Friday, September 30, 2011

Pintelho

Renovação do mobiliário urbano na Av. da Liberdade


(Foto enviada do meu Ai Com um Caralho)

Cabo Espichel




Cenas de gajo


(Foto enviada do meu Ai-Fodasse)

Morfes, bubida e malta amiga


(Foto enviada do meu Ai Póde)


(Foto enviada do meu Ai Ai)


Monday, September 26, 2011

Friday, September 23, 2011

Contra

A pena de morte. Não consigo conceber a pena de morte num país civilizado - mais facilmente aceito que se entrege à fúria da turba um criminoso.

Thursday, September 22, 2011

A invenção da roda

O tempo não me tem sobrado para vir aqui, mas não posso deixar passar em branco mais uma pretensa alteração ao código laboral que é de tal monta que é desta que o País vai descolar.
Face ao que se anuncia, e no sentido de evitar a contestação à coisa, não queria deixar de partilhar aqui o meu modesto contributo. Em vez de andarmos a inventar, a minha sugestão é que apliquemos modelos de reconhecido sucesso. E já que é sempre para esse referencial que apontamos, eu sugiro que adoptemos o modelo Alemão, e por esta ordem:
Ano 0 - legislação laboral e toda a que for aplicável aos sindicatos, movimentos sindicais e afins (ah pois, que isto de marcar greves a custo zero é uma bela cagada que sai sempre do cabedal dos mesmos);
Ano 1 - legislação aplicável às empresas, confederações patronais e afins (exactamente isto);
Ano2 - (já com a produtividade em alta), aplicação do modelo fiscal Alemão (tributação sobre os rendimentos do trabalho, rendimentos das empresas, etc etc etc). 

A todos os que estiverem a pensar "este gajo é maluco, são realidades diferentes, isto é impossível", bem... Então não mexam no que querem mexer.
Porque: eu só faço horas extraordinárias quando tem que ser, a grande maioria delas já "graciosamente", e como tal não tenho que trabalhar mais meia-hora por dia gratuitamente porque já o faço (tal como a grande maioria das pessoas que conheço); os sábados, domingos e feriados em que tenho que malhar com o cabedal no trabalho é porque tem mesmo que ser - e para tal prescindo do meu descanso e do tempo de qualidade que passo (poderia) passar com os meus; isso é muito importante, não tem preço, e não se troca por coisa nenhuma. Se a idéia é baixarem o preço das horas extra, tenho uma sugestão melhor: proíbam o trabalho extrardinário. Isso obriga as empresas a contratar mais pessoas, logo diminui o desemprego e as contribuições sociais - parece-me uma medida válida no actual contexto, não? E dado que estas empresas ficariam isentas da TSU durante um ano, não seria um ónus muito grande para elas.

A medida da minha produtividade é uma coisa assim a modos complicada. Imagine-se (por absurdo) que tenho uma cadeia hierárquica a modos que... incomum: algumas pessoas razoavelmente competentes entremeadas com outras que estão muito preocupadas com a troca do carro e o iPad novo que levam para as reuniões (para impressionar). Decisões contraditórias, puxa daqui, empurra dali, empastela... coisas atípicas em Portugal, certo? Bem, de que modo se vai quantificar a minha produtividade? Gostaria de um pouco de transparência.

Relativamente ao despedimento com critérios dúbios, só tenho uma solução para isso: um taco de baseball. Se algum dia for o caso, tenciono aplicá-la. Como alguém disse, a morte nivela os homens. 

Por outro lado... pergunto-me se não estaremos próximos do 25 de Abril que não chegou a acontecer. Aquele em que a malta responsável é pendurada nos postes...

Tuesday, September 13, 2011

Para que é que serve a Liberdade?

Seixal. Terra tradicionalmente comunista, para o bem e para o mal, mais uma das que se assumem como parte integrante dos municípios de Abril, seja lá o que for que isso quer dizer. Plantado algures lá para o meio, um restaurantezinho catita de um homem sem papas na língua, que em dia de pouca freguesia decidiu dar-nos conversa ali mesmo à mesa. De onde vinha, o que tinha feito na vida, o que tinha vivido e o que tinha perdido, falou de tudo um pouco. Falou de política, do antes do Abril de que o Seixal  vive e do depois do Abril em que o Seixal sobrevive. "Antes não se podia falar, não se podia criticar, não nos podíamos queixar e dizemos que é mau? Hoje falamos, criticamos e fazemos queixas, mas ninguém nos ouve! Para que é que serve a liberdade?"
...

Monday, September 12, 2011













Sunday, September 11, 2011

Dez anos depois.


Saturday, September 10, 2011

Alentejo profundo.

