Monday, November 1, 2010

A Callifornia da Europa

Fica a parecer a Atllantida com as primeiras chuvas.





Sunday, October 31, 2010

Africa






Sempre em grande:

"Lembra-se quando ouviu a sua música na rádio pela primeira vez?

Foi muito esquisito. Estava na praia, na ilha de Faro, com a minha namorada, e um gajo ali ao lado a ouvir-me na rádio. Ninguém me conhecia no Verão de 80. 

Vai daí, transformou-se no pai do rock português.

Dizem que sim. Isso aconteceu logo no início, com o jornal "Rock Week" e o Luís Vitta. Menos bom foi quando soube que a mãe do rock era o José Cid." 




A ler aqui, na íntegra.

Wednesday, October 27, 2010

A culpa do que quer que seja o orçamento, de ser ou não aprovado, da crise e de tudo o mais que me possa lembrar neste momento é deste gajo:


Produtividade:

É chato que o Eduardo Catroga ande a fazer jogadas partidárias com o orçamento do estado. Mas o que me fode mesmo o juízo é o Teixeira dos Santos andar a faze-las também; é que o ordenado do Ministro das Finanças sai-me do bolso.

Olha, zangaram-se...


Lamentamos
Profunda
e
Sentidamente!!!

Da política:

Nada de jeito. Diga-se o que se disser, nada de jeito. Ligo a televisão e só me aparecem aprendizes de feiticeiro.

Tuesday, October 26, 2010

Há sempre pelo menos uma razão

Na realidade há umas quantas. Daquelas de fundo, que explicam o porquê do desenvolvimento Alemão. E explicam o nosso retrocesso crónico (Portugal). Podemos enumerá-las: Volkswagen, Audi, Mercedes, BMW, Phillips, Bosch, Liebherr, and so on, and so on and so on. 
Chama-se MARCA. O peso da marca alemã - seja ela qual for. A explicação é tão simples quanto isso. "Alemanha" é marca por mérito próprio. E "Portugal"? Portugal resume-se à pobreza de espírito materializada no estrangeirismo bacoco do "Allgarve", porque "Portugall" está demasiado contaminado por patos-bravos para conseguir ser marca.
Bem, e a Auto Europa? Eu diria que é a prova cabal disso mesmo. a diferença não está em quem faz, está em quem manda (e ensina a) fazer. A marca, essa, é alemã na mesma.

Nem me apetece vir aqui escrever...

Este País não é uma depressão, é um coito interrompido.

Thursday, October 21, 2010

Tuesday, October 19, 2010

Só aqui uma opiniãozinha do je, baseada em coisíssima nenhuma de jeito.

Ouvimos demasiadas vezes falar em PME's - e mais recentemente em micro-empresas - como componentes estruturantes do nosso tecido produtivo, blá blá blá blá... E traduzindo as coisas em miúdos, o que é isto afinal de contas? Bem, são os cafés, os restaurantes, a mercearia da esquina, a loja de roupa, a sapataria, o stand do fundo da rua, aquela oficina onde trabalham quatro gajos, mais a outra ao lado onde só mudam pneus, é a tabacaria e a loja da fruta que também vende bilhas de gás. Mas é também a estação de serviço "familiar", a empresa de transportes que tem quatro carrinhas, a empresa de mudanças, um ou outro alfaiate, um ou outro sapateiro, etc etc etc. Falta aqui muita gente. E trata-se de um universo absolutamente fascinante: são pessoas (diga-se o que se disser) empreendedoras. É verdade, empreendedoras. É muito difícil ter um qualquer negócio neste País, são pessoas empreendedoras. Ok, pronto. Fogem ao fisco ou o fisco é que foge delas? Basta pensarmos em muitos negócios perdidos por esse País fora, em que a mercearia/drogaria/café é a totalidade da zona comercial da paróquia e até há alguns anos era o sítio onde se ia buscar o correio e onde havia o único telefone num raio de dez quilómetros.Inspectores das finanças, nicles. Nem GNR, e atrevo-me a dizer, nem sequer a ASAE. Como sói dizer-se, é melhor que não tomemos a parte pelo todo.
Há uma função social única neste tipo de empresas. Não há economias de escala, regra geral a própria geografia não o permite. Nem o tipo de povoamento. Mas geram riqueza, por parca que seja, e criam emprego. Dão expressão e visibilidade ao trabalho. E continuam a ser hoje em dia, mesmo nos meios mais populosos, o sustento dos mais idosos, dos mais necessitados, aqueles que não têm autonomia para viajar entre centros comerciais e hipermercados onde sé se chega de pópó. Continuam a ser a mercearia da esquina, a padaria, o talho, a peixaria, a drogaria de bairro onde se encontra aquela anilha de borracha que não se vende em mais lado nenhum - e vão continuando, alguns para lá da morte de quem lhes abriu a porta pela primeira vez, de pai para filho. São aqueles negócios demasiado pequenos para serem atractivos às malhas do poder, demasiado numerosos para serem controláveis, demasiado complexos para "valerem a pena". Porque, na realidade, acabam por dar um trabalho danado.
Bem, vem isto tudo para dizer o quê? Nada de especial. Apenas que o mundo "empresarial" é um reflexo nítido da nossa sociedade. Do melhor e do pior que conseguimos ser. E revela que regra geral somos trabalhadores, empreendedores, esforçados e dedicados - até que um dia uma entidade chamada "Estado" descobre que existimos. Somos suficientemente "limitados" relativamente a essa mesma entidade e aos madraços que a encarnam para não conseguimos passar além das imposições cretinas que nos fazem. Inclui - enquanto povo - não conseguirmos olhar snão de baixo para cima, numa perspectiva a um tempo servil, filial e de fidelidade canina.
O nosso problema está seguramente naqueles que escolhemos - ou que deixámos que escolhessem por nós.

