Thursday, November 24, 2011

O povo é sereno:

"A mocidade anda a ser enganada com as boîtes abertas vinte e quatro horas por dia" - comentário de um cidadão sénior à boca da escadaria do parlamento.
À jovem bloquista que queria a toda a força chegar ao cimo da escada e plantar a sua bandeira "seja porque for", sugiro que suba ao Bom Jesus: sem o corpo de intervenção, apenas o Corpo de Cristo lá em cima à espera dela. Neste caso concreto tenho que concordar com a PSP: o parlamento é a representação do povo, não quero que qualquer um entre no sítio que TAMBÉM me representa a MIM. E a malta queixa-se que há mais polícias do que manifestantes, mas amanhã garantirão a pés juntos que 100% dos Portugueses estiveram concentrados à porta da AR.
Mais: custa-me ver malta nascida nos idos de 80 a gritar "25 de Abril sempre". Fodasse, o ano tem 365 dias, e se não fosse o 25 de Novembro agora estariam todos a rezar por uma perestroika - mas creio que a maioria não saberá o que isso é...


Fora de brincadeira... as coisas ultrapassaram as marcas. E quem percebe alguma coisa da dinâmica de grupos sabe que foi uma tentativa de coisa nenhuma, tentada por um pequeno grupo que tentava plantar a bandeira "lá em cima". E não vale a pena o Torres Couto (esse gajo cheio de moral, impoluto e isento que andou a fazer uma travessia do deserto depois das merdas que andou a fazer com os dinheiros da Europa e que tem a relevância de uma varejeira, dado que acabou de ser interrompido pelo Carvalho da Silva) vir queixar-se na TVI24 que o que se passou hoje não é culpa dos sindicatos. Sinceramente, isto é culpa TAMBÉM dos sindicatos! A manifestação devia estar a ser feita contra os Juízes e os Advogados, os Jornalistas, os Bancos e os Investidores, os Mercados, os Sindicatos e os Patrões, os Governos e as Oposições - a culpa é de todos eles sem excepção - e nossa, que os deixámos fazer por nós aquilo que deveríamos ter sido nós a fazer.


Aparentemente, e segundo a jornalista da RTP1, a multidão passou o tempo a "arremassar" coisas à polícia. Eu, se fosse polícia e me "arremassassem" uma garrafa de cerveja vazia, passava-me da marmita. Atirar uma garrafa cheia de cerveja bem gelada é de homem, atirar uma garrafa vazia é atitude rasca de paneleiro rude e mal-educado; um gajo capaz disto também é capaz de cuspir no chão.

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