Sunday, October 31, 2010

Africa






Sempre em grande:

"Lembra-se quando ouviu a sua música na rádio pela primeira vez?

Foi muito esquisito. Estava na praia, na ilha de Faro, com a minha namorada, e um gajo ali ao lado a ouvir-me na rádio. Ninguém me conhecia no Verão de 80. 

Vai daí, transformou-se no pai do rock português.

Dizem que sim. Isso aconteceu logo no início, com o jornal "Rock Week" e o Luís Vitta. Menos bom foi quando soube que a mãe do rock era o José Cid." 




A ler aqui, na íntegra.

Wednesday, October 27, 2010

A culpa do que quer que seja o orçamento, de ser ou não aprovado, da crise e de tudo o mais que me possa lembrar neste momento é deste gajo:


Produtividade:

É chato que o Eduardo Catroga ande a fazer jogadas partidárias com o orçamento do estado. Mas o que me fode mesmo o juízo é o Teixeira dos Santos andar a faze-las também; é que o ordenado do Ministro das Finanças sai-me do bolso.

Olha, zangaram-se...


Lamentamos
Profunda
e
Sentidamente!!!

Da política:

Nada de jeito. Diga-se o que se disser, nada de jeito. Ligo a televisão e só me aparecem aprendizes de feiticeiro.

Tuesday, October 26, 2010

Há sempre pelo menos uma razão

Na realidade há umas quantas. Daquelas de fundo, que explicam o porquê do desenvolvimento Alemão. E explicam o nosso retrocesso crónico (Portugal). Podemos enumerá-las: Volkswagen, Audi, Mercedes, BMW, Phillips, Bosch, Liebherr, and so on, and so on and so on. 
Chama-se MARCA. O peso da marca alemã - seja ela qual for. A explicação é tão simples quanto isso. "Alemanha" é marca por mérito próprio. E "Portugal"? Portugal resume-se à pobreza de espírito materializada no estrangeirismo bacoco do "Allgarve", porque "Portugall" está demasiado contaminado por patos-bravos para conseguir ser marca.
Bem, e a Auto Europa? Eu diria que é a prova cabal disso mesmo. a diferença não está em quem faz, está em quem manda (e ensina a) fazer. A marca, essa, é alemã na mesma.

Nem me apetece vir aqui escrever...

Este País não é uma depressão, é um coito interrompido.

Thursday, October 21, 2010

Tuesday, October 19, 2010

Só aqui uma opiniãozinha do je, baseada em coisíssima nenhuma de jeito.

Ouvimos demasiadas vezes falar em PME's - e mais recentemente em micro-empresas - como componentes estruturantes do nosso tecido produtivo, blá blá blá blá... E traduzindo as coisas em miúdos, o que é isto afinal de contas? Bem, são os cafés, os restaurantes, a mercearia da esquina, a loja de roupa, a sapataria, o stand do fundo da rua, aquela oficina onde trabalham quatro gajos, mais a outra ao lado onde só mudam pneus, é a tabacaria e a loja da fruta que também vende bilhas de gás. Mas é também a estação de serviço "familiar", a empresa de transportes que tem quatro carrinhas, a empresa de mudanças, um ou outro alfaiate, um ou outro sapateiro, etc etc etc. Falta aqui muita gente. E trata-se de um universo absolutamente fascinante: são pessoas (diga-se o que se disser) empreendedoras. É verdade, empreendedoras. É muito difícil ter um qualquer negócio neste País, são pessoas empreendedoras. Ok, pronto. Fogem ao fisco ou o fisco é que foge delas? Basta pensarmos em muitos negócios perdidos por esse País fora, em que a mercearia/drogaria/café é a totalidade da zona comercial da paróquia e até há alguns anos era o sítio onde se ia buscar o correio e onde havia o único telefone num raio de dez quilómetros.Inspectores das finanças, nicles. Nem GNR, e atrevo-me a dizer, nem sequer a ASAE. Como sói dizer-se, é melhor que não tomemos a parte pelo todo.
Há uma função social única neste tipo de empresas. Não há economias de escala, regra geral a própria geografia não o permite. Nem o tipo de povoamento. Mas geram riqueza, por parca que seja, e criam emprego. Dão expressão e visibilidade ao trabalho. E continuam a ser hoje em dia, mesmo nos meios mais populosos, o sustento dos mais idosos, dos mais necessitados, aqueles que não têm autonomia para viajar entre centros comerciais e hipermercados onde sé se chega de pópó. Continuam a ser a mercearia da esquina, a padaria, o talho, a peixaria, a drogaria de bairro onde se encontra aquela anilha de borracha que não se vende em mais lado nenhum - e vão continuando, alguns para lá da morte de quem lhes abriu a porta pela primeira vez, de pai para filho. São aqueles negócios demasiado pequenos para serem atractivos às malhas do poder, demasiado numerosos para serem controláveis, demasiado complexos para "valerem a pena". Porque, na realidade, acabam por dar um trabalho danado.
Bem, vem isto tudo para dizer o quê? Nada de especial. Apenas que o mundo "empresarial" é um reflexo nítido da nossa sociedade. Do melhor e do pior que conseguimos ser. E revela que regra geral somos trabalhadores, empreendedores, esforçados e dedicados - até que um dia uma entidade chamada "Estado" descobre que existimos. Somos suficientemente "limitados" relativamente a essa mesma entidade e aos madraços que a encarnam para não conseguimos passar além das imposições cretinas que nos fazem. Inclui - enquanto povo - não conseguirmos olhar snão de baixo para cima, numa perspectiva a um tempo servil, filial e de fidelidade canina.
O nosso problema está seguramente naqueles que escolhemos - ou que deixámos que escolhessem por nós.

