Monday, July 15, 2013

Daquilo de que não percebo nada:

Estava eu a tentar por em dia a leitura dos inúmeros blogs que sigo, quando passo por aquie da leitura do primeiro parágrafo surgiu-me a dúvida: a quem compete suportar o custo de uma crise bancária? A quem compete suportar uma crise, seja ela em que sector for?
A questão é pertinente: desde os "too big to fail" até aos "riscos sistémicos de contágio", todas as desculpas nos foram apresentadas a nós - contribuintes - para salvaguardar a urgência e a imperiosidade de salvar o sector bancário. O que se constatou a posteriori foi uma realidade um pouco diferente: alavancagens absurdas, má gestão, gestão criminosa, opacidade, duplicidade (multiplicidade) de critérios, favorecimento pessoa, etc etc etc. Foi isto que salvámos, na realidade. E este resgate foi, em grande medida, responsável pelo aumento galopante da dívida pública (quer em Portugal quer noutros Países), e nem sempre feito com a transparência que se desejaria.
A Europa não deveria estar a discutir a supervisão, antes de discutir os resgates? Não deveria discutir a imperiosidade da separação da banca de investimento da banca de retalho? Não deveria estar a discutir a concentração como instrumento de monopolização?
Não, se calhar não. É mais simples assumir que voltará forçosamente a acontecer num cenário de dominância da economia por parte da finança do que implementar as medidas para que não volte a acontecer.

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