Quando eu morrer, a terra não me há-de cobrir. Sou Arauto da Verdade e Vento de Liberdade.
Saturday, November 17, 2012
Friday, November 16, 2012
Thursday, November 15, 2012
Tal como já referi noutras paragens,
Quando não tivermos com o que pagar, pagaremos com o que tivermos.
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frases incendiárias
Wednesday, November 14, 2012
E em dia de greve, coisas importantíssimas
Que contudo nada têm a ver com a actualidade.
Por alguma razão que me escapa, comecei a fazer contas de cabeça à nossa História, nomeadamente à época dos descobrimentos, e relembrei-me de uma coisa que me tem deixado bastante intrigado: a "descoberta" dos Açores (1427).
O Arquipélago dos Açores estende-se ao longo de uns generosos seiscentos quilómetros quase quase quase ali para os meios do Atlântico Norte. Fica a cerca de mil e setecentos quilómetros da costa Portuguesa e a quase 2300 das costas do Labrador. Largando uma embarcação de Lisboa com rumo ao desconhecido, digamos, algo como uma Barcha ou um Caravelão (no mesmo link) a probabilidade de "aterrar" em qualquer uma das ilhas seria ínfima (à luz do que desconhecemos acerca da tecnologia e dos conhecimentos da época); com efeito estas embarcações não dispunham sequer de um cesto de gávea, o que me leva à seguinte conclusão: com uma boca de 3,5 mts o convés estaria talvez a uns dois metros da linha de água, o que fazendo as contas muito por cima, daria um raio de visão (distância para o horizonte) de cerca de quinze quilómetros. Ou seja, um corredor de visão com cerca de 30 Kmts de largura total. Seguindo a mesma fórmula, a ilha do Pico, com os seus 2.352 m de altura, poderia em condições ideais ser avistada a uma distância de cerca de 180 Kmts...
Cingindo-me ao tal corredor de 30 quilómetros, parece-se muito com conseguir encontrar uma agulha num palheiro. Mas a descoberta das ilhas do Atlântico Sul - Ascensão em 1502, Santa Helena (onde viria a falecer Napoleão Bonaparte uns séculos depois) em 1503 e a Ilha de Tristão da Cunha, em 1506, não ficam nada aquém desta pontaria fabulosa - esta última dista 2430 Kmts da ilha de Santa Helena, 2816 de África e 3360 Kmts da América do Sul.
Sem GPS, sem radar, com instrumentos ópticos rudimentares, munidos de sextantes, bússolas e mapas razoavelmente imprecisos, não deixou de ser um feito digno de nota.
A não ser que, tal como imagino, soubessem algo que desconhecemos.
Por alguma razão que me escapa, comecei a fazer contas de cabeça à nossa História, nomeadamente à época dos descobrimentos, e relembrei-me de uma coisa que me tem deixado bastante intrigado: a "descoberta" dos Açores (1427).
O Arquipélago dos Açores estende-se ao longo de uns generosos seiscentos quilómetros quase quase quase ali para os meios do Atlântico Norte. Fica a cerca de mil e setecentos quilómetros da costa Portuguesa e a quase 2300 das costas do Labrador. Largando uma embarcação de Lisboa com rumo ao desconhecido, digamos, algo como uma Barcha ou um Caravelão (no mesmo link) a probabilidade de "aterrar" em qualquer uma das ilhas seria ínfima (à luz do que desconhecemos acerca da tecnologia e dos conhecimentos da época); com efeito estas embarcações não dispunham sequer de um cesto de gávea, o que me leva à seguinte conclusão: com uma boca de 3,5 mts o convés estaria talvez a uns dois metros da linha de água, o que fazendo as contas muito por cima, daria um raio de visão (distância para o horizonte) de cerca de quinze quilómetros. Ou seja, um corredor de visão com cerca de 30 Kmts de largura total. Seguindo a mesma fórmula, a ilha do Pico, com os seus 2.352 m de altura, poderia em condições ideais ser avistada a uma distância de cerca de 180 Kmts...
