Quando eu morrer, a terra não me há-de cobrir. Sou Arauto da Verdade e Vento de Liberdade.
Tuesday, April 5, 2011
E porque não o teria dito melhor, transcrevo:
"Estou até convencido, após reflexão de alguns (breves) minutos sobre o assunto, que alguns cadáveres seriam mais úteis em funções desempenhadas por altos cargos de empresas do sector público do que alguns por ali andam a sacudir o pó da incompetência. Por variadíssimas razões sendo a mais óbvia a de que ambos, morto e boy, possuírem intrinsecamente a mesma capacidade de produção. O morto porque não pode, o boy porque não sabe. O boy é um inútil. Um parasita. O morto é um morto. Só e apenas.
A segunda passa pelo facto de um morto não delapidar estupidamente os cofres do Estado. O morto não necessita de um carro de alta cilindrada com chauffeur, não tem a necessidade de ter um telemóvel com plafond ilimitado, não viaja com um cartão de crédito dourado no bolso. A única viagem do morto num Mercedes será numa carrinha funerária, envolto em ramos e coroas de flores direto para o outro mundo. Ao contrário do boy, o morto não causa qualquer tipo de danos ao erário publico. O morto pode ser pesado mas não é um peso morto para a Economia. Enquanto o morto é enterrado o boy enterra o país.
Conclusão (com um ligeira adenda da minha parte) e pegando na mítica frase do Marquês de Pombal, Sebastião José de Carvalho e Melo, após o terramoto de 1755: enterrem-se os mortos, despeçam-se os boys e cuidem-se dos vivos. "
Daqui.
de volta ao rectângulo...
Passei sobre Lisboa estava o jogo prestes a começar. Passei por acaso, porque sim, porque teve que ser. Para todos os efeitos eu e o futebol não temos uma relação por aí além de cordial. A Selecção sim, mais ou menos, dependendo de quem manda na chafarica, os clubes nem por isso. Por uma série de razões, porque vivemos num País que gosta tanto de futebol que nem se importa por aí além de lixar completamente todas as outras modalidades - mesmo aquelas em que somos (ou fomos) muito bons, em que tivemos boas equipas e bons atletas e ainda poderíamos ter, não fosse o facto de gostarmos taaaaaanto de futebol que não resta dinheiro nenhum para mais nada - e apesar disso, continuamos a ter um futebol que, dentro e fora das quatro linhas, pouco mais consegue ser do que vergonhoso. Vou repetir devagarinho: Vergonhoso. A malta dentro do campo (os chamados "jogadores") comportam-se como autênticos imbecís, 99% deles não sabe construir mentalmente uma jogada nem sequer compreende o conceito de equipa. O chamado "jogo" é uma coisa tática e morna que às vezes aquece lá para o fim quando já não há nada a fazer. Absolutamente banal, absolutamente boçal, com rasgos pontuais de qualquer coisa assemelhada a genialidade e quase sempre ausente de entrega e dedicação. E aqueles gajos são os "ídolos". Bela cagada. E claro, regra geral a cerimónia é devidamente acolitada por equipas de arbitragem que se esforçam por estar à altura dos restantes. Nem sempre, mas regra geral. E assim mais cá para fora o panorama agrava-se, num manto denso de suspeições, trocas de acusações entremeadas com favores devidos e a haver, corrupção, fuga ao fisco e tudo aquilo que possa ter um mínimo de ilegalidade à mistura. E claro, a única espécie de fauna avícola autóctone que aparentemente é protegida e acarinhada ao ponto de nem sequer ser engaiolada anda sempre metida ao barulho: o pato-bravo mailas suas negociatas no ramo imobiliário. Ou seja, assim composto o ramalhete nem sequer vale a pena virem-me com a história do convívio, porque tal como referi, eu e o futebol...
O que me remete direitinho ao que ainda não disse. Um pequenino comentário acerca do desportivismo e da falta dele. E, caríssimos, perdoai-me a ousadia, eu que sou frontal e fanáticamente contra o Jorge Nuno e aquilo que ele representa ou pretende representar, tenho que fazer aqui um parêntesis numa longa história de simpatia afectiva para com o clube da águia a bem dos meus princípios. É que isto de desligar a luz e ligar os aspersores a meio da comemoração da vitória do adversário nem sequer se pode chamar de falta de desportivismo: é cretinice, no mínimo. E falta de memória. Só pode ser, esqueceram-se que passaram o campeonato de outono a coçar a micose e só começaram a dar às perninhas já o campeonato de inverno ia avançado. E queriam resolver tudo à última? E não conseguiram? E amuaram, foi?
