Tuesday, July 16, 2013

Interregno




Monday, July 15, 2013

Daquilo de que não percebo nada:

Estava eu a tentar por em dia a leitura dos inúmeros blogs que sigo, quando passo por aquie da leitura do primeiro parágrafo surgiu-me a dúvida: a quem compete suportar o custo de uma crise bancária? A quem compete suportar uma crise, seja ela em que sector for?
A questão é pertinente: desde os "too big to fail" até aos "riscos sistémicos de contágio", todas as desculpas nos foram apresentadas a nós - contribuintes - para salvaguardar a urgência e a imperiosidade de salvar o sector bancário. O que se constatou a posteriori foi uma realidade um pouco diferente: alavancagens absurdas, má gestão, gestão criminosa, opacidade, duplicidade (multiplicidade) de critérios, favorecimento pessoa, etc etc etc. Foi isto que salvámos, na realidade. E este resgate foi, em grande medida, responsável pelo aumento galopante da dívida pública (quer em Portugal quer noutros Países), e nem sempre feito com a transparência que se desejaria.
A Europa não deveria estar a discutir a supervisão, antes de discutir os resgates? Não deveria discutir a imperiosidade da separação da banca de investimento da banca de retalho? Não deveria estar a discutir a concentração como instrumento de monopolização?
Não, se calhar não. É mais simples assumir que voltará forçosamente a acontecer num cenário de dominância da economia por parte da finança do que implementar as medidas para que não volte a acontecer.

Thursday, July 4, 2013

Dies iræ

Dies iræ! dies illa
Solvet sæclum in favilla
Dona eis requiem.

Tuesday, July 2, 2013

Cronologia de uma cagada em três actos:

1º acto: Vítor Gaspar demite-se, pela cagalhagésima vez, mas desta é de vez. Escreve uma carta ao primeiro ministro alegando incompetência, incapacidade e falta de momento político. Passado um bocadinho toda a gente conhece o teor da missiva;
2º acto: É designada para substituir o pretérito Vítor Gaspar a secretária de estado dos Swaps da Refer e da nacionalização do BPN. Desculpem-me lá a farpa, eu não quero saber se a Senhora tem currículum suficiente para ser ministra, neste momento todos sabemos que tem um cadastro suficiente para não ser;
3º acto: Paulo "NumaroTrês" Portas demite-se, com uma adenda para todos os outros ministros do CDS.

Considerações: Vítor Gaspar falhou em toda a linha. O plano da Troika falhou em toda a linha. O Governo falhou em toda a linha.
Mais: Paulo Portas, o eterno numero qualquer coisa de qualquer governo de coligação com o PSD, teve uma jogada de génio. Demite-se de numero três (deveria ter sido numero dois, mas o amigo Passos nunca conseguiu perceber isso), cai fora da reforma do Estado - aquela coisa que queima qualquer pretensão eleitoral - mas, digo eu, mantém o apoio parlamentar ao governo, não ficando assim com o carimbo de foco de instabilidade. Ou, caindo o governo, já tem uma parceria pré-negociada com o PS. Seja como for, não deixa de ser de confiança. Tal como foi anteriormente.

Coisas muito más: António José Seguro, esse autêntico Sahara de idéias e convicções políticas, quer-se desde já assumir como futuro primeiro ministro. Tal como já disse aqui, combina o pior de Guterres com o pior de Sócrates e com o pior de Passos Coelho.
Cavaco Silva também vai continuar lá até cair da cadeira.

Monday, July 1, 2013

Uma outra merda que marcou a semana

Os depositantes vão ser chamados a resgatar bancos em dificuldades.
Tradução: esta gente quer inventar a roda, mas uma que só rode para onde eles querem.
Como recordatório de uma solução elegante para um problema idêntico ocorrido há quase cem anos, parece que houve uma separação entre a banca de retalho e a banca de investimento. Qualquer coisa assim. 

Coisas que marcaram a semana

Pode ser lida aqui a carta de demissão do ministro Vítor Gaspar.
Cada um tira as conclusões que quiser. A mim lembra-me o ditado "quem parte e reparte"...
É que nada correu mal por culpa dele. Nem por falha nas previsões.