COMUNICADO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO AOS PAIS DOS ALUNOS 1ºCICLO


Caros encarregados de Educação:


Como é sabido, o IVA do leite com chocolate fornecido pelos establecimentos publicos de ensino do 1º ciclo do ensino básico aumentou de 6% para 23% por força do novo orçamento de estado. No sentido de controlar as despesas com a educação e por determinação do Ministério, passará a ser fornecido pelas escolas em substituição do leite com chocolate um pacote de vinho PORTA DA RAVESSA que mantêm  a actual taxa de IVA a 13%.


P`la Ministra

Monday, October 18, 2010

três seis d'zóit

Mau. Aqui diz que íamos pagar 587,2 milhões de euros à Ascendi - uma malta especializada em fazer auto-estradas caras como o lume, ao que parece. Entretanto aqui já se desmentia o assunto, a Ascendi apenas reclamou para si 150 milhões do montante inicialmente avançado no orçamento do estado. Mas eis que numa jogada de antecipação já o ministro encontrou novos donos para o dinheiro que ninguém queria. 
Eu tenho a desculpa da gripe, mas gostava que alguém me dissesse que merdas andam a tomar lá no ministério das finanças para esta malta andar na rua com tamanha broa sem dar cana. Só se nota quando começam a fazer contas e a falar.


Pela Santa, estes babuínos contribuem mais para a desconfiança dos mercados do que entregar as chaves do  banco de Portugal aos irmãos metralha!!!

Influenza.

PQP.

Friday, October 15, 2010

Mas que picuínhas que estes gajos são.

Plantam-se na Assembleia da República para fazer o directo da chegada da pen com o orçamento de Estado, de certeza que estão lá há que tempos, e estão com queixinhas de que está atrasada e tal porque era para ser até às 22:30 e já passa das 23:00... 
Calma, pessoal: nos Açores ainda pouco passa das 22:00. 

A "pen" do Orçamento, by Teixeira dos Santos


A "pen" do orçamento, by contribuinte


Orçamento de estado:

Vou continuar a fazer barcos. É muito mais divertido, há resultados palpáveis, não causa dano a ninguém e é produtivo.

Wednesday, October 13, 2010

Baidarka

Significa "pequena embarcação". É russo. Tem uma grande carga de inexactidão - o correcto seria chamar-lhe apenas iquyak ou kayak. Mas nós (ocidentais?) temos o péssimo hábito de ter que criar designações para tudo, e não nos contentamos com a simplicidade de quem originalmente concebeu, desenvolveu e construiu estas embarcações. Será talvez demasiada pretensão incluir isto, "esta" embarcação no grupo "destas" embarcações; com efeito pouca coisa têm em comum: materiais, forma, flexibilidade e robustez, em tudo há diferenças. Há contudo um princípio básico em comum: consiste - tal como os "originais" - numa estrutura de madeira revestida - não de pele, mas de tecido impermeabilizado.
O "esqueleto" de madeira ficou com este aspecto, depois de uma demão de "bondex":


O detalhe da proa "levantada" é acima de tudo uma escolha de ordem estética, não há nenhuma razão de ordem prática para  ficar assim.


Vista da popa e da abertura de entrada. Tentei deixar algum grau de flexibilidade a toda a estrutura, visível na aparente falta de suporte de alguns elementos da estrutura entre si.


O revestimento. Tecido de algodão, o mais simples possível, o mais robusto possível, o mais barato que encontrei sob a forma de umas cortinas (é verdade, cortinas) amarelas feias como a noite dos trovões que me exigiram um bocado mais de trabalho em costuras. Como é óbvio, teve que ficar bem esticado...


Mais um plano da proa. 


E aqui um plano do interior, com a "plataforma"que suporta a zona de maior esforço mecânico. O aro foi feito com ripas de madeira ensopada (para não partir quando em tensão) que deixei secar no molde. Depois de secas foram coladas com cola de madeira e deixadas no molde durante mais um dia.


Aqui já depois do revestimento completamente cosido e com duas demãos de uma substância fantástica: borracha líquida. Tem todas as características para fazer um revestimento excelente: adere impecávelmente ao algodão, é flexível e mecânicamente resistente. Ainda falta uma camada de tinta - não creio que a borracha se dê bem com a exposição ao sol.


Vista a 2/3. As faixas que aparecem são as tiras com que fica suportado no tecto da garagem.


Mais uma vista da proa, num plano óbviamente exagerado. Cada vez gosto mais desta proa.


Ainda não está terminado, ainda não tem nome e ainda falta tratar de alguns detalhes. E falta - claro está - dar banho ao animal, isto de ficar a "ser giro" pendurado no tecto da garagem é uma treta quando se é feito para navegar. Decidi-me tentar este método de construção por uma série de razões: a fibra de vidro resinada sobre contraplacado (que utilizei na proa que fiz há uns anos) é excessivamente pesada (e muuuuuuito cara) para um kayak. Este neste momento vai em menos de 100 euros em material. O trabalho... algumas horas ao fim de alguns dias ao longo de umas dez semanas. Muito bom, dado que estamos em época de crise. E creio que pesará pouco mais de 10 quilos depois de pronto, o que é bastante razoável para andar em cima do carro.

Tuesday, October 12, 2010

Fotoblog



Fotoblog, Castelo



Fotoblog, Lua


Fotoblog




Fotoblog, ...



Fotoblog, Morte


Fotoblog, Tróia


fotoblog, Chaparros





Fotoblog, Grândola






Fotoblog, Pêgo da Moura



Fotoblog, Vento






Saturday, October 9, 2010

Heroísmo:

A Fernanda foi entrevistada (mailos seus ferrinhos) por uma repórter da TVI. Parece que salvou uma esplanada, em Carcavelos. Mesas e cadeiras de plástico.
Uau.
Parabéns, Fernanda. E parabéns à TVI.

Friday, October 8, 2010

pensamento da tarde:

A República meteu mamas de silicone e quem pagou foi o contribuinte. 

Friday, October 1, 2010

Impermeável, intocável, inafundável

Ei-lo.
Apenas porque a água muda de estado. As coisas mudam. Todas as coisas, todos os dias. Não é num ano nem num mês nem numa quinzena - todos os dias.

Se calhar é um bocadinho avançado para a época:

Mas eu acredito no conceito do livre-arbítrio, da decisão consciente e independente, acredito que somos capazes de ser donos do nosso destino. Sou contra as técnicas de bovinização e não concebo como boa prática o fazer seja o que for porque somos obrigados a isso. Por isso mesmo não o aceito nem como desculpa nem como justificação. Muito menos quando vem embrulhado numa dose enorme de arrogância. E por isso mesmo acredito que, independentemente das consequências, o próximo orçamento, a ser fundamentado nos princípios apresentados pelos dois maiores responsáveis pela actual crise, NÃO deveria ser aprovado.
O princípio é simples: ISTO é o necessário para "salvar a face" AGORA. Para garantir 7,picos por cento de déficit. Temos que chegar aos 3% - é O objectivo e O compromisso. O governo está-se a marimbar para mexer efectivamente no que tem que mexer, o que implica que iremos continuar a alimentar o monstro. Daqui a um ano nada disto será suficiente, porque com a economia a retrair, os valores absolutos da dívida e do déficit terão um valor percentual muito superior no total do PIB. Iremos fazer o quê? Aumentar os impostos de novo? Durante quanto tempo e até quando?
Vamos lá com muita calminha. O Estado somos TODOS NÓS, não é um partido nem uma classe política. Somos dez milhões. Se tenho uma factura com o meu nome para pagar, quero saber qual o bem tangível pelo qual estou a pagar. Só isso. E somos dez milhões a querer saber isso.

default.pt for dummies:

"A quem não presta p'ra nada
Não se empresta nada"

Primeiro ministro disse que as medidas de austeridade foram decididas com "um aperto no coração"

Ó meu amigo! 
Se isso for mesmo verdade, aumenta mas é a merda do IVA para os 50% e tem já um AVC fulminante!!!