Temos pena pá. O campeonato acabou ontém, mas já tinha começado há muito tempo.
O que me remete direitinho ao que ainda não disse. Um pequenino comentário acerca do desportivismo e da falta dele. E, caríssimos, perdoai-me a ousadia, eu que sou frontal e fanáticamente contra o Jorge Nuno e aquilo que ele representa ou pretende representar, tenho que fazer aqui um parêntesis numa longa história de simpatia afectiva para com o clube da águia a bem dos meus princípios. É que isto de desligar a luz e ligar os aspersores a meio da comemoração da vitória do adversário nem sequer se pode chamar de falta de desportivismo: é cretinice, no mínimo. E falta de memória. Só pode ser, esqueceram-se que passaram o campeonato de outono a coçar a micose e só começaram a dar às perninhas já o campeonato de inverno ia avançado. E queriam resolver tudo à última? E não conseguiram? E amuaram, foi?
Temos pena pá. O campeonato acabou ontém, mas já tinha começado há muito tempo.
Friday, March 25, 2011
Newsflash: Finanças Públicas
Relativamente ao défice e à dívida soberana, tenho a informar que
a culpa é do Salazar.
Ass: José Sousa.
A força das idéias
"Num jantar, Thomas Carlyle, eminente filósofo escocês, foi censurado por um dos convivas por falar repetidamente nos livros que lia.
- O que há nos livros são ideias, nada mais - referiu ele num tom displicente.
Carlyle fitou-o com desprezo e retorquiu:
- Havia um homem chamado Rosseau que escreveu um livro no qual só havia ideias. A capa da segunda edição do livro (que inspirou a revolução francesa) foi encadernada com a pele daqueles que tinham rido da primeira."
Thursday, March 24, 2011
The thing that should not be
Messenger of fear in sight
Dark deception kills the light
Hybrid children watch the sea
Pray for Father, roaming free
Fearless wretch insanity
He watches lurking beneath the sea
Great old one forbidden site
He searches, hunter of the shadows is rising
Immortal in madness you dwell
Crawling chaos, underground
Cult has summoned, twisted sound
Out from ruins once possessed
Fallen city, living death
Fearless wretch, insanity
He watches lurking beneath the sea
Timeless sleep has been upset
He awakens, hunter of the shadows is rising
Immortal in madness you dwell
In madness you dwell
Not dead, which eternal lie
Stranger eons death may die
Drain you off your sanity
Face the thing that should not be
Fearless wretch, insanity
He watches lurking beneath the sea
Great old one forbidden site
He searches, hunter of the shadows is rising
Immortal in madness you dwell
'Tiquetas:
Metallica,
The thing that should not be
E a realidade é?
Simples.
A carne que comemos? Importamos.
O peixe que comemos? Importamos.
A fruta que comemos? Importamos.
O pão que comemos? Fazêmo-lo com cereais importados.
Os pópós com que andamos nas auto-estradas? Importámo-los.
A matéria-prima e material circulante para o TGV? Vai ser importada.
Os corta-unhas que utilizamos? Importamos.
A roupa que vestimos? Importamos.
O petróleo que queimamos nos motores dos nossos pópós? Importamos.
A electricidade que consumimos? Importamos.
Ok, não tudo nem a 100%. Mas temos que importar porque não somos auto-suficientes. Não temos auto-suficiencia em nenhum item básico de sobrevivencia. Agricultura, pecuária, pescas, seja o que for, não há um único ramo de actividade em que não necessitemos de intervenção externa algures no processo - e isso não é ser auto-suficiente. Temos que importar energia porque gastamos mais do que produzimos. Temos que importar cereais porque consumimos mais do que produzimos. Vivemos numa bolha de serviços - e mesmo esses funcionam abaixo de mal.
Vamos ter que deixar de andar de fato e gravata. Seguramente.
A carne que comemos? Importamos.
O peixe que comemos? Importamos.
A fruta que comemos? Importamos.
O pão que comemos? Fazêmo-lo com cereais importados.
Os pópós com que andamos nas auto-estradas? Importámo-los.
A matéria-prima e material circulante para o TGV? Vai ser importada.
Os corta-unhas que utilizamos? Importamos.
A roupa que vestimos? Importamos.
O petróleo que queimamos nos motores dos nossos pópós? Importamos.
A electricidade que consumimos? Importamos.
