Wednesday, February 9, 2011

Um País fora de série governado por um bando de #$%&"# dá nisto:


Duas a três vezes por mês, repete a rotina, tal como as suas colegas da Câmara de Almeida: ir a Fuentes de Onoro encher o depósito do carro, comprar gás e artigos de mercearia. "Se eu pudesse, até a luz comprava em Espanha", afirma Vanda Albuquerque. Somados todos os cêntimos, garante que estas viagens representam uma poupança anual na economia doméstica próxima dos €1000.
Do lado português, no caminho para Vilar Formoso, o dono do posto de combustível IDA fica a vê-las passar. "Aqui só vendo algum gasóleo agrícola e abasteço os carros do grémio e dos bombeiros. Se tiver sorte, para alguém para meter €5 de gasolina, só para chegar à fronteira", lamenta Domingos Amaral, que já desistiu de vender gás e teve de fechar o café.
No posto da Galp em Fuentes de Onoro, o movimento de carros de matrícula portuguesa é constante. Ligada ao supermercado e ao restaurante Gildo, a marca petrolífera lusa apresenta empregados portugueses e preços "à espanhola", como comentam os condutores, incapazes de compreender como é que se paga aqui €1,209 por litro de gasolina, quando no posto seguinte da Galp junto à Guarda custa €1,509.
Ir ao talho a 'Valencita'
Mais a sul, em Villanueva del Fresno, as alentejanas Maria Bugalho e a filha Olga carregam o carro com sacos de compras. "O que a gente leva é tudo marca nossa, portuguesa, e aqui é mais barato, como é que pode ser?", interroga-se Maria, que leva paletes de leite gordo Vigor a 49 cêntimos o litro "que lá custa 80", ou meio quilo de café Camelo a €2,99 "que lá compro a €4,75". Em Reguengos de Monsaraz, onde vivem, são muitos os que vêm aqui fazer compras. "Valha-me Deus, tem de ser. Frango, champôs, detergentes, é tudo mais barato. O IVA lá está tão alto, e os ordenados uma miséria".
O dono do supermercado Curro constata que o afluxo de portugueses se acentuou com os últimos aumentos de IVA. "Está a vir muita gente de Portugal, asseguram 60% das nossas vendas", adianta Francisco Ríos Farias. "Antigamente, vinham cá comprar produtos de elite, caramelos ou chocolate Cola Cao. Agora fazem as compras gerais, levam açúcar, leite e papel higiénico".
Aos sábados, Villanueva del Fresno enche-se de portugueses e a bomba Repsol é paragem obrigatória. "Vêm também muito mudar pneus e baterias", assegura o dono, Javier Montero.
O talho de Florencio Linares, na pequena aldeia Valencia del Mombuey - "Valencita", como dizem os habitantes de Amareleja ou Barrancos, que lá vão regularmente -, é famoso em quase Portugal inteiro. "Trabalho muito com a indústria, só hoje recebi 50 chamadas de Portugal", garante Florencio. Os portugueses compram ali "agora de tudo, do caro ao barato", desde entrecosto a €1 o quilo a presuntos belota, tudo de porco preto.
O afluxo de portugueses é a justificação económica da bomba de 'Valencita', cujo negócio vai de vento em popa. "Procuramos ter um produto português, da Galp, para os portugueses o aceitarem. Aqui o gás custa €13, lá é quase €26, mas é o mesmo", salienta o dono, José Nunez.
Senhor Serafim vai de Viana a Tui
Na fronteira Valença-Tui, as autoridades galegas admitem que passam ali perto de 150 mil viaturas por mês, para compras, lazer ou trabalho. A maioria vai ao gás e aos combustíveis.
A jovem que atende no pequeno posto de gasolina do outlet Center Fashion, em Tui, não tem mãos a medir. As matrículas portuguesas dominam, mas os galegos também gostam de fazer o desvio por causa do preço, quatro cêntimos mais barato (€1,225 a gasolina, €1,176 o gasóleo). "Sim, é frequente os portugueses encherem bidões. Às vezes, são três ou quatro", refere.
