Tuesday, September 18, 2012

Da série "Quase todos os lugares são interessantes": Oviedo

Aqui se inicia a série "Quase todos os lugares são interessantes", com a magnífica cidade de Oviedo, algures na Península Ibérica. Mais um lugar onde seguramente o Malato já terá sido muito feliz... E nada melhor do que começar uma série de fotografias com algo que dá luz: Candeeiros.


Os hermanos são muito bons no que concerne a jardins:


Coretos... 




Os candeeiros estão mesmo por todo o lado. Fazem parte do cenário.





"O viajante", se não estou em erro.



E, a avaliar pela legenda, um "Culis Monumentalibus".
"As gordas fazem muitos estragos. Eu sei disso porque tenho uma prima que tem um cú enorme e estava sempre a partir cadeiras. O meu tio não ganhava para a mobília, até lhe ergueram um busto em Paços de Ferreira, ele largou lá umas centenas de contos" - Ricardo Araújo Pereira, hoje algures no meu rádio. A arte não tem que ser sempre séria...


E porque Santiago de Compostela fica seguramente num dos caminhos que estamos a pisar, não conseguimos evitá-las. Estão por todo o lado:


O senhor Calatrava também por aqui andou. Não fazia a menor idéia, mas assim que dei de caras com o bicharoco desconfiei que era dele, e não me enganei.




Estas curvas são tão similares às que encontramos na Gare do Oriente que não restam dúvidas: é um Calatrava.








Sou capaz de ter falhado uns quantos pontos de interesse, mas isso não interessa agora... Podemos-nos perder. Podemos andar, podemos conhecer a andar. Passeios largos, que convidam a andar, a zona velha quase toda pedonal e bastante bem conservada, uma boa surpresa. E curiosamente, algumas pessoas de bicicleta.




Tuesday, July 24, 2012

Coisas que não têm nada a ver umas com as outras, como o farmacêutico de Ampurdan em busca de absolutamente nada.






Tall Ships

Um pequeno apontamento visual que não faz justiça à imponência destas máquinas movidas a vento. Foi o que pôde ser com a lente de um telemóvel... E não quero deixar de realçar uns quantos detalhes: Estas máquinas são imponentes. Não são esmagadoras porque são graciosas; são imponentes. Têm uma espécie de vida própria, como se tivessem alma, como se esperassem pelo momento de zarpar. Todos os elementos se fundem numa única entidade, todos com uma função própria e solidária. Não há acasos. São identidades alegres, engalanadas, que convivem com os elementos e gostam de ser observadas. Sem falsas modéstias, como se soubessem perfeitamente quem são, de onde vêem e para onde querem ir a seguir.
Os anglo-saxónicos prestam-lhes um tributo muito especial: quando se lhes referem, o artigo vem sempre no feminino.

















Relvas:

Já que é um tema da actualidade...










Tuesday, June 26, 2012

"Externalização":

Surgiu-me a questão de uma conversa agorinha mesmo, com o Axle: Eu, empresa, tenho uma necessidade não pontual, para uma função que tem que ser desempenhada em continuidade, que exige conhecimento técnico e conhecimento da realidade da empresa. E tenho duas hipóteses: ou contrato directamente ou subcontrato o serviço a uma outra empresa. Se assumirmos que o faço, esta empresa terá ido ao mercado (ao mesmo a que eu teria ido) fazer a contratação, por um valor semelhante e com um pacote de regalias idêntico. Também faz descontos para a SS e também terá que pagar as férias a essa pessoa - e caso eu assim o exija, terá que pagar a alguém para cobrir também esse período de 22 dias úteis. Como é óbvio, cobrar-me á a mim todos os custos "brutos" mais o risco de cessação de contrato mais o lucro que, óbviamente, é o móbil de qualquer empresa.
A minha questão é, o que é que eu ganho com esta solução? Qual é que é o valor acrescentado da subcontratação?

Externalização é mais um daqueles palavrões (como "sinergias", há uns anos), que andam na boca de toda a gente - principalmente de pessoas que não lavam os dentes...

Wednesday, May 23, 2012

Com um...

Há dias assim a modos que um bocado para o fornicados... a puxar ao fecundado. Não, não é uma questão de "ah, sinto-me incompreendido", não tem nada a ver com essas merdas. Hidden agenda, parece-me que é como se diz em Inglês do sul, a dar para o canal. É sentir que (quase) toda a gente anda com uma segunda intenção. Ninguém é o que mostra ser, ninguém diz o que quer dizer, ninguém se compromete a uma decisão. Deve ser uma merda difícil pá, as pessoas são pagas para isso. E claro, um dia destes dou o berro, porque gosto muito de saber com o que posso (ou não) contar. E se calhar alguém descobre alguma coisa de que não está à espera...

Thursday, May 17, 2012

LaDonna Adrian Gaines

Vulgo "Donna Summer". Abandonou-nos hoje. 
Mas deixou-nos sons inesquecíveis. 



Friday, May 4, 2012

The Nameless City:

That is not dead wich can eternal lie
And with strange aeons even death may die

Thursday, March 29, 2012




LISBOA 2012.03.27


CARTA ABERTA AO VEREADOR DOS PELOUROS MOBILIDADE E INFRAESTRUTURAS VIÁRIAS DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA 
Fernando Nunes da Silva




Exmºs Senhores, 


NOTA PRÉVIA;


Vejo-me forçado a escrever esta carta, após de ter tentado participar por duas vezes nas Reuniões Públicas da C. M. de Lisboa e qual não foi o meu espanto ao verificar que para tal a C. M. de Lisboa exige marcação presencial na 5º feira anterior a cada Reunião Pública;


Por motivos de agenda profissional, nos últimos dois meses não pude estar em Lisboa nas quintas-feiras anteriores às Reuniões Públicas da C. M. de Lisboa e segundo me informaram nos Paços do Concelho, a inscrição para participação na Reunião Pública da C. M. de Lisboa não pode ser efectuada por e-mail, telefonema, fax, numa outra quinta-feira, terça ou sexta. Terá obrigatoriamente de ser efectuada aos balcões dos Paços do Concelho, exactamente na última 5ª feira antes da Reunião Pública. A ser exacta esta informação prestada aos balcões dos Paços do Concelho, este tipo de formalismos burocráticos no séc. XXI revelam um inusitado arcaísmo e um total desajustamento dos processos da C. M. de Lisboa com realidade e ao mesmo tempo que dificultam a participação cívica. 


