Wednesday, December 28, 2011

E é por acaso?

É por acaso que aqui estou, fruto de todos os acasos que aqui me conduziram. E por acaso aqui apareceram, e por acaso aqui foram ficando, porque por acaso, de algum modo, nos fomos identificando. E por acaso cresci onde cresci, e o que aprendi aprendi por acaso, pelo acaso de ter nascido onde nasci e não em mais lado nenhum. E será por algum acaso que um dia irei para melhor (ou pior), e apenas por acaso nesse dia e não antes.
Não estava destinado a ser assim, apenas poderia ter sido assim - ou de qualquer outra maneira.
O acaso é o meu mundo e o meu destino.

Tuesday, December 27, 2011

Wednesday, December 14, 2011

O Facebook é tramado

A Zooey Deschanel tem mais subscritores do que o Francisco Louçã, que por sua vez tem mais subscritores no FB do que votantes no BE...  



Monday, December 12, 2011

Citações:


“I learned long ago, never to wrestle with a pig. You get dirty, and besides, the pig likes it”
George Bernard Shaw

Fala do Homem Nascido


Venho da terra assombrada, 
do ventre de minha mãe; 
não pretendo roubar nada 
nem fazer mal a ninguém. 


Só quero o que me é devido 
por me trazerem aqui, 
que eu nem sequer fui ouvido 
no acto de que nasci. 


Trago boca para comer 
e olhos para desejar. 
Com licença, quero passar, 
tenho pressa de viver. 
Com licença! Com licença! 
Que a vida é água a correr. 
Venho do fundo do tempo; 
não tenho tempo a perder. 


Minha barca aparelhada 
solta o pano rumo ao norte; 
meu desejo é passaporte 
para a fronteira fechada. 
Não há ventos que não prestem 
nem marés que não convenham, 
nem forças que me molestem, 
correntes que me detenham. 


Quero eu e a Natureza, 
que a Natureza sou eu, 
e as forças da Natureza 
nunca ninguém as venceu. 


Com licença! Com licença! 
Que a barca se fez ao mar. 
Não há poder que me vença. 
Mesmo morto hei-de passar. 
Com licença! Com licença! 
Com rumo à estrela polar. 

Friday, December 9, 2011

Carta do Carlinhos ao Pai Natal:


"Querido Pai Natal,
O meu nome é Carlinhos e tenho 12 anos.
Podes achar estranho eu estar a escrever esta carta agora, mas queria esclarecer certas coisinhas que me ocorreram desde que te mandei uma carta cheia de ilusões, na qual te pedia que me trouxesses uma bicicleta, um comboio eléctrico, uma Nintendo 64 e um par de patins.
Um pedido simples!
Quero dizer-te que me matei a estudar todo o ano, tanto que não só fui dos primeiros da minha turma, mas também tirei 20 a todas as disciplinas (não te estou a enganar!).
Ninguém se portou melhor do que eu, nem com os meus pais, nem com os irmãos, nem com os amigos, nem com os vizinhos.
Fiz recados sem cobrar nada, ajudei velhinhos a atravessar a rua, mesmo aqueles que não queriam, e não houve nada que não fizesse pelos meus semelhantes e mesmo assim népia!
É que deixar debaixo da merda da arvore de natal, um cabrão dum Pião, uma Corneta e, a merda de um par de Meias, foda-se meu, sinceramente... não se faz.
Mas afinal, quem tu pensas que és, meu gordo de merda?!
Ou seja, porto-me como um imbecil a merda do ano inteiro, para que venhas com umas filhas da putice deste calibre NÃO É?
E não sendo o suficiente, ao chulo do meu vizinho (esse paneleiro de merda sem educação que foi 10 vezes as aulas durante o ano inteiro), trouxestes tudo o que o cabrão pediu. Mas afinal, que merda vem a ser esta ?
Po isso agora quero que venha um terramoto ou qual quer coisa assim para irmos todos à merda, já que com um Pai Natal tão incompetente, desonesto e falso como tu, é melhor que a terra nos engula a todos.
Mas não deixes de regressar no ano que vem, OK? 
Não te acanhes… pois vou arrebentar á pedrada as putas das tuas Renas! Começando logo por essa merda do Rudolph. Que tem um nome de homossexual, maricão e paneleiro!
Vou espancar as putas das Renas para que te fodas e andes a pé, como eu, Cabrão! Já que a puta da bicicleta que te pedi era para ir para a escola, pois a minha casa fica longe comó caralho, para tua informação!
E não me quero despedir sem antes te mandar para a puta que te pariu .
Oxalá que quando estiveres a subir muito alto, se vire a merda do trenó, para que caias e morras com um pinheiro enfiado no cu, sim??
Por isso, aviso-te que no próximo ano vais ficar a saber o que é um miúdo ”Traquinas” , meu cabrão…

