Thursday, June 9, 2011

Já há um tempo que não vinha aqui de bicicleta, ao Seixal. Hoje decidi-me, e regressei. O problema não é tanto a ida como a volta, que é (quase) sempre a subir, mas que se dane, aquilo não foi feito para andar sempre em plano. O Seixal (a baía) é sempre aquele sítio indescritível, seja qual for a luz, a baía e o rio vestem-se a condizer. E a paragem de sempre para o café do costume, no sítio do costume...




E uma voltinha pela Lagoa de Albufeira, assim a modos que um desvio ao caminho. A "burra" fica  bem ali, mal caída na areia (mal porque caiu mesmo para o lado errado - o lado da corrente, claro). A Lagoa, essa, continua espectacular, como sempre. 



E depois o Meco. A Aldeia e a Praia das Bicas, ali umas dezenas de metros abaixo do parque de campismo. Parque esse onde vou de vez em quando beber um café... hoje a acompanhar um chausson de maçã. Meio chausson, a outra metade foi fora quando descobri que tinha meia-dose de maçã e meia-dose de bolor. Penincilina em estado puro, portanto.



Já depois (e um bocado acima) da Praia da Foz - que tal como a anterior, é apenas um bocadinho de areal... Mas vale a pena andar por aqui, a paisagem é sempre espectacular.



E no Cabo Espichel, at last. O dia esteve sempre abafado, entrecortado de vez em quando por uma brisa fresca, mas que nunca passou de uma brisa. Tenho pena de não ter uma máquina fotográfica comigo, o telelé não apanha o que realmente se via.






E um bocadinho fora da estrada principal... Via-se bem para lá de Tróia, quase até Sines (para Norte, no Cabo, via-se claramente a Serra de Sintra)... Em dias limpos é assim: vê-se até lá ao longe.



E o "bebedouro" do costume. Há aqui rebanhos de ovelhas (na Azóia faz-se queijo), daí o bebedouro. Paragem da praxe.




No total foram oitenta e poucos quilómetros. Há muito tempo que não pedalava tanto, e nunca pedalei tanto com tantas subidas (e descidas). Como é lógico, tenho dois blocos de cimento nas coxas e a perna direita está a ferver como uma salamandra. O que causa mais incómodo em distâncias tão grandes acaba por ser o selim, o pescoço leva a sua dose e os braços iam à vez. Se calhar deixava-me de coisas e começava a usar mais a outra burra...
Anyway, valeu a pena, como sempre. A repetir um destes dias mais próximos... E com passagem pela Ponta dos Corvos.

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