SOBRE OS MOTIVOS QUE ME LEVAM A ESCREVER ESTA CARTA; 
Tendo sérias dúvidas de diversa ordem sobre a decisão da C. M. de Lisboa em interditar a circulação em determinada zona da cidade aos veículos anteriores a 1992 e a partir do próximo dia 1 de Abril ampliar essa zona e incluir na proibição os veículos anteriores a 1996, sobre o pretexto de que são mais poluentes. Uma vez que nas notícias vindas a público só li generalidades que não coincidem com os dados que tenho na minha posse, venho solicitar esclarecimento das seguintes questões ao Vereador responsável pelo Pelouro da Mobilidade e Infra-estruturas;


1- PERGUNTAS SOBRE OBJECTIVOS E IMPACTOS
1.1 Se efectivamente a C. M. de Lisboa pretende interditar a circulação dos veículos mais poluentes em certas zonas da cidade porque é que os veículos que efectivamente mais poluem continuam a poder circular sem limitações conforme o exposto no documento em anexo?
1.2 Os veículos mais poluentes assinalados no documento em anexo não só emitem mais partículas nocivas para o ambiente como pelo peso e potência superiores, provocam mais desgaste nas infra-estruturas. Este factor foi tido em conta na elaboração desta norma? Se sim quais as conclusões?
1.3 Os veículos menos poluentes assinalados no documento em anexo não só emitem menos partículas nocivas para o ambiente como habitualmente são utilizados pelos sectores da população com menos recursos. O impacto estas medidas na economia e mobilidade nesses sectores da população foi tido em conta na elaboração desta norma pela C. M. de Lisboa? Se sim quais as conclusões?
1.4 Segundo diversos estudos a pegada ecológica global decorrente da produção de um veículo automóvel médio equivale em média a 150.000km percorridos pelo mesmo veículo, o que corresponde a percorrer 15.000km anuais durante 10 anos. Foi feita uma projecção do impacto negativo na pegada ecológica global da cidade de Lisboa, decorrente do facto os proprietários dos veículos anteriores a 1996 que circulam em Lisboa virem a comprar veículos novos? Foi comparado esse impacto com pegada ecológica global da cidade de Lisboa se esses proprietários continuarem a utilizar os veículos anteriores a 1996 durante os próximos 10 anos? Se sim quais as conclusões? 
1.5 Quais os objectivos em termos de redução efectiva de poluição que a C. M. de Lisboa se propôs atingir com a primeira fase desta medida? 
1.6 Quais os resultados reais obtidos após 6 meses de aplicação da lei depois de serem descontados os efeitos na variação do trafego, decorrentes da actual crise, do aumento dos preços dos combustíveis e das taxas de estacionamento? 
1.7 Antes de avançar com ampliação da zona de exclusão para os veículos anteriores a 1996 em que medida foi tida em conta a análise dos resultados obtidos com a execução da medida anterior?
1.8 Quais os objectivos em termos de redução efectiva de poluição que a C. M. de Lisboa se propões atingir com a segunda fase desta medida?
1.9 Uma vez que conforme demonstrei através do documento em anexo esta norma não impede a circulação nas zona determinadas pela C. M. de Lisboa dos veículos mais poluentes e que exercem mais pressão e desgaste sobre as infraestruras, ao mesmo tempo que dificulta a mobilidade das camadas mais desfavorecidas da população, se ao fim de um ano nenhum dos objectivos em termos de diminuição dos valores da poluição tiverem sido atingidos a C. M. de Lisboa admite rever esta norma que só prejudica os proprietários de veículos com menos recursos e permite os veículos mais poluentes e que provocam mais desgaste nas infraestrutura continuarem a circular?


2 PERGUNTAS SOBRE ELEMENTOS ANTERIORES À NORMA DA C. M. DE LISBOA 
2.1 Com base em que dados foi estabelecida esta lei, quem polui mais em Lisboa? Veículos particulares? Transportes públicos? Navios? Outros? (especificar)
2.2 Quantos veículos anteriores a 1992 circulavam em Lisboa à data da implementação da lei?
2.3 Quantos km faziam anualmente os veículos anteriores a 1992 circulavam em Lisboa à data da implementação da lei?
2.4 Qual a contribuição dos veículos anteriores a 1992 em termos percentuais, no conjunto da poluição global em Lisboa?


3 PERGUNTAS SOBRE ELEMENTOS ANTERIORES À AMPLIAÇÃO DA ZONA DE PROIBIÇÃO PELA NORMA DA C. M. DE LISBOA
3.1 Quantos veículos anteriores a 1996 circulam em Lisboa actualmente.
3.2 Quantos km fazem anualmente os veículos anteriores a 1996 que circulam em Lisboa actualmente? 
3.3 Qual a contribuição actual dos veículos anteriores a 1996 em termos percentuais, no conjunto da poluição global em Lisboa?


