Tuesday, April 5, 2011

de volta ao rectângulo...

Passei sobre Lisboa estava o jogo prestes a começar. Passei por acaso, porque sim, porque teve que ser. Para todos os efeitos eu e o futebol não temos uma relação por aí além de cordial. A Selecção sim, mais ou menos, dependendo de quem manda na chafarica, os clubes nem por isso. Por uma série de razões, porque vivemos num País que gosta tanto de futebol que nem se importa por aí além de lixar completamente todas as outras modalidades - mesmo aquelas em que somos (ou fomos) muito bons, em que tivemos boas equipas e bons atletas e ainda poderíamos ter, não fosse o facto de gostarmos taaaaaanto de futebol que não resta dinheiro nenhum para mais nada - e apesar disso, continuamos a ter um futebol que, dentro e fora das quatro linhas, pouco mais consegue ser do que vergonhoso. Vou repetir devagarinho: Vergonhoso. A malta dentro do campo (os chamados "jogadores") comportam-se como autênticos imbecís, 99% deles não sabe construir mentalmente uma jogada nem sequer compreende o conceito de equipa. O chamado "jogo" é uma coisa tática e morna que às vezes aquece lá para o fim quando já não há nada a fazer. Absolutamente banal, absolutamente boçal, com rasgos pontuais de qualquer coisa assemelhada a genialidade e quase sempre ausente de entrega e dedicação. E aqueles gajos são os "ídolos". Bela cagada. E claro, regra geral a cerimónia é devidamente acolitada por equipas de arbitragem que se esforçam por estar à altura dos restantes. Nem sempre, mas regra geral. E assim mais cá para fora o panorama agrava-se, num manto denso de suspeições, trocas de acusações entremeadas com favores devidos e a haver, corrupção, fuga ao fisco e tudo aquilo que possa ter um mínimo de ilegalidade à mistura. E claro, a única espécie de fauna avícola autóctone que aparentemente é protegida e acarinhada ao ponto de nem sequer ser engaiolada anda sempre metida ao barulho: o pato-bravo mailas suas negociatas no ramo imobiliário. Ou seja, assim composto o ramalhete nem sequer vale a pena virem-me com a história do convívio, porque tal como referi, eu e o futebol...
O que me remete direitinho ao que ainda não disse. Um pequenino comentário acerca do desportivismo e da falta dele. E, caríssimos, perdoai-me a ousadia, eu que sou frontal e fanáticamente contra o Jorge Nuno e aquilo que ele representa ou pretende representar, tenho que fazer aqui um parêntesis numa longa história de simpatia afectiva para com o clube da águia a bem dos meus princípios. É que isto de desligar a luz e ligar os aspersores a meio da comemoração da vitória do adversário nem sequer se pode chamar de falta de desportivismo: é cretinice, no mínimo. E falta de memória. Só pode ser, esqueceram-se que passaram o campeonato de outono a coçar a micose e só começaram a dar às perninhas já o campeonato de inverno ia avançado. E queriam resolver tudo à última? E não conseguiram? E amuaram, foi?


Temos pena pá. O campeonato acabou ontém, mas já tinha começado há muito tempo.

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