Cingindo-me ao tal corredor de 30 quilómetros, parece-se muito com conseguir encontrar uma agulha num palheiro. Mas a descoberta das ilhas do Atlântico Sul - Ascensão em 1502, Santa Helena (onde viria a falecer Napoleão Bonaparte uns séculos depois) em 1503 e a Ilha de Tristão da Cunha, em 1506, não ficam nada aquém desta pontaria fabulosa - esta última dista 2430 Kmts da ilha de Santa Helena, 2816 de África e 3360 Kmts da América do Sul.
Sem GPS, sem radar, com instrumentos ópticos rudimentares, munidos de sextantes, bússolas e mapas razoavelmente imprecisos, não deixou de ser um feito digno de nota.
A não ser que, tal como imagino, soubessem algo que desconhecemos.
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coisas surpreendentes
Reabertura da agremiação de personalidades vincadas e marcantes:
Estava-me a referir aqui ao blog, para quem anda distraído.
É verdade, tenho feito uns périplos pelo facecoiso... Aquilo é o cigarro e a nicotina da Web, recompensa instantânea, likes e partilhas em barda. É a MTV das redes sociais, tudo o que der mais trabalho do que o consumo imediato é varrido na diagonal, e cinco segundos são uma eternidade.
Back to bloga.
É verdade, tenho feito uns périplos pelo facecoiso... Aquilo é o cigarro e a nicotina da Web, recompensa instantânea, likes e partilhas em barda. É a MTV das redes sociais, tudo o que der mais trabalho do que o consumo imediato é varrido na diagonal, e cinco segundos são uma eternidade.
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E em dia de greve geral...
Companheiros, Amigos, Palhaços, camarada Arménio:
Em dia de greve geral, é uma decisão da consciência de cada um fazer ou não greve, seja qual for a razão, e a cada um assiste a razão que cada um quiser. Mas mesmo em dia de greve, há quem, pelas razões que forem, decide não participar. E a esses, assiste-lhes exactamente o mesmo direito de opção que assiste a todos aqueles que decidem fazer greve. Não nos podemos esquecer de todos aqueles que, por uma razão ou por outra, sentem os seus empregos em risco, e que não querem por essa mesma razão participar nesta greve.
Em dia de greve geral, há uma empresa ferroviária (a Fertagus) que serve toda a margem sul, que recebe GENEROSAS contribuições do Estado pelos passageiros que não transporta (leia-se "dos NOSSOS IMPOSTOS") e que não pode operar entre Coina e Lisboa porque, imagine-se, a REFER "fechou" a linha. Assim mesmo, sem serviços mínimos, sem circulação de combóios, forçando todos aqueles que querem (ou que têm que) trabalhar a deslocarem-se em viatura particular, ou a não irem de todo trabalhar. Por mera coincidência cronológica, já alguém referiu aqui que teria sido por actos de vandalismo - eu digo que é muita coincidência porque azaradamente é a primeira vez que acontece em mais de dez anos e tinha que calhar em dia de greve geral... Nota da redacção: A REFER é uma empresa Pública, "REFER, EP" de sua graça. Imagino que este cenário se repita um pouco por todo o lado, com as necessárias cambiantes.
Isto não é respeitar o direito alheio a não fazer greve. Isto é manipular os números. ISTO É BRINCAR COM A VIDA DE QUEM NÃO PODE PRESCINDIR DOS 20 OU 30 EUROS QUE GANHA POR DIA E TEM QUE GASTAR MAIS DO QUE ISSO PARA IR TRABALHAR HOJE. O que não deixa de ser demonstrativo do que determinadas agremiações pretendem e do desfasamento que têm da realidade do País e da realidade daqueles cujos direitos (diz-se) pretendem defender.
Por outro lado isto é a demonstração cabal daquilo que é efectivamente uma república das Bananas que não sabe impor serviços mínimos, porque na realidade nem se sabe dar ao respeito.
