Monday, January 10, 2011

Abertura de TODOS os noticiários da noite:

Morreu uma alminha pela qual (em vida) nunca daria um chavo. Nunca fui com a cara dele, e era moço que me fazia agradecer aos céus o botão do "mute" do comando do "meo" sempre que abria a boca. Fútil como a crista de um galarote, a idéia que tenho dele é a do "idiota-sempre-em-festa", com medo dos efeitos do tempo (ou do julgamento do tempo?) na pele (e o sol? e os UV's?), o eterno "jovem de espírito" que reuniu na morte (impressionante) um consenso generalizado que nunca teve em vida... A avaliar pelo que oiço dizer agora, melhor do que ele só o Papa...
Não sei (nem quero saber) se era só gay ou se acumulava com uma carreira na pedofilia (como muita gente afirma agora a pés juntos - impressionante de novo), não faço puto de idéia se aliciava jovens com promessas dos amanhãs que cantam e de futuros radiosos) em troca de favores de todo o tipo; o que sei é que (pela parte que me toca) era um perfeito inútil na sua vertente mais mediática, comentador de comentadores de futilidades e afins, e que Deus o guarde por tudo o resto que não sei, não conheço, não quero saber nem conhecer, porque pelo que sei e conheço deveria era estar neste momento a mamar copos de Whiskey ranhoso lá embaixo com o mafarrico. Sempre em festa, como em vida, e tão inútil como enquanto vivo. Pelo menos pela parte que me toca.
Requiescat in Pace, ainda assim. E deixe-nos "requiescatar" também in pace.

2 comments:

kawamura said...

Os média hoje em dia andam permanentemente à procura de carne para canhão, a rondar presas como se fossem abutres de volta de carne a morrer. Já não há paciência. E concordo contigo - não é por ser gayzoto (uii, homem!!) que vou deixar de achar que o Carlos Castro era mesmo um imprestável de primeira. Quem vive de comentários e crónicas é sem dúvida um imprestável. Seja bicha ou não. Tenho dito, amén, e abreijos.

Niagara said...

:)
Bem, como sói dizer-se, uma boa notícia não é de todo uma notícia. Não há-de este País andar deprimido.