Na mala do seu Opel Corsa, o senhor Serafim acomoda duas botijas de gás e dois bidões de gasolina, depois de atestar o depósito com 42 litros. Acompanhado da esposa, todos os meses cumpre este ritual. O reforço da dose em 20 litros nos bidões tem uma explicação prosaica: "Somos de Viana do Castelo, não podemos andar a correr para cá muitas vezes". No raio até Caminha, é compensador encher o depósito na Galiza, mas Viana já fica a 100 km. O senhor Serafim não sabe ao certo quanto poupou, mas as contas são fáceis: €36, somando a economia obtida nas botijas (€19) e na gasolina (€17).
No parque de estacionamento do hipermercado Haley, um em cada dez carros é português. "Os portugueses atacam mais ao fim de semana", diz a operadora de caixa. O casal Benjamim e Natércia Fernandes são clientes regulares e acabaram de gastar perto de €40, estimando em €10 a poupança induzida.
"Óleo, detergentes, produtos de limpeza e higiene são muito mais baratos", sustenta Natércia. "Além do IVA inferior, aqui têm sempre muitas promoções. Mas noto que os preços deste lado também levaram uma puxada", diz Benjamim. O casal prefere comprar parte dos produtos no Lidl em Valença pois as cadeias de distribuição dos dois lados da fronteira praticam preços muito aproximados.
Os bombeiros de Valença fizeram as contas aos combustíveis e concluíram que podem poupar €30 mil por ano com o contrato que celebraram com um posto galego da Shell. Mas nem sempre o combustível é mais barato em Espanha, e um caso emblemático é o posto do Intermarché em Valença, onde o gasóleo está a €1,199, valor inferior ao da generalidade dos postos espanhóis (€1,216).
Também no Algarve, rumar a Espanha é habitual. Ao chegar a Ayamonte, não é preciso esperar muito para ver chegar portugueses, a abrir a bagageira e carregar botijas de gás - algo que a lei não permite mas a que a necessidade obriga.
Anabela Cunha, que trabalha em Portugal mas escolheu viver em Ayamonte por causa do preço das casas, afirma que serão milhares de pessoas a fazê-lo, apesar de arriscarem a multa. "Toda a gente carrega gás de Espanha, até os GNR fazem isso para consumo próprio", afiança.
Lúcia Silva, que costuma ir de Quarteira a Espanha fazer compras numa base quinzenal, não compreende como o Governo português pode ser tão rígido na política fiscal. "Eu faço-o como forma de protesto, porque o Estado pensa nisto de forma muito vertical e não no impacto indireto que tem na economia", defende. "As pessoas pensam que lá é tudo mais barato por causa do IVA, e por arrastamento acabam por comprar coisas que até nem são, enquanto por cá há gente a ir para o desemprego e milhares de litros de combustível que não se vendem".
O IVA a 18%, contra 23% em Portugal, contribui para a ideia de que os preços são sempre melhores em Espanha. "Nas marcas tradicionais sim, mas hoje em dia com as marcas brancas em Portugal, acho que já não compensa", considera Anabela Cunha.
Assiste-se agora ao fluxo inverso: os espanhóis a invadirem lentamente os supermercados portugueses junto à fronteira. "Sim, nós aqui encontramos produtos mais baratos", confirma Josefa Mora, que veio com as filhas de Lepe, a 20 km, ao Pingo Doce de Vila Real de Santo António. "Dizem que a fruta é muy buena e as berduras muy bonitas", graceja Maurício, o empregado de frescos. "Eu era pequeno e já eles vinham cá, lembro-me das espanholas cheias de sacos, que vinham comprar lençóis, e ouvir nas ruas: Sábanas, sábanas!". Esses tempos acabaram, mas o comércio transfronteiriço em busca de melhores preços de ambos os lados do Guadiana, esse está para durar.
Portugal perde €1000 milhões
Entre "postos de trabalho diretos e indiretos, Portugal perdeu 20 mil empregos e deixou de arrecadar €1000 milhões". Este é o balanço feito pelo vice-presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustível (ANAREC), António Amaral, relativo ao efeito da deslocalização dos abastecimentos de combustível para Espanha. "Fecharam 400 postos de abastecimento localizados perto da fronteira em Portugal, porque os consumidores nacionais passaram a abastecer-se de combustíveis em Espanha - onde compram gasóleo, gasolina e gás engarrafado -, poupando assim muito dinheiro por mês", refere António Amaral.

