Tuesday, March 13, 2012

O Presidente de todos os Portugueses:

Tenho que deixar aqui uma declaração sumária: não gosto de chicos-espertos do calibre do José Sócrates. Não gosto de indigentes mentais presporrentes e prepotentes incapazes de verem um erro ainda que o mesmo esteja escarrapachado à frente da retina e com a assinatura do próprio. Ponto. Execrável é pouco para qualificar a criatura. Espero ter escrito isto de um modo claro, correcto e conciso - ainda que a cagar para o acordo ortográfico.
O que me move a escrever este post - e espero que alguém que perceba mais do assunto do que eu (e que saiba ler, claro) passe por aqui e dê uma vista de olhos na coisa com resultados práticos - é o seguinte:


O Shrek de Belém vem a público dizer que houve falta de lealdade institucional, coisa grave e nunca vista nos últimos trinta anos de democracia, culpa do engenheiro das berças. Acossado pelos Orcs do largo do rato, sentiu-se obrigado a esclarecer a plebe: não só o rústico havia sido desleal, como teria também VIOLADO o artigo ducentésimo primeiro da Constituição da República Portuguesa (aquela que vale o que vale conforme o interesse da ocasião - porque, tal como está escrito no último parágrafo do preâmbulo, "A Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de Abril de 1976, aprova e decreta a seguinte Constituição da República Portuguesa" - qual plebiscito ou referendo, isso é coisa para os Espanhóis:). Diz a alínea c) do referido artigo (referente às "Competências dos membros do Governo" que "1. Compete ao Primeiro-Ministro: c) Informar o Presidente da República acerca dos assuntos respeitantes à condução da política interna e externa do País").
Vamos aqui ser honestos: o rústico é um ser desprezível, mas o shrek não se satisfaz com o número dois da lista. O palhacinho foi desleal? Claro que sim. Já foi dito à saciedade por quem vive de opinar sobre estas merdas. Mas o shrek ficou-se... Perante tamanha deslealdade, o shrek acobardo-se e não fez o que lhe competia: correr com o palhacinho. Por muito menos do que isto, o Presidente Cenourinha correu com o Santana. Remember? Mas não, este considera que não se justificava dado que não pôs em causa o regular funcionamento das instituições.


A ser assim, devia ter ficado caladinho, porque se bem me recordo, jurou por duas vezes "cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa".


Eu punha os dois no chilindró. A pão e água e a partir pedra. Garantidamente que a "troika" passava a olhar para nós com mais respeito.

No comments: