Thursday, December 8, 2011

Em defesa do José:

Há quem diga que o homem tem razão, que descontextualizaram tudo e ficou a parangona para os tontinhos. "Pagar a dívida é uma brincadeira de crianças". Pois é, eu por acaso dei-me ao trabalho de ir ouvir o que o jovem disse, e foi isso mesmo. Independentemente do modo como contextualizou a idéia, a frase forte era essa, era o cerne da mensagem que queria passar, ao melhor estilo a que nos habituou, estilo esse agora destilado e refinado na vida de estudante recentemente iniciada. 
Dizem os defensores do rapaz que dívida zero é impossível, déficit zero é impossível... Eu não sei se é ou não possível, mas sei que em duas ocasiões históricas o País teve as contas equilibradas: com o Marquês de Pombal e com Salazar. As duas únicas épocas em que não vivemos de empréstimos contraídos ao exterior. Eu preferia que o conseguíssemos sem recorrer ao "braço mágico" da ditadura, mas o jovem que lanço as baboseiras em epígrafe foi primeiro-ministro cá do burgo durante seis longos invernos.  E preocupa-me o facto de ter plantado a semente em algumas das "grandes promessas" a quem damos direito de antena.


Post coiso: se alguém estiver a pensar no volfrâmio vendido aos aliados (e também ao eixo) e na "exploração" que fizemos nas ex-colónias para justificar seja o que for, terá que fazer o exercício de honestidade intelectual de tentar entender como é que o Sebastião José levantou um País depois de um terremoto e de que modo esmifrámos os milhares de milhões de euros que recebemos da UE, conseguindo ainda assim bater recordes históricos de endividamento que nos conduziram directamente à beira do precipício em que estamos.

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