"Um agregado familiar de cinco pessoas que gaste quatro botijas de gás por mês poupa mais de €50 mensais se comprar as botijas em Espanha", acrescenta. É que uma 'bilha' de gás custa cerca de €26 em Portugal quando em Espanha ronda os €13. As diferenças de preços no litro de gasóleo rondam os 17 cêntimos a menos em Espanha e a gasolina custa menos 26 cêntimos por litro. "Perdemos receitas fiscais em IVA e em imposto sobre produtos petrolíferos, além de perdermos negócios de consumo paralelos e postos de trabalho indiretos nas áreas de manutenção, limpeza, segurança, informática, e todas as áreas que deixam de operar quando é encerrado um posto de abastecimento", diz o vice-presidente da ANAREC.

"Isto é caricato, porque Portugal quer instalar portagens nas SCUT para arrecadar uma receita de €300 milhões, mas depois, devido a uma estratégia fiscal desastrosa nos combustíveis, acaba por perder os €1000 milhões que são deslocalizados para Espanha, o que é três vezes mais que a receita pretendida com as portagens nas SCUT", comenta o vice-presidente da ANAREC. O poder de compra espanhol é cerca de 25% superior ao português. Segundo os últimos dados do Eurostat, enquanto o produto interno bruto (PIB) per capita em Portugal representava 80% da média da União Europeia em 2009, Espanha estava acima da média com 103%. Embora com um IVA inferior e preços de vários bens abaixo dos portugueses, a economia espanhola tem um nível de preços ligeiramente superior.

Os preços de bens como alimentos, bebidas ou tabaco em Portugal representam 92% da média europeia, num ranking liderado pela Dinamarca, e em Espanha estão em 97%. Uma diferença menor que a distância que separa o nível de remunerações nos dois países vizinhos. O salário bruto médio em Portugal ronda os €1200 (números de 2006, últimos disponíveis do Eurostat), ao passo que em Espanha está nos €1600.

Tuesday, February 8, 2011

Pensamentos pós-grevistas e anarco-coisos:


O Metropolitano é de todos.
Destrói a tua parte.

Lebensraum


O meu metro quadrado é sagrado.
Não lhe toques.

Monday, February 7, 2011

Death In Vegas


I Spy

Greve do Metro

Eu devo ser um bocado asno, porque não entendo de que forma é que uma greve matutina consegue angriar simpatias dos utentes para a causa dos funcionários do Metro de Lisboa. Não prejudica quase nada a empresa, prejudica brutalmente os utentes, e faz dos funcionários uma cambada de madraços que não fazem ponta del corno aos olhos de quem paga o passe e tem ainda tem que pagar a alternativa ou deixar que lhe saia do pêlo. Ora... resolvi incluir-me no segundo grupo por razões de preferência pessoal. É que apesar do nevoeiro cerrado na banda de lá do Tejo, nesta margem o dia nasceu (quase) limpo. E a caminhada ainda deu para tirar algumas fotos.




A minha "burra":

Pois é. Nunca tinha deixado aqui nenhuma foto da bixinha, ficam aqui duas tiradas um destes dias no Cabo Espichel. Ok, diz "decathlon" no quadro e não tem nem travões de disco nem suspensões todas XPTOses, não tem um avanço de guiador com um daqueles nomes de realeza nem sequer tem um bocadinho que seja em fibra de carbono. O espigão do selim não é "de marca", os travões são os de origem e nada ali tem pedigree. Lamentamos profunda e sentidamente. Não tem nada daquelas coisas caríssimas e que enchem o olho de quem percebe do assunto. Mas anda. Se anda bem? Depende dos dias, o "motor" nem sempre está na melhor das formas. De vez em quando faz umas médias interessantes... Não mais do que interessantes. Mas o mais importante - e o que faz com que valha mesmo a pena - é que já me levou a conhecer sítios espectaculares, que de outra forma nunca teria conhecido. 



A culpa não morrerá solteira!

Não desta vez!
Identifiquei a massa anónima de eleitorado flutuante que não vota nem bem à esquerda nem bem à direita e que é responsável pelos descalabros eleitorais dos últimos trinta anos! E vivem todos juntos, aqui:



Friday, February 4, 2011

Lusíadas, Sec. XXI


                         I


As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo aquilo que lhes dá na gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!


                          II


E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas.
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!


                        III


Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano.
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.


                        IV


E vós, ninfas do Douro onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!



Recebido pela via do costume... Não faço idéia de quem será o autor, mas fica a singela homenagem...

Na terra dos Faraós



O mundo está a mudar. Na terra dos Faraós, que é mesmo ali ao lado. Já existia antes de a Europa saber que tinha um nome. Tunísia, Egipto, Argélia, Jordânia, Iémen... O mundo está a mudar, por causa de pessoas como nós. Não sei se está a mudar para melhor, mas está a mudar. E na Europa, teremos que aprender a olhar para este mundo que agora se começa a desenhar sem idéias pré-concebidas.
Lamentavelmente não temos líderes à altura disso. Preferimos continuar a olhar para os nossos umbigos.

Wednesday, February 2, 2011

Parabéns, puto!

Saturday, January 29, 2011

Dois pés cagados

O actimel com a piada do inverno azul (fosgasse, mas que merda de idéia) e a mebocaína com rimas copiadas descaradamente do caderno da primeira classe do Paulo Gonzo... Alguém anda a pagar bom dinheirinho por estas coisas, certo?
...Bem esgalhado...

SIC, 19 anos depois

No dia em que o governo Egípcio é demitido e com o Cairo a ferro e fogo, abre as notícias das 21 com a preocupante revelação de que os estatutos da FPF não foram aprovados.


Muitos parabéns pela informação de qualidade e relevância NULA!

Thursday, January 27, 2011

Como seria noticiada hoje em Portugal a história do Capuchinho Vermelho...