Atentamente 
Carlinhos

PS:
O pião a corneta e o par de meias, podes vir busca-los e mete-os pelo cu acima… "

Thursday, December 8, 2011

A galinha e o ovo:

O Deputado João Galamba escreveu uma crónica no DN com o título "O governador do Banco de Portugal não tem razão". Merece a pena a leitura, e merece a pena assistir ao vídeo para (tentar) contextualizar a questão. Merece também a pena ouvir as declarações do mesmo deputado acerca da independência do governador no desempenho das suas funções, em linha com o último parágrafo da crónica.
Colocam-se aqui algumas questões interessantíssimas: na crónica do DN encontro umas quantas falha graves que derivam directamente do facto de a análise ser feita no abstracto, e não no contexto em que os factos se deram.  Parte de princípios interessantíssimos, mas difícilmente defensáveis: a dívida pública de um país  não tem uma ponderação de risco zero (senão o rating dos bancos não descia com a descida do rating do país, em função da exposição destes à dívida soberana daquele) e não são os rácios de capital que estão aqui em causa, é a percepção dos mercados relativamente à capacidade de endividamento de toda a banca de um país que limita a quantidade de crédito que lhe concedem. Isto indicia uma coisa: o crédito não só não é ilimitado, mas - tal como referiu o governador do banco de portugal - é escasso. Principalmente para países como Portugal, pelo facto de que a economia débil e fortemente terciarizada difícilmente sustenta elevados montantes de dívida. A não ser que não haja preocupações com o montante dos juros a pagar.
Mais: parece-me de todo interessantíssimo o paradoxo de assumir o crédito como ilimitado e em simultâneo reconhecer que, no mundo real, o BCE passou a ser o financiador (quase) exclusivo dos bancos - que contraem com este empréstimos de curto prazo, com taxas de juro comparativamente mais elevadas do que as dos créditos de longo prazo concedidos pelos mesmos bancos e que este financiamento vem suportar. Isto não é o caminho das pedras, é a descapitalização, mas sou eu a falar...
O facto que me faz mais confusão em tudo isto é a acusação de falta de independência que o deputado (do PS) faz ao governador (nomeado pelo PS). Esquecendo-se seguramente daquela grande referência de isenção, independência e competência que foi o antecessor Vítor Constâncio, que se deu ao trabalho de deixar que a instituição a que presidia se substituísse ao INE como fiscal e avalizador do défice do governo anterior a pedido de um primeiro-ministro do PS. Se é esta a bitola, estamos conversados.

Em defesa do José:

Há quem diga que o homem tem razão, que descontextualizaram tudo e ficou a parangona para os tontinhos. "Pagar a dívida é uma brincadeira de crianças". Pois é, eu por acaso dei-me ao trabalho de ir ouvir o que o jovem disse, e foi isso mesmo. Independentemente do modo como contextualizou a idéia, a frase forte era essa, era o cerne da mensagem que queria passar, ao melhor estilo a que nos habituou, estilo esse agora destilado e refinado na vida de estudante recentemente iniciada. 
Dizem os defensores do rapaz que dívida zero é impossível, déficit zero é impossível... Eu não sei se é ou não possível, mas sei que em duas ocasiões históricas o País teve as contas equilibradas: com o Marquês de Pombal e com Salazar. As duas únicas épocas em que não vivemos de empréstimos contraídos ao exterior. Eu preferia que o conseguíssemos sem recorrer ao "braço mágico" da ditadura, mas o jovem que lanço as baboseiras em epígrafe foi primeiro-ministro cá do burgo durante seis longos invernos.  E preocupa-me o facto de ter plantado a semente em algumas das "grandes promessas" a quem damos direito de antena.


