Tuesday, November 16, 2010

Tecnologia e estupidez natural


Nas deambulações que faço pela net em busca de idéias, tenho a sorte de, de tempos a tempos, encontrar fontes de informação absolutamente fantásticas. E foi exactamente o que me aconteceu há uns dias: procurava informação sobre velomobiles (creio que nem existirá tradução para Português, mas é uma coisa mais ou menos assim, uma espécie de bicicleta ou triciclo coberta com um revestimento simultaneamente aerodinâmico e que proporcione alguma protecção à inclemencia da natureza). A tendência é mais para os triciclos do que para as bicicletas por razões diversas, e quase nunca para as bicicletas "tradicionais", dada a óbvia sensibilidade aos ventos laterais aliada a um centro de gravidade perigosamente elevado...  Bem, não lateralizando o assunto, uma das desvantagens de um velomobile face a qualquer bicicleta, triciclo ou quad é o peso. Não são "sensívelmente" mais pesados, são bastante mais pesados, são comparativamente pesados, ponto. Na ordem dos 20Kg para cima - mais para cima do que para os vinte. A foto que segue é de um velomobile home made com uma fuselagem integral em contraplacado e fibra de vidro resinada - e quanto a mim, um design e um efeito final absolutamente fantásticos.



Este pequeno detalhe adicional (o peso) leva-nos directamente à hipótese da utilização de um motor auxiliar, hipótese essa que se poderá materializar num de dois tipos: um motor de combustão de dois ou quatro tempos e trinta e muitos a cinquenta ou mesmo oitenta cc ou a utilização de um motor eléctrico. A curiosidade encaminhou-me directamente à boca do lobo, e a segunda hipótese pareceu-me de longe a melhor. Ou seja, acaba por ser a mais complexa, a mais pesada e a  mais cara, mas sem dúvida que é a mais eficaz para a utilização com este tipo de maquinetas. Passo a explicar: a 30 kmts/hora, a resistência aerodinâmica é responsável por cerca de 80% do esforço para mover uma bicicleta tradicional em terreno plano; contas feitas por baixo, com um sistema idêntico ao da foto, para o mesmo esforço a velocidade final seria significativamente superior. Uma tabela comparativa dá (cerca de) 271W contra 115W para manter no primeiro caso uma bicicleta "normal" (good, regular bike), no segundo um velomobile "regular" - nada de muito xpto nem particularmente aerodinâmico - à velocidade mencionada: 30 Kmts/h. Se passarmos para uma bicicleta do tour vs. um velomobile "top gun", os valores passam a 137W e 79W respectivamente (dados daqui ) . Isto significa  apenas que é mais fácil (em terreno plano e em descida) atingir e manter velocidades mais elevadas com um bichinho destes do que com qualquer bicicleta, nada mais do que isso. Em subidas é que a porca torce o rabo: o acréscimo de peso anula na totalidade qualquer ganho aerodinâmico. Logo é aqui que se justifica a utilização de um motor, e só aqui, dado que em terreno plano não é necessário. Quanto às descidas justifica-se a utilização do motor como "travão", principalmente se tiver um sistema regenerador, que utilize essa energia para carregar a bateria aumentando assim a autonomia. Neste cenário e para este tipo de utilização parece-me que um sistema eléctrico se torna bastante melhor do que o tradicional motor de combustão. 
Procura leva a procura e eis que encontro no mesmo site este artigo sobre veículos eléctricos e autonomia e um paradoxo que... O artigo é muito bom e muito focado no essencial. Não fazia a mínima idéia de que os carros eléctricos tinham uma cota de mercado tão grande há cem anos atrás (é verdade, cem anos)... e nem sequer fazia idéia de que tinham uma autonomia idêntica à dos actuais; é que, apesar de a tecnologia ter progredido muito neste último século e se terem desenvolvido baterias, motores e controladores com que nem se sonhava há cem anos, os mesmos gajos (nós, humanos) que conseguem conceber um veículo eléctrico absolutamente fabuloso, tecnológicamente evoluído e potencialmente capaz de... seja o que for, decidem meter o Rossio na Betesga e carregam em tudo o que podem: vidros eléctricos, sensores de controlo de tudo o que mexe (incluindo a estrada), ar-condicionado... uma aceleração fabulosa, uma velocidade de ponta fantástica, o cliente pede, o cliente leva. E o cliente acaba por levar uma lata cara, pesada, ineficiente e despesista que não era nada daquilo que deveria ser em primeira mão. Já Henry Ford alertava para o contra-senso que era utilizar um veículo que pesa duas toneladas para carregar uma única pessoa que pesa setenta quilos, fosse qual fosse a sua fonte de energia. Há quanto tempo? Cerca de cem anos atrás.
Se calhar regredimos um bocado no séc. XX em algumas coisas elementares...