NaTV portuguesa: 


 TELEJORNAL - RTP1
"Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem... mas a actuação de um caçador evitou uma tragédia"


 JORNAL DA NOITE - SIC


"Vamos agora dar-lhe conta de uma notícia de última hora. Uma menina foi literalmente engolida por um lobo quando se dirigia para casa da sua avó! Esta é uma história aterradora mas com um final feliz... o Sr. telespectador não vai acreditar mas, esta linda criança foi retirada viva da barriga do lobo! Simplesmente genial!"


JORNAL NACIONAL - TVI


"... onde vamos parar, onde estão as autoridades deste país?! A menina ia sozinha para a casa da avó a pé! Não existe transporte público naquela zona? Onde está a família desta menina? E a Comissão de Protecção de Menores? Tragicamente esta criança foi devorada viva por um lobo. Em épocas de crise, até os lobos, animais em vias de extinção, resolvem aparecer?? Isto é uma lambada na cara da actual governação portuguesa." 





Na imprensa portuguesa:


CORREIO DA MANHÃ


"Governo envolvido no escândalo do Lobo"


JORNAL DE NOTICIAS


"Como chegar à casa da avozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho"


 Revista MARIA


"Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama"


 LUX


"Na cama com o lobo e a avó"


 EXPRESSO


Legenda da foto: "Capuchinho, à direita, aperta a mão do seu salvador". Na reportagem, caixa com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Capuchinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.


 PÚBLICO


"Lobo que devorou Capuchinho Vermelho seria filiado no PS"


 O PRIMEIRO DE JANEIRO


"Sangue e tragédia na casa da avozinha"


 CARAS


Ensaio fotográfico com Capuchinho na semana seguinte: Na banheira de hidromassagem, Capuchinho fala à CARAS: "Até ser devorada, eu não dava valor à vida. Hoje sou outra pessoa."


MAXMEN


Ensaio fotográfico no mês seguinte:


"Veja o que só o lobo viu"


SOL


"Gravações revelam que lobo foi assessor político de grande influência"






(recebida pela via do costume)

Foi há 66 anos.


Wednesday, January 26, 2011

Pode-se tirar o homem da merda, mas não se pode tirar a merda do homem.

Ocorreu-me quando estava a escrever o post anterior. Bem, em simultâneo estava a passar a fronha do nosso primeiro na TV, mas não sei se consigo relacionar ambos os factos sem me rir. Deve ser coincidência.

Mais temas "quentes":

A "competividade" - neologismo importado por algumas luminárias agora bem postas na vida lá das barracas onde aprenderam a falar (pode-se tirar o homem da barraca, mas não se pode tirar a barraca do homem, como alguém disse) é assim um daqueles conceitos abundantemente utilizados por quem não percebe a ponta de um corno do que anda a dizer.
Ser "competivo" significa conseguir ser melhor - fazer mais e melhor com o mesmo. Conseguir fazer O MESMO com menos NÃO É ser "competivo" - é apenas chegar ao mesmo nível da concorrência, porque o cliente está-se a cagar profundamente para as condições iniciais - a preocupação do cliente/consumidor é conseguir MAIS e MELHOR por MENOS. Logo, e dito por um gajo que não percebe nada desta merda, se esses palhacinhos que por aí andam a pregar a "competividade" do País quiserem um bom conselho, eu dou à borla: IVA à mesma taxa de Espanha, combustíveis (energia no geral) aos mesmos preços de Espanha.
É preciso um desenho para explicar a "competividade" ou as avantesmas percebem só assim de 31 de boca?

Parece que rolaram cabeças por causa da barracada do CU nas Presidenciais.*

Fantástico. Já só falta rolarem cabeças por causa do resto da merda que têm andado a fazer.


*Cartão Único, Eleições Presidenciais.

Pareceu-me

Assim de repente ter ouvido o Rogério Alves (Dr, se faz favor) hã... insinuar algo relativamente à especial importância do processo Casa Pia, isto depois de o Carlos Silvino ter aparecido a mentir com todos os dentes que tem na boca - ou em tribunal, e devia ser enrabado com um taco de baseball embrulhado em arame farpado - ou agora numa entrevista ao público - e devia ser enrabado com um taco de baseball embrulhado em arame farpado. Ora estou aqui perante uma epifânia aguda e absolutamente súbita, e pese embora ter percebido uma qualquer intenção de emendar a mão (porque a gralha foi forte), não consegui deixar passar a argolada. 
Eu pensava que todos os processos eram iguais perante a lei... 

