com malta desta o Aníbal bem que pode contar com mais cinco anos nas calmas.

Algures por aí, diz-se

Em "Português do Brasil" que Cristiano Ronaldo é o atleta do triatlo: corre, faz bicicleta, e depois nada.
Eu digo que a vindima só acaba quando se lavam os cestos. 

Novilíngua...?


Friday, June 25, 2010

Thursday, June 24, 2010

Leitura em dia.

Pela vontade de quem bota faladura aqui pela blogosfera, só falta mesmo ver um burro com asas. Isso ou feriado da raça passar de 10 para 18 de Junho, dia de Portugal, de Saramago e das Comunidades Portuguesas.
As coisas são simples: quem não gostava de Saramago, e não gostava porque não, e o porque não é um argumento de fé, vai continuar a não gostar - eventualmente algumas almas cristãs (em minúscula) passarão a ter pena dele porque morreu. Quem gostava porque sim ou porque aprendeu a fazê-lo, continuará a gostar, ponto. Os que lhe eram indiferentes pouco mudarão, a não ser os oportunistas de ocasião. Saramago foi Prémio Nobel, arrisca-se a ser leitura obrigatória, será seguramente matéria de teses, análises e ensaios. Os livros dele devem estar a vender que nem ginjas, edições de bolso vendidas a peso daqui a uns meses quando passar a onda.



Luva branca.


Francisco Seixas da Costa.
Não tem que se dizer mais do que aquilo que aqui é dito.

SECUTES

Temos uma peninha imensa. Agora amanhem-se todos.
Prometeram o que não podiam cumprir? Lamentamos, mas está na hora de cobrar. E se por princípio sou a favor da treta do utilizador-pagador, não consigo deixar de me interrogar acerca dos destinos da pancadaria de dinheiro que pago de impostos.

E novamente a crise:

Como se pode ler aqui, a Holanda gasta anualmente 487 milhões de euros com a infraestrutura de ciclovias (que é considerada unânimemente como sendo a melhor em todo o mundo). É uma pipa de massa: 30€ por ano por cada um dos 16 milhões de habitantes do País. 30€ por pessoa. Se considerarmos que essas mesmas pessoas, ao abdicarem da utilização intensiva e desregrada do automóvel diminuem as importações de bens (automóveis) e de energia (petróleo), diminuem drásticamente os níveis de poluição (principalmente nos centros urbanos), adoptam hábitos de vida mais saudáveis e permitem-se poupar uma pipa de massa, temos que, com uma simples alteração de hábitos de transporte conseguem três objectivos inatingíveis na cabecinha dos nossos economistas:
a) diminuir a despesa do estado com infraestruturas;
b) ajudar a estabilizar a balança comercial, diminuindo as importações;
c) aumentar os níveis de poupança das famílias.


Como dizia o outro, "difícil é meter o chapéu-de-chuva no cú e abri-lo."

Da banhoca.


Há quem goste do banho, há quem deteste o banho, há o banho banho e há o banho "à gato", há o bom do duche matinal e a banhoca de imersão, há quem prefira no mar e há quem não passe sem a banhoca diária. Há quem tome mais do que um banho por dia. E há quem não passe água pela pele desde as invasões Napoleónicas. Mas seguramente já terá surgido uma dúvida a todos os que tomam banho numa base regular: porque raio é que os frascos de champô, gel de banho e afins têm um palavreado incompreensível? Quero dizer, seguramente há um mundo que me escapa ao ler a "bula" dos ingredientes e ao tentar perceber os gráficos ranhosos. Começando pelos ingredientes, eu diria que não tenho que aprender "estrangeiro" para saber que raio de merdas aquela malta deita dentro dos frascos. Lendo com atenção fica-se com a idéia de que no mínimo quinze daquelas substâncias anónimas poderão fazer potencialmente muito mal à saúde, sendo que seguramente uma delas será portadora de uma doença má. Os gráficos então, senhores... A publicidade enganosa comparativa com o indefinido... "30% menos caspa", "a pele 10% mais suave"... Pela santa... em comparação com? E a expressão "aprovado dermatológicamente" quer dizer exactamente o quê? 
Fuck. Tanta regulamentação para o tamanho da maçã, da abóbora e do tomate, para o cabo da faca do talho, para o desentupidor de retretes e para o teor de açúcar do mel, e para o champô, nada?

