Thursday, March 3, 2011

Ainda a propósito da "geração à rasca":

Constatei com desprazer que o mon ami  escreveu de cátedra e pedestal sobre o assunto - que para bem dele conhece tão bem como conhecia os dossiers quando era chefe de governo. E como eu gosto pouco de quem se arvora a dono da realidade... Se por um lado tenho a firme convicção de que muitos (não todos) dos que se incluem na "geração à rasca" não passam de oportunistas, jovens pós-cartão jovem que decidiram que era mais fácil ficar em casa dos pais com as contas pagas à espera que lhes caísse o emprego da vida vindo do céu do que ir à luta e fazer pelo Curriculum, por outro tenho a forte certeza (que é mais do que uma simples convicção) de que o mon ami é parte (e emblemática) do problema. E como parte interessada que é, deveria ficar caladinho. Se calhar nem precisaríamos de levantar lebres velhas que tresandam a Macau por todo o lado (e a negócios demasiado mal explicados), bastar-nos-ia ficar pela sede da sua Fundação homónima que lhe foi graciosamente cedida A CUSTO ZERO pelo edil alfacinha, à data presidido pelo seu filhote. Custo zero para a fundação, perda para os cofres do Estado.
Mon ami, também gostava de ter um filho assim, generoso às custas do erário público. Mon ami, também eu gostava de viver bem sem fazer grande coisa. Mas, mon ami, nós comuns mortais temos que trabalhar para viver - e para garantir que o tal erário público continue a sustentar pessoas que enfim portanto e adiante. E é porque há demasiada gente como o mon ami a viver (demasiado) bem às contas do Estado que temos demasiada gente à rasca, que mesmo tendo feito pela vida, o que têm pela frente é uma herança vergonhosa e desastrada.
Mon ami, fica-lhe mal comparar a pseudo-democracia da qual o mon ami gosta de assumir a paternidade com o regime da "antiga senhora". Porque a antiga senhora é um tempo que já passou, este regime é o que o mon ami deixou. O mon ami e uns quantos mes amis como o mon ami, mais ou menos do mesmo quilate e com a mesma fibra.
 E garantidamente, mon ami, que se eu for à tal manifestação, vou à frente com um rolo de boa corda de cânhamo para pendurar em bons ramos de árvores e já com o laço feito, para que os que venham atrás apenas tenham o trabalho de levantar e pendurar. A quem?
Apareça por lá, mon ami, apareça por lá...



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