COMUNICADO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO AOS PAIS DOS ALUNOS 1ºCICLO


Caros encarregados de Educação:


Como é sabido, o IVA do leite com chocolate fornecido pelos establecimentos publicos de ensino do 1º ciclo do ensino básico aumentou de 6% para 23% por força do novo orçamento de estado. No sentido de controlar as despesas com a educação e por determinação do Ministério, passará a ser fornecido pelas escolas em substituição do leite com chocolate um pacote de vinho PORTA DA RAVESSA que mantêm  a actual taxa de IVA a 13%.


P`la Ministra

Monday, October 18, 2010

três seis d'zóit

Mau. Aqui diz que íamos pagar 587,2 milhões de euros à Ascendi - uma malta especializada em fazer auto-estradas caras como o lume, ao que parece. Entretanto aqui já se desmentia o assunto, a Ascendi apenas reclamou para si 150 milhões do montante inicialmente avançado no orçamento do estado. Mas eis que numa jogada de antecipação já o ministro encontrou novos donos para o dinheiro que ninguém queria. 
Eu tenho a desculpa da gripe, mas gostava que alguém me dissesse que merdas andam a tomar lá no ministério das finanças para esta malta andar na rua com tamanha broa sem dar cana. Só se nota quando começam a fazer contas e a falar.


Pela Santa, estes babuínos contribuem mais para a desconfiança dos mercados do que entregar as chaves do  banco de Portugal aos irmãos metralha!!!

Influenza.

PQP.

Friday, October 15, 2010

Mas que picuínhas que estes gajos são.

Plantam-se na Assembleia da República para fazer o directo da chegada da pen com o orçamento de Estado, de certeza que estão lá há que tempos, e estão com queixinhas de que está atrasada e tal porque era para ser até às 22:30 e já passa das 23:00... 
Calma, pessoal: nos Açores ainda pouco passa das 22:00. 

A "pen" do Orçamento, by Teixeira dos Santos


A "pen" do orçamento, by contribuinte


Orçamento de estado:

Vou continuar a fazer barcos. É muito mais divertido, há resultados palpáveis, não causa dano a ninguém e é produtivo.

Wednesday, October 13, 2010

Baidarka

Significa "pequena embarcação". É russo. Tem uma grande carga de inexactidão - o correcto seria chamar-lhe apenas iquyak ou kayak. Mas nós (ocidentais?) temos o péssimo hábito de ter que criar designações para tudo, e não nos contentamos com a simplicidade de quem originalmente concebeu, desenvolveu e construiu estas embarcações. Será talvez demasiada pretensão incluir isto, "esta" embarcação no grupo "destas" embarcações; com efeito pouca coisa têm em comum: materiais, forma, flexibilidade e robustez, em tudo há diferenças. Há contudo um princípio básico em comum: consiste - tal como os "originais" - numa estrutura de madeira revestida - não de pele, mas de tecido impermeabilizado.
O "esqueleto" de madeira ficou com este aspecto, depois de uma demão de "bondex":


O detalhe da proa "levantada" é acima de tudo uma escolha de ordem estética, não há nenhuma razão de ordem prática para  ficar assim.