Wednesday, June 23, 2010

Countdown.



Link

Nunca discutas com um imbecil:



Apesar de que neste caso é um bocadinho difícil saber quem é quem... Enfim, diria que estão bem um para o outro. Comam-se vivos e não me "moiam" a molécula.

Alternativas à esquerda...

Já há. Não há-de ser só o Manelito Alegre... O crónico e imprescindível Garcia Pereira deve estar mesmo aí a aparecer. Ganha ao outro em credibilidade.



Monday, June 21, 2010

Massacre.


 7 - 0 

Morto por ter cão…


José Saramago era (é) uma personalidade pública relevante? Era (é).
José Saramago foi, em algum momento da sua vida, membro democráticamente eleito da hierarquia do Estado? Que eu saiba, não.
José Saramago teria direito, pelos seus feitos, a uma despedida com honras de Estado? Não.
José Saramago aproveitou-se do seu estatuto de figura pública para emitir opiniões de cariz político? Indubitavelmente.
José Saramago era amigo pessoal ou simplesmente conhecido do actual Presidente da República? Não.
Então digam-me lá, porque raio é que queriam o homem no funeral? Para pactuar com as figuras tristes e oportunistas que muitos lá foram fazer? Para largar a lágrimazita de crocodilo? Para botar faladura em mais um discurso oco? Para arriscar ser vaiado (era bem possível, pela amostra de gente que para lá andava...)...
Eh pá, ele nem os jornais lia, alguém acredita que tivesse lido algum dos livros do defunto? Sinceramente, acreditam?
Assim como assim pelo menos foi sincero. Não foi, fez-se representar e ponto final. Eu teria feito o mesmo no lugar dele. Por uma questão de princípios.

Sunday, June 20, 2010

A Vaca Sagrada

E fico sem perceber se se despedem do Saramago Escritor, do Saramago Comunista ou de um outro qualquer José Saramago infalível, que raramente se engana e nunca tem dúvidas. Porque ao dizer "Saramago, a luta continua" empunhando cravos vermelhos, não sei. Fico na dúvida se não o estarão a confundir com o secretário geral do PC.
Ao contrário do que algumas alminhas pretendem, não é a morte que santifica quem nunca foi santo. E continua a poder criticar-se Saramago - não se pode pretender por um lado que "continue vivo" e que por outro lado assuma o estatuto de vaca sagrada da república. Ele fez e disse o que quis em vida, e esse é o maior exemplo que nos deixa enquanto homem. Concorde-se ou não, muito pouca gente tem essa coragem. 
Curioso é que todos os intelectualóides de pacotilha aparecem em bicos de pés, visíveis na despedida do defunto... Não sabia que ele tinha tantos pátrios "amigos próximos" lá na diáspora. Enfim, conveniências.
E acredito que o defunto só não está já às voltas no caixão porque está neste momento a cremar.
Deixem descansar os mortos.

Friday, June 18, 2010

1922-2010


Como sempre a morte surpreende-nos
 surpreendeu-me como sempre 
 mais uma vez e mais uma vez 
quer queira quer não 
constato que a morte decanta e destila 
a essência dos Homens e das obras 
em relação ao homem tenho a dizer 
o mesmo que sempre disse 
não bate a bota com a perdigota 
entre a ideologia que professou acérrimamente 
e a prática de vida 
em relação à obra 
do quase nada que conheço
 ficou-me lapidar 
da Jangada de Pedra

Velhos a quem chamamos mortos para que não saiam do passado


Não percebi:

Da notícia do Expresso:


"A proposta de relatório apresentado pelo deputado João Semedo conclui que o primeiro ministro e o Governo "tinham conhecimento" da operação da TVI quando José Sócrates afirmou desconhecer o negócio. E diz também que o Governo interveio por duas vezes."


Ok, então conclui-se que o Primeiro-Ministro sabia e mentiu.

Após a votação, o PSD vai apresentar uma declaração de voto onde deverá expressar a discordância face à proibição de utilizar os resumos das escutas enviados à comissão no relatório, por considerar que as conclusões "poderiam ter ido mais longe"


Ok. Depreende-se que a coisa ainda é mais preta do que parece.
Mas depois vem a perplexidade:


Pedro Duarte afastou a possibilidade de o grupo parlamentar apresentar uma moção de censura ao Governo com base nas conclusões do relatório. "As conclusões, indiciando factos manifestamente graves, não são suficientemente categóricas que sustentem uma consequência institucional dessa natureza", afirmou. 


