Tuesday, July 12, 2011

Reitingues.

Seguramente há uns quinhentos mil caramelos que percebem muito mais do assunto do que eu e que já se encarregaram de deixar as respectivas opiniões para a posteridade algures somewhere. Mandaria o bom-senso que mantivesse um silêncio prudente acerca do assunto... 
O que é que mudou desta vez? Porque raio é que há uns meses atrás, quando as avaliações da República caiam a grande maioria dos fazedores-de-opinião diziam que tínhamos que fazer pela nossa credibilidade e agora, esses mesmos fazedores-de-opinião dizem que foi um acto terrorista? 
Parece-me mais ou menos evidente. Há uns meses atrás tínhamos um governo (goste-se ou não) que tinha um capital de credibilidade escasso... Ok, nulo, pronto. Quatro PEC's sucessivos intervalados por poucos meses não deram exactamente o contributo correcto para a coisa, fora tudo o resto. Mas, no entretanto, mudámos de governo, e o novo governo deu indicações claras e precisas de um rumo que pretende seguir, rumo esse divergente do do anterior governo. Se é melhor ou não, não sabemos porque a economia e a futurologia têm uma coisa em comum: a exactidão na previsão de coisas que ainda não aconteceram.
Onde é que se inverte o ónus da prova? Aqui mesmo. No ponto de viragem política - que, diga-se o que se disser, é o catalisador das grandes mudanças sociais e económicas. E estando nós ainda na charneira, fazer futurologia com algo que ainda agora começámos a fazer - e a penar - só pode ser gozação. E ainda se torna mais gozação quando percebemos a "insuspeita" coincidência cronológica desta descida brutal da avaliação com a necessidade imperiosa que o País tem de vender alguns dos "anéis" já, para ontem, antes que nos levem os dedos. E reagimos por uma razão: porque quem não se sente não é filho de boa gente. 

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