4 PERGUNTAS SOBRE SUPORTE LEGAL E FICALIZAÇÃO
4.1Qual o suporte constitucional e legal e que permite descriminar quem conduz um veículo pelo ano/modelo ou norma Euro 1, quando esses mesmos cidadãos podem circular com o mesmo veículo em todas as outras cidades de Portugal e em todas as estradas da União Europeia?
4.2 Qual o suporte legal que permite à Policia Municipal fiscalizar e eventualmente autuar um condutor na posse dos documentos exigidos pela lei geral (cartão do cidadão, carta de condução, livrete, titulo de registo, comprovativo do seguro, da inspecção e do imposto de circulação) que não apresente certificado de interesse histórico ou comprovativo da instalação de catalisador.
4.3 Havendo veículo anteriores a 1992 com catalisador e a cumprir a norma Euro 1 e anteriores a 1996 que cumprem a norma Euro 2 quais a competências da Policia Municipal para fiscalizar estes aspectos técnicos?
Fico aguardar o esclarecimento rigoroso das questões que contam da presente carta. 










Nuno Manuel Granja da Silva


Avenida Almirante Reis
LISBOA




P.S. Considero o conteúdo desta carta de interesse público e por esse motivo divulgarei o mesmo junto dos meios de comunicação e redes sociais




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E pronto, é isto. E isto é muito do que tem que ser questionado, porque o espaço público é de todos, e é pago por todos. Não pode estar refém de legislação ad hoc nem de decisões de circunstância.















Monday, March 19, 2012

Na onda:


Já que toda a gente escreve sobre o assunto... O meu Pai continua a ser o melhor Pai do mundo. E é mais forte do que o teu, e já foi à lua e ao fundo do mar. E contou-me como foi, e fui lá com ele. E se não acreditas, pergunta-lhe.

Tuesday, March 13, 2012

O Presidente de todos os Portugueses:

Tenho que deixar aqui uma declaração sumária: não gosto de chicos-espertos do calibre do José Sócrates. Não gosto de indigentes mentais presporrentes e prepotentes incapazes de verem um erro ainda que o mesmo esteja escarrapachado à frente da retina e com a assinatura do próprio. Ponto. Execrável é pouco para qualificar a criatura. Espero ter escrito isto de um modo claro, correcto e conciso - ainda que a cagar para o acordo ortográfico.
O que me move a escrever este post - e espero que alguém que perceba mais do assunto do que eu (e que saiba ler, claro) passe por aqui e dê uma vista de olhos na coisa com resultados práticos - é o seguinte:


O Shrek de Belém vem a público dizer que houve falta de lealdade institucional, coisa grave e nunca vista nos últimos trinta anos de democracia, culpa do engenheiro das berças. Acossado pelos Orcs do largo do rato, sentiu-se obrigado a esclarecer a plebe: não só o rústico havia sido desleal, como teria também VIOLADO o artigo ducentésimo primeiro da Constituição da República Portuguesa (aquela que vale o que vale conforme o interesse da ocasião - porque, tal como está escrito no último parágrafo do preâmbulo, "A Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de Abril de 1976, aprova e decreta a seguinte Constituição da República Portuguesa" - qual plebiscito ou referendo, isso é coisa para os Espanhóis:). Diz a alínea c) do referido artigo (referente às "Competências dos membros do Governo" que "1. Compete ao Primeiro-Ministro: c) Informar o Presidente da República acerca dos assuntos respeitantes à condução da política interna e externa do País").
Vamos aqui ser honestos: o rústico é um ser desprezível, mas o shrek não se satisfaz com o número dois da lista. O palhacinho foi desleal? Claro que sim. Já foi dito à saciedade por quem vive de opinar sobre estas merdas. Mas o shrek ficou-se... Perante tamanha deslealdade, o shrek acobardo-se e não fez o que lhe competia: correr com o palhacinho. Por muito menos do que isto, o Presidente Cenourinha correu com o Santana. Remember? Mas não, este considera que não se justificava dado que não pôs em causa o regular funcionamento das instituições.


A ser assim, devia ter ficado caladinho, porque se bem me recordo, jurou por duas vezes "cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa".


Eu punha os dois no chilindró. A pão e água e a partir pedra. Garantidamente que a "troika" passava a olhar para nós com mais respeito.

Sunday, February 26, 2012

Extreme Ways



Friday, February 24, 2012

MEDO:

Dei largas à curiosidade de ir à procura de uma coisa: Quais as empresas que compõem o PSI20?
Bem. Segundo a Wikipedia, o Portuguese Stock Index é composto pelas seguintes empresas:



Altri - Empresa de produção papeleira e energética
Banco Comercial Português - Empresa de finanças e capitalização
Banco Espírito Santo - Empresa de finanças e investimentos
Banco Português de Investimento - Empresa de finanças e investimentos
Banco Internacional do Funchal - Empresa de finanças e investimentos
Brisa - Empresa concessionaria de auto-estradas
Cimpor - Empresa de produção de cimentos
EDP - Empresa de produção e distribuição de electricidade
EDP Renováveis - Empresa de produção de energias renováveis
Galp - Empresa petrolífera e de combustíveis
Jerónimo Martins - Empresa de grande distribuição maioritariamente distribuição alimentar
Mota-Engil - Empresa de construção civil
Portucel - Empresa de comercialização de papeis de alta qualidade
Portugal Telecom - Empresa de telecomunicações e de multimédia
REN - Empresa de geração e de distribuição de electricidade
Semapa - Empresa de produção de cimentos
Sonae Indústria - Empresa de administração de recursos próprios
Sonae - Empresa de industria de matéria-prima, distribuição e venda de alimentos, administração de centros comerciais, turismo construção, telecomunicações, transporte e capitais de risco
Sonaecom - Empresa de comunicação social, telecomunicações, Internet e informática
ZON - Empresa de distribuição de multimédia


Ora bem... A vermelho, grupos financeiros; a laranja, empresas que pertencem a grupos mais ou menos monopolistas ou mais ou menos arrendatários do erário público. Doze, no total. Sobram a distribuição, os papéis, os cimentos, a energia (???)...