Ora essa, claro que não. Um Primeiro-Ministro MENTE descaradamente no Parlamento, a mentira é grave o suficiente para justificar uma comissão de inquérito e não há consequências?


Não percebo de todo. A não ser que andem a gozar com a nossa cara. Só pode.

E não dá o que pensar???


Os apelos dos "patrões" para que se opere em Portugal uma "flexibilização" do mercado de trabalho - tradução: facilitar despedimentos - são invariavelmente acompanhados de comparações vagas com "os outros países", que teriam legislações "muito menos rígidas" e "portanto" - relação de causa e efeito, note-se - economias mais saudáveis. Talvez seja então boa ideia tentar perceber o que se passa nos tais "outros países" e que relação existe, se alguma, entre despedimentos mais fáceis e crescimento económico.
Um estudo de 2009 da OCDE (que inclui, além de Portugal, 30 outros países - "democráticos" e "com economias desenvolvidas" - como os EUA, Reino Unido, Japão, Canadá, Noruega, Islândia, etc.) coloca--nos em sétimo lugar na escala de países com regras mais estritas - atrás da França e da Espanha e logo antes da Noruega -, mas assevera ter sido o que mais flexibilizou a sua legislação laboral nos últimos cinco anos, enquanto outros - caso da Alemanha - criaram regras mais rígidas. Aliás, quando se desagregam os três factores que concorrem para a classificação, a saber, "protecção do trabalhador contra despedimento individual", "regras para despedimento colectivo" e "regulação de formas temporárias de emprego", constata-se que as regras para despedimentos colectivos são mais estritas nos EUA, Canadá e Reino Unido (que estão em último lugar na lista, ou seja, têm no conjunto regras mais flexíveis) que cá. A posição relativa de Portugal na lista é sobretudo justificada com as garantias legais dadas aos trabalhadores em termos de despedimento individual.
Sucede que o relatório em causa - Legislation, collective bargaining and enforcement - Updating the OECD employment protection indicators - acrescenta mais surpresas, comparando as legislações laborais dos países da OCDE com as das chamadas "economias emergentes", incluindo a China. E - tanãnã - não só as regras desses países são mais estritas que as da média da OCDE como na Índia e na China o nível de protecção contra despedimento individual é equivalente ao português.
É capaz então de ser preciso explicar o dinamismo das economias com outras fórmulas - de preferência menos preguiçosas e convenientes para quem "explica". E já agora pedir a cada "especialista" da área que fundamente essa ideia extraordinária de que a flexibilização dos despedimentos criaria "mais emprego". É que, se é certo que as empresas contratariam mais empregados "para o quadro" se os pudessem despedir quando quisessem, isso significa afinal que o nível de protecção dos trabalhadores "empregados" seria o mesmo dos que trabalham a recibos verdes (já que os contratados a prazo ao menos sabem qual o prazo em que vão ter emprego) - nenhum. E que o salários cairiam a pique - mas se é isso que querem, por que não admitem logo?


Thursday, June 17, 2010

Wednesday, June 16, 2010

Nigella


Duas opiniões sobre o assunto, n'A Origem das Espécies e n'A Controversa Maresia. Bem, eu tenho para mim que esta mulher é um portento. Ok, é ancas e mamas. É muito ancas e mamas. Mas quem é que disse que as mulheres têm que ser 86-60-86? Não têm, claro que não. Esta mulher consegue deixar muito homem a babar em frente ao écran exactamente porque não estando dentro dos parâmetros de beleza "standard" sabe ser sexy, sensual, boazona ou o que seja que lhe queiram chamar; o facto de demonstrar que cozinhar não tem que ser um exercício complicado e assepticamente correcto ou "by the book"(a ASAE era bem capaz de interditar o espaço se soubessem onde fica) acrescenta qualquer coisa à figura. 
Eu diria que a Nigella não tem só um ar "fértil", como diria um amigo meu; ela dá mesmo ares de ser a mulher que muitos homens gostariam de ter em casa. E não seria por nada do que está à vista.

