Friday, July 23, 2010

85 metros




...Sem "queimar" borracha.
85 metros de salto.
O Red Bull deu-lhe asas... e voou.

Constituição da República Portuguesa:



Artigo 84.º
Domínio público


1. Pertencem ao domínio público:

a) As águas territoriais com os seus leitos e os fundos marinhos contíguos, bem como os lagos, lagoas e cursos de água navegáveis ou flutuáveis, com os respectivos leitos; 
b) As camadas aéreas superiores ao território acima do limite reconhecido ao proprietário ou superficiário; 
c) Os jazigos minerais, as nascentes de águas mineromedicinais, as cavidades naturais subterrâneas existentes no subsolo, com excepção das rochas, terras comuns e outros materiais habitualmente usados na construção; 
d) As estradas; 
e) As linhas férreas nacionais; 
f) Outros bens como tal classificados por lei.

2. A lei define quais os bens que integram o domínio público do Estado, o domínio público das regiões autónomas e o domínio público das autarquias locais, bem como o seu regime, condições de utilização e limites.



Constituição da República Portuguesa:



Artigo 21.º
Direito de resistência

Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.



Pergunta:
O direito de resistência inclui o pagamento de impostos? É que neste momento o Estado não me garante a boa gestão da coisa pública...

30 anos.





Pensamento do dia:

"Os chefes são como as nuvens; quando se afastam fica um lindo dia".

E nem tudo vai mal em Portugal.

Aparentemente somos ricos. Muito ricos. 
E apesar da malta assim mais à esquerda não apreciar a idéia, aparentemente a culpa disso continua a ser do Salazar.
É uma felicidade!!!

Thursday, July 22, 2010

Eu tenho para mim

Que nenhuma revisão constitucional "liberalizante" não é séria se não for acompanhada de uma descida efectiva da carga fiscal. Afinal, se vou passar tendencialmente a uilizador-pagador, deverei deixar de ser tendencialmente pagador-não-utilizador.

Wednesday, July 21, 2010

"Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta que cresce."

Aqui.

Uma Bimby cara como os tomates, diga-se.



"Fui professor durante 15 anos e deixei quando percebi que o sistema académico é muito fechado em si mesmo, pouco comunicativo com as outras faculdades, com um ambiente muito claustrofóbico."


A minha leitura do tema: o gajo que ganhou o prémio "CEO em destaque" levou quinze anos a perceber uma coisa que não demora mais do que um semestre lectivo a constatar por um caloiro com uma lobotomia. Ou se calhar trata-se apenas de uma maneira diferente de contar uma história de vida. Seja como for... Gostaria de saber quem são os CEO's não destacados. 

E de como as diferenças são efectivamente do ovo:

Em Portugal:



A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.
Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.

A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país.

A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.


A Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de Abril de 1976, aprova e decreta a seguinte Constituição da República Portuguesa:...



Em Espanha:



CONSTITUCIÓN
ESPAÑOLA

Aprobada por Las Cortes en sesiones plenarias del
Congreso de los Diputados y del Senado celebradas
el 31 de octubre de 1978
Ratificada por el pueblo español en referéndum de
6 de diciembre de 1978
Sancionada por S. M. el Rey ante Las Cortes
el 27 de diciembre de 1978
(...)

DON JUAN CARLOS I, REY DE ESPAÑA, ATODOS LOS QUE LA PRESENTE
VIEREN Y ENTENDIEREN,
SABED: QUE LAS CORTES HAN APROBADO Y EL PUEBLO ESPAÑOL RATIFICADO
LA SIGUIENTE CONSTITUCIÓN:


Safa!

Constatei aqui que a nossa Constituição tem quase trezentos artigos. 
A coisa começa logo bem.

Eh pá...

Apanhei isto por acaso... É tendencioso, é parcial, mas não deixa de dar o que pensar, porque na realidade é um relato do outro lado da barricada do extremismo. Mas isto que aqui aparece anda efectivamente muito longe da imagem de uma população desesperadamente carenciada que necessita da ajuda de frotas internacionais da boa vontade para obter bens de primeira necessidade. 



Tuesday, July 20, 2010

O narizinho vermelhusco vem já a seguir.