Há coisas que temos que saber fazer. Uma delas é reconhecer a genialidade quando esta se nos apresenta. Encontrei-a aqui, na 4ª República. Subscrevo na íntegra e passo a transcrever:





  • Renuncio a boa parte dos institutos públicos criados com o propósito de me servir;
  • Renuncio à maior parte das fundações públicas, privadas e áquelas que não se sabe se são públicas se privadas, mas generosamente alimentadas para meu proveito, com dinheiros públicos;
  • Renuncio a ter um sector empresarial público com a dimensão própria de uma grande potência, dispensando-me dos benefícios sociais e económicos correspondentes;
  • Renuncio ao bem que me faz ver o meu semelhante deslocar-se no máximo conforto de um automóvel de topo de gama pago com as minhas contribuições para o Orçamento do Estado, e nessa medida estou disposto a que se decrete que administradores das empresas públicas, directores e dirigentes dos mais variados níveis de administração, passem a utilizar os meios de transporte que o seu vencimento lhes permite adquirir;
  • Renuncio à defesa dos direitos adquiridos e à satisfação que me dá constatar a felicidade daqueles que, trabalhando metade do tempo que eu trabalhei, garantiram há anos uma pensão correspondente a 5 vezes mais do que aquela que eu auferirei quando estiver a cair da tripeça;
  • Renuncio ao PRACE e contento-me com uma Administração mais singela, compacta e por isso mais económica, começando por me resignar a que o governo seja composto por metade dos ministros e secretários de estado;
  • Renuncio ao direito de saber o que propõem os partidos políticos nas campanhas pagas com milhões e milhões de euros que o Estado transfere para os partidos políticos, conformando-me com a falta de propaganda e satisfazendo-me com a frugalidade da mensagem política honesta, clara e simples;
  • Renuncio ao financiamento público dos partidos políticos nos actuais níveis, ainda que isso tenha o custo do empobrecimento desta  democracia, na mesma mesmísisma medida do corte nas transferências;
  • Renuncio ao serviço público de televisão e aceito, contrariado, assistir às mesmas sessões de publicidade na RTP, agora nas mãos de um qualquer grupo privado;
  • Renuncio a mais submarinos, a mais carros blindados, a mais missões no estrangeiro dos nossos militares, bem sabendo que assim se põe em perigo a solidez granítica da nossa independência nacional e o prestígio de Portugal no mundo;
  • Renuncio ao sossego que me inspira a produtividade assegurada por mais de 230 deputados na Assembleia da República, estando disposto a sacrificar-me apoiando - com tristeza - a redução para metade dos nossos representantes.
  • Renuncio, com enorme relutância, a fazer o percurso Lisboa-Madrid em 3h e 30m, dispondo-me - mesmo que contrariado mas ciente do que sacrificio que faço pela Pátria - a fazer pelo ar por metade do custo o mesmo percurso em 1 h e picos, ainda que não em Alta Velocidade.
  • Renuncio ao conforto de uma deslocação de 50 km desde minha casa até ao futuro aeroporto de Lisboa para apanhar o avião para Madrid em vez do TGV, apesar da contrariedade que significa ter de levantar voo e aterrar pertinho da minha casa.
  • Renuncio a mais auto-estradas, conformando-me, com muito pena, com a reabilitação da rede nacional de estradas ao abandono e lastimando perder a hipótese de mudar de paisagem escolhendo ir para o mesmo destino entre três vias rápidas todas pagas com o meu dinheiro, para além de correr o triste risco de assistir à liquidação da empresa Estradas de Portugal.



Thursday, September 30, 2010

Não há quem te enfie um mastro de bandeira pelo cú?



"O presidente do PS considera que o esforço pedido pelo Executivo com novas medidas de austeridade "não são sacrifícios incomportáveis" e que "o povo tem que sofrer as crises como o Governo as sofre".
Questionado pelos jornalistas à entrada da sede do PS, onde à noite iriam decorrer reuniões do Secretariado Nacional e da Comissão Política, convocadas por José Sócrates, Almeida Santos lembrou que "esta crise só tem paralelo nos anos 20 do século passado" e reconheceu que "são medidas impopularíssimas", mas que deverão chegar para "afastar o FMI". "Não é qualquer Governo que toma medidas como estas e está disponível para sofrer as consequências", vincou.
Para Almeida Santos "a bola agora está no lado da oposição", e avisou que "não se pede ao PSD que seja co-responsável. Pede-se que por razões patrióticas aprove o orçamento". "


O bold é meu. O "vai para o caralho" também.