Sexo Ocasional:


Tuesday, June 15, 2010

O próximo palhaço

Que vier dizer que vamos ser campeões vai ter que enfiar a vuvuzela no cú. 
Joguinho de merda. 
Amigos: não é uma visita de estudo à África do Sul. É o vosso trabalho. Metam isso nos neuróniozinhos deficientes, corram e não quero desculpas de merda.

Monday, June 14, 2010

Maldita segunda-feira.

Acordo a pensar que era domingo e descobri que Deus me tirou um dia de vida.

Friday, June 11, 2010

Normalmente há dois tipos de culpa:

A culpa por omissão e a culpa por acção. A culpa por omissão cabe aos agentes reguladores; a culpa por acção típicamente cabe a quem mais ganha com uma determinada situação. Mas o lixo só sai debaixo do tapete quando as coisas começam a correr mesmo muito mal.

Os "Mercados", esses monstros horrorosos...

Temos... O Mercado da Ribeira, o Mercado de Cascais, o Bolhão, o Mercado do Bom sucesso, o Mercado de S. Sebastião, o Mercado da Praça da Alegria, o Mercado da Ribeira, etc, etc, etc.
A minha questão: Qual destes mercados será o principal culpado da nossa situação? Em qual destes mercados atacam os especuladores? Urge sabê-lo.

E tenho que deixar aqui uma ressalva:

Não tenho nada contra o António Sala, calha até a ser um jovem bastante simpático. Sou é contra a distribuição de medalhas, comendas e distinções a granel, sou contra a banalização de uma coisa que se quer exclusiva e baseada em critérios apertados. Aliás, falta-me muito pouco para ser contra o 10 de Junho, que por acaso se converteu no dia de Portugal há muito pouco tempo, e creio que terá sido Salazar a promover a data a feriado... 

E este tenho que transcrever:

Daqui.

E antes de mais: Não sou pró coisa nenhuma. Típicamente sou do contra. Mas as Judias Israelitas são boas como o milho. Se calhar as Islâmicas Palestinianas também, mas andam de burka. Eu defendo aquilo de que gosto. E não me fodam o juízo com merdas: naquela guerra não há inocentes, há é quem se tente passar por inocente. E do lado de quem vê, no sofá, há papalvos que "papam tudo" e há os outros. Sinceramente, ali morre gente todos os dias. E  eu tenho a dizer uma coisa em defesa do meu ponto de vista: Se alguém me tentar entrar em casa para atentar contra mim ou contra os meus, é com o que estiver à mão, seja o piassá pelo cú adentro seja a faca de matar o porco pelas goelas, não ficam sem resposta. E quem não pensar assim é frouxo e não merece ter uma casa nem uma família, porque não as sabe defender.
Reza o artigo:
Devido à retirada do antiamericanismo do catálogo das intolerâncias progressistas (a presença de um negro na Casa Branca assim determina), o anti-semitismo é o único ódio que resta à esquerda europeia. Como ando muito caridoso, resolvi ajudar os meus amigos desta esquerda mui 'tolerante'. Que forma tomou a minha caridade? Ora, em registopro bono, escrevi o livrinho vermelho do anti-semitismo moderno, esse racismo soft que é composto pelos dez mandamentos da 'tolerância' europeia:
I. Nós, os 'tolerantes', achamos que todos os Estados devem agir como se estivessem rodeados pela Bélgica e Luxemburgo. Israel vive rodeado por inimigos que querem colocar os judeus na ponta do apocalipse, mas, mesmo assim, Telavive deve tratar o Hamas e o Hezbollah da mesma forma que a Suíça trata o Liechtenstein.
II. Nós, os donos da 'tolerância', decretámos que a guerra é um instrumento ilegal, logo, não podemos aceitar que um Estado tenha a distinta lata de vencer todas as guerras em que se vê envolvido. Um Estado que derrota os inimigos é o demónio em forma de soberania. Se Israel tivesse perdido as suas guerras, nós já teríamos peninha dos israelitas. Nós gostamos de coitadinhos.
III. Nós, os habitantes desse sofá preguiçoso protegido pelos americanos, também gostamos de malta com pouca pontaria. Com o intuito deliberado de matar civis inocentes, o Hamas dispara centenas de rockets contra território israelita. Mas isto não é grave, porque estes rockets nunca atingem os alvos. O que não podemos aceitar é o facto de Israel conseguir abater alvos militares nas contra-respostas. Nós não gostamos de gente com pontaria.
IV. Nós, os fazedores de OPA hostis à 'virtude', também censuramos o facto de o exército israelita não se esconder atrás de escudos humanos. A guerra tem de ser humanizada.
V. Nós, os agentes pedagógicos da Humanidade, não toleramos o orgulho patriota de Israel. Vivemos no primado da culpa ocidental, logo, não podemos dar uma nota moral positiva a um Estado ocidental (Israel) que não sente culpa pelo seu passado.
VI. Nós, os profetas da 'democracia' global e abstracta, não achamos piada à democracia concreta dos israelitas. Israel é a negação da utopia do mundo pós-Estado.
VII. Nós, os arautos da 'tolerância' multicultural, consideramos que Israel é a negação dos ventos da História. Na época em que os impérios ocidentais recuaram, os israelitas avançaram e ocuparam um espaço que pertence por direito aos muçulmanos bonzinhos.
VIII. Nós, os viúvos do marxismo e da social-democracia, não podemos tolerar que um Estado sem petróleo tenha sucesso económico numa região cheia de Estados que fracassaram apesar de possuírem reservas faraónicas do ouro negro. Israel prova que o sucesso económico é a consequência da cultura de um povo. E isso é inadmissível.
IX. (mandamento suspenso até à retirada de Obama): Israel é um compincha da América, logo, deve ser odiado. O tandem antiamericanismo/anti-semitismo é a base ideológica da nossa 'tolerância' europeia.
X. (mandamento secreto): o anti-semitismo faz parte do nosso livro de autoajuda: "quer sentir-se bem? Então, odeie Israel com toda a força. Vai ver que se sentirá virtuoso". O ódio anti-Israel é o fármaco que nos dá a sensação de superioridade moral.

