Alterações à legislação laboral. Facilitar os despedimentos individuais. Eu pergunto-me, para quê? É possível despedir um trabalhador por incompetência? Sim. É possível despedir um trabalhador por não cumprir com as suas funções e obrigações? Sim. Então para quê as alterações??? Porque é difícli fazê-lo???
Cenário: um trabalhador/funcionário/colaborador numa empresa Portuguesa. Produtividade, baixa ou relativamente baixa. O mesmo trabalhador muda-se para uma outra empresa - por exemplo, uma Auto Europa, para desempenhar exactamente as mesmas funções. Produtividade? Das mais elevadas do mundo.
Questão: o que é que mudou?
Resposta: tudo na hierarquia acima desse trabalhador/funcionário/colaborador.
Ou seja, a baixa produtividade do cenário inicial é, acima de tudo, resultado da incompetência das estruturas hierárquicas e da organização das empresas Portuguesas, empresas essas que estão a abarrotar de incompetentes em cargos de chefia/gestão (de topo ou intermédias).
A minha pergunta é: consegue-se "demitir" uma pessoa de uma determinada função? Sim. Consegue-se retirar-lhe as regalias inerentes ao desempenho dessa função? Não. Porque de um modo ou de outro o sistema permite que sejam englobadas numa espécie de retribuição-base que não pode (aparentemente) ser "mexida".
Resultado: quando o "Sr. Director X não consegue "carburar" na área 1, muda-se o dito-cujo para a área 2, sendo substituído nas funções por uma outra alminha vinda da área 3 (onde também não "desenvolveu" como devia...
Ou seja, parece-me a mim que o fardo de inoperância da nossa estrutura produtiva passa acima de tudo por termos que manter os monos onde estão, porque pelo menos estão a desempenhar funções ao nível do custo que têm (funciona mais ou menos assim).
Eu diria que é muitíssimo mais realista facilitar a perda de regalias para os incompetentes do que a perda de emprego para todos os outros. Este é o grande problema dos "direitos adquiridos" - que afinal de contas não são direito nenhum, são um confisco do direito alheio.
Quando eu morrer, a terra não me há-de cobrir. Sou Arauto da Verdade e Vento de Liberdade.
Friday, June 24, 2011
Thursday, June 23, 2011
Untitled.
Eduardo Galeano. É muito difícil alguém conseguir dizer coisas tão importantes em tão pouco tempo. Vale a pena escutar com atenção.
'Tiquetas:
Coisas que valem a pena
O que é... é isto:
Um facto que muitos Portugueses desconhecem é que o Presidente da Assembleia da República é a segunda figura do Estado, sendo a primeira o Presidente da República. Deveríamos aferir por aqui a importância do Parlamento relativamente às outras instituições - importância essa que nem sempre tem, ou que quase nunca lhe damos - nós, todos, Cidadãos, independentemente do nosso "estado político".
Relativamente à pretérita eleição para o cargo, à descontinuidade nas práticas tradicionais e às personalidades envolvidas, só há duas coisas a dizer: A primeira, não sei se Fernando Nobre era ou não indicado para o cargo (ninguem sabe, lá voltamos à história dos melões); A segunda, mais simples, linear e directa, é que Pedro Passos Coelho manteve a palavra dada. A valorização da palavra e da honorabilidade de quem a empenha é efectivamente uma novidade a salientar. E não vale a pena dissecar o acto com acusações seja de que tipo for: o que é relevante, e é a isso que nos devemos cingir, é que temos à frente do Governo uma pessoa que dá valor à palavra.
Wednesday, June 22, 2011
Limiar
A partir de onde é que se deixa de ser um "independente" e se passa a ser "dependente"?
Esta é sempre a minha dúvida existencial quando se diz que alguém é "independente"... políticamente falando, claro. Porque seguramente haverá gente muito mais "independente" nas idéias, nas convicções e nos actos dentro das estruturas partidárias do que muitos dos que aparecem nascidos sabe-se lá onde sob a capa da "independencia". E qual a razão para esse súbito aparecimento? Por sugestão de quem? Com que interesse?
E o que me pergunto a seguir: a "independencia" política é um critério de escolha política para o desempenho de cargos políticos?
Esta é sempre a minha dúvida existencial quando se diz que alguém é "independente"... políticamente falando, claro. Porque seguramente haverá gente muito mais "independente" nas idéias, nas convicções e nos actos dentro das estruturas partidárias do que muitos dos que aparecem nascidos sabe-se lá onde sob a capa da "independencia". E qual a razão para esse súbito aparecimento? Por sugestão de quem? Com que interesse?
E o que me pergunto a seguir: a "independencia" política é um critério de escolha política para o desempenho de cargos políticos?