A lição da Montanha:


“Passeavam na montanha, um velho monge tibetano e seu discípulo quando avistaram em meio a neve um filhote de passarinho. O monge apanhou em suas mãos o filhote paralisado de frio, entre a vida e a morte e o acalentou junto ao peito. O jovem discípulo sentiu em seu coração o calor do amor do velho monge, como se, fosse ele próprio o filhote. O velho então avistou próximo ao caminho, um monte de estrume, recém defecado por um boi que pastava naquela áreas. A fim de que prosseguissem sua jornada, ele aninhou o passarinho no estrume, que sentindo o calor a sua volta, passou a piar com efusiva alegria. Mais alegre ficou ainda o discípulo, vendo que o venerável mestre havia salvado a vida do filhote, respeitando mesmo as menores criaturas, como mandam os ensinos orientais. Eis que então surge do alto, alertado pelo feliz piado do filhote, um veloz gavião. O gavião mergulha por sobre o esterco e em um só golpe leva o passarinho em suas garras.
- Oh!Mestre, quanta injustiça ! Disse o discípulo em meio às lágrimas.
O Monge então falou, do alto de sua bem-humorada sabedoria, como competem aos mestres do oriente:
- Devemos tirar do episódio não uma, mas três importantes lições!
- E qual seriam, venerável mestre?Disse o discípulo, enquanto enxugava as lágrimas nas mangas de seu hábito.
- Primeiro: - Nem sempre quem te põe na merda, é seu inimigo!
-Segundo: - Nem sempre quem te tira da merda, é seu amigo!
- E, terceiro: - Se estiver na merda, não pie!"


E é porque estamos na merda que quem nos representa devia estar caladinho, para não se lerem depois coisas deste calibre.

É uma indirecta para os gajos a quem ando a pedir tachos para o natal.


O wolverine vai à manicure... era só uma sugestão de rosa nas unhas por favor...

Fluctuat nec mergitur


Vinte dias...

Meu Deus...


Li isto e lembrei-me disto:

Uma opinião assim daquelas que ninguém pediu:

Depois de ter lido aqui as linhas amargas da revolta e da incompreensão face a uma situação por demais injusta e diferenciadora, dediquei-me à pergunta sacramental: "Porquê?". O Daniel Oliveira é uma personagem inteligente. Nem sempre concordo com o que diz, mas isso não lhe muda a essência, como é óbvio. E tenho para mim que as respostas mais simples são também as mais correctas na maioria dos casos, e neste caso parece-me fácil: é que nenhum dos adversários de Cavaco Silva está no mesmo patamar. E nenhum dos outros está à altura por culpa própria, não porque o Presidente-candidato seja nenhuma espécie de estrela de belém; é porque os outros são mesmo muito mauzinhos. Aparentemente é o que se consegue arranjar por cá, isto está mesmo muito mau...

Monday, November 15, 2010

A todos os meus amigos do PS, PSD, PP, PCP, BE ou outro qualquer, este Natal quero um destes, mas dos bons faxavor.

Ass: um gajo farto de pagar impostos.

Sapo.

"Não gosto de colegas de escritório que não aumentam a velocidade e sensibilidade do ponteiro do rato. Depois, para irem com o ponteiro de um lado ao outro do ecrã, andam com o rato aos saltos na mesa com um ruído irritante. É um rato. Se fosse para ser usado assim chamava-se sapo. "




Roubado aqui.

E isto é???


Não sei. A imagem veio daqui, e uma outra referência aqui.


INPI

Já sou seguidor. Aqui, no twitter. Quero perceber exactamente em que medida é que esta coisada pode valer um contrato de 20.400€. Até ver... 
Este post começou de uma outra forma, mas estava a ficar demasiado extenso e pouco claro. Pareceu-me melhor resumir a coisa ao essencial: a confiança. É um valor que parece ir desaparecendo lentamente do "cabaz" de valores essenciais na cabecinha de muita gente. A confiança já moveu montanhas, pelas piores e pelas melhores razões. A confiança foi o ânimo que levou os primeiros Cristãos a não capitularem perante as atrocidades mais abjectas a que um ser humano pode ser sujeito; a confiança também levou toda uma nação de pessoas cultas e civilizadas a seguirem uma personagem do calibre do Adolfo.E a confiança fez com que muitos outros, mesmo levados ao limite da condição humana pelos seus carrascos nunca capitulassem dessa mesma condição. Por isso esta opinião aqui expressa dá ares de ser demasiado redutora à luz da história recente do País. Às vezes temos mesmo que mudar algumas das pessoas para que todas as outras sintam que faz sentido fazer alguma coisa. Às vezes temos que mudar mesmo TODAS as pessoas para que o esforço comece efectivamente a fazer sentido - porque se se é parte do problema, difícilmente se conseguirá ser parte da solução. E ou se faz isso a bem enquanto é tempo ou se é obrigado a fazer isso "com os pés p'rá frente".