E em linha temos....

-Bom dia, caríssimo ouvinte! Estou a falar-lhe da rádio, o meu nome é António Sala e estou a ligar do jogo da mala!
-(Maria! Maria! - Ouve-se em surdina - É do jogo da mala!)
-Bom dia, de novo, está a ouvir-me? Conhece o nosso programa?
-Bom dia, bom dia, senhor Sala, conheço perfeitamente, sigo o seu pugrama com muita atenção todos os dias, e sabia que um dia me iria ligar, mas não sabia era quando.
-Obrigado, obrigado caro ouvinte, e diga-me, como se chama?
-Aníbal Silva.
-O Senhor Aníbal faz o quê?
-Olhe, dou umas aulitas, e nos tempos vagos tenho um biscate a fazer a rodagem a carros. Mas vou-me candidatar a um cargo político qualquer, mas isso ainda é tabu, pelo que não posso acrescentar mais nada.
-Ora e o senhor Aníbal Silva fala-nos de onde?
-Do Algarve, de Boliqueime.
-Muito bem, muito bem, Boliqueime, essa bela localidade, e diga-nos, senhor Silva, como é que está o tempo em Boliqueime?
-Está um bocado farrusco, este ano não está famoso.
-Ora muito bem, é como em todo o resto do País. E então, senhor Silva, estava a seguir o nosso programa?
-Sim, estava aqui com a Maria a coser meias e a ouvir o jogo da mala, como fazemos todas as manhãs!
-E o Senhor Silva sabe quanto é que temos na mala?
-Eu raramente me engano e nunca tenho dúvidas. Na mala estão (Maria, traz-me os óculos)... Espere... Trezentos e um contos, duzentos e cinco escudos e cinco centavos.
-Parabéns! O Senhor Silva, de Boliqueime, acaba de ganhar a Mala!!!!!!!!
-(Maria, já temos dinheiro para a marquise do apartamento de Lisboa!)
-Senhor Sala, nem sei como lhe agradecer! Muito obrigado!
-Senhor Aníbal, um dia se for um político famoso, pode ser que me possa dar uma medalha! Ahahahahaha!
(etc, etc, etc)


Anos depois, dez de Junho de dois mil e dez, feriado da raça. Toma a palavra o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva:
-Ao Senhor António Sala, pelos inegáveis e inquestionáveis serviços prestados ao País, a comenda da ordem dos arreios e cabedais...



10 de Junho pa sempre.