O Sr. Alegre quer "que se saiba" o que o Sr Silva pensa sobre a proposta de alteração do não sei o quê. Ora, se tem tomates, pergunte-lhe porra! É um bocado chato ouvir conversa de ir ao cú entremeada entre o Loureiro pai e o Loureiro filho recém promovidos ao reino dos inocentes, Deus os tivesse consigo lá longe no calor, fosse este mundo justo. Mas não. Temos que gramar com isto. O Sr. Silva liga-lhe tanto que anda a inaugurar fábricas de barros e olarias em terras do N'gola, bem acompanhado pelo Sr. Santos.
E aproveita-se algum? 
Para aterro sim. Podiam lavar-se umas às outras, as mãos.

Apeteceu-me.

É verão, os dias vão grandes e soalheiros, mesmo que nasçam farruscos. É tempo de dar descanso ao corpo e à alma. É tempo de ler e de apanhar uma depressão de leitura porque tudo o que se lê é negativo. Porque se fala de crise, e porque temos os incompetentes do costume a arengar na praça as soluções miraculosas para o problema que eles mesmos criaram, deixaram criar ou apadrinharam. Condenadas ao fracasso mesmo antes de nascerem naquelas meninges imbecís.
Não, recuso-me. 
Tem que poder ser de outro modo.
Temos que conseguir ir às raízes. Perceber porque é que apareceu o dinheiro. Porque razão o "plastificámos". Porque é que criámos um sistema Judicial, um sistema de Saúde e um sistema Educativo. Temos que olhar com frontalidade para a realidade: a falência não é dos modelos em si, é da preversidade da utilização que lhes damos. Um Estado não se justifica de per si se não for baseado num modelo de cidadania. Um Estado é um árbitro e garante imparcial da aplicação da Justiça, penal ou social. Um Estado tem que ser garante da sua autonomia e integridade - territorial, social, militar e económica. 
Tenho para mim - sem perceber nada do assunto - que a economia não é o objectivo último de coisa nenhuma a não ser da avidez, e os modelos construídos no Sec. XX provaram-no à exaustão. A economia nunca conseguirá ser uma jaula de contenção. Não é fechada, não é hermética, não é exacta e nem nunca o será. E não é condicionante em absoluto. É apenas uma ferramenta de que alguns se podem socorrer em proveito próprio, mas nunca para sempre. Porque um acordo só tem valor enquanto favorecer ambas as partes, razão única para ser cumprido por ambas as partes. Porque o dinheiro só tem o valor que tem enquanto todos lhe atribuirmos esse valor. Porque aquilo de que precisamos não é do dinheiro, é das coisas que o dinheiro pode comprar - e se as pudermos comprar com coisas que não o dinheiro, se este se tornar demasiado "hostil", encontraremos uma maneira de o fazer. Inventaremos uma maneira de o fazer. Se necessário à margem de uma sociedade que já não nos representa - se for necessário, inventaremos uma, novinha em folha - mesmo que decalcada de uma qualquer que já tenha existido. Somos Homens, somos criativos, é a nossa mais-valia no caminho da evolução. Contra nós próprios, contra o status-quo que ajudámos a instituir, se isso nos for favorável. O único factor condicionante numa sociedade humana é a vontade dos Homens que a compõem. E quem se esquecer desta pequena e simples lição da História está condenado a ser recordado no lado errado dessa mesma História.

Depois da tanga:

Eu continuo com uma dúvida cruel por esclarecer: Afinal de contas o Estado serve para o quê?
E novamente: Para que serve o Estado?

Creio que é a questão a que temos que responder antes de avançarmos com idéias luminosas.

Monday, July 19, 2010

Coisas assim um bocadinho irritantes:

Expressões que potencialmente me tornam num homicida cruel:
"as pessoas têm o direito a saber que blá blá blá" - com a variante "as pessoas lá em casa têm o direito de saber que etc"; 
"toda a gente sabe que" ou "que é uma coisa que toda a gente sabe" ou pior, "uma coisa que toda a gente devia saber"...
Sinceramente.

No lado errado da pergunta?

Em tempos difíceis procuramos sempre um herói
 ou um salvador
 mas raramente conseguimos ver o exemplo. 
E quase nunca o seguimos.



Combinação exclusiva:

a) um popó "alto";
b) umas xanatas hã... havaianas, ou como lhes chamam;
c) calçada em paralelepípedo polido.


O resultado: um tralho fenomenal, digno de ser recordado, com direito a quase rebentar metade do esqueleto. Resumindo, um andar novo, tipo geriátrico, mas com uns aninhos de antecipação. Agradece-se oferta de bengalinha.
Óbrigados.

Friday, July 16, 2010

A terceira via:


A via da dívida, por via da dúvida.