Wednesday, September 29, 2010

Tulius Detritus

Tragam-me este gajo para a discussão do orçamento!!!

Irresponsável:

Aquele que tem falta de responsabilidade.

Responsabilidade é a obrigação a responder pelas próprias ações, e pressupõe que as mesmas se apoiam em razões ou motivos.
A propósito de coisa nenhuma importante.

"O jantar caíu-me mal como o caraças" ou "quem se mete com o PS leva"

Já devia ter desconfiado: o horóscopo dizia que o numero do azar era o 23.
Será que quem não votou nestes palhaços pode deduzir a despesa adicional com incompetência no IRS?
Já agora, qual é o prazo de validade desta espécie de PEC III? E vamos entremear orçamentos do Estado com PEC's?






Nota mesmo muito importante: é normal que a PT não esteja interessada no fundo de pensões. aquilo estava investido em quê? Imobiliário? ...??
Fodasse. Estes gajos estão mesmo desesperados. Eu não consigo entender é como é que se gasta à tripa-forra o que não se tem, até chegarmos a este ponto. Tristeza de gente.

Pensamento do dia:

"Ter uma idéia pode ser um perigo quando se tem só uma idéia."

Tuesday, September 28, 2010

Fim de tarde com azia.

Ora a ver se eu consigo dizer a coisa assim duma maneira simples: Eu pago os impostos que me são (como o nome indica) impostos. A tempo e horas. Todos. Voto sempre - nem que seja em branco, mas isso é uma escolha minha. Não tenho uma intervenção cívica ao nível da actividade partidária porque me reservo o direito de manter a minha dignidade e bom-nome acima de uma certa banalidade que se instituiu em determinado tipo de discussões. Trabalho, como a grande maioria das pessoas. Cumpro horários e a minha função E MUITO ALÉM DO QUE ME É EXIGIDO, MUITO ALÉM DO QUE ME É PEDIDO E MUITO ALÉM DO QUE SE ESPERARIA QUE FIZESSE. Etc etc etc. Não porque vista por aí além a "camisola" de quem me paga o ordenado, mas porque por cima dessa visto a MINHA camisola; é o meu nome e a minha credibilidade que prezo e quero manter inatacáveis por culpa própria. E creio que pauto o meu comportamento em sociedade por estes mesmos valores. Claro que não sou perfeito, não me dou com bovinizações, com cretinos a título individual nem com lambe-botas a título particular ou público. Enfiava todos os yes-coisos que conheço junto com os que não conheço num contentor e afundava-os mesmo ali no mar da palha; os subsidio-dependentes parasitários (não confundir com quem precisa MESMO) iam pelo mesmo caminho servir de cobertura para aterro.
Bem. Isto para dizer uma coisa muito simples: Há uns meses atrás mamei com um aumento de impostos e calei. Contrariado, mas calei. E calei porque dei o benefício da dúvida, porque acreditei que mesmo no meio de uma corja de bandalhos irresponsáveis, teria estatísticamente que haver uma alminha lúcida, coerente e com princípios. Os tempos fazem os homens, como sói dizer-se - e graças a isso personagens de outro modo apagadas passaram para as páginas da História, e não temos que ir muito longe para descobrir um Winston Churchill ou um Sebastião José de Carvalho e Melo. Lamentavelmente hoje em dia a coisa parece-me um pouco mais difícil. Ouve-se falar de política subterrânea, de personalidades subterrâneas, de grupos subterrâneos, mas eu diria que a adjectivação é fraca. A política e quem a exerce (porque estamos a falar de profissionais, não há aqui amadores, pese embora o amadorismo) são submarinos. De profundidade, claro, e invertebrados. Lulas. Lulinhas. E vem agora uma dessas lulinhas - que por acaso calha a ser um ministro - dizer de cátedra que temos que aumentar impostos. Vem uma outra alminha que não sei quem é, de quem nunca ouvi falar antes e que nunca me perguntou o que penso da vida que levo dizer que temos que aumentar impostos. Parece que vem de uma tal de OCDE. 
Eeeeespera lá: Repitam lá a coisa porque não entendi muito bem. A ver se me entendo: Foi eleito um governo em quem supostamente deveria confiar a gestão do bem público. O bem público é o passeio em frente à minha casa mais metade da rua, que pertencem ao meu lote, que eu paguei, mas cedi à utilização pública. O bem público é o dinheiro dos meus impostos, directos e indirectos, que dou à  boa gestão destes senhores. Para quê? (Esta é a pergunta dos sete vírgula coiso do déficit...).
Para que garantam a coesão do Estado. chama-se "Defesa". Para que garantam um patamar mínimo de igualdade de todos os elementos constituintes do Estado (Cidadãos e órgãos de soberania) entre si. Chama-se "Justiça". Para que garantam um patamar mínimo de oportunidades a todos os Cidadãos. Chama-se "Educação". Para que garantam que todos os órgãos se soberania desempenhem as suas funções em todo o território nacional e para que garantam que todos os Cidadãos aí possam viver e desempenhar funções produtivas em condições mínimas de salubridade e segurança. Chama-se "Ordenamento Territorial".E também para que garantam que todos os Cidadãos contribuam com a sua quota-parte para o bem comum, em condições de igualdade em função dos diferentes contextos economico-sociais. And so on. E acreditem-me, é para isto que pago impostos e é para isto que acredito que os impostos têm que ser pagos. A minha pergunta é, SERÁ QUE NÃO CHEGAM?