Vamos ver com atenção, porque este é o espelho da nossa economia. Grupos financeiros ancorados directa e indirectamente no erário público; concessionárias de auto-estradas subsidiadas pelo erário público; Produção de energias renováveis subsidiadas pelo erário público; Produção e comercialização de energia eléctrica em regime de monopóplio; Refinação e posterior distribuição de produtos petrolíferos em regime de monopólio; Empresas de construcção civil com core nas obras públicas - financiadas pelo erário público.


Este é o País Moderno, Desenvolvido e no pelotão da frente do Século XXI. E claro, cheio de oportunidades e muita "competividade". Este é o retrato da nata da nata, que vem angriar rendas ao rectângulo e distribui dividendos "no estrangêro" - onde aliás se encontram os "centros de decisão". Mas já há muito tempo...


Os problemas do endividamento do País também passam por aqui.


Thursday, February 23, 2012

O caminho das pedras

Estive a ler um post de um dos (muitos) blogs que sigo no reader, neste caso o "The Left-handed cyclist" (o link aponta para o post, post esse que não tem absolutamente nada a ver com bicicletas, antes com biomecânica, neste caso restrita a um pequeno grupo de dinossauros). E relativamente a estes (os raptors, como são incorrectamente conhecidos), há uma coisa que não deixa de me fazer alguma confusão: sabendo que a grande maioria das "originalidades" que a natureza cria tem apenas uma função sexual secundária (o caranguejo-violinista macho é um dos exemplos extremos de que me lembro assim de repente), porque raio vamos dar uma volta aos quintos dos infernos para elaborar uma teoria rebuscadíssima que pretende explicar duas ou três características evolucionárias peculiares da maneira mais complicada possível? Sim é verdade, parece-me que aquela garra poderia ter uma qualquer função no ritual de acasalamento, e a particularidade do encaixe semi-rígido das vértebras da cauda poder-se-ia explicar muito fácilmente com uma coisa em que estes animais seriam comprovadamente soberbos: a corrida. Com efeito, parece-me que esta cauda em particular seria o contrapeso ideal para uma corrida veloz e perfeitamente controlada, em que a compensação de equilíbrio se faz muito mais no plano horizontal do que no plano vertical, possibilitando mudanças rápidas de direcção sem o ónus de controlar a posição horizontal da cauda ao longo de todo o seu comprimento.
Que me recorde, os únicos animais bípedes existentes que utilizam as patas traseiras como arma são os galos e os cangurus (os machos, leia-se). Sempre em lutas com outros machos, por domínio territorial ou conquista de fémeas. No caso do canguru a cauda ajuda (e de que maneira) a técnica de luta, mas se fosse semi-rígida como a dos raptors descritos não serviria para nada. E não me parece que uma presa em luta pela vida se colocasse voluntáriamente na posição mais favorável ao seu predador com o intuíto de o ajudar... Ou seja, aquela garra teria seguramente uma outra função não muito clara, mas não me parece que a estrutura óssea e muscular subjacente suportassem os esforços necessários à sua utilização eficaz como uma arma - e ainda por cima daquele tamanho.
Por outro lado, os raptors poderiam ter um comportamento relativamente a presas de maiores dimensões muito mais racional e eficiente do ponto de vista do custo energético, e idêntico ao dos canídeos actuais: perseguição de fundo, em grupo, desgaste, exaustão por cansaço e/ou perda de sangue. E face a uma presa semi-morta de cansaço, os dentes seriam sempre uma arma muito mais eficaz do que as garras para terminar o serviço - a grande maioria dos felinos serve-se das garras para segurar ou para se agarrar às presas, mas não as matam com as garras. Ou pelo menos raramente o fazem.
O facto de nenhum esqueleto ter sido encontrado com a dita garra leva-me a ponderar uma possibilidade: a de ser um elemento provisório, com uma composição menos durável do que a dos ossos, razão pela qual nenhum exemplar fossilizou (um pouco como a armação dos alces ou dos veados, que apenas cresce na época do acasalamento e cai todos os anos). O que reforça a minha idéia de que pudesse ter uma outra função que não a de inflingir danos às presas.
Por fim, as aves, que acreditamos ser as descendentes em linhagem directa destes mesmos dinossauros, são os seres mais consistentemente exuberantes do planeta no que concerne à decoração da plumagem e aos comportamentos que exibem durante a época do acasalamento, porque razão consideramos os seus antepassados como cinzentões apagados, apenas interessados em carnificinas? Não me parece de todo...

Às vezes somos o pombo...




Outras somos a estátua...




Tuesday, February 21, 2012

Conheça-se pelo seu signo:


CARNEIRO:


É entusiasta e enérgico, mas só faz merda. Leva tudo à frente até bater com os cornos na parede, e depois chora porque é um maricas de merda.
Gostam de desporto mas têm mau perder como o caralho.
A mulher Carneiro é  bastante peluda na zona púbica.
As crianças Carneiro são geralmente piolhosas e ranhosas.




TOURO:


Calmos e tenazes, mas só de aparência porque na realidade são teimosos como os cornos que têm na cabeça (mas no verdadeiro sentido da palavra, porque são muitas vezes encornados por serem péssimos no sexo).
Comem que nem umas bestas e mastigam de boca aberta.
As mulheres Touro são possuídas pelo demo durante o coito. 
As crianças Touro são muito feias e peidam-se abundantemente.