O António Sala levou uma medalha hoje. Já o estou a ver gabar-se aos netos: "ganhei esta com o jogo da mala".
Se é só por saber animar as donas de casa, faltam o Jay Leno, o João Baião, o Black Adder e a Fátima Lopes. Podíamos também ter condecorado os Delfins (numa homenagem forçosamente póstuma ao Miguel Ângelo), a grande ordem do Cristo-que-recusou-cair-da-cruz atribuída ao António Manuel Ribeiro em jeito de prémio de carreira e a medalha de comendadora da ordem da Vuvuzela para a Julia Pinheiro.


(Eu acho é que a lista dos medalháveis de jeito acabou aí há uns quinze anos. Um dia destes apanham-me a separar o lixo e arrisco-me a lixar o feriado à conta disso.)


Nota: em 2011 a lista de condecoráveis vai ser elaborada a partir da edição especial "a banhos nos Tomates" da revista Caras. Assim não arriscamos medalhar alguém que efectivamente ande para aí a trabalhar ou a inovar...

Thursday, June 10, 2010

10 de Junho III



“Chegámos a uma situação insustentável” e “quanto mais se exigir ao povo, mais o povo exigirá a quem governa”.




Fuodassse! Por MUITO menos do que isto o Jorginho correu com o Santana! Amigo Aníbal, esperas o fim do mundo "ó" quê pá? É que TU estás no rol dos que NOS devem uma data de coisas - nomeadamente que comeces ajustificar a porra do ordenado que eu te pago com os meus impostos! Chega de paleio, pá! Faz-te homem!

10 de Junho II

Uma dúvida cruel:
Se o País está como está, com as contas públicas na rua da amargura, o défice imparável e a balança de transacções numa lástima, o desemprego nos dois dígitos, a educação na fossa séptica, a justiça a precisar de um transplante de corpo e alma, resumindo e no global, estando o País numa merda, por que raio de carga de água é que se vão distribuir medalhas e comendas? E a quem?
Vou investigar isto.

Wednesday, June 9, 2010

10 de Junho:

Esta história de ter comichões por causa de ver putos vestidos com as fardas da mocidade portuguesa dá muito à esquerda. A uma certa esquerda para a qual a História é um período compreendido entre 20 e 26 de Abril de 1974. Dá comichões àqueles que não se importam de "celebrar Abril" todos os anos na companhia de "pavilhões" de Países e organizações que têm uma interpretação mais do que suspeita da palavra "Democracia". 

Como é que é?


“É por estar em causa a economia, o emprego e o futuro de todos nós que temos que avançar com estas medidas e este é um valor que se sobrepõe ao princípio da retroatividade que é um princípio protegido na Constituição mas não é um princípio absoluto que se sobreponha ao bem público e ao carácter imprescindível e de emergência”, disse Teixeira dos Santos, em resposta a uma pergunta da deputada do CDS Assunção Cristas. 

Lembro-me de um episódio de uma série que passava se não estou em erro na BritCom, em que a personagem principal acorda de um longo sono amnésico e pede para lhe relatarem os seus feitos desse tempo, e a coisa segue mais ou menos assim:


-"Também encontrou uma cura para a Sida"
-"Eu? a Cura para a Sida?"
-"Sim"
-"E como é que eu fiz isso?"
-"Mandou inocular os CEO das dez maiores farmacêuticas do mundo com o vírus da Sida, e duas semanas depois tínhamos dez curas diferentes"

Se calhar a solução para esta palhaçada passa por algo semelhante...

Tuesday, June 8, 2010

Há um ano e um dia:


O céu estava assim:


Sunday, June 6, 2010

...Tudo o que é bom...



Pérolas




Ao largo

Isto é o que se vê "lá em baixo". Assim mesmo, sem grandes diferenças. É absolutamente impressionante, por tudo: pela cor, pela luz, pelo movimento, pelo som e pelo silêncio. É uma dimensão àparte.




E cá por cima era assim:




E o gingarelho saiu de novo à rua:


Anda sim... Dá nas vistas o suficiente, pronto. Mudei os pneus, ainda falta mudar os travões.



Seixal, baía




Vista da Amora.

Ouriço



Ao vivo e a cores. Estava a chegar a casa dos meus avós, ali para as bandas da Sertã, quando dei com este. Ainda bem que tinha a máquina ali à mão.

Seca-adegas:


Modelo patenteado, como se poderá aferir na segunda foto. Pareceu-me pertinente deixar aqui o registo. Coisas que se podem encontrar numa drogaria... Mas não numa qualquer.