Se os meus impostos tivessem sido utilizados para isto - e apenas para isto - creio que não estaríamos agora a falar de déficits nem de dívidas externas. Se os meus impostos fossem o garante de que o Estado cumpriria exemplarmente as suas funções, não estaríamos a discutir um Estado que se desdobra em participações (e interesses) económico(a)s em holdings, em golden-shares de objectivos tão ambíguos quanto duvidosos nem em participadas públicas ou publico-privadas de resultados tão óbviamente desastrosos quanto os das empresas municipais. Não estaríamos entretidos a discutir freeports nem casas pias que nunca chegarão a lado nenhum, não teríamos seguramente que discutir a cadeira de inglês técnico duma espécie de primeiro-ministro que nos saiu na rifa porque pura e simplesmente estaríamos a falar de um País onde essas lateralidades não teriam cabimento. Não nesta forma nem nesta forma. Estaríamos a falar de um País com uma indústria automóvel pujante (ou mínimamente em condições) que produziria marcas nacionais, de um País com uma décima parte das auto-estradas das que temos e zero quilómetros de SCUTS, mas com uma rede rodoviária eficiente e correctamente dimensionada à nossa realidade actual; estaríamos a falar de um País efectivamente virado para o Atlântico, com uma frota pesqueira operacional a servir toda uma série de indústrias a jusante; um País que efectivamente soubesse gerir e proteger a sua zona económica exclusiva. Provávelmente estaríamos a discutir a abertura de novos pólos de atracção populacional ao interior (nomeadamente escolas e serviços Públicos) e não a discutir a mais do que duvidosa eficácia da distribuição de Magalhães. Teríamos seguramente uma indústria pesada ao nível do que uma Mague, uma Lisnave e uma Setnave já foram num passado não muito distante, em cooperação com os palops ou com outros parceiros económicos (não me lixem com mudanças de paradigmas nem merdas afins: aquilo que nós deixámos de fazer porque somos finos, modernos e europeus estão os Coreanos a fazer agora. E não creio que sejam o arquétipo do País subdesenvolvido, ignorante ou atrasado, pelo contrário). Teríamos sabido aproveitar a nossa posição geográfica privilegiada nas rotas do comércio marítimo internacional em vez de andarmos a discutir aeroportos faraónicos na OTA ou em Alcochete. Estaríamos a exportar madeira (e derivados de madeira) de qualidade em vez de deixarmos arder a nossa floresta. poderíamos ter seguramente um Ikea "nosso", ou algo similar. Mas para isso necessitaríamos de uma elite que soubesse olhar para o País e conhecer o País, ao invés de acreditar que o mundo acaba no palmo quadrado em redor do próprio umbigo. Uma elite que não insistisse em viver às custas do País. Não temos nem tivemos ou não lhes soubemos dar o devido valor em tempo. 
Reconheço (consigo reconhecer) a todos os actuais intervenientes (partidos, sindicatos e demais associações de todos os tipos) culpas e responsabilidades na actual situação que vivemos. Não me lembro de ouvir um "NÃO" determinado, daqueles que se dão com o murro  na mesa por razões estruturais - os que ouvi foram por pura chicana política ou - no melhor - por razões meramente conjunturais e de conveniência. Torna-se-me difícil dar qualquer credibilidade a um conjunto de entidades que têm sistematicamente sobrevivido às custas das culpas próprias e da competência alheia. E sempre a insistir no mesmo ponto. Errado. Sistemáticamente e comprovadamente errado. E insistem. E agora vêm-me dizer que iremos necessitar de um novo aumento de impostos, porque só as regras de contenção não chegam. Eu sinto que chega a hora de mo comprovarem por A+B, porque dei o benefício da dúvida quando me garantiram que o esforço adicional que fiz há uns meses seria suficiente. Quase que o juraram sobre o cadáver da avózinha. Eu dei o benefício da dúvida. Acabou. Finito. Quero tudo explicadinho, preto no branco antes de se porem no olho da rua - sim, porque numa empresa privada com uma gestão à séria já teriam sido todos despedidos. Ah pois é, é o reverso da medalha das maravilhas da gestão privada. Nós conhecêmo-lo, mas o ministro não. É pena, dava-nos jeito agora. Adiante: Não estou a pedir; estou a exigir JUSTIFICAÇÕES. Justificações claras, justificações detalhadas, justificações em linguagem simpes e acessível, que não venham embrulhadas em palavreado barroco de pseudo-intelectual da corda. Além de ter o direito de saber porque vou pagar mais, quero saber para que vou pagar mais, já que toda a gente diz que tenho que pagar mais. Só para confrmar mesmo que tenho que pagar mais, para me certificar de que o meu dinheiro (e aqui está mais um problema do Estado, é não acreditar que aquele dinheiro é MEU, pensam que é DELES) está efectivamente a ser bem gerido.
Já o disse uma vez e tenho que o dizer: tal como muitas outras pessoas, aprendi com quem nunca pediu nada a ninguém. Aprendi com o exemplo de quem soube refazer a vida a contar com nada mais do que o esforço e mérito próprios. E ainda assim sempre a tentar ter algo mais para ajudar quem tinha ainda menos. E tenho tentado dar continuidade a isso. Por isso... desculpem-me lá qualquer coisinha mas... estou um bocado farto de gentinha que se entretém a brincar aos políticos e aos gestores com o esforço, o capital e o risco alheios. O nosso esforço, o nosso capital (dinheiro dos nossos impostos) e o risco (de as políticas correrem mal) equitativamente distribuídos apenas pelos contribuintes que têm mesmo que pagar e que já pagaram antes e que antes disso já pagavam. 
A minha conclusão: devia ter morrido gente no 25 de Abril. 