Tuesday, January 25, 2011


Now look at them yo-yo's, that's the way you do it
You play the guitar on the M.T.V.
That ain't working, that's the way you do it
Money for nothing and your chicks for free

Now that ain't working, that's the way you do it
Let me tell you them guys ain't dumb
Maybe get a blister on your little finger
Maybe get a blister on your thumb

We got to install microwave ovens
Custom kitchen deliveries
We got to move these refrigerators
We got to move these colour T.V.'s

The little faggot with the earring and the makeup
Yeah buddy, that's his own hair
That little faggot got his own jet airplane
That little faggot he's a millionaire

We got to install microwave ovens
Custom kitchen deliveries
We got to move these refrigerators
We got to move these colour T.V.'s

We got to install microwave ovens
Custom kitchen deliveries
We got to move these refrigerators
We got to move these colour T.V.'s

Look at that, look at that
I should have learned to play the guitar
I should have learned to play them drums
Look at that mama, she got it sticking in the camera
Man we can have some
And he's up there, what's that? Hawaiian noises?
Banging on the bongos like a chimpanzee
Oh, that ain't working, that's the way you do it
Get your money for nothing get your chicks for free

We got to install microwave ovens
Custom kitchen deliveries
We got to move these refrigerators
We got to move these colour T.V.'s

Listen here
Now that ain't working, that's the way you do it
You play the guitar on the M.T.V.
That ain't working, that's the way you do it
Money for nothing and your chicks for free
Money for nothing and chicks for free

Get your money for nothing, get your chicks for free
Money for nothing, chicks for free
Look at that, look at that
Get your money for nothing, get your chicks for free (I want my, I want my, I want my M.T.V.)
Money for nothing and chicks for free
Easy, easy

That ain't working

Margarina II:

Já vi o anúncio na TV. Aparentemente os outdoors eram apenas "teasers". Boa. O anúncio ainda está pior, aparece um Yeti com a boca cheia de pão barrado com valvulina e a gaja (coitada, ainda dizem que as putas dão mau nome ao género feminino) a olhar para ele babadíssima, como se o indigente mental fosse a última coca-cola no Ténéré.
Tal como já suspeitava, a margarina é uma merda para os neurónios.

Monday, January 24, 2011

Da missingue linque:

Mercados: locais no qual agentes económicos procedem à troca de bens por uma unidade monetária ou por outros bens.


Presume-se que para haver um mercado tem que se garantir o seguinte:


a) A existência de um vendedor;
b) A existência de um comprador;
c) A existência de um bem a transaccionar.


Posto isto, creio que não se pode falar nos "mercados" como se fossem entidades distantes, dado que uma das partes interessadas no assunto é uma das partes necessárias à existência dos tais mercados. Sem vendedor, não há mercado, e o mercado não é só feito por compradores cheios de vontade de comprar e de nos lixar a vida. 



Cabo.

Sábado, um espectáculo de tarde. Já não levava lá a bicla há uns dias. Mas o caminho para lá foi "estranhamente" rápido... Na realidade nem me apercebi do vento (estava a favor). Na volta é que foram elas, mas nada do outro mundo. Mas percebi perfeitamente porque razão o pessoal deixou as bicicletas em casa e levou o pópó.




Eram cinco contra um

Meu (e de todos os Portugueses) caro Professor: cinco contra um é punheta.
Neste caso, como foi o "um" que venceu, será uma punheta interrompida. Em dog latin, "punhetus interruptus".


Não sei se queremos desprestigiar ainda mais a coisa... Se calhar parava-se com este argumentário.

Reflexões do dia seguinte

Não colou um único cartaz;
Não prestou declarações;
Não teve direito a entrevistas;
Não apresentou nenhum programa eleitoral;
Não tinha sede de campanha;
Não teve apoios de qualquer espécie;
Não atacou nenhum dos adversários;
Foi atacada por todos os adversários;
Ainda assim ganhou por larga maioria à primeira volta.
A abstenção, claro.
Dá o que pensar.

Sunday, January 23, 2011

Temos que lhe tirar o chapéu.

José Sócrates é políticamente falando, demolidor. Identifica correctamente e sabe aproveitar-se das fraquezas dos adversários. E consegue reduzi-los à insignificancia. Já o tinha feito com Soares, agora fê-lo com Alegre.
Uma coisa é certa: o PS vai ficar mais órfão com a saída de Sócrates do que o PSD ficou com Cavaco Silva. 

Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida


Friday, January 21, 2011

Thursday, January 20, 2011

Por falar em Cidadania:

Já viram quanto é que o Estado vos vai mamar a mais no IRS este ano?
É tão bonito pá! E ainda fica mais bonito quando se sabe para onde vai o dinheirinho.
Vou ali tirar licença de uso e porte de arma. E vou comprar uma howitzer para ter por casa, em caso de necessidade...

Ando aqui meio roído.