Post coiso: se alguém estiver a pensar no volfrâmio vendido aos aliados (e também ao eixo) e na "exploração" que fizemos nas ex-colónias para justificar seja o que for, terá que fazer o exercício de honestidade intelectual de tentar entender como é que o Sebastião José levantou um País depois de um terremoto e de que modo esmifrámos os milhares de milhões de euros que recebemos da UE, conseguindo ainda assim bater recordes históricos de endividamento que nos conduziram directamente à beira do precipício em que estamos.

Tuesday, December 6, 2011

Farróbadó

O que se diz:
O Ministério da Solidariedade e da Segurança Social tem um pópó novo. Ao que consta, um Audi A7 que custaria ao comum dos mortais qualquer coisa como 86.000 euros. O contrato terá sido fechado ainda pelo anterior executivo em regime de Aluguer Operacional de Viaturas, e o procedimento foi única e exclusivamente realizado pela Agência Nacional de Compras Públicas e não pelo Ministério agora tutelado por Pedro Mota Soares. Mais coisa menos coisa é isto.


Agora vamos ao que interessa reter:
a) O Ministério da Solidariedade e da Segurança Social (poderia ser um qualquer outro, mas calha a ser logo o Ministério responsável pelo quinhão do Orçamento que tem a seu cargo a Solidariedade e a Segurança Social) faz deslocar o seu responsável máximo numa viatura que custa tanto como muitas casas por esse País fora. Numa situação de crise profunda, recessão económica e com a taxa de desemprego OFICIAL acima dos 13%. Inqualificável.
b) Independentemente dito e não dito, o Estado que subtrai metade do subsídio de Natal a todos os Portugueses e os subsídios de Natal e de Férias à maioria dos funcionários públicos NÃO se pode desculpar com contratos blindados. Nunca. O único contrato blindado que o Estado tem é a Constituição e o contrato de boa-fé que deveria ser a norma na relação com os seus Cidadãos e Contribuintes, e se pode quebrar esse com a desculpa da crise, como já fez pode quebrar qualquer outro pela mesma razão. Inaceitável que não o tenha feito.
c) Ao que consta, a dita viatura teria sido adquirida não para um qualquer Ministro do anterior executivo, mas para um Secretário de Estado, de seu nome Carlos Zorrinho, que por acaso calha a ser actualmente o líder da bancada Parlamentar do Partido Socialista. Uma viatura de 86.000 euros para um Secretário de Estado é qualquer coisa muito para lá de abusivo, e retira qualquer moral à pessoa em questão para ser o líder da bancada do maior partido da oposição. Mas isto é só a minha opinião, e eu apenas valho um voto.
d) O que eu não vejo escrito em lado nenhum e oiço muito poucas pessoas dizer é isto: que o Estado, um qualquer Estado mas neste caso concreto o nosso Estado NÃO PODE adquirir viaturas de luxo para ninguém porque estamos em recessão, porque estamos em crise, porque esse mesmo Estado está a esmifrar os Contribuintes até às batatas e porque o exemplo tem que vir de cima, que um Estado que, pela palavra do seu Primeiro-Ministro diz que não podemos olhar para o passado e andar à caça das bruxas NÃO PODE trazer essas mesmas bruxas para o presente (e muito menos as contas que deixaram por pagar), e o governo, seja ele qual for, tem que perceber que o Estado somos NÓS, todos, Cidadãos e Contribuintes, e que o governo, seja ele qual for, é apenas o fiel depositário da nossa confiança na capacidade que deveria ter de gerir bem a "cousa pública". E sim, tem que caçar bruxas, porque andamos a pagar as contas que elas deixaram. 
Comecem a acender as fogueiras. Se não as acenderem agora por quem devem, alguém as acenderá para vocês.

Monday, December 5, 2011

Pelé x Maradona


"Esta velha polémica foi, enfim, solucionada por uma pesquisa altamente qualificada, baseada em critérios estritamente técnicos (principalmente o último item) e divulgada num boteco do Espírito Santo lá no Brasil. E não se fala mais nisso!!!"



(recebido pela via do costume).

Mondego


Thursday, December 1, 2011

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