Monday, September 27, 2010

Wall Street...?

É só impressão minha ou o filme é mesmo muito mauzinho? 

Friday, September 24, 2010

E para acabar bem a semana...

Segredo de polichinelo: uma destas coisas vai acontecer: a) o governo cai e vamos para eleições (o que é uma seca e não resolve nada); b) o FMI vem cá ensinar-nos a resolver os nossos problemas (o que é uma seca); c) o orçamento é aprovado e seguimos para eleições presdenciais (o que é uma seca) e a coisa vai arrastar mais um bocadinho e finalmente d) estamos todos (quase todos) fornicadinhos porque os impostos vão aumentar ainda este ano.


Eu aposto na d).

Em relação ao resto, há que aproveitar o fim-de-semana. E se tudo correr bem algures na próxima semana hei-de conseguir deixar aqui fotos de uma coisa que se chama "baidarka". Estão a ver o sushi? Não tem nada a ver, é uma espécie de kayak. Sim, já que o país afunda, faço-me à água!

Pensamento da tarde:

Há uma maneira simples de aumentar a receita sem que ninguém se sinta defraudado: aumentar os salários de todos os Portugueses em - digamos - mil euros cada.


Pode ser, pá????

Agora no Circo Chen

O Palhaço Rico,

Pedrooooooo
Silvaaaaaa
Pereiraaaaaaaaa!!!

Wednesday, September 22, 2010

Monday, September 20, 2010

10 milhões de gajos errados.