Thursday, July 15, 2010

José Sócrates & TVI:

..."Eu nunca tive sexo com essa mulher, a menina coisa e tal"...

Dinheirinho.

A ver se sou  eu que não percebo nada disto ou se há aqui qualquer coisa muito mal explicada. Ora bem. Temos um problema algures na nossa economia e nas nossas finanças públicas, não sei. Li algures alguém dizer que o problema da nossa economia é o financiamento, e fiquei a matutar: a economia não é suposto gerar riqueza ao invés de a delapidar? Não há aqui algo de profundamente errado com o modelo???

Os Imortais.

Todos sabemos que o fulano é um escroque. Mas tem um amigo que mexe uns cordelinhos e manda em quem faz as perguntas e procura as respostas. Como esse amigo proíbe os que deviam fazer as perguntas de as fazerem, nós apenas sabemos que o fulano é um escroque porque sabemos, porque é impossível não o ser fazendo o que ele faz. Mas o que fica publicado - e ficará para a história como o resultado do jogo - é uma realidade diferente. 

Monday, July 12, 2010

Unplugged.

Tenho estado unplugged. 
É estranho (mas não deixa de ser bom, a seu modo) não ter televisão nem internet em casa. Só hoje descobri que a Espanha levou a taça. Boa.
Sim, é a crise, deixei de pagar as contas... :P

Friday, July 2, 2010

Admirem-se

Se o Gana sair da África do Sul com a taça na mão...

2-1.



Thursday, July 1, 2010

Modernices.



Ontem tive a oportunidade soberana de pôr a vista em cima (pela primeira vez na minha vida) de um Relatório de Certificação Energética de Edifícios e Qualidade do Ar Interior. De espírito aberto, parecia-me uma coisa séria (efectivamente o assunto é sério sim). E, como de costume, não fiquei decepcionado.
Começa a coisa por não haver uma base de dados com todos os equipamentos no mercado (nem todos os das marcas mais utilizadas, digo eu). O que “obriga” a utilizar modelos de referência. E a minha pergunta, desde logo, é qual o critério da utilização de um ou outro modelo de referencia? Não é indicado. Demasiado vago para ser sério, começa logo mal.
Avança ainda o relatório para uma série de considerações bastante questionáveis acerca da qualidade da construção, sempre baseado em pressupostos vagamente ambíguos, e segue em queda livre directamente para as considerações finais e aconselhamento. E aqui é que se percebe efectivamente que aquilo não é sério nem é para ser levado a sério. A sugestão da aquisição de um equipamento com determinadas características só não vai ao detalhe de aconselhar marca e modelo, eventualmente por falso pudor, e quando leio que, se comprar o equipamento aconselhado terei uma redução de 2487,22€ (sim, dois mil quatrocentos e oitenta e sete euros E VINTE E DOIS CÊNTIMOS) na factura energética anual deu-me vontade de me atirar do penhasco. Pelos santos, eles sabem o que eu consigo poupar ao cêntimo, o que estes cretinos não sabem é que eu NUNCA gastei dois mil quatrocentos e oitenta e sete euros E vinte e dois cêntimos num ano em energia fosse em que casa fosse. Para além disso, qualquer aluno no primeiro ano de engenharia de faculdade de vão-de-escada sabe que valores estimados nunca se acertam abaixo dos limites da tolerância.
Agora fica-me a pergunta: se não é sério, serve para o quê?


No DN hoje:

"Estamos perante uma atitude que não pode ser considerada normal numa economia de mercado, independentemente de estar prevista nos estatutos da empresa e contemplada nos direitos da golden share."




Meus amigos: Eu também não concordo com muita coisa. Mas se está na lei, tenho que cumprir, "ò não?" Quero dizer, eu também acho que é amoral a EDP cobrar-me uma taxa de audiovisual todos os meses para encher o cú da RTP e quejandas e não é por isso que vejo editoriais inflamados no DN a falar sobre o assunto... Simplificando, e para não ficarmos durante semanas a levar com isto, revejam a merda dos estatutos, enquadrem a porra da golden share (ou acabem com ela) e depois façam o que quiserem da PT. Não venham é armar em virgens ofendidas nem dizer que "a acção do Estado caiu como uma bomba"como se não fosse por demais previsível.

Agora que Portugal foi com os porcos...

"-Buenas tardes señora, yo soy paraguayo e vim a cá para matar usted. 
-Para que? 
-Paraguayo!"