Não queria voltar a este tema - o "resquiecat in pace" era mesmo para ser definitivo, tão definitivo como só a morte é. Mas há um detalhe, um pequeno detalhe apenas que não me deu paz a mim, porque não o entendi.
Seja qual for o processo, há sempre um momento no ritual  de passagem para a eternidade que marca. A imagem da urna a descer e o som da primeira terra que bate no caixão, a cortina do crematório a fechar-se, há sempre um instante em a partir do qual tudo "termina" e em que tentamos voltar ao normal. É um instante que tentamos que seja digno, é a úlima imagem terrena daquele alguém que é (foi) nosso.
Bem. É este instante que me deixa desconfortável na história do Carlos Castro. Porque ser despejado num respirador do Metro, no chão, ali mesmo ao lado da sarjeta... Não consigo descortinar a por onde consiga agarrar no acto para lhe conseguir colar uma réstea de dignidade. A sério que não consigo.
Como se o acto não fosse por ele, mas por quem o realizou. Apenas isso.

Uma coisa mais ou menos útil para quem quer ir votar

Como sou uma espécie de Cidadão consciente (contribuinte), deu-me para querer ir votar no domingo. Não sei se no fogo, na frigideira, no chão cagado ou no balde cheio de água porca. Talvez em branco ou nulo, não me interessa. Mas quero ir votar. Como já tenho o documento único (aquele suprassumo da barbatana, a melhor coisa que foi inventada desde a roda) e não consta o numero de eleitor, vai de ir à net à procura. 


http://www.recenseamento.mai.gov.pt/


Descobri que tenho uma morada fiscal e outra de eleitor. O Niagara-contribuinte não vive na mesma casa do Niagara-Cidadão-e-Eleitor. Tudo no mesmo cartão. Viva a eficiência. É que já tive duas pegas nas finanças por causa da morada. Vou ter que ter outra, porque vou ter que fazer 140 Kmts para ir votar. Bela merda. 
E o que me chateia mais é que nenhum dos candidatos vale a merda dos euros que vou gastar em gasosa e em portagens. 



PUBLICIDADE DESCARADA

Tenho que o dizer com frontalidade: nada - mas mesmo nada - me liga o prazer sensorial à margarina. Ainda menos quando a margarina não tem sal. 
O amor já me vem de longe, dos anúncios da Planta onde invariavelmente aparecia a boa da dona-de-casa com a conversinha do costume "ah, o Artur (puto ranhoso armado em mimado ao colo da mãe no meio do supermercado e com as beiças besuntadas com uma espécie de valvulina) adora planta, lá em casa só se come planta, planta ao almoço, ao lanche e ao jantar". Com tanta gordura nas veias o Artur já morreu de doença coronária. Paz à sua alma.
O amor aumentou-me numas férias de verão em que fui ganhar uns cobres para uma fábrica de rações. É sempre bom aprender de cedo o que é duro para aprender a evitá-lo mais tarde, diz-se. A dureza naquele verão vinha em atrelados de TIRs, em sacas de 40, 50 ou mais quilitos. A epifânia tive-a com uma carga de uma porcaria tão ranhosa que besuntava a serapilheira que a ensacava. Farinha de carne, disse-me o tipo do camião. Eu perguntei-lhe se aquilo era para rações (rações - gado, gado - vacas, vacas não são carnívoras mas aquilo chamava-se farinha de carne e era feita a partir de restos de carne e ossos triturados - a dúvida pareceu-me pertinente). A resposta foi demolidora: "Não, também vai para a margarina, a #### (não deixo o nome por decoro) é a nossa melhor cliente". Finito. Relações cortadas com a margarina por razões de higiene.
Vem esta conversa toda a propósito de uma campanha nova que anda por aí nas ruas. Margarina. 
Aparece uma jovem mais ou menos engraçada, mais ou menos vestida, mais ou menos encostada no sofá (acho que é um sofá) e diz "adoro as migalhas que deixas na cama".
Pára tudo.
Mas é que pára mesmo tudo. 
Antes de perguntar pela paramécia que fez a campanha... As perguntas que realmente se impõem:


Quem é que vai comer pão com margarina para a cama?
Sinceramente. Alguém que só tem pão e margarina em casa.


Porque é que alguém iria comer pão com margarina para a cama?
Porque não comeu mais nada e está cheio de fome.


Lembrei-me deste post que deixei aqui há uns anos. A fada do lar.

Wednesday, January 19, 2011

Retrato:


O desemprego é considerado o principal problema nacional (81%)
a par com 
O sistema de saúde (26%)
O endividamento das famílias (26%)
A pobreza e exclusão social (25%)

O país está a caminhar na direcção errada (78%)
Não há uma estratégia de desenvolvimento (66%)
Portugal não é competitivo (64%)

Portugueses que desconfiam, ou confiam muito pouco
Na classe política (94%)
Nos partidos políticos (89%)
Nos governos (90%)
Na Assembleia da República (84%)
Nos tribunais (76%)
Nos sindicatos (75%)
 Na administração pública (75%)



A pergunta que me fica: quanta merda é preciso fazer para chegar a este ponto?