E só um especial para o camarada Arménio, que há-de aparecer incessantemente a propalar números de uma greve conseguida com estas artimanhas, num País à beira do desastre, com a grande maioria das PME's com a corda no pescoço, com uma quantidade absurda de trabalhadores em situação absolutamente precária, este tipo de manipulação é INACEITÁVEL.
E ainda entre nós, camarada Arménio, no dia em que os sindicatos forem obrigados POR LEI (como na Alemanha, por exemplo) a pagarem o ordenado correspondente aos dias de greve dos seus associados e no dia em que a agremiação sindical a que preside deixar de patrocinar este tipo de comportamentos, talvez eu considere a possibilidade de participar nestas vossas greves. Porque já pago para um sindicato (é verdade, até sou sindicalizado!) e os meus impostos também pagam a concertação social (ah pois é, ah pois é). Creio que já chega de ser penalizado, o que é que lhe parece, camarada Arménio?
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coisas que me deixam porco da vida
Monday, November 5, 2012
Finalmente
Começamos a fazer justiça ao nome e à obra do Homem. Assim mesmo, com maiúsculas. Aristides de Sousa Mendes.
A 8 de Novembro nos cinemas.
Eu já sigo o blog há uns tempos, fui surpreendido pelo anuncio na TV. Agradavelmente surpreendido, diga-se.
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Aristides de Sousa Mendes
Wednesday, October 10, 2012
Espichel
E a nova "burra" cá de casa. Tem um motor eléctrico, é digamos que assim completamente diferente de tudo incluindo de qualquer coisa de que estivesse à espera... Mas falarei disto num outro post, para já apenas queria deixar aqui algumas fotos do Cabo Espichel:
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Biclas,
Cabo Espichel,
Fotos
Monday, October 1, 2012
Da série "De bicicleta e com uma maquina de brinquedo"
Interlúdio. Domingo de manhã em duas rodas, a sair de casa pelas oito da manhã, oitenta e cinco quilómetros e algumas fotos depois, valeu bem a pena. Não pelas fotos, gostaria de as ter tirado com uma máquina melhor, mas fez-me um bem à alma... Ponta dos Corvos e baía do Seixal.
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Fotos,
Praia do Alfeite
Tuesday, September 18, 2012
Da série "Quase todos os lugares são interessantes": Gijón.
Para ser sincero, com uma única excepção, Gijón não me surpreendeu. Pelo menos não tanto como Oviedo, e com a agravante de ter mar ali ao lado. Estava à espera de mais, se calhar esperava demasiado. Mas há uma excepção, e de monta. Para variar, começo com os tais candeeiros:
Parte da linha de defesa costeira do porto de Gijón.
Isto estava algures numa chaminé:
E agora é que interessa.
(A cidade é engraçada, tem partes engraçadas, mas houve ali qualquer coisa muito má, mais ou menos como a década de setenta em algumas das cidades Portuguesas... Não fiquei deslumbrado, mas isto deslumbrou-me, e isto valeu a pena a viagem): O cerro de Santa Catalina, um promontório com vista para o mar, algures ali a dar para o porto. E esta localização privilegiada foi escolhida em tempos idos para albergar uma linha de defesa costeira, e ainda se encontram aí os restos muitíssimo bem conservados de uma bateria de artilharia de costa...
E isto, sendo que isto é uma obra neo-coisa (não sei nem gosto de classificar arte, ainda que seja sob a forma de betão armado) que à primeira vista pode parecer estranha e como que caída ali vinda algures do espaço... mas não. Integra-se. Ou integrou-se, mas é como se sempre ali tivesse estado, mesmo antes do resto que ali fizeram.
Podia deixar aqui uma dezena de fotografias sem sequer conseguir transmitir de perto a sensação de estar ali, a sensação do que aquilo é na realidade. Aquilo é o elogio do horizonte, sempre ali esteve e sempre ali estará, e todos os que tiverem a sorte de ali estar, de ir ali, de ir ao centro, de estar lá dentro, conseguirão ouvir o horizonte. Porque é esse o elogio do horizonte: lá dentro ouve-se o horizonte.
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