Tuesday, June 18, 2013

Imponderabilidade:


Thursday, June 13, 2013

Nozomi

Entre o "dia da raça" e o Santo António

Por cá distribuiram-se medalhas como se fossem brindes numa feira. Se calhar não ando longe da razão - quanto mais baratos nos vendermos, menos valor tem a moeda com que nos pagam. Por cá condena-se um cidadão a 1300 euros de multa por mandar outro cidadão - o inerte Aníbal Cavaco Silva - trabalhar. Porque o segundo, supostamente, deveria ser Presidente da República - é pago para isso com os nossos impostos, com os impostos do homem indignado que o mandou trabalhar. É que já nem quero saber se é dirigente sindical ou de um partido da oposição. Não. Isso já não está sequer em causa. Está em causa que em três dias foi condenado por ter alegadamente insultado o Presidente da República. O que tem a leitura e o valor que tem, principalmente num País em que se passa fome e que tem o registo nada meritório das taxas de desemprego que conhecemos. No mesmo País em que qualquer processo decente passa pelo menos dez anos em Tribunal conceitado.
O Governo (governo) não serve. Está lá (tem que estar, não é?) porque a oposição ainda consegue ser pior. Consegue sim. Consegue ter ainda menos credibilidade, apesar de não ter o poder institucional do governo. É mau. Não há saída.
Enquanto isto, lá fora, a Monsanto "leva nos cornos". Os GMOs começam a fazer estragos demasiado sérios para viverem impunes. As multinacionais e os "too big to fail" deixaram de ser uma comichão epidérmica para passarem ao grau de incómodo no tutano. Na Turquia, morre-se nas ruas por um parque - talvez mais por uma idéia do mundo que queremos para o amanhã do que por um parque com ou sem centro comercial. Os manifestantes respondem às ameaças da polícia escrevendo os respectivos grupos sanguíneos nos braços. São imagens demasiado fortes da linha de fractura entre o poder palaciano, instalado em gabinetes, e as ruas. Por cá não passam.
Na Grécia, o Governo encerra a televisão e a rádio estatal (pública). Fenómeno curioso, a transição entre a denominação do serviço - "público" ou "estatal", conforme a ocasião ou o interesse. O que mete medo em tudo isto é a irresponsabilidade de quem toma as medidas, o amadorismo das soluções e a desresponsabilização dos agentes políticos. São decididas em gabinetes fechados entre dois telefonemas e fundamentados na opinião de yes men tão esclarecidos quanto uma betoneira cheia de cascalho. Quando aparecem os resultados, ninguém é pai da criança. Esta europa já deu mostras de ser uma grandessíssima merda. Esta europa não é digna do continente em que nasceu. Esta europa não entende que fez mais por si com Schengen do que com o tratado de Lisboa. Porque Schengen é materializavel enquanto benefício para os Europeus. Esta moeda única, com os tratados que a suportam, com este bce e esta comissão não. 

E entretanto constatamos o óbvio: quase vinte anos depois da "explosão" da Internet os poderes instalados não estão preparados para lidar com a divulgação livre de informação. Nem cá nem em lado nenhum. A página do cidadão Aníbal Cavaco Silva está repleta de comentários "Vai trabalhar, malandro". E ainda ninguém viu... 

Coisas que valem a pena...