Monday, November 21, 2011

Fiquei cliente:

Metro, manhã cedo, hora de ponta. Uns quantos indivíduos a entregarem panfletos DENTRO da estação do Metro, antes das cancelas (aquelas merdas que parecem a porta do curro e por onde passa o gado). Nunca fui de aceitar papelada de ninguém, normalmente têm o remetente no Professor Fofana, Bidé ou outro que tal, grandes Mestres em coisas de que eu não percebo nada. Este devia vir da Comissão de trabalhadores do Metropolitano, da CGTP, UGT ou similar, I presume. Os acólitos do Professor Djambé ficam fora da estação, à intempérie, estes estavam dentro, têm seguramente uma cunha.  Seja como for, não estava para aí virado, farto de papelada ando eu e declinei com um "muito obrigado". O fulano ripostou: "Não quer saber a verdade?" E continuou  com a tirada genial "Já sabe tudo, é?" 
Decidi continuar paulatinamente na fila para passar na porta do curro. Não me vou pegar à discussão com um indigente mental daquele calibre que nem tinha por onde levar um par de estalos sem precisar de ser cosido pelo médico, ainda que essa fosse a minha mais genuína vontade. Até me oferecia para o coser, e a custo zero. É mais um daqueles casos em que as pessoas custam a perceber que não têm nada que ver com a vida dos outros. 
Eu pergunto-me se isto é o melhor que os sindicatos têm para mostrar. Mesmo. Porque eu já tenho à cabeça um problema com as greves em Portugal: os Sindicatos não pagam - nem são obrigados a pagar - os respectivos dias de trabalho aos seus sócios/sindicalizados. O ónus da greve é SEMPRE dos "trabalhadores", as vitórias pícaras são sempre disputadas entre sindicatos, governos e associações patronais (whatever). E o que se passa na realidade é que muitas pessoas acabam por tirar o dia como dia de férias (ou baixa, ou apoio à família, ou um artigo xpto, seja qual for o caso) porque não podem prescindir de um dia do seu ordenado. Na prática fizeram greve; formalmente estiveram de férias.

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