GÉMEOS:


Falam como o caralho mas não dão uma para a caixa.
Babam-se e   deitam perdigotos para cima das outras pessoas.
São uns filhos da puta que só  pensam neles e nas gajas ou gajos que querem papar.
Os gémeos papam  tudo o que lhes aparece à frente, desde o padre da paróquia à velhinha com Alzheimer.
A mulher Gémeos acaba geralmente nas drogas.
A criança  Gémeos é manipuladora e gosta de enfiar o dedo no cu.




CARANGUEJO:


São amorosos e sonhadores ao ponto de meterem nojo aos porcos.
Sempre com cara de parvos são muitas vezes apanhados a masturbar-se em  gabinetes de prova de roupas porque não arranjam ninguém que lhes queira tirar os 3.
Vestem-se mal porque mesmo aos 40 são as mães que lhes escolhem a roupa.
As mulheres Caranguejo têm mamas grandes e flácidas e usam pensos higiénicos ultra com alas (Reglex).
As crianças Caranguejo  cheiram mal dos pés e gostam de mexer nos seus cagalhões com um pauzinho de fósforo.




LEÃO:


Altivo, arrogante e petulante, mas tão petulante que só dá vontade de lhe arrebentar a tromba  à chapada.
Têm a mania que são bons mas são uma bela cagada, porque todos têm uma propensão genética para as hemorróidas, o que os impede de fazer sexo anal (que  adoram). Usam muitas vezes o corte de cabelo ao estilo "emigrante".
As mulheres Leão são  sado-masoquistas e adoram que lhes dêm palmadas no cu com uma pá das obras.
A criança Leão é estúpida e tem frequentemente diarreia.




VIRGEM:


O nativo Virgem é organizado e metódico; tem a mania de guardar os preservativos  usados para não esquecer de quantas já deu.
Gosta de ser apanhado a masturbar-se nas dunas. Tem pavor de   sexo oral pois receia engasgar-se.
A mulher Virgem tem os lábios bastante salientes e costuma rapar os pelos em forma de coração. Têm sempre uma mama maior do que a outra.
A criança Virgem é  medonha. Têm os dentes podres e mau hálito.




BALANÇA:


Com um aspecto simpático mas completamente desequilibrado, o nativo balança tem permanentemente aquele ar de  louco. Costuma falar sozinho nas esplanadas e tem tiques de bicha.
Gosta de arte mas acha que a Mona Lisa é uma marca de desentupidor de sanitas. É uma besta quadrada.
O nativo balança tem apenas um testículo, que normalmente lhe cresce atrás do olho do cú.
A mulher Balança é machona e costuma ter buço e pêlos nas mamas.
A criança Balança tem quase sempre falta de cálcio nos ossos, por isso é raquítica e mentirosa.




ESCORPIÃO:


O Nativo de Escorpião é dinâmico, mas falta-lhe ali qualquer coisinha. Passa o dia a enfiar o  dedo no cu e a cheirar.
Costuma ter doenças venéreas porque prefere enfiar o preservativo nos pés enquanto faz sexo.
É pálido e tem sempre aspecto cadavérico.
A mulher Escorpião rói as unhas dos pés e assobia pela rata.
A criança Escorpião aprecia geralmente o seu próprio ranho e pensa muitas vezes que é um cão com raiva. Uiva muito.




SAGITÁRIO:


Divertido, faz muitas vezes figuras tristes por se despir em  público com as cuecas cagadas e mijadas.
Tem um vocabulário bastante limitado e olhos de carneiro-mal-morto. Normalmente bastante peludo, tem o hábito de fazer tranças nos pintelhos.
A mulher Sagitário é pavorosa e rapa as axilas com o corta-relva. Faz a barba todos os dias.
A criança Sagitário é uma aberração da natureza mas às vezes é simpática (não muito).




CAPRICÓRNIO:


O Nativo de Capricórnio é inteligente mas tem a mania que é mais que os outros. Por esta razão é muitas vezes espancado e violado.
Gosta de gritar durante o sexo e de morder as bordas do cu do/da parceiro/a.
É alcoólico e tem sempre a casa que mete nojo.
A mulher Capricórnio tem uma peida gigante e aerofagia.
A criança Capricórnio é bêbeda e mal-cheirosa.




AQUÁRIO:


É um visionário. Azarado de primeira, pisa merda com frequência.
O seu  aspecto porco e sujo faz com que tenha poucos amigos.
A mulher Aquário é maluca e arrota de boca aberta à mesa.
A criança Aquário parece um macaquinho. Borra-se sempre que a chamam.




PEIXES:


É amável, mas só quando lhe convém. É interesseiro e sofre de consciência pesada.
Devido aos nervos tem a pele escamosa a contrastar com o cabelo oleoso.
Gosta de ser maltratado e espancado.
A mulher Peixes cheira a bacalhau estragado e tem a paranoia de se masturbar com as unhas falhadas
A criança Peixes é porca e feia e pensa que é um  bolo de arroz.




(recebido pela via do costume)




Quando a vida nos devolve partes do passado, embrulhadas numa linguagem que - apesar dos anos, mantivémos em comum, é muito bom. É o que acontece quando encontramos alguém que não víamos vai pra lá de muito tempo, perdidos no mais inusitado dos sítios e ainda assim falamos das embalagens de 7,5 dl de analgésico - branco ou tinto, conforme a disposição. E lembramos-nos dos nomes, das alcunhas, das pessoas, das coisas que vivemos. É a prova de que as coisas verdadeiramente boas da vida nunca desaparecem.

Wednesday, February 15, 2012

A vida NÃO é sempre a perder:

Como não há-de tardar muito que tenha que me dedicar mais ao pasquim ali ao lado - o das bicicletas e dos kayaks - tenho que vir aqui de vez em quando fazer chichi no poste. Mais ao estilo twiter, poucos caracteres (difícil, hã?) mas pronto. Justificação?
Às vezes as pessoas surpreendem-nos. Às vezes somos surpreendidos pelas pessoas, o que não é o mesmo que disse antes. Um dos dois, seguramente. Em coisas simples. Numa foto, numa singela foto com uns quantos anos - uns oito ou nove, seguramente. Perdi uma data de coisas que lá estavam - não interessa muito o quê -  mas... ainda tenho os sapatos que tinha calçados nessa foto. Mesmo bons, o raio dos sapatos.