Ok, não tudo nem a 100%. Mas temos que importar porque não somos auto-suficientes. Não temos auto-suficiencia em nenhum item básico de sobrevivencia. Agricultura, pecuária, pescas, seja o que for, não há um único ramo de actividade em que não necessitemos de intervenção externa algures no processo - e isso não é ser auto-suficiente. Temos que importar energia porque gastamos mais do que produzimos. Temos que importar cereais porque consumimos mais do que produzimos. Vivemos numa bolha de serviços - e mesmo esses funcionam abaixo de mal.
Vamos ter que deixar de andar de fato e gravata. Seguramente.
Wednesday, March 23, 2011
Todos ao pote
Vão começar as nomeações em barda. José Sócrates vai terminar o mandato cumprindo a promessa de criar 150 mil novos empregos - todos às custas do erário público.
P.S: José Sócrates acaba de dizer que acredita em Portugal. Os Portugueses - através dos seus representantes na AR - também lhe quiseram dizer qualquer coisa. Não estou certo de que os (nos) tenha entendido...
P.S: José Sócrates acaba de dizer que acredita em Portugal. Os Portugueses - através dos seus representantes na AR - também lhe quiseram dizer qualquer coisa. Não estou certo de que os (nos) tenha entendido...
Devemos festejar?
Era uma pergunta?
Eu respondo: Há muita gente que sente uma grande perda neste momento. E há muitos mais que, continuando a sentir uma grande perda, sentem que a partir de agora é capaz de valer a pena enfrentar as dificuldades de frente, pelo menos com alguma esperança.
É de valor conseguir ter em simultâneo o CDS e o BE, para além do PSD e do PCP contra. É muito difícil, mas o nosso agora ex-primeiro ministro conseguiu.
E pelo menos numa coisa há que dar a mão à palmatória: foi consequente até ao fim. Mentiu sempre.
Deus o guarde bem longe.
Eu respondo: Há muita gente que sente uma grande perda neste momento. E há muitos mais que, continuando a sentir uma grande perda, sentem que a partir de agora é capaz de valer a pena enfrentar as dificuldades de frente, pelo menos com alguma esperança.
É de valor conseguir ter em simultâneo o CDS e o BE, para além do PSD e do PCP contra. É muito difícil, mas o nosso agora ex-primeiro ministro conseguiu.
E pelo menos numa coisa há que dar a mão à palmatória: foi consequente até ao fim. Mentiu sempre.
Deus o guarde bem longe.
Sinais dos tempos?
Uma das histórias mais interessantes acerca do comportamento humano li-a há uns anos não me recordo onde, acerca de um brilhante constitucionalista Português, de cujo nome não me recordo, e rezava o seguinte: a dita personagem tinha por hábito escrever anotações a lápis à margem dos discursos que escrevia. Numa delas podia ler-se o seguinte (relativamente a uma frase de um discurso): "Argumento fraco. Elevar o tom de voz".
Nos últimos dias muita gente deve estar a socorrer-se de anotações mentais idênticas...
E um pouco de silêncio, para variar?
Tuesday, March 22, 2011
Futurologia e tal...
Estou farto de ouvir malta a falar do Engº como se acabassem de vir do funeral do homem, tal não é a certeza que têm que vai cair amanhã. Eu cá tenho sérias dúvidas: a peça é má rês, e vai custar a tirar dali. E vai ter que ser à força e numa cadeira de rodas, que ele pelo próprio pé não há-de querer sair. É mula velha, não o subestimem... E não lhe chamem inútil que o homem tem uma mais valia: serve como mau exemplo.
Honestidade.
Este homem é honesto. Qualidade rara... mas é garantidamente honesto. O único negócio que conhece e que garante rentabilidades de 66% a dois anos é a transacção de jogadores. Nada de BPNs nem BPPs, nada de drogas nem de putas.
Este homem é honesto!!!!!
(e não tem lido jornais ultimamente)...
Monday, March 21, 2011
Falta de fósforo
O Primeiro-Ministro chega tarde à tomada de posse do Presidente da República;
Nos entretantos, dá umas entrevistas durante a sessão de cumprimentos;
Apresenta um PEC IV sem ligar pevide ao Presidente da República;
O Santana Lopes foi corrido porque? Esqueci-me.
Nos entretantos, dá umas entrevistas durante a sessão de cumprimentos;
Apresenta um PEC IV sem ligar pevide ao Presidente da República;
O Santana Lopes foi corrido porque? Esqueci-me.
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