Lisboa, ano da graça de MMXI:


Se não é parte da solução...


"Angela Merkel was locked in talks about the euro crisis when the phone rang in the gleaming chancellery in Berlin.
The Portuguese prime minister, José Sócrates, was on the line from Lisbon with a plea for help. Portugal is tipped to be the third of 17 eurozone countries to collapse under the weight of its sovereign debt, needing a German-led bailout. Sócrates sounded desperate and eager to please, according to witnesses.
He asked Merkel what he should do, promised to do anything she wanted, with one big exception. He would not ask for money – for a eurozone bailout with extremely tight strings attached.
According to accounts circulating in Berlin, Merkel left Sócrates to wait while she sought the views of her high-powered visitors – Dominique Strauss-Kahn, the French head of the International Monetary Fund, and Giulio Tremonti, the highly regarded Italian foreign minister who has recently been lobbying for the introduction of "Eurobonds" as part of a solution to the year-long crisis.
Merkel asked Strauss-Kahn about Sócrates' dilemma. The German-speaking IMF chief was dismissive. The Portuguese plea was pointless, he said, because Sócrates would not follow any advice he was given."


1,3458

É o valor de um Euro em Dólares à data de hoje.


91,64 USD


É o preço do barril de crude hoje. (O combustível que estamos a consumir já foi comprado há uns meses, por mero acaso... Mais barato, portanto).
Um barril custa portanto 67,9149€.




Isto


É o preço dos combustíveis em Portugal HOJE.


Em Julho de 2008 a gasolina sem chumbo 95 chegou aos 1,523€/l. 
Em Julho de 2008 o barril chegou aos 147,5 USD.
Em Julho de 2008 o dólar americano custava 1,55590€. 
Em Julho de 2008 o barril custava 94,8004€.


Não se passa aqui nada, pois não?




(Em Portugal apenas a Galp refina combustíveis. Curiosamente é a também a que os vende mais caros).

Tuesday, January 18, 2011

2011/01/18

Apenas mais um dia.
E a pergunta é, o que é um dia?

Thursday, January 13, 2011

Diz tudo:

"Dos amigos que se dizem profundamente transtornados, mas que têm disposição e fazem questão de passar pelo cabeleireiro antes de serem entrevistados pela TV"

Azia matinal


O primeiro-ministro considerou a colocação da dívida portuguesa hoje nos mercados de capitais «um sucesso, qualquer que seja o parâmetro pelo qual se analise».


O economista Paul Krugman considerou que não se pode falar em sucesso no caso de venda da dívida pública portuguesa, dado que se está a vender dívida de longo prazo com juros de 6,7 por cento.


Sócrates acrescentou que o resultado da operação de refinanciamento o deixou «muito satisfeito», considerando-o «o reconhecimento por parte dos mercados de quer Portugal está a fazer o que deve».
«Portugal não vai baixar os braços nem o Governo português vai baixar os braços. O meu dever é estar ao lado de todos os portugueses que dão o seu melhor para a recuperação económica do país». Lembrou depois que o comportamento da economia portuguesa em 2010 «foi sem dúvida surpreendente», como já tinha sustentado na véspera, em Lisboa.


Sou só eu... ou... há mais gente a considerar isto revelador?
Primeiro, a colocação da dívida soberana a taxas de juro de 6.7% só pode ser considerada um sucesso "qualquer que seja o parâmetro pelo qual se analise" se o analisador for um perfeito imbecil - na realidade só um idiota completo consegue estar sempre no seu melhor.
O canastrão do José Sócrates vê reconhecimento onde mais ninguém consegue ver tal coisa. Trata-se seguramente de um optimista crónico. E pode ficar ao lado de todos os portugueses que dão o seu melhor, desde que não se mexa... de preferência sem respirar. Faça-se invisível. É a melhor ajuda que os portugueses querem neste momento. 
Bem... quando o Primeiro-Ministro de um País diz que o comportamento da economia foi "sem dúvida surpreendente", eu fico a saber que ele não percebe nada de economia e não faz puto de idéia do que se passa no País... e tem a fasquia tão baixa que consegue dizer sem se rir que a colocação de dívida pública a 6,7% é um sucesso. Não se ri porque ele acredita mesmo nas barbaridades que diz.

Wednesday, January 12, 2011

O Vôo do moscardo punk (não encontrei a letra desta)...

Shout


Shout, shout, let it all out, these are the things I can do without
Come on, I'm talking to you, come on
Shout, shout, let it all out, these are the things I can do without 

In violent times, you shouldn't have to sell your soul
In black and white, they really really ought to know
Those one track minds that took you for a working boy
Kiss them goodbye, you shouldn't have to jump for joy
You shouldn't have to 
Shout, shout, let it all out, these are the things I can do without
Come on, I'm talking to you, come on

They gave you life, and in return you gave them hell
As cold as ice, I hope we live to tell the tale
I hope we live to tell the tale

let it all out, these are the things I can do without
Come on, I'm talking to you, come on
Shout, shout, let it all out, these are the things I can do without
Come on, I'm talking to you, come on

Shout, shout, let it all out
These are the things I can do without
Come on, I'm talking to you, come on

And when you've taken down your guard
If I could change your mind, I'd really love to break your heart
I'd really love to break your heart

Shout, shout, let it all out
(Break your heart) these are the things I can do without
(I'd really love to break your heart) come on
I'm talking to you, come on
Shout, shout, let it all out, these are the things I can do without
Come on, I'm talking to you so come on

Shout, shout, let it all out, these are the things I can do without
Come on, I'm talking to you, come on
(They really really ought to know) Shout, shout, let it all out
(Really really ought to know) These are the things I can do without
(They really really) Come on, I'm talking to you, come on
(They really really ought to know) Shout, shout, let it all out
(I'd really love to break your heart)
These are the things I can do without
(I'd really love to break your heart)
Come on, I'm talking to you so come on
Shout, shout, let it all out, these are the things I can do without
Come on, I'm talking to you, come on...

Ahahahahahahah!!!

Ahahahahahahahahahah!!!!
Ahahahahahahahahahahahahahahahahah!!!
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh... Ahahahahahahahah!
Ahahahah.... Ahhhhh.... Ahahahah!




Sim, fritei a pipoca. Lamentamos profunda e sentidamente...

Um par de Purdeys:

Uma que dispara pela boca, outra que só dá tiros pela culatra.

Monday, January 10, 2011

Abertura de TODOS os noticiários da noite:

Morreu uma alminha pela qual (em vida) nunca daria um chavo. Nunca fui com a cara dele, e era moço que me fazia agradecer aos céus o botão do "mute" do comando do "meo" sempre que abria a boca. Fútil como a crista de um galarote, a idéia que tenho dele é a do "idiota-sempre-em-festa", com medo dos efeitos do tempo (ou do julgamento do tempo?) na pele (e o sol? e os UV's?), o eterno "jovem de espírito" que reuniu na morte (impressionante) um consenso generalizado que nunca teve em vida... A avaliar pelo que oiço dizer agora, melhor do que ele só o Papa...
Não sei (nem quero saber) se era só gay ou se acumulava com uma carreira na pedofilia (como muita gente afirma agora a pés juntos - impressionante de novo), não faço puto de idéia se aliciava jovens com promessas dos amanhãs que cantam e de futuros radiosos) em troca de favores de todo o tipo; o que sei é que (pela parte que me toca) era um perfeito inútil na sua vertente mais mediática, comentador de comentadores de futilidades e afins, e que Deus o guarde por tudo o resto que não sei, não conheço, não quero saber nem conhecer, porque pelo que sei e conheço deveria era estar neste momento a mamar copos de Whiskey ranhoso lá embaixo com o mafarrico. Sempre em festa, como em vida, e tão inútil como enquanto vivo. Pelo menos pela parte que me toca.
Requiescat in Pace, ainda assim. E deixe-nos "requiescatar" também in pace.

Thursday, January 6, 2011

... Dedicação


...


Pai Nosso...





Este "mora" cá no quintal. Ou morou, durante uns tempos...

Still Alive.


Tuesday, January 4, 2011

Estava a escrever o post anterior e...

Dei com um daqueles dogmas que nunca vi desmentidos nem questionados, apenas repetido à exaustão: o objectivo primeiro de uma empresa é maximizar o lucro. Eu, que não percebo nada de economia, pergunto-me se assim será. O objectivo primeiro é, através de um determinado input, conseguir um máximo de output. Se for necessário alavanca-se o input para aumentar o output - o recurso à alavancagem significa que não haverá uma variação do diferencial, digo eu... Ora, isto parece-me tão capaz de sobreviver como um ganso alimentado à força para fazer um magnífico foie-gras... pode dar para uma figadeira desmesurada, mas o pato acaba por morrer, vá para paté ou não. 
Será então que este é "O" objectivo "maior" da existência de uma empresa? 

?

Marca.
Nome. 
Simbologia ou significado.
Associação a.
Isto é o que queremos. Uma marca, um nome num mercado, símbolo daquilo que os nossos clientes pretendem - o que queremos que eles pretendam pretender. Queremos ser associados a um estilo de vida, a um modo de vida, a um símbolo de estatuto. De preferencia sem que isso tenha grandes custos. O nosso objectivo é maximizar o lucro.
No meio disto onde fica a marca/nome "Ensitel"? Talvez na prateleira de todas coisas que não se devem fazer em simultâneo.