Vista da popa e da abertura de entrada. Tentei deixar algum grau de flexibilidade a toda a estrutura, visível na aparente falta de suporte de alguns elementos da estrutura entre si.


O revestimento. Tecido de algodão, o mais simples possível, o mais robusto possível, o mais barato que encontrei sob a forma de umas cortinas (é verdade, cortinas) amarelas feias como a noite dos trovões que me exigiram um bocado mais de trabalho em costuras. Como é óbvio, teve que ficar bem esticado...


Mais um plano da proa. 


E aqui um plano do interior, com a "plataforma"que suporta a zona de maior esforço mecânico. O aro foi feito com ripas de madeira ensopada (para não partir quando em tensão) que deixei secar no molde. Depois de secas foram coladas com cola de madeira e deixadas no molde durante mais um dia.


Aqui já depois do revestimento completamente cosido e com duas demãos de uma substância fantástica: borracha líquida. Tem todas as características para fazer um revestimento excelente: adere impecávelmente ao algodão, é flexível e mecânicamente resistente. Ainda falta uma camada de tinta - não creio que a borracha se dê bem com a exposição ao sol.


Vista a 2/3. As faixas que aparecem são as tiras com que fica suportado no tecto da garagem.


Mais uma vista da proa, num plano óbviamente exagerado. Cada vez gosto mais desta proa.


Ainda não está terminado, ainda não tem nome e ainda falta tratar de alguns detalhes. E falta - claro está - dar banho ao animal, isto de ficar a "ser giro" pendurado no tecto da garagem é uma treta quando se é feito para navegar. Decidi-me tentar este método de construção por uma série de razões: a fibra de vidro resinada sobre contraplacado (que utilizei na proa que fiz há uns anos) é excessivamente pesada (e muuuuuuito cara) para um kayak. Este neste momento vai em menos de 100 euros em material. O trabalho... algumas horas ao fim de alguns dias ao longo de umas dez semanas. Muito bom, dado que estamos em época de crise. E creio que pesará pouco mais de 10 quilos depois de pronto, o que é bastante razoável para andar em cima do carro.

Tuesday, October 12, 2010

Fotoblog



Fotoblog, Castelo



Fotoblog, Lua


Fotoblog




Fotoblog, ...



Fotoblog, Morte


Fotoblog, Tróia


fotoblog, Chaparros





Fotoblog, Grândola






Fotoblog, Pêgo da Moura



Fotoblog, Vento






Saturday, October 9, 2010

Heroísmo:

A Fernanda foi entrevistada (mailos seus ferrinhos) por uma repórter da TVI. Parece que salvou uma esplanada, em Carcavelos. Mesas e cadeiras de plástico.
Uau.
Parabéns, Fernanda. E parabéns à TVI.

Friday, October 8, 2010

pensamento da tarde:

A República meteu mamas de silicone e quem pagou foi o contribuinte. 

Friday, October 1, 2010

Impermeável, intocável, inafundável

Ei-lo.
Apenas porque a água muda de estado. As coisas mudam. Todas as coisas, todos os dias. Não é num ano nem num mês nem numa quinzena - todos os dias.

Se calhar é um bocadinho avançado para a época:

Mas eu acredito no conceito do livre-arbítrio, da decisão consciente e independente, acredito que somos capazes de ser donos do nosso destino. Sou contra as técnicas de bovinização e não concebo como boa prática o fazer seja o que for porque somos obrigados a isso. Por isso mesmo não o aceito nem como desculpa nem como justificação. Muito menos quando vem embrulhado numa dose enorme de arrogância. E por isso mesmo acredito que, independentemente das consequências, o próximo orçamento, a ser fundamentado nos princípios apresentados pelos dois maiores responsáveis pela actual crise, NÃO deveria ser aprovado.
O princípio é simples: ISTO é o necessário para "salvar a face" AGORA. Para garantir 7,picos por cento de déficit. Temos que chegar aos 3% - é O objectivo e O compromisso. O governo está-se a marimbar para mexer efectivamente no que tem que mexer, o que implica que iremos continuar a alimentar o monstro. Daqui a um ano nada disto será suficiente, porque com a economia a retrair, os valores absolutos da dívida e do déficit terão um valor percentual muito superior no total do PIB. Iremos fazer o quê? Aumentar os impostos de novo? Durante quanto tempo e até quando?
Vamos lá com muita calminha. O Estado somos TODOS NÓS, não é um partido nem uma classe política. Somos dez milhões. Se tenho uma factura com o meu nome para pagar, quero saber qual o bem tangível pelo qual estou a pagar. Só isso. E somos dez milhões a querer saber isso.