Na mesa ao lado um casal que seguramente tinha deixado a nave espacial estacionada em segunda fila, ambos para lá de qualquer descritivo simpático. Algures a meio da refeição (mas podia ser ao início porque a comida deixou de ter sabor, ou mesmo ao fim porque fiquei sem apetite) sai-se o hominídeo com um novo teorema de geometria afectiva: "eles vão ter que reavaliar um relacionamento, tem que ser um mais um igual a ambos em vez de ser igual a dois". O vinho devia estar a escorregar bem, porque ela concordou. 
Na mesa do outro lado quatro retornados do Festival da Atalaia, ainda em estado gasoso. Um deles tinha lido "O Capital", mas não contou aos outros. Então ficou para ali a brilhar sozinho ante a admiração dos camaradas, seguramente menos dados a intelectualismos e a leituras complexas. Só lhe faltava a bola de cristal e uma data qualquer anterior a 2008 para conseguir o estrelato absoluto na categoria "Artes Divinatórias" barra "teorias da conspiração" do "eu bem te disse que ia ser assim, camarada, mas tu não me deste ouvidos". Dava para uma daquelas cantigas de intervenção.
Noutra ala, um grupo de professores. Em sessão comemorativa de sessão conspiratória, estiveram que tempos de volta da matemática afectiva da divisão da dolorosa. Um mais um igual a ambos, tal como tinha dito o Jetson na outra mesa (que entretanto já tinha saído).
Não me digam que fora de Lisboa não se passa nada. É preciso é estar no sítio certo.

Thursday, September 1, 2011

Friday, August 26, 2011

Américo Amorim, "o pobre".

Podemos colocar a questão de duas maneiras: a), efectivamente o homem trabalhou e trabalha para chegar onde está, e b) a história da filha de um ricaço a quem pediram para escrever um texto sobre uma família pobre, que começou assim: -"era uma vez uma família pobre. O pai era pobre, a mãe era pobre, os filhos eram pobres, o jardineiro era pobre, o motorista era pobre, a governanta era pobre, eram todos pobres".


O problema é que ambas estão certas. É uma questão de pontos de vista e de ligação à realidade.

Friday, August 19, 2011

Rigor Mortis



Para quem não gosta do género... a partir dos 7:30. Seguramente o melhor que os Rigor Mortis fizeram, e do melhor do género.

Friday, July 22, 2011

Há, contudo, um problema.

Apontar o dedo à Moody's ou a qualquer outra agência de rating é, sem que mais seja feito, tapar o sol com a peneira. O problema de fundo é a regulamentação do sector financeiro; substituir três avaliadores por quaisquer outros não vai à causa das coisas. Porque uma grande falha no actual modelo é exactamente o universo desregulamentado em que estas entidades se movem.

Friday, July 15, 2011

Grandes verdades intemporais


 




Recebido pela via do costume.

Thursday, July 14, 2011

É (também) isto:

Em Portugal existe cerca de um milhão de casas devolutas. Se cada uma das casas for valorizada a um preço médio de 100 mil euros, isso quer dizer que o país tem empatado em casas vazias a astronómica soma de 100 mil milhões de euros. "Comparado com o novo aeroporto, que custa três mil milhões, vemos os excessos que foram cometidos em matéria de construção nos anos 90".


daqui.

El archipiélago macaronésico

Para nuestros hermanos, Ilhas Selvagens para nosostros.


Vale a pena seguir o blog (http://ilhasselvagens.blogspot.com/).

Wednesday, July 13, 2011

...

«No dia em que é empossado, o novo secretário geral do PCUS tem um conversa com o anterior. Este diz-lhe que lhe deixou duas cartas na secretária, numeradas 1 e 2, para serem abertas apenas e só em situações de profunda crise. Chega a primeira crise e o novo SG abre a primeira carta, que diz "Atire todas as culpas para cima de mim". Assim o faz e tudo funciona às mil maravilhas. Chega a segunda crise e abre a segunda carta. Esta diz apenas "Sente-se e escreva duas cartas".»


daqui.

Tuesday, July 12, 2011

Reitingues.

Seguramente há uns quinhentos mil caramelos que percebem muito mais do assunto do que eu e que já se encarregaram de deixar as respectivas opiniões para a posteridade algures somewhere. Mandaria o bom-senso que mantivesse um silêncio prudente acerca do assunto... 
O que é que mudou desta vez? Porque raio é que há uns meses atrás, quando as avaliações da República caiam a grande maioria dos fazedores-de-opinião diziam que tínhamos que fazer pela nossa credibilidade e agora, esses mesmos fazedores-de-opinião dizem que foi um acto terrorista? 
Parece-me mais ou menos evidente. Há uns meses atrás tínhamos um governo (goste-se ou não) que tinha um capital de credibilidade escasso... Ok, nulo, pronto. Quatro PEC's sucessivos intervalados por poucos meses não deram exactamente o contributo correcto para a coisa, fora tudo o resto. Mas, no entretanto, mudámos de governo, e o novo governo deu indicações claras e precisas de um rumo que pretende seguir, rumo esse divergente do do anterior governo. Se é melhor ou não, não sabemos porque a economia e a futurologia têm uma coisa em comum: a exactidão na previsão de coisas que ainda não aconteceram.
Onde é que se inverte o ónus da prova? Aqui mesmo. No ponto de viragem política - que, diga-se o que se disser, é o catalisador das grandes mudanças sociais e económicas. E estando nós ainda na charneira, fazer futurologia com algo que ainda agora começámos a fazer - e a penar - só pode ser gozação. E ainda se torna mais gozação quando percebemos a "insuspeita" coincidência cronológica desta descida brutal da avaliação com a necessidade imperiosa que o País tem de vender alguns dos "anéis" já, para ontem, antes que nos levem os dedos. E reagimos por uma razão: porque quem não se sente não é filho de boa gente.