Outra perspectiva das coisas
Apesar de muitas vezes ter pensado o contrário - e inclusivamente disse-o e defendi-o perante (e contra a opinião de) terceiros, começo a perguntar-me se os Portugueses não terão um bom-senso intrínseco na sua relação com algumas facetas do dia-a-dia. Quando trocam um acto eleitoral por uma ida à praia ou às compras, quando trocam um noticiário pela quinquagésima-cagalhagésima novela da TVI, ou quando decidem apenas ignorar o mundo que lhes é encafuado à força em casa pela boca (e pela imagem) de certos "fazedores de opinião". E digo isto por duas razões: é que na realidade há um mundo "lá fora" à nossa espera, e a materialização da máxima "pensar global, agir local" começa mesmo dentro das nossas casas, com os nossos, com os que nos são próximos, com aqueles que escolhemos, e dilui-se pelos diversos graus de vizinhança, parentesco e pelas afinidades que descobrimos com as pessoas com quem nos vamos cruzando ao longo da vida. Efectivamente, há coisas muito importantes na vida.
E o resto, não é importante? É claro que sim. Mas é-o apenas de acordo com aquilo que é. Ou seja, o acto de Governar um País é importante. É efectivamente importantíssimo, mas quando quem o faz não lhe dá o devido valor ou não sabe estar à altura da responsabilidade, aplica-se a máxima "quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito". E ignorar é apenas uma maneira sensata de o demonstrar, sendo que a partir daí há todo um conjunto de cambiantes de violência e agressividade possíveis. Os Portugueses demitem-se, ignorando. Afinal, olhos não vêem, coração não sente.
E apesar disso, é aceitável? Não, porque na realidade constitui uma demissão generalizada dos deveres de Cidadania - é uma coisa que muito poucas pessoas querem perceber, a Cidadania em si é um direito singular que acarreta todo um conjunto de deveres - e não o contrário. E sim, é necessário proceder a umas quantas mudanças.
E porque se proporciona, acerca do novo governo: não é possível falar do novo governo por uma questão de bom senso. No entanto o que poderia ser dito acerca do que já se disse do novo governo dava para escrever um tratado de arqueologia socio-política contemporânea. Porque apesar de não ser de todo possível tecer quaisquer considerações lógicas e legítimas, há uma legião de tudólogos incasáveis que não se inibem de fazer futurologia sobre o assunto. Mesmo depois de lançarem para o ar a célebre frase-descarto-me-já-se-não-for-assim que reza que "os governos são como os melões, só sabemos se são bons depois de os abrirmos". Maravilha.
Se calhar falávamos do governo cessante. E dos anteriores. E tentávamos perceber porque é que chegámos aqui. Já sabemos? E que tal falarmos de criar mecanismos de evitarmos cair na esparrela uma quarta vez? Pois, dá mais trabalho, exige um raciocínio um pouco mais exacto do que o "Eu acho que o novo ministro blá blá blá é um"...
Porra pá, já chega. Usem o cérebro. TODO.
E uma outra questão que não me parece dispicienda, prende-se com a nossa periferia e com a nossa periferização. A nossa periferia está escarrapachada nos boletins meteorológicos dos noticiários que se transmitem por essa Europa fora: Dublin, Moscovo, Ankara, Paris, Atenas, Londres, Amsterdão (que nem é capital), Madrid, etc etc etc. Lisboa, nicles. Portugal não existe no mapa mental da Europa. E nós pagamos-lhes na mesma moeda: passamos o dia a repetir as mesmas notícias requentadas cá do burgo, o boletim de transito que começa na A2-Sul e acaba no IC19 - salvo acidente grave numa estrada secundária, que é qualquer uma das que estão a mais de 30 quilómetros do Marquês de Pombal, internacionalizamos no futebol e voltamos ao rectângulo para as curiosidades locais - feiras e piqueniques na Av. da Liberdade. Lá de fora, só os mínimos olímpicos, porque a malta não está interessada. É a chamada globalização informativa selectiva.
E o resto, não é importante? É claro que sim. Mas é-o apenas de acordo com aquilo que é. Ou seja, o acto de Governar um País é importante. É efectivamente importantíssimo, mas quando quem o faz não lhe dá o devido valor ou não sabe estar à altura da responsabilidade, aplica-se a máxima "quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito". E ignorar é apenas uma maneira sensata de o demonstrar, sendo que a partir daí há todo um conjunto de cambiantes de violência e agressividade possíveis. Os Portugueses demitem-se, ignorando. Afinal, olhos não vêem, coração não sente.
E apesar disso, é aceitável? Não, porque na realidade constitui uma demissão generalizada dos deveres de Cidadania - é uma coisa que muito poucas pessoas querem perceber, a Cidadania em si é um direito singular que acarreta todo um conjunto de deveres - e não o contrário. E sim, é necessário proceder a umas quantas mudanças.
E porque se proporciona, acerca do novo governo: não é possível falar do novo governo por uma questão de bom senso. No entanto o que poderia ser dito acerca do que já se disse do novo governo dava para escrever um tratado de arqueologia socio-política contemporânea. Porque apesar de não ser de todo possível tecer quaisquer considerações lógicas e legítimas, há uma legião de tudólogos incasáveis que não se inibem de fazer futurologia sobre o assunto. Mesmo depois de lançarem para o ar a célebre frase-descarto-me-já-se-não-for-assim que reza que "os governos são como os melões, só sabemos se são bons depois de os abrirmos". Maravilha.