default.pt for dummies:

"A quem não presta p'ra nada
Não se empresta nada"

Primeiro ministro disse que as medidas de austeridade foram decididas com "um aperto no coração"

Ó meu amigo! 
Se isso for mesmo verdade, aumenta mas é a merda do IVA para os 50% e tem já um AVC fulminante!!!


Há coisas que temos que saber fazer. Uma delas é reconhecer a genialidade quando esta se nos apresenta. Encontrei-a aqui, na 4ª República. Subscrevo na íntegra e passo a transcrever:





  • Renuncio a boa parte dos institutos públicos criados com o propósito de me servir;
  • Renuncio à maior parte das fundações públicas, privadas e áquelas que não se sabe se são públicas se privadas, mas generosamente alimentadas para meu proveito, com dinheiros públicos;
  • Renuncio a ter um sector empresarial público com a dimensão própria de uma grande potência, dispensando-me dos benefícios sociais e económicos correspondentes;
  • Renuncio ao bem que me faz ver o meu semelhante deslocar-se no máximo conforto de um automóvel de topo de gama pago com as minhas contribuições para o Orçamento do Estado, e nessa medida estou disposto a que se decrete que administradores das empresas públicas, directores e dirigentes dos mais variados níveis de administração, passem a utilizar os meios de transporte que o seu vencimento lhes permite adquirir;
  • Renuncio à defesa dos direitos adquiridos e à satisfação que me dá constatar a felicidade daqueles que, trabalhando metade do tempo que eu trabalhei, garantiram há anos uma pensão correspondente a 5 vezes mais do que aquela que eu auferirei quando estiver a cair da tripeça;
  • Renuncio ao PRACE e contento-me com uma Administração mais singela, compacta e por isso mais económica, começando por me resignar a que o governo seja composto por metade dos ministros e secretários de estado;
  • Renuncio ao direito de saber o que propõem os partidos políticos nas campanhas pagas com milhões e milhões de euros que o Estado transfere para os partidos políticos, conformando-me com a falta de propaganda e satisfazendo-me com a frugalidade da mensagem política honesta, clara e simples;
  • Renuncio ao financiamento público dos partidos políticos nos actuais níveis, ainda que isso tenha o custo do empobrecimento desta  democracia, na mesma mesmísisma medida do corte nas transferências;
  • Renuncio ao serviço público de televisão e aceito, contrariado, assistir às mesmas sessões de publicidade na RTP, agora nas mãos de um qualquer grupo privado;
  • Renuncio a mais submarinos, a mais carros blindados, a mais missões no estrangeiro dos nossos militares, bem sabendo que assim se põe em perigo a solidez granítica da nossa independência nacional e o prestígio de Portugal no mundo;
  • Renuncio ao sossego que me inspira a produtividade assegurada por mais de 230 deputados na Assembleia da República, estando disposto a sacrificar-me apoiando - com tristeza - a redução para metade dos nossos representantes.
  • Renuncio, com enorme relutância, a fazer o percurso Lisboa-Madrid em 3h e 30m, dispondo-me - mesmo que contrariado mas ciente do que sacrificio que faço pela Pátria - a fazer pelo ar por metade do custo o mesmo percurso em 1 h e picos, ainda que não em Alta Velocidade.
  • Renuncio ao conforto de uma deslocação de 50 km desde minha casa até ao futuro aeroporto de Lisboa para apanhar o avião para Madrid em vez do TGV, apesar da contrariedade que significa ter de levantar voo e aterrar pertinho da minha casa.
  • Renuncio a mais auto-estradas, conformando-me, com muito pena, com a reabilitação da rede nacional de estradas ao abandono e lastimando perder a hipótese de mudar de paisagem escolhendo ir para o mesmo destino entre três vias rápidas todas pagas com o meu dinheiro, para além de correr o triste risco de assistir à liquidação da empresa Estradas de Portugal.