Monday, February 13, 2012

Presunção...

E água benta... Eu sugeria mesmo a pia baptismal pelas trombas, pra estar ao nível da presnução...
Conheço pessoas tão humildes, tão interessantes, tão queridas, tão fôfas, que a única vontade é de lhes dar uma gravata mexicana pelo aniversário ou pelo natal (o que ocorrer primeiro).

Thursday, February 9, 2012

Intermitentemente:

Eis que me deu para ressuscitar o monstro que estava hibernando fazia semanas. É, cá umas quantas coisas, uma necessidade muito minha de me recolher aos meus pensamentos e à minha massa cinzenta. O mundo anda demasiado barulhento, demasiado ruidoso. Diz que disse, fez que fez ou que não fez, soundbytes em cascata, segundas, terceiras e quartas intenções, jogos de sombras por todo o lado... Este mundo - mas é este, de gente corrupta, sem valores, sem princípios e sem uma puta de uma coluna vertebral - tem que ser varrido do mapa. Esta gente tem que ser eliminada, a bem do resto da humanidade. Será seguramente muita gente, a começar no cego (invisual, dentro do políticamente correcto) que, no metro a abarrotar em hora de ponta atropela toda uma carruagem de cabo a rabo na senda da generosidade alheia - e não, não é um qualquer cego, é o líder da matilha, o padrinho, o "capo di tutti capi", o croupier que pela frescura da madrugada distribui o jogo - posições, linhas, estações - para os seus pares, continuando pela jovem-menos-jovem que insistia à saída do metro na figura de estilo muito utilizada no futebol americano comummente designada por "placagem" (note-se que a figura de estilo lhe saiu um bocado mal), continuando por... A senhora Merkel, o senhor Sarkozy, o Alberto, a outra que aconselhou os sem-abrigo a não sairem de casa por causa do frio, o outro que acha que a Grécia devia mudar de nome porque a marca "Grécia" não vende... O outro que condena um indigente a uma multa de 250€ pelo furto de um polvo, mas tem um amigo que não consegue dar mais do que um ano e meio de pena suspensa por crimes de colarinho branco, mais os que acham que com austeridade (e só com isso) é que vamos lá, juntos com os que acreditam na eternidade dos direitos adquiridos há meia-dúzia de anos... Todas essas luminárias mereciam uma bala nos cornos. 
Farto de folclore.

Wednesday, January 18, 2012

Ribatejo

Às vezes tento explicar coisas que nem eu bem compreendo. Explicar a alguém que nos diz taxativamente que detesta um determinado sítio por uma razão que é lá dessa pessoa, mas que pode ser tão vaga como "é muito montanhoso" ou "é muito plano" ou algo assim, é difícil. Acontece-me isso com o Ribatejo. Aconteceu. E tive que pensar umas quantas vezes porque raio gosto do Ribatejo. Bem, o facto de ter crescido naquela terra de ninguém, fronteira entre o Ribatejo e coisa nenhuma é capaz de ajudar. Mas creio que a razão é outra. Quando era puto, as idas "à terra" eram sempre ocasiões especiais, demasiado especiais para as desperdiçar a dormir. Tinha que ir sempre de nariz plantado à janela, a ver tudo o que se passava. Como as estradas eram más e o mini não andava por aí além, tinha que se sair cedo de casa. Atravessava o Ribatejo pela manhã fresquinha, com a orvalhada, sempre perto do Tejo (porque mesmo quando não estamos perto do rio, o rio nunca está longe de nós, no Ribatejo). E creio que é dessas memórias do Ribatejo que gosto tanto. Mesmo nas coisas feias que existem por lá, como em todos os lados... Ganham uma vida diferente nessas memórias. E um dia gostava de conseguir desenhá-las, tal e qual como me lembro delas. Ia sempre faltar-lhes aquela dimensão especial: o frio gelado das madrugadas dos Invernos de dias curtos, ou o calor húmido e sufocante do meio-dia de Verão. 
Continuo sem saber explicar o porquê, mas gosto do Ribatejo. É assim um bocado terra de fronteira com coisa nenhuma a partir das margens do rio.

Tuesday, January 10, 2012

E o Brent de novo:

Em Julho de 2008, o Brent estava a 141,24 USD e o câmbio Eur/USD estava a 1,57, o que nos dava 89,46 euros por cada barril de Brent. Este mês temos o mesmo Brent a 33,37 USD e o câmbio a 1,27, o que nos dá 89,26 euros por barril. Quanto custavam os combustíveis na bomba em Julho de 2008 e quanto custam agora?


Jul/2008:   S/Chumbo95, 1,51€, Gasóleo, 1,41€;
Jan/2012:  S/Chumbo95, 1,59€, Gasóleo, 1,46€;


Sunday, January 1, 2012

Wednesday, December 28, 2011

E é por acaso?

É por acaso que aqui estou, fruto de todos os acasos que aqui me conduziram. E por acaso aqui apareceram, e por acaso aqui foram ficando, porque por acaso, de algum modo, nos fomos identificando. E por acaso cresci onde cresci, e o que aprendi aprendi por acaso, pelo acaso de ter nascido onde nasci e não em mais lado nenhum. E será por algum acaso que um dia irei para melhor (ou pior), e apenas por acaso nesse dia e não antes.
Não estava destinado a ser assim, apenas poderia ter sido assim - ou de qualquer outra maneira.
O acaso é o meu mundo e o meu destino.