Se calhar falávamos do governo cessante. E dos anteriores. E tentávamos perceber porque é que chegámos aqui. Já sabemos? E que tal falarmos de criar mecanismos de evitarmos cair na esparrela uma quarta vez? Pois, dá mais trabalho, exige um raciocínio um pouco mais exacto do que o "Eu acho que o novo ministro blá blá blá é um"...
Porra pá, já chega. Usem o cérebro. TODO.
E uma outra questão que não me parece dispicienda, prende-se com a nossa periferia e com a nossa periferização. A nossa periferia está escarrapachada nos boletins meteorológicos dos noticiários que se transmitem por essa Europa fora: Dublin, Moscovo, Ankara, Paris, Atenas, Londres, Amsterdão (que nem é capital), Madrid, etc etc etc. Lisboa, nicles. Portugal não existe no mapa mental da Europa. E nós pagamos-lhes na mesma moeda: passamos o dia a repetir as mesmas notícias requentadas cá do burgo, o boletim de transito que começa na A2-Sul e acaba no IC19 - salvo acidente grave numa estrada secundária, que é qualquer uma das que estão a mais de 30 quilómetros do Marquês de Pombal, internacionalizamos no futebol e voltamos ao rectângulo para as curiosidades locais - feiras e piqueniques na Av. da Liberdade. Lá de fora, só os mínimos olímpicos, porque a malta não está interessada. É a chamada globalização informativa selectiva.
Solstício
Monday, June 20, 2011
Thursday, June 16, 2011
Estados de espírito:
Fátima Campos Ferreira para Campos e Cunha: "Mas o senhor foi ministro das finanças do primeiro governo de José Sócrates"
Campos e Cunha: "Mas isso não faz parte do currículo, faz parte do cadastro."
Roubado aqui.
Campos e Cunha: "Mas isso não faz parte do currículo, faz parte do cadastro."
Roubado aqui.
Monday, June 13, 2011
Um avanço no sentido da realidade:
O Alfredo Barroso invoca contra o Aguiar Branco os pobrezinhos e coitadinhos que estão a passar fome (até que enfim que alguém no PS se lembra de olhar para o mundo real), fome essa que seguramente só começou no pretérito acto eleitoral, junto com a miséria e a ignorância que nunca, nunca, mas nunca houve em Portugal durante os governos do engº. Aliás, o País está tão bem que o dito-cujo vai passar um ano ao "estrangêro" para estudar filosofia.
Friday, June 10, 2011
Thursday, June 9, 2011
Já há um tempo que não vinha aqui de bicicleta, ao Seixal. Hoje decidi-me, e regressei. O problema não é tanto a ida como a volta, que é (quase) sempre a subir, mas que se dane, aquilo não foi feito para andar sempre em plano. O Seixal (a baía) é sempre aquele sítio indescritível, seja qual for a luz, a baía e o rio vestem-se a condizer. E a paragem de sempre para o café do costume, no sítio do costume...
E uma voltinha pela Lagoa de Albufeira, assim a modos que um desvio ao caminho. A "burra" fica bem ali, mal caída na areia (mal porque caiu mesmo para o lado errado - o lado da corrente, claro). A Lagoa, essa, continua espectacular, como sempre.
E depois o Meco. A Aldeia e a Praia das Bicas, ali umas dezenas de metros abaixo do parque de campismo. Parque esse onde vou de vez em quando beber um café... hoje a acompanhar um chausson de maçã. Meio chausson, a outra metade foi fora quando descobri que tinha meia-dose de maçã e meia-dose de bolor. Penincilina em estado puro, portanto.
Já depois (e um bocado acima) da Praia da Foz - que tal como a anterior, é apenas um bocadinho de areal... Mas vale a pena andar por aqui, a paisagem é sempre espectacular.
E no Cabo Espichel, at last. O dia esteve sempre abafado, entrecortado de vez em quando por uma brisa fresca, mas que nunca passou de uma brisa. Tenho pena de não ter uma máquina fotográfica comigo, o telelé não apanha o que realmente se via.
E um bocadinho fora da estrada principal... Via-se bem para lá de Tróia, quase até Sines (para Norte, no Cabo, via-se claramente a Serra de Sintra)... Em dias limpos é assim: vê-se até lá ao longe.
E o "bebedouro" do costume. Há aqui rebanhos de ovelhas (na Azóia faz-se queijo), daí o bebedouro. Paragem da praxe.
No total foram oitenta e poucos quilómetros. Há muito tempo que não pedalava tanto, e nunca pedalei tanto com tantas subidas (e descidas). Como é lógico, tenho dois blocos de cimento nas coxas e a perna direita está a ferver como uma salamandra. O que causa mais incómodo em distâncias tão grandes acaba por ser o selim, o pescoço leva a sua dose e os braços iam à vez. Se calhar deixava-me de coisas e começava a usar mais a outra burra...
Anyway, valeu a pena, como sempre. A repetir um destes dias mais próximos... E com passagem pela Ponta dos Corvos.
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Cabo Espichel,
Fotos,
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