Parece que agora se chama "xenofobia", mas vá. A questão que vejo levantada por sérias e insuspeitas pessoas (e também por pesssoas menos sérias e bastante menos insuspeitas) é se os Portugueses são ou não racistas. Claro que a celeuma veio como azeite à tona de água no arrasto da expulsão dos ciganos de França, mas diria que pelo menos deveríamos pensar um pouco no assunto. A dúvida merece algum crédito.
O Português é óbviamente racista. O Português branco é racista, o Português preto é racista, o Português amarelo é racista, o Português assim-assim é racista. Todos os Portugueses são racistas, e não vale dizer que não, porque é verdade. Mas são-no a um grau perfeitamente aceitável em 99% dos casos. Contamos anedotas de pretos como as contamos de alentejanos, tal como a malta do norte as conta dos alfacinhas e vice-versa. O Português típico é mais ferrenho do clube do que da nacionalidade, e muito mais disso do que de qualquer conceito de "raça". E acabamos todos por ser muito dos "nossos". Do género: "o Carlos é o lagarto mais benfiquista que conheço" ou "para mim o Alberto não é preto". Claro que estas frases simples encerram em si todo um enredado de princípios de exclusão, na mesma exacta medida em que encerram o mesmo princípio de inclusão. Somos sempre "nós" e são sempre os "outros". Mas o que isto revela é simples: para o Português (médio) a teoria dos grupóides é definida com base em critérios elásticos. Baseados no porreirismo. E quanto a isso do Português típico ser pançudo, benfiquista e bom chefe de família (adepto da violência doméstica em domingo de derrota encarnada) é chão que já deu uvas. Há uma geração. Continua a ser um gajo brutalmente imperfeito, mas esse autocolante brutalmente redutor já não pega. E continua a ser um gajo racista sim, apenas na mesma medida (ou menos) em que qualquer outro "tipo" de qualquer outro País o é. Mas com os ciganos é diferente. Porque os ciganos não são "nossos" - temos os "nossos" pretos, os "nossos" chineses, os "nossos" ucranianos, os "nossos" sejam o que forem, mas são "nossos". Não me levem a mal por colocar as coisas assim, mas é assim que as coisas funcionam. São "nossos", estão cá, gostam do "nosso" sol, da "nossa" comida, do "nosso" País, são lixados pelos mesmos filhos da puta que nos lixam a nós, por isso são "nossos". Mas os ciganos não. Vivem num mundo àparte, não querem saber nem do "nosso" sol, nem da "nossa" comida nem do "nosso" futebol, vivem do tráfico, andam armados e, pior do que tudo, os filhos da puta que nos lixam a nós, ajudam essa corja com habitações sociais (que eles não pagam) e com rendimentos mínimos (que nós pagamos). E vivem melhor do que nós.

O problema dos ciganos é tão-só que não se dignam a estar do "nosso" lado. Não o querem de todo, a não ser que lhes convenha. Não pagam impostos, têm fama de ladrões e de intrujões, mas passam à frente de toda a gente nas urgências hospitalares - se for necessário de arma na mão. O tuga não papa isto com bons olhos. Por isso é que quando um qualquer gajo é reles (seja qual for a "raça", a cor da pele ou o país de origem) passa a ser um "cigano do pior". Ou simplesmente um "cigano". E apesar da simplificação de um tema obtuso e complicado, eu pergunto-me sinceramente se isto é racismo. Porque raio, andámos (e andamos) pelo mundo sem grandes complicações e continuamos a ser um País aberto a gentes de todos os cantos do mundo. Só com os ciganos é que a coisa não funciona. Porque será?

(Eu começaria pela discriminação positiva aliada a uma política de laxismo - mas isso sou só eu).

Saturday, September 18, 2010

Alcains:

Morreram dois homens, o que é sempre de lamentar. Três outras pessoas ficaram feridas. Danos em viaturas e habitações. 
Os indivíduos eram vendedores. Ou seja, dois vendedores morreram num tiroteio em Alcains. 
Os indivíduos eram feirantes. Dois feirantes baleados mortalmente em Alcains.
Por acaso também eram ciganos. Por alguma razão, não é referido em local algum. Ou se calhar porque a morte de um cigano às mãos de outro cigano nem sequer é notícia. Ou será mais uma neo-paneleiragem na senda do políticamente correcto?

De memória:

"Eu não quero que a estação do TGV de Portugal seja em Badajoz.
Quero - isso sim - que seja no Poceirão."




Ass: um gajo qualquer.

Friday, September 17, 2010

Ainda bem que leio jornais.

Ia fazer amanhã a escritura de um duplex no Poceirão... safa. Já cancelei.




Ass: Mais um pato-bravo.

Thursday, September 16, 2010

As passagens do norte estão abertas.


Entrevista a um Cidadão anónimo:


E qual a sua opinião em relação a Almada Negreiros?
Hum... Almada Negreiros... Almada Negreiros... é um.
Um?
Sim, um, o Almada joga em casa.