Tuesday, December 27, 2011

Wednesday, December 14, 2011

O Facebook é tramado

A Zooey Deschanel tem mais subscritores do que o Francisco Louçã, que por sua vez tem mais subscritores no FB do que votantes no BE...  



Monday, December 12, 2011

Citações:


“I learned long ago, never to wrestle with a pig. You get dirty, and besides, the pig likes it”
George Bernard Shaw

Fala do Homem Nascido


Venho da terra assombrada, 
do ventre de minha mãe; 
não pretendo roubar nada 
nem fazer mal a ninguém. 


Só quero o que me é devido 
por me trazerem aqui, 
que eu nem sequer fui ouvido 
no acto de que nasci. 


Trago boca para comer 
e olhos para desejar. 
Com licença, quero passar, 
tenho pressa de viver. 
Com licença! Com licença! 
Que a vida é água a correr. 
Venho do fundo do tempo; 
não tenho tempo a perder. 


Minha barca aparelhada 
solta o pano rumo ao norte; 
meu desejo é passaporte 
para a fronteira fechada. 
Não há ventos que não prestem 
nem marés que não convenham, 
nem forças que me molestem, 
correntes que me detenham. 


Quero eu e a Natureza, 
que a Natureza sou eu, 
e as forças da Natureza 
nunca ninguém as venceu. 


Com licença! Com licença! 
Que a barca se fez ao mar. 
Não há poder que me vença. 
Mesmo morto hei-de passar. 
Com licença! Com licença! 
Com rumo à estrela polar. 

Friday, December 9, 2011

Carta do Carlinhos ao Pai Natal:


"Querido Pai Natal,
O meu nome é Carlinhos e tenho 12 anos.
Podes achar estranho eu estar a escrever esta carta agora, mas queria esclarecer certas coisinhas que me ocorreram desde que te mandei uma carta cheia de ilusões, na qual te pedia que me trouxesses uma bicicleta, um comboio eléctrico, uma Nintendo 64 e um par de patins.
Um pedido simples!
Quero dizer-te que me matei a estudar todo o ano, tanto que não só fui dos primeiros da minha turma, mas também tirei 20 a todas as disciplinas (não te estou a enganar!).
Ninguém se portou melhor do que eu, nem com os meus pais, nem com os irmãos, nem com os amigos, nem com os vizinhos.
Fiz recados sem cobrar nada, ajudei velhinhos a atravessar a rua, mesmo aqueles que não queriam, e não houve nada que não fizesse pelos meus semelhantes e mesmo assim népia!
É que deixar debaixo da merda da arvore de natal, um cabrão dum Pião, uma Corneta e, a merda de um par de Meias, foda-se meu, sinceramente... não se faz.
Mas afinal, quem tu pensas que és, meu gordo de merda?!
Ou seja, porto-me como um imbecil a merda do ano inteiro, para que venhas com umas filhas da putice deste calibre NÃO É?
E não sendo o suficiente, ao chulo do meu vizinho (esse paneleiro de merda sem educação que foi 10 vezes as aulas durante o ano inteiro), trouxestes tudo o que o cabrão pediu. Mas afinal, que merda vem a ser esta ?
Po isso agora quero que venha um terramoto ou qual quer coisa assim para irmos todos à merda, já que com um Pai Natal tão incompetente, desonesto e falso como tu, é melhor que a terra nos engula a todos.
Mas não deixes de regressar no ano que vem, OK? 
Não te acanhes… pois vou arrebentar á pedrada as putas das tuas Renas! Começando logo por essa merda do Rudolph. Que tem um nome de homossexual, maricão e paneleiro!
Vou espancar as putas das Renas para que te fodas e andes a pé, como eu, Cabrão! Já que a puta da bicicleta que te pedi era para ir para a escola, pois a minha casa fica longe comó caralho, para tua informação!
E não me quero despedir sem antes te mandar para a puta que te pariu .
Oxalá que quando estiveres a subir muito alto, se vire a merda do trenó, para que caias e morras com um pinheiro enfiado no cu, sim??
Por isso, aviso-te que no próximo ano vais ficar a saber o que é um miúdo ”Traquinas” , meu cabrão…

Atentamente 
Carlinhos

PS:
O pião a corneta e o par de meias, podes vir busca-los e mete-os pelo cu acima… "

Thursday, December 8, 2011

A galinha e o ovo:

O Deputado João Galamba escreveu uma crónica no DN com o título "O governador do Banco de Portugal não tem razão". Merece a pena a leitura, e merece a pena assistir ao vídeo para (tentar) contextualizar a questão. Merece também a pena ouvir as declarações do mesmo deputado acerca da independência do governador no desempenho das suas funções, em linha com o último parágrafo da crónica.
Colocam-se aqui algumas questões interessantíssimas: na crónica do DN encontro umas quantas falha graves que derivam directamente do facto de a análise ser feita no abstracto, e não no contexto em que os factos se deram.  Parte de princípios interessantíssimos, mas difícilmente defensáveis: a dívida pública de um país  não tem uma ponderação de risco zero (senão o rating dos bancos não descia com a descida do rating do país, em função da exposição destes à dívida soberana daquele) e não são os rácios de capital que estão aqui em causa, é a percepção dos mercados relativamente à capacidade de endividamento de toda a banca de um país que limita a quantidade de crédito que lhe concedem. Isto indicia uma coisa: o crédito não só não é ilimitado, mas - tal como referiu o governador do banco de portugal - é escasso. Principalmente para países como Portugal, pelo facto de que a economia débil e fortemente terciarizada difícilmente sustenta elevados montantes de dívida. A não ser que não haja preocupações com o montante dos juros a pagar.
Mais: parece-me de todo interessantíssimo o paradoxo de assumir o crédito como ilimitado e em simultâneo reconhecer que, no mundo real, o BCE passou a ser o financiador (quase) exclusivo dos bancos - que contraem com este empréstimos de curto prazo, com taxas de juro comparativamente mais elevadas do que as dos créditos de longo prazo concedidos pelos mesmos bancos e que este financiamento vem suportar. Isto não é o caminho das pedras, é a descapitalização, mas sou eu a falar...
O facto que me faz mais confusão em tudo isto é a acusação de falta de independência que o deputado (do PS) faz ao governador (nomeado pelo PS). Esquecendo-se seguramente daquela grande referência de isenção, independência e competência que foi o antecessor Vítor Constâncio, que se deu ao trabalho de deixar que a instituição a que presidia se substituísse ao INE como fiscal e avalizador do défice do governo anterior a pedido de um primeiro-ministro do PS. Se é esta a bitola, estamos conversados.

Em defesa do José:

Há quem diga que o homem tem razão, que descontextualizaram tudo e ficou a parangona para os tontinhos. "Pagar a dívida é uma brincadeira de crianças". Pois é, eu por acaso dei-me ao trabalho de ir ouvir o que o jovem disse, e foi isso mesmo. Independentemente do modo como contextualizou a idéia, a frase forte era essa, era o cerne da mensagem que queria passar, ao melhor estilo a que nos habituou, estilo esse agora destilado e refinado na vida de estudante recentemente iniciada. 
Dizem os defensores do rapaz que dívida zero é impossível, déficit zero é impossível... Eu não sei se é ou não possível, mas sei que em duas ocasiões históricas o País teve as contas equilibradas: com o Marquês de Pombal e com Salazar. As duas únicas épocas em que não vivemos de empréstimos contraídos ao exterior. Eu preferia que o conseguíssemos sem recorrer ao "braço mágico" da ditadura, mas o jovem que lanço as baboseiras em epígrafe foi primeiro-ministro cá do burgo durante seis longos invernos.  E preocupa-me o facto de ter plantado a semente em algumas das "grandes promessas" a quem damos direito de antena.


Post coiso: se alguém estiver a pensar no volfrâmio vendido aos aliados (e também ao eixo) e na "exploração" que fizemos nas ex-colónias para justificar seja o que for, terá que fazer o exercício de honestidade intelectual de tentar entender como é que o Sebastião José levantou um País depois de um terremoto e de que modo esmifrámos os milhares de milhões de euros que recebemos da UE, conseguindo ainda assim bater recordes históricos de endividamento que nos conduziram directamente à beira do precipício em que estamos.

Tuesday, December 6, 2011

Farróbadó

O que se diz:
O Ministério da Solidariedade e da Segurança Social tem um pópó novo. Ao que consta, um Audi A7 que custaria ao comum dos mortais qualquer coisa como 86.000 euros. O contrato terá sido fechado ainda pelo anterior executivo em regime de Aluguer Operacional de Viaturas, e o procedimento foi única e exclusivamente realizado pela Agência Nacional de Compras Públicas e não pelo Ministério agora tutelado por Pedro Mota Soares. Mais coisa menos coisa é isto.


Agora vamos ao que interessa reter:
a) O Ministério da Solidariedade e da Segurança Social (poderia ser um qualquer outro, mas calha a ser logo o Ministério responsável pelo quinhão do Orçamento que tem a seu cargo a Solidariedade e a Segurança Social) faz deslocar o seu responsável máximo numa viatura que custa tanto como muitas casas por esse País fora. Numa situação de crise profunda, recessão económica e com a taxa de desemprego OFICIAL acima dos 13%. Inqualificável.
b) Independentemente dito e não dito, o Estado que subtrai metade do subsídio de Natal a todos os Portugueses e os subsídios de Natal e de Férias à maioria dos funcionários públicos NÃO se pode desculpar com contratos blindados. Nunca. O único contrato blindado que o Estado tem é a Constituição e o contrato de boa-fé que deveria ser a norma na relação com os seus Cidadãos e Contribuintes, e se pode quebrar esse com a desculpa da crise, como já fez pode quebrar qualquer outro pela mesma razão. Inaceitável que não o tenha feito.
c) Ao que consta, a dita viatura teria sido adquirida não para um qualquer Ministro do anterior executivo, mas para um Secretário de Estado, de seu nome Carlos Zorrinho, que por acaso calha a ser actualmente o líder da bancada Parlamentar do Partido Socialista. Uma viatura de 86.000 euros para um Secretário de Estado é qualquer coisa muito para lá de abusivo, e retira qualquer moral à pessoa em questão para ser o líder da bancada do maior partido da oposição. Mas isto é só a minha opinião, e eu apenas valho um voto.
d) O que eu não vejo escrito em lado nenhum e oiço muito poucas pessoas dizer é isto: que o Estado, um qualquer Estado mas neste caso concreto o nosso Estado NÃO PODE adquirir viaturas de luxo para ninguém porque estamos em recessão, porque estamos em crise, porque esse mesmo Estado está a esmifrar os Contribuintes até às batatas e porque o exemplo tem que vir de cima, que um Estado que, pela palavra do seu Primeiro-Ministro diz que não podemos olhar para o passado e andar à caça das bruxas NÃO PODE trazer essas mesmas bruxas para o presente (e muito menos as contas que deixaram por pagar), e o governo, seja ele qual for, tem que perceber que o Estado somos NÓS, todos, Cidadãos e Contribuintes, e que o governo, seja ele qual for, é apenas o fiel depositário da nossa confiança na capacidade que deveria ter de gerir bem a "cousa pública". E sim, tem que caçar bruxas, porque andamos a pagar as contas que elas deixaram. 
Comecem a acender as fogueiras. Se não as acenderem agora por quem devem, alguém as acenderá para vocês.