Thursday, December 27, 2012

Textículo aberto ao putativo cidadão anónimo Pedro Passos Coelho, conhecido do Facebook:


Caríssimo cidadão anónimo Pedro Passos Coelho, conhecido do Facebook:

Corrigindo um grandessíssimo equívoco histórico,é verdade que já aqui estivémos antes, mas nem todos da mesma forma, e seguramente não saímos todos pela mesma porta. O concidadão médio do cidadão Passos Coelho é um tipo que teve que (típicamente) estudar cinco ou mais anos e ser avaliado inúmeras vezes para poder ter uma licenciatura, ao contrário de um Ministro do actual governo da República que fez a coisa numa penada em reputadíssimo establecimento de ensino; o concidadão médio do cidadão Passos Coelho não tem a "sorte" de comprar acções a um amigo que por acaso até calha a ter um Banco e descobrir ao fim de dois anos que estas valorizaram 140%, como aconteceu afortunadamente a um nosso ex primeiro ministro; o concidadão médio do cidadão Passos Coelho tem que trabalhar até por volta dos 65 anos para se poder reformar, ao contrário de muitos representantes eleitos do povo que por aí se passeiam com a justiça e os direitos adquiridos na boca, mas com o deles garantido; o concidadão médio do cidadão Passos Coelho desconta trinta e quatro por cento (34% sim, o número não engana) do seu ordenado bruto para a Segurança Social (23% da TSU e 11% em contribuição directa) durante esses trinta e tais ou mais anos de vida contributiva, e não tem a garantia que o Estado cumpra a sua parte do contrato; o concidadão médio do cidadão Passos Coelho depende de empresas como o Metropolitano de Lisboa, a Soflusa ou a CP (entre outras) para ir trabalhar todos os dias, ao sabor das greves e das paródias do quotidiano, não tem duas dezenas de motoristas em viatura topo de gama à sua disposição; o o concidadão médio do cidadão Passos Coelho é o verdadeiro utilizador-pagador, mas de um tipo muito especial, do tipo que paga mesmo quando não utiliza.
Os impostos do concidadão médio do cidadão Passos Coelho servem para pagar tudo, mas tudo mesmo, desde os carros que não passam nas AE's concessionadas até aos passageiros que não circulam nas ligações rodoviárias e ferroviárias concessionadas. Pagam os tais vinte e tantos motoristas, pagam as férias em Paris daquele estudante vitalício que faz exames por fax aos domingos, pagam as reformas,subvenções, subsídios, you name it de todos os ex deputados, presidentes seja do que for e afins. Pagam estádios que estão às moscas e ainda subvencionam generosamente os clubes de futebol, pagam aeroportos com médias diárias de quatro passageiros, pagam "fundações", e iam pagando um novo aeroporto e um TGV de Madrid ao Porto com paragens em Monte Gordo, Cacela Velha, Fuseta, Quinta do Lago, Alcantarilha (and so on até Gaia); ainda chegam para pagar uma espécie de Justiça que já condenou um outro anónimo (de sua graça Isaltino) em todas as instâncias imagináveis mas que não o consegue meter atrás das grades antes de Deus o julgar também, e têm o salvífico dever de sanear as contas do BPN e do BPP para que o "sistema" não se desmorone. Só falta mesmo comprar meia-dúzia de limpa-neves para o Porto de Sines, mas eu tenho muita fé acredito que se consiga - fundamentadamente, leia-se.
É normal que depois de todas estas despesas imprescindíveis se tenha que cortar onde verdadeiramente estão as gorduras, a saber, nos ordenados e nas prestações sociais. É que o concidadão médio do cidadão Passos Coelho é um gajo preguiçoso, indolente e pouco produtivo, que pede demasiado ao Estado para aquilo que está disposto a pagar. É assim, não é, caríssimo putativo cidadão anónimo Pedro Passos Coelho? E de uma cajadada só, o seu orçamento de 2013 mata dois coelhos (passe a coincidência): penaliza estes tratantes improdutivos e deslocaliza Portugal para o grupo dos Países ricos (pela forma como o fisco trata os contribuintes, só pode ser esse o objectivo). Imperceptível para a maioria dos mortais, mas eu, que sou um gajo astuto, percebi logo.
A realidade, caríssimo putativo cidadão anónimo Passos Coelho, é que um primeiro-ministro não tem fins-de-semana, feriados, férias ou sequer folgas, e nem sequer pode estar doente. A coisa é a tempo inteiro. Assim a modos que uma coisa com "bués" de responsabilidade, por assim dizer. O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho NÃO tem o direito de pretender ser apenas um cidadão comum numa comunicação no facebook, e o cidadão Passos Coelho não tem o direito de saltitar entre a primeira e a segunda pessoa do plural da possessividade dos filhos, conforme fala de um presente desastroso ou dos amanhãs que cantam (assim a modos que radiosos, como o camarada Estaline gostava).
Mas já agora aproveito que apanho aqui o cidadão anónimo Pedro Passos Coelho, grande amigo e confidente do primeiro-ministro seu homónimo para lhe dar uma dica: diga lá ao rapaz que se ele fizesse o que deveria verdadeiramente estar a fazer, escusava de se dar ao sofrimento de ter que escrever isto, e a nós ao martírio de ter que o ler. Porque não chega para lhe lavar a consciência, e como pedido de desculpa é fraquinho e em mau Português.

Wednesday, December 12, 2012

Tuesday, December 11, 2012

Sunday, December 9, 2012

Saturday, November 17, 2012

Friday, November 16, 2012

O dom da ubiquidade em pele "alheira":

Tás aqui tás ali.

Thursday, November 15, 2012

Tal como já referi noutras paragens,

Quando não tivermos com o que pagar, pagaremos com o que tivermos.

Wednesday, November 14, 2012

E em dia de greve, coisas importantíssimas

Que contudo nada têm a ver com a actualidade.
Por alguma razão que me escapa, comecei a fazer contas de cabeça à nossa História, nomeadamente à época dos descobrimentos, e relembrei-me de uma coisa que me tem deixado bastante intrigado: a "descoberta" dos Açores (1427).
O Arquipélago dos Açores estende-se ao longo de uns generosos seiscentos quilómetros quase quase quase ali para os meios do Atlântico Norte. Fica a cerca de mil e setecentos quilómetros da costa Portuguesa e a quase 2300 das costas do Labrador.  Largando uma embarcação de Lisboa com rumo ao desconhecido, digamos, algo como uma Barcha ou um Caravelão (no mesmo link) a probabilidade de "aterrar" em qualquer uma das ilhas seria ínfima (à luz do que desconhecemos acerca da tecnologia e dos conhecimentos da época); com efeito estas embarcações não dispunham sequer de um cesto de gávea, o que me leva à seguinte conclusão: com uma boca de 3,5 mts o convés estaria talvez a uns dois metros da linha de água, o que fazendo as contas muito por cima, daria um raio de visão (distância para o horizonte) de cerca de quinze quilómetros. Ou seja, um corredor de visão com cerca de 30 Kmts de largura total. Seguindo a mesma fórmula, a ilha do Pico, com os seus 2.352 m de altura,  poderia em condições ideais ser avistada a uma distância de cerca de 180 Kmts...
Cingindo-me ao tal corredor de 30 quilómetros, parece-se muito com conseguir encontrar uma agulha num palheiro. Mas a descoberta das ilhas do Atlântico Sul - Ascensão em 1502, Santa Helena (onde viria a falecer Napoleão Bonaparte uns séculos depois) em 1503 e a Ilha de Tristão da Cunha, em 1506, não ficam nada aquém desta pontaria fabulosa - esta última dista 2430 Kmts da ilha de Santa Helena, 2816 de África e 3360 Kmts da América do Sul.
Sem GPS, sem radar, com instrumentos ópticos rudimentares, munidos de sextantes, bússolas e mapas razoavelmente imprecisos, não deixou de ser um feito digno de nota.
A não ser que, tal como imagino, soubessem algo que desconhecemos.

Reabertura da agremiação de personalidades vincadas e marcantes:

Estava-me a referir aqui ao blog, para quem anda distraído. 
É verdade, tenho feito uns périplos pelo facecoiso... Aquilo é o cigarro e a nicotina da Web, recompensa instantânea, likes e partilhas em barda. É a MTV das redes sociais, tudo o que der mais trabalho do que o consumo imediato é varrido na diagonal, e cinco segundos são uma eternidade. 
Back to bloga.

E em dia de greve geral...


Companheiros, Amigos, Palhaços, camarada Arménio:
Em dia de greve geral, é uma decisão da consciência de cada um fazer ou não greve, seja qual for a razão, e a cada um assiste a razão que cada um quiser. Mas mesmo em dia de greve, há quem, pelas razões que forem, decide não participar. E a esses, assiste-lhes exactamente o mesmo direito de opção que assiste a todos aqueles que decidem fazer greve. Não nos podemos esquecer de todos aqueles que, por uma razão ou por outra, sentem os seus empregos em risco, e que não querem por essa mesma razão participar nesta greve.
Em dia de greve geral, há uma empresa ferroviária (a Fertagus) que serve toda a margem sul, que recebe GENEROSAS contribuições do Estado pelos passageiros que não transporta (leia-se "dos NOSSOS IMPOSTOS") e que não pode operar entre Coina e Lisboa porque, imagine-se, a REFER "fechou" a linha. Assim mesmo, sem serviços mínimos, sem circulação de combóios, forçando todos aqueles que querem (ou que têm que) trabalhar a deslocarem-se em viatura particular, ou a não irem de todo trabalhar. Por mera coincidência cronológica, já alguém referiu aqui que teria sido por actos de vandalismo - eu digo que é muita coincidência porque azaradamente é a primeira vez que acontece em mais de dez anos e tinha que calhar em dia de greve geral... Nota da redacção: A REFER é uma empresa Pública, "REFER, EP" de sua graça. Imagino que este cenário se repita um pouco por todo o lado, com as necessárias cambiantes.
Isto não é respeitar o direito alheio a não fazer greve. Isto é manipular os números. ISTO É BRINCAR COM A VIDA DE QUEM NÃO PODE PRESCINDIR DOS 20 OU 30 EUROS QUE GANHA POR DIA E TEM QUE GASTAR MAIS DO QUE ISSO PARA IR TRABALHAR HOJE. O que não deixa de ser demonstrativo do que determinadas agremiações pretendem e do desfasamento que têm da realidade do País e da realidade daqueles cujos direitos (diz-se) pretendem defender.
Por outro lado isto é a demonstração cabal daquilo que é efectivamente uma república das Bananas que não sabe impor serviços mínimos, porque na realidade nem se sabe dar ao respeito.
E só um especial para o camarada Arménio, que há-de aparecer incessantemente a propalar números de uma greve conseguida com estas artimanhas, num País à beira do desastre, com a grande maioria das PME's com a corda no pescoço, com uma quantidade absurda de trabalhadores em situação absolutamente precária, este tipo de manipulação é INACEITÁVEL.
E ainda entre nós, camarada Arménio, no dia em que os sindicatos forem obrigados POR LEI (como na Alemanha, por exemplo) a pagarem o ordenado correspondente aos dias de greve dos seus associados e no dia em que a agremiação sindical a que preside deixar de patrocinar este tipo de comportamentos, talvez eu considere a possibilidade de participar nestas vossas greves. Porque já pago para um sindicato (é verdade, até sou sindicalizado!) e os meus impostos também pagam a concertação social (ah pois é, ah pois é). Creio que já chega de ser penalizado, o que é que lhe parece, camarada Arménio?



Monday, November 5, 2012

Finalmente

Começamos a fazer justiça ao nome e à obra do Homem. Assim mesmo, com maiúsculas. Aristides de Sousa Mendes. 
A 8 de Novembro nos cinemas.
Eu já sigo o blog há uns tempos, fui surpreendido pelo anuncio na TV. Agradavelmente surpreendido, diga-se. 

Wednesday, October 10, 2012

Espichel

E a nova "burra" cá de casa. Tem um motor eléctrico, é digamos que assim completamente diferente de tudo incluindo de qualquer coisa de que estivesse à espera... Mas falarei disto num outro post, para já apenas queria deixar aqui algumas fotos do Cabo Espichel:






Monday, October 1, 2012

Da série "De bicicleta e com uma maquina de brinquedo"

Interlúdio. Domingo de manhã em duas rodas, a sair de casa pelas oito da manhã, oitenta e cinco quilómetros e algumas fotos depois, valeu bem a pena. Não pelas fotos, gostaria de as ter tirado com uma máquina melhor, mas fez-me um bem à alma... Ponta dos Corvos e baía do Seixal.