Pensamentos:


•Não tenhas certeza absoluta de nada.
•Não consideres que valha a pena proceder escondendo evidências, pois as evidências inevitavelmente virão à luz.
•Nunca tentes desencorajar o pensamento, pois com certeza tu terás sucesso.
•Quando encontrares oposição, mesmo que seja de teu cônjuge ou de tuas crianças, esforça-te para superá-la pelo argumento, e não pela autoridade, pois uma vitória dependente da autoridade é irreal e ilusória.
•Não tenhas respeito pela autoridade dos outros, pois há sempre autoridades contrárias a serem achadas.
•Não uses o poder para suprimir opiniões que consideres perniciosas, pois as opiniões irão suprimir-te.
•Não tenhas medo de possuir opiniões excêntricas, pois todas as opiniões hoje aceitas foram um dia consideradas excêntricas.
•Encontres mais prazer em desacordo inteligente do que em concordância passiva, pois, se valorizas a inteligência como deverias, o primeiro será um acordo mais profundo que a segunda.
•Sê escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois será mais inconveniente se tentares escondê-la.
•Não tenhas inveja daqueles que vivem num paraíso dos tolos, pois apenas um tolo o consideraria um paraíso.




Original aqui. De onde foi vergonhosa e descaradamente "roubado", mas apenas porque vale mesmo a pena.

SER PORTUGUÊS É:


Levar arroz de frango e vinho tinto para a praia.
Guardar as cuecas velhas para polir o carro.
Lavar o carro na rua, ao domingo de manhã.
Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-canário e azul-cueca).
Passar a tarde de domingo no shopping.
Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.
Viajar pró cu de Judas e encontrar outro Tuga no restaurante.
Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
Enfeitar as estantes da sala com os presentes do casamento.
Exigir ser tratado por 'Doutor' ou por 'Sr. Engenheiro'.
"Axaxinar o Portuguex ao eskrever".
Gastar 50 mil euros no Mercedes C220 cdi, mas não comprar o kit mãos-livres, porque 'é caro'.
Já ter 'ido à bruxa'.
Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.
Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.
Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, sempre a menos de 500 metros de casa.
Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).
Cometer 3 infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido.
Ter três telemóveis; gastar rios de dinheiro em chamadas mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
Ir à bola, comprar o bilhete 'prá-geral' e saltar 'prá-central'.
Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.
Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito 'porque não se quer aborrecer'.
Falar mal do Governo eleito e esquecer-se que votou nele.

ERRATA

A este post. Aparentemente (e na sequência do que vai sendo cada vez mais a norma e não a excepção), terá sido alguém com formação académica na área de Jornalismo (que deveria ser razão necessária e suficiente para NÃO dar erros do tamanho de um combóio) e funcionário(a) do Diário Económico que criou a tal "tempestade cardeal" e coisa. O original do texto (que poderão confirmar aqui, na "Aba da Causa" com data de 13 de Novembro) está escrito em Português claro, correcto e conciso.


Aqui fica a correcção.

Thursday, November 11, 2010

Uma coisa verdadeiramente interessante:

O relógio da dívida pública.


Tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac

Roubada ao Corta-fitas:

No Alentejo, um autocarro que transportava os membros do governo chocou com uma árvore.
Pouco depois, um jornalista perguntou a um alentejano que estava no local com uma pá na mão:
- O Senhor viu o que se passou?
- Vi, si senhôri. O autocarro co' governo espetou-se contra o chaparro.
- E onde estão os senhores do governo?
- Enterrê-os todos!
- Mas... não estava nenhum vivo?
- O 1.º ministro dizia que sim, mas vossemecê sabe como ele é mentiroso...

Iogurtes contra a malária...

Idéias portuguesas contra a malária. Vale a pena ler o artigo todo.
E não vale a pena dizer que "nem tudo é mau em Portugal", nada disso: a Malária mata mais em todo o mundo do que o HIV, mata é muito naquela parte do mundo que não é rica. o "cérebro" é "nosso", mas o dinheiro não.


Aqui.

Wednesday, November 10, 2010

A tempestade-cardeal

Segundo Vital Moreira estamos na "eminência de uma tempestade anunciada".
Vale a pena corrigir o erro.


Nota: ainda bem que há pouca gente a ler o que escrevo...