Thursday, February 9, 2012

Intermitentemente:

Eis que me deu para ressuscitar o monstro que estava hibernando fazia semanas. É, cá umas quantas coisas, uma necessidade muito minha de me recolher aos meus pensamentos e à minha massa cinzenta. O mundo anda demasiado barulhento, demasiado ruidoso. Diz que disse, fez que fez ou que não fez, soundbytes em cascata, segundas, terceiras e quartas intenções, jogos de sombras por todo o lado... Este mundo - mas é este, de gente corrupta, sem valores, sem princípios e sem uma puta de uma coluna vertebral - tem que ser varrido do mapa. Esta gente tem que ser eliminada, a bem do resto da humanidade. Será seguramente muita gente, a começar no cego (invisual, dentro do políticamente correcto) que, no metro a abarrotar em hora de ponta atropela toda uma carruagem de cabo a rabo na senda da generosidade alheia - e não, não é um qualquer cego, é o líder da matilha, o padrinho, o "capo di tutti capi", o croupier que pela frescura da madrugada distribui o jogo - posições, linhas, estações - para os seus pares, continuando pela jovem-menos-jovem que insistia à saída do metro na figura de estilo muito utilizada no futebol americano comummente designada por "placagem" (note-se que a figura de estilo lhe saiu um bocado mal), continuando por... A senhora Merkel, o senhor Sarkozy, o Alberto, a outra que aconselhou os sem-abrigo a não sairem de casa por causa do frio, o outro que acha que a Grécia devia mudar de nome porque a marca "Grécia" não vende... O outro que condena um indigente a uma multa de 250€ pelo furto de um polvo, mas tem um amigo que não consegue dar mais do que um ano e meio de pena suspensa por crimes de colarinho branco, mais os que acham que com austeridade (e só com isso) é que vamos lá, juntos com os que acreditam na eternidade dos direitos adquiridos há meia-dúzia de anos... Todas essas luminárias mereciam uma bala